Sábado, Abril 30, 2011

Boa Noite


PEDRO PAIXÃO

Lisboa, 1993
Edições Cotovia, Lda.
2.ª edição
20,5 cm x 13 cm
80 págs.
EXEMPLAR COM DEDICATÓRIA DO AUTOR
em bom estado
17,00 eur

O autor, para além da sua actividade como agente publicitário, desenvolveu nos anos 80 do século passado intensa intervenção literária, podendo a sua prosa ser considerada à altura da dos seus congéneres internacionais, de que Menos Que Zero (Bret Easton Ellis) foi modelo.


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Quinta-feira, Abril 14, 2011

Pedro Alvares Cabral e o Descobrimento do Brazil


FAUSTINO DA FONSECA

Lisboa, s.d. [circa 1900]
Livraria Editora Guimarães, Libanio & C.ª
[1.ª edição]
16,8 cm x 8,1 cm
72 págs.
é o n.º VI da Collecção do Povo – Scientifica, Artistica, Industrial e Agricola
cartonagem editorial
exemplar em bom estado de conservação
17,00 eur

Muito à maneira da colecção pioneira deste tipo de manuais de vulgarização erudita, a Bibliotheca do Povo e das Escolas, criada em 1881 pelo editor fora de série David Corazzi, também aqui, num formato “de bolso” a um preço acessível, temos um verdadeiro programa enciclopédico de instrução popular.


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Domingo, Abril 10, 2011

Amadeo de Souza-Cardoso – A Primeira Descoberta de Portugal na Europa no Século XX [catálogo]


PAULO FERREIRA
et alli

Lisboa, 1983
Centro de Arte Moderna / Fundação Calouste Gulbenkian
1.ª edição
29,6 cm x 20,9 cm (álbum)
122 págs. (não numeradas)
profusamente ilustrado a preto e a cor
impresso sobre papel superior
design de Fernando Libório
exemplar novo
60,00 eur

O comissário da exposição lembra-nos no seu texto a violência física com que os portuenses rejeitaram a primeira mostra de Amadeo. Agredido e enxovalhado publicamente no Porto de 1916, mas reconhecido entre os seus pares – como Eduardo Viana e Almada Negreiros –, é hoje pedra-de-toque para a compreensão das vanguardas artísticas da época.


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António Dacosta [catálogo]


RUI MÁRIO GONÇALVES
MARIA HELENA DE FREITAS
JÚLIO POMAR
FERNANDO DE AZEVEDO
VITORINO NEMÉSIO
JOSÉ-AUGUSTO FRANÇA
JOÃO MIGUEL FERNANDES JORGE

et alli

Lisboa, 1988
Fundação Calouste Gulbenkian / CAM, Casa de Serralves
1.ª edição
27,9 cm x 23,9 cm (álbum)
192 págs. (não numeradas)
profusamente ilustrado a preto e branco e a cor
impresso sobre papel superior
exemplar como novo
60,00 eur

Pintor escasso, vindo do ideário surrealista do final dos anos 30 do século XX, veio a ser particularmente acarinhado e estudado a partir do seu “regresso” à pintura nos anos 80, altura em que o vazio cultural instituído pelo pós-modernismo sugeria que se procurasse a novidade no passado.


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Júlio Pomar – O Paraíso e outras histórias [catálogo]


RUTH ROSENGARTEN
et alli

Lisboa, 1994
Electa / Culturgest / Lisboa Capital Europeia da Cultura ’94
1.ª edição
24 cm x 22 cm (álbum)
96 págs.
profusamente ilustrado a cor
exemplar novo
50,00 eur

O estudo introdutório da, também, pintora Ruth Rosengarten é particularmente inteligente e incisivo.


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Manuel Cargaleiro – Obra Gravada, 1957-1978 [catálogo]

VERGÍLIO FERREIRA, introd.

Lisboa, s.d. [1978]
Galeria S. Mamede
1.ª edição
27,1 cm x 22,2 cm
48 págs.
profusamente ilustrado
impresso sobre papel de gramagem superior
encadernação editorial com sobrecapa e guardas impressas em monocromia
exemplar com sinais de antiga humidade no bordo inferior das duas primeiras folhas; miolo limpo no geral
45,00 eur

Refere o cólofon que o livro foi realizado «com a colaboração da Tipografia Manuel A. Pacheco, Lda.», o que significa que toda a execução na máquina foi conduzida e supervisionada pelo chefe de oficina João Gonçalves. Podemos, assim, mesmo sem observação a conta-fios, garantir ter havido nas páginas de côr mais do que as quatro convencionais passagens de tinta, dado o peculiar método de impressão – uma transposição da técnica serigráfica para o off-set – utilizado nessa tipografia em obras que exigissem algum rigor cromático. Neste particular, a obra-prima tipográfica absoluta executada nessa empresa estamos em crer ter sido O Papel-Moeda em Portugal, com grafismo de Sebastião Rodrigues, encomenda do Banco de Portugal em 1985.
De Cargaleiro, fala-nos com acerto o escritor Vergílio Ferreira:
«[...] Eis-me aqui em face da arte de Cargaleiro [...]. E a primeira característica que de imediato me atinge, para além da sua luminosidade, é a da sua monotonia. Mas que “o génio é monótono” é já hoje um lugar-comum – e em nada, pois, isso diminui quem génio se não pretenda. E no entanto, essa monotonia faz pensar. Porque, como em toda a arte, e submersa a ela, é como se uma realidade inatingível incitasse o artista à sua perseguição, frustrada sempre, e as breves alterações fossem a estratégia de a alcançar, fossem o breve indício ou o sinal cabalístico de que essa realidade estava lá. Invencivelmente, a monotonia de Cargaleiro traz-me o eco dessa enigmática singeleza do cantar trovadoresco, quando podia decidir-se da qualidade de uma poesia pela simples alteração de um “amigo” num “amado”. Como na velha “paralelística”, que se auto-engendra indefinidamente, esta arte reinventa-se a si mesma, recriando-se no motivo que se repete. Assim ela converte o “amigo” de um azul no “amado” de um vermelho, desdobrando pelo “leixa-pren” – o “deixa-toma” – os seus quadrados e triângulos. [...]»


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Helena Almeida [catálogo]



DELFIM SARDO

Lisboa, 2004
Bial / Centro Cultural de Belém
1.ª edição
26,4 cm x 21,3 cm
220 págs.
bilingue (português / inglês)
subtítulo: Pés no chão, cabeça no céu / Feet on the ground, head in the sky
cartonagem editorial com folhas de guarda impressas
exemplar novo
60,00 eur

Desta peculiar artista diz-nos o ensaísta:
«[...] será que o importante é o gesto, a atitude, a performance que as imagens registam e estas não são mais do que documentação, ou, pelo contrário, é no plano da fotografia que se passa a intensidade da sua proposta? Ou a fotografia surge como um avatar, um duplo da pintura e do desenho – embora por formas e através de dispositivos completamente diversos – multiplicando uma trama irónica a propósito dos problemas e das questões de representação? Imagino sempre o trabalho da artista na mesma instância que o estatuto dos desenhos de Trisha Brown, que a coreógrafa e bailarina produz em resultado de uma movimentação sobre um suporte colocado no chão, que testemunha e deixa ver as marcas deixadas pelos gestos. É de tal forma próximo – ou assim imagino – que me parece quase tocarem-se na indecisão que provocam no espectador quando os observa. Estou a ver desenhos ou meras marcas de um momento mais importante, mais profundo, mais denso, mais primevo? [...]»


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Columbano – Ensaio Biográfico e Crítico


LUÍS VARELA ALDEMIRA
prefácio de Joaquim Manso


Lisboa, 1941
Edição do Autor [Livraria Portugal, depositária]
1.ª edição
tiragem declarada de 500 exemplares
26 cm x 19,5 cm
80 págs.
com 5 ilustrações inclusas no corpo do texto
composto manualmente
EXEMPLAR COM DEDICATÓRIA DO AUTOR A MOREIRA FERNANDES
ex-libris de Raul de Oliveira colado abaixo desta dedicatória
tem ligeiros picos de humidade na capa
30,00 eur

Longa conferência que o pintor Varela Aldemira proferiu na Sociedade Nacional de Belas-Artes, em jeito de desagravo pelas «invejas» que rodearam o destino e a obra de Columbano Bordalo Pinheiro. Aí, quer a vida quer a obra do mestre são apreciadas por um “ensaísta” que sabe do ofício.


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Quarta-feira, Abril 06, 2011

Graal – Poesia. Teatro. Ficção. Ensaio. Crítica



Lisboa, Abril-Maio de 1956 a Dezembro (1956)-Julho de 1957
dir. António Manuel Couto Viana e António Vaz Pereira
colecção completa (4 números)
25,5 cm x 18,5 cm
410 págs. (numeração contínua) + 3 folhas em extra-texto
ilustrados em separado e no corpo do texto por, entre outros, António Vaz Pereira, J. Bastos Coelho, Manuel Cargaleiro, José Escada, René Bértholo, Fernando Lanhas, etc.
exemplares estimados, apresentando-se apenas o n.º 3 um pouco envelhecido mas muito razoável
170,00 eur

Colaboração literária, entre outros, Fernando Guedes, Fernanda Botelho, Henrique Segurado, David Mourão-Ferreira, Urbano Tavares Rodrigues, Maria de Lourdes Belchior, Fernando Echevarria, Matilde Rosa Araújo, Tomaz Kim, Ester de Lemos, Goulart Nogueira, Jacinto do Prado Coelho, Ruy Cinatti, João Palma-Ferreira, António Quadros, José Blanc de Portugal, Herberto Helder – cujo longo poema «Ciclo» ainda aparece aqui sob o título original «Para um Ciclo de Amor» –, Manuel Breda Simões, Agustina Bessa-Luís, etc.


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Atlântida


FLORENTINO [GOULART NOGUEIRA]
capa de Carlos Carneiro

Porto [?], 1948
Colecção Búzio
1.ª edição
21,6 cm x 15,3 cm
84 págs. + 1 folha (errata)
exemplar com a capa suja; miolo muito limpo e por abrir
20,00 eur

Para além de poeta, jornalista (por exemplo, no Diário da Manhã), contista, ensaísta, tradutor (por exemplo, o Tirésias de Apollinaire para a Contraponto de Luiz Pacheco) e dramaturgo, e responsável editorial pela revista Graal, foi uma espécie de “o nazi de estimação” para os surrealistas que se entregavam a uma certa boémia lisboeta nos anos 45-70, frequentadores preferenciais, que eram todos, dos cafés Gelo (Rossio), Royal (Cais do Sodré), etc. Dirigiu igualmente periódicos como Rumo, Política ou Tempo Presente. O vertente livro, constitui a sua primeira publicação individual, numa colecção que se estreara com outro correligionário, o escritor António Manuel Couto Viana...

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Ódio de Bacante



HENRIQUE RICARDO VARIK TAVARES

Lisboa, 1962
[ed. Autor]
1.ª edição
22,7 cm x 16,8 cm
52 págs.
subtítulo: Uma Gesta Orgânica
exemplar em bom estado de conservação
valorizado pela dedicatória do autor ao Jornal de Artes e Letras
40,00 eur

Trata-se de um dos vários escritores satélites à constelação surrealista que se dividia, em conspirações poéticas, entre o Café Royal e o Café Gelo na passagem dos anos 50 para os 60 do século XX. A sua importância não é desprezível, tenham eles deixado ou não obras de reconhecido mérito... isto porque esse “reconhecimento” é sempre um falatório que só entretém os que nunca foram directos protagonistas do sucedido. Para o grupo surrealista, terá tido a importância de haver participado do seu magma revolucionário.


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Os Livros Sibilinos da Lusitânia



HENRIQUE [RICARDO VARIK] TAVARES

s.l. [Lisboa], s.d. [circa 1963]
[ed. Autor]
1.ª edição
22,8 cm x 16,9 cm
28 págs.
exemplar em bom estado de conservação
assinatura de posse e discreto carimbo na primeira página
30,00 eur

Autor reconhecido entre os surrealistas seus contemporâneos. Pode ser visto numa fotografia de conjunto, tirada no Café Royal, talvez em 1958 ou 1959, entre autores maiores como Mário Cesariny, António José Forte ou Virgílio Martinho: ele, é o segundo à direita, em pé.
* Esta fotografia não faz parte do lote, encontra-se aqui apenas a título meramente documental (in António José Forte, Uma Faca nos Dentes, 2.ª ed. aumentada, Parceria A. M. Pereira, Lisboa, 2003).


