Quarta-feira, Agosto 18, 2010

Caligrafia Ardente [livro impresso e manuscrito de 1 poema]


ANTÓNIO JOSÉ FORTE
desenho em extra-texto de Aldina [Costa]


Lisboa, 1987
Hiena Editora
1.ª edição
20,5 cm x 14,5 cm
32 págs. + 1 extra-texto (colado na pág. 4)
capa de Augusto T. Dias (cromo colado sobre a capa)
exemplar como novo

[junto com 7 folhas manuscritas, datadas e assinadas, com a versão quase final do poema «Canto» (ainda não intitulado), que consta da pág. 9 e segs. no livro]
21 cm x 28 cm (oblongo)
7 folhas soltas escritas apenas de um lado
trata-se das folhas de trabalho do referido poema, muito rasuradas pelo poeta, em que numa leitura comparativa atenta podemos detectar não ser exactamente a forma final do livro impresso]
350,00 eur

A importância deste poeta – mesmo fora da geração de surrealistas a que naturalmente pertenceu – continua a ser da ignorância (ou da rejeição) das entidades que por hábito adquirem papéis autógrafos de escritores. A sua altíssima qualidade estética e intelectual pautou-se por parâmetros que até hoje só terão sido reconhecidos por Herberto Helder ao incluí-lo nessa antologia da rarefacção que se chama Edoi Lelia Doura – Antologia das Vozes Comunicantes da Poesia Moderna Portuguesa (Assírio e Alvim, Lisboa, 1985).


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Teses sobre a Visita do Papa


ANTÓNIO JOSÉ FORTE

Lisboa, 1982
ed. Autor
1.ª edição
21 cm x 15 cm
4 págs. [folha volante]
em bom estado de conservação, apresenta apenas o vinco por ter sido dobrado a meio
tiragem declarada de 500 exemplares fora do mercado
peça de colecção
120,00 eur

Foi o surrealista António José Forte uma das raras vozes (a outra foi a do escritor Alberto Pimenta) a insurgir-se assumidamente contra a subserviência do Estado português para com a Igreja. É um violento panfleto em que não são poupados nem os ditos, Igreja & Estado, nem os partidos, nem os sindicatos, nem a proletarização acéfala em geral.
Este documento, tendo sido posto à disposição da imprensa periódica, acabou censurado por Baptista-Bastos, seu confiado portador.



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Contos Já Contados



aa.vv.

s.l. [Montijo], s.d. [circa anos 1960]
Gazeta do Sul, Editora
[1.ª edição]
20 cm x 14,4 cm
224 págs.
capa de C. Alberto
volume profusamente ilustrado com vinhetas alusivas a cada uma das peças literárias
exemplar n.º 870 de uma tiragem não declarada
manuseado mas muito aceitável, miolo limpo
ostenta na folha de ante-rosto o selo-branco do semanário Gazeta do Sul
17,00 eur

Compilação dalguns contos anteriormente publicados ao longo de duas décadas nas páginas do periódico, vinte trechos literários de pendor moralizante neo-realista, cujos autores, encabeçados pelo então estreante Antunes da Silva, se estendem por nomes como Alberto Lima, Celestino Gomes, Matilde Rosa Taranta, Sílvia Vaz, Augusto Barbosa, Leonel Cosme, Miguel Serrano, Adérito Cabral, etc.
A capa – com certeza de propósito, num estilo abertamente dirigido a um público feminino – mimava a estética das “revistas cor-de-rosa” da época, nomeadamente a Crónica Feminina.


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Terça-feira, Agosto 10, 2010

A Rosa de Papel




AUGUSTO DE SANTA-RITA

Porto, 1917
Edição da «Renascença Portuguesa»
1.ª edição [única, segundo Richard C. Ramer]
24 cm x 17,7 cm
64 págs.
subtítulo: Mysterio n’um Cantico – Poêma Dramatico em Prosa e Verso
miolo impresso sobre papel superior de fabrico manual não aparado
capa impressa sobre semi-cartolina rugosa de fantasia não aparada
exemplar em bom estado de conservação
COM EXTENSA DEDICATÓRIA A ANTÓNIO FERRO ASSINADA PELO AUTOR
peça de colecção

280,00 eur

Filho do poeta Guilherme de Santa-Rita e irmão de Santa-Rita, Pintor, irá seguir uma linha estilística que vai do simbolismo tardio ao futurismo da Orpheu de Fernando Pessoa. Tendo falecido já nos anos 50 do século passado, pôs a sua arte praticamente ao serviço do saudosismo e da propaganda nacionalista do Estado Novo, que teve em António Ferro o seu mentor cultural.
O vertente poema veio a ser musicado por Rui Coelho e representado no Teatro de São Carlos.


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Segunda-feira, Agosto 09, 2010

Rosto e Diálogo




CARLOS FARIA

Lisboa, 1966
Editora Lux, Lda.
1.ª edição [única]
19,5 cm x 13,2 cm
80 págs.
capa impressa a duas cores e relevo seco
exemplar manuseado mas muito aceitável, miolo limpo
COM EXTENSA DEDICATÓRIA DO AUTOR ASSINADA E DATADA
30,00 eur

Carlos Faria, ou Karlos Faria, tendo nascido no Ribatejo foi autor de expressão açoreana, e nessa qualidade, aquando do seu recente (Janeiro de 2010) falecimento, foram os escritores Eduardo Bettencourt Pinto e Onésimo Almeida os únicos que o celebraram. Aí, no arquipélago, co-fundou suplementos literários como Glacial (no jornal A União) ou Basalto (no Correio dos Açores). Entre as dedicatórias dos seus poemas de Lisboa pode ser traçado o lugar poético de um convívio a todos os títulos interessante, a saber: José Gomes Ferreira, Herberto Helder e Mário Cesariny. E são, precisamente, os poemas dedicados a estes dois últimos aqueles que mais nos revelam acerca dos nossos anos sessenta: «Cloridrato de Heroína» e «Flash».
Do segundo:
«Bêbedo de lua
recito António Nobre e Becquer
pelas ruas de Nova York...
– certo de que na América ninguém repara
como na Europa ninguém ouve!
– “Eh, sailor! Where do you come from?”»


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Terça-feira, Agosto 03, 2010

Espelho da Vida



FAURE DA ROSA
ilustrações de Manuel Ribeiro Pavia

Lisboa, 1955
Orion
1.ª edição
19,4 cm x 12,7 cm
256 págs.
inclui 3 desenhos de página inteira
exemplar naturalmente envelhecido, mas estimado e em parte por abrir
20,00 eur

Autor neo-realista, aqui delicadamente acompanhado pelos desenhos de Pavia.


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