quinta-feira, junho 07, 2012



ANTONIO NOBRE
desenhos de Eduardo Moura e Julio Ramos
retrato do Autor «d’après Thomaz Costa»

Paris – Lisboa / Rio de Janeiro – São Paulo – Belo Horizonte, 1913
Livrarias Aillaud e Bertrand / Livraria Francisco Alves
3.ª edição
20 cm x 11 cm (esguio)
176 págs.
profusamente ilustrado a cores
encadernação antiga meia-francesa em pele e papel de fantasia com ferros a ouro na lombada, nervuras pespontadas, cantos em pele
muito pouco aparado, sem as capas de brochura
exemplar estimado; miolo limpo
180,00 eur (IVA e portes incluídos)

Edição graficamente muito elegante, é a verdadeira 3.ª edição, que serviu à Renascença Portuguesa, no mesmo ano, de modelo para uma pseudo-terceira de circulação nortenha.
Trata-se do poeta que melhor soube trazer para dentro da retórica dos versos, já depurado, o romantismo narrativo das Viagens na Minha Terra de Garrett:
«[...] E o carro ia aos solavancos.
Os passageiros, todos brancos,
Ressonavam nos seus gabões:
E eu ia álerta, olhando a estrada,
Que em certo sitio, na Trovoada,
Costumavam sair ladrões.

Ladrões! Ó sonho! Ó maravilha!
Fazer parte d’uma quadrilha,
Rondar, á Lua, entre pinhaes!
Ser Capitão! trazer pistolas,
Mas não roubando, – dando esmolas
Dependuradas dos punhaes... [...]»

É este escritor que um poeta nosso contemporâneo recente – João Miguel Fernandes Jorge – louvava no semanário Expresso (11 de Abril, 1987) nos seguintes termos: «[...] O é uma lição de portugalidade, aprendi nele Portugal e foi ele que me conduziu à monarquia, por exemplo [...]. Penso que toda a poesia arrasta consigo um sentido de mensagem, por isso o Nobre me seduziu. O Nobre é um dos mentores do Estado Novo. [...]»


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