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Teoria da Tributação


CARLOS WALLENSTEIN

Lisboa, 1966
Sociedade de Expansão Cultural
1.ª edição
21,4 cm x 15,7 cm
capa de Júlio Gil
exemplar em bom estado de conservação, miolo muito limpo e por abrir
20,00 eur

Diz o poeta Pedro Tamen na sua nota de abertura à reunião póstuma das Obras Completas – 1, Poesia de Wallenstein (Edições Salamandra, Lisboa, 1998):
«[...] o seu nome estava, para mim, sobretudo ligado ao teatro, ou, melhor, a uma zona literário-teatral confusamente conectada com os meios surrealistas.
[...] E foi então que, com os olhos paradoxalmente clarividentes que o afecto proporciona, aprendi a amar a sua poesia nos dois livros dela que publicou (a Teoria da Tributação, que me escapara nove anos antes e o Corpo Conflito, que me surpreenderia oito anos depois).
Verifiquei então, nessas leituras mais atentas, e independentemente do conhecimento que fui tendo de outras coisas que escrevera e publicara, sobretudo de teatro, como no seu verbo poético se exprimia, a um nível de realização formal geralmente brilhante, um diálogo com o mundo cujas características originais igualmente, e noutro plano, transpareciam na sua vida quotidiana: um humor corrosivo e destruidor perante uma sociedade impossível de levar a sério, traduzido numa linguagem sacudida e transgressora – e aqui, em ambas as coisas, é indiscutível a familiaridade com os surrealistas –, lado a lado com uma afectuosíssima, comovida, quase infantil e não contraditória relação com as pessoas e o mundo [...].»


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O Gigante Verde


MANUEL GRANGEIO CRESPO

Lisboa, 1965
Edições Ática
1.ª edição (em Portugal)
19,8 cm x 14,4 cm
XII págs. (inseridas entre as págs. 10 e 11) + 188 págs.
subtítulo: Liturgia Mágica em Sete Sequências e Outros Tantos Comentários
exemplar como novo, apenas aberto até à pág. VIII
DE GRANDE IMPORTÂNCIA PARA A HISTÓRIA DO SURREALISMO
25,00 eur

Livro inicialmente publicado, três anos antes, em França nas Éditions du Seuil, pugna por uma dramaturgia próxima de Antonin Artaud ou de Adamov, que anteciparam um teatro de acção directa que obteve na rua, no Maio de 68, resultados menos “artísticos” que os do living de Julian Beck. Acerca da sua proposta teatral, diz Grangeio Crespo em entrevista a Urbano Tavares Rodrigues para o Jornal de Letras e Artes, e reproduzida na abertura do volume:
«[...] a arte não é, nem pode ser, gratuita. O acto artístico, na medida em que não intrìnsecamente económico, é sempre, duma maneira ou duma outra, um exorcismo. Todo o problema está em saber quais os mitos a invocar e qual a atitude a tomar perante esses mitos. Mas isso é um problema moral, e não um problema estético. É impossível elaborar uma estética sem pressupor uma moral. Eu não hesitaria em repetir a fórmula de Jan Vilar: o teatro (ou a arte tout court) deve ser um serviço público. Simplesmente, tal fórmula, se exprime uma certa atitude geral, não deixa de ser vaga, equívoca e insatisfatória. Ela não resolve nenhuma das questões primordiais, nem sequer exprime uma opção essencial. De facto, por exemplo, tanto o teatro nazi como o teatro de Brecht são concebidos, um e outro, como serviços públicos. A diferença reside na noção de serviço público. [...] a concepção do teatro é inseparável da concepção da civilização. Dito isto, uma definição provisória do teatro me parece todavia possível, e mesmo necessária, visto que o teatro é também uma arma, uma arma duma eficácia terrível e insuspeitada, e que pode ser decisiva para o advento duma nova civilização. Mas essa definição não pode ser senão negativa. Isto é, visto que o teatro é o expoente duma civilização, ele pode ser também o expoente da recusa duma civilização. [...]»
Maria de Fátima Marinho (vd. O Surrealismo em Portugal, Imprensa Nacional – Casa da Moeda, Lisboa, 1987) com muito acerto o traz para dentro da corrente literária portuguesa à época mais agressiva