Terça-feira, Abril 27, 2010

Um Punhado de Amoras


IGNAZIO SILONE
trad. de Branquinho da Fonseca

capa de António Garcia

Lisboa, 1964
Editora Ulisseia, limitada
[s.i.]
18,9 cm x 13,3 cm
308 págs.
exemplar como novo, por abrir
17,00 eur

Pseudónimo de Secondino Tranquilli, notabilizou-se como anti-estalinista ao serviço do Partido Socialista Italiano, depois de ter passado a II Guerra Mundial a organizar a resistência ao nazi-facismo como agente secreto. Esta obsessão criou nele a tolerância para chegar a receber “apoios” da CIA, o que não sendo da melhor política, certamente faz de qualquer um o pior intelectual. Outras vergonhas vieram recentemente a lume: e que fazem dele até um agente duplo... um espião, portanto, em todas as frentes.
O vertente romance, de 1952, é exactamente uma arma apontada aos perniciosos métodos de funcionamento no seio do partido marxista...


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Quarta-feira, Abril 21, 2010

Rimas


JOÃO PENHA

Braga, 1906
Cruz & C.ª – Editores
edição ne varietur
19 cm x 12,1 cm
2 págs. + 182 págs. + 1 extra-texto desdobrável
subtítulo: Vinho e Fel – Violão Nocturno – Onofre – Lyra de Pangloss
exemplar em bom estado, por abrir, apresenta apenas algum desgaste na lombada
30,00 eur

É a edição definitiva (3.ª edição) de um livro que em 1882 já tinha, em Lisboa, a sua 2.ª edição (Avelino Fernandes & C.ª Editores; não referida por Maria Amália Ortiz da Fonseca, Introdução ao Estudo de João Penha, Portugália Editora, Lisboa, 1963).
Diz-nos o Dicionário Cronológico de Autores Portugueses (vol. II, Publicações Europa-América, Mem Martins, 1990): «[...] A sua poesia, de índole satírica e humor rabelaisiano, é declaradamente anti-romântica. O seu lirismo é quase uma auto-ironia que mal esconde um amargo e profundo desencanto, ferozmente disfarçado de mordacidade e cinismo. [...]»
O desdobrável reproduz dois retratos do Autor e um soneto, que lhe está dedicado, da autoria de Gonçalves Crespo.


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Terça-feira, Abril 20, 2010

Report on Southern Africa


BASIL DAVIDSON

Londres, 1952
Jonathan Cape
[1.ª edição]
20,5 cm x 14 cm
286 págs. + 1 desdobrável (mapa)
encadernação editorial com sobrecapa
bem conservado
ideograma de posse na sobrecapa, na primeira folha de guarda e no frontispício
assinaturas de posse na primeira folha de guarda e no frontispício
20,00 eur

É o relatório abrangente das lutas subjacentes ao apartheid, à escravatura, à humilhação dos “inferiores”. O ponto de vista é, apesar disso, o de um investigador das mutações levadas ao continente africano por um capitalismo embrionário e ainda incipiente, que sucedeu aos séculos de crua rapina.


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Segunda-feira, Abril 19, 2010

Motim em Julho


ERSKINE CALDWELL
trad. de Manuel Mendes

capa de Infante do Carmo

Lisboa, 1956
Editorial Estúdios Cor, Ld.ª
1.ª edição
19,5 cm x 14,2 cm
248 págs.
colecção dirigida por Nataniel Costa
exemplar muito estimado
17,00 eur

Da nota de badana:
«[...] Caldwell só aos catorze anos frequentou pela primeira vez a escola.
Depois de ter estudado durante algum tempo na Universidade da Virgínia, exerceu as mais variadas profissões: jornalista, operário, colhedor de algodão, ajudante de cozinheiro, criado de noite no bufete de uma estação, maquinista num teatro “burlesco” de Filadélfia, crítico literário no Texas e jogador de futebol profissional numa equipa da Pensilvânia. [...]» Portanto, um indivíduo que colheu do real directamente vivido a essência da sua arte literária. O vertente romance, tal como o basto conhecido A Estrada do Tabaco, põe em cena o problema do esclavagismo e do ódio racista e de classe norte-americanos.


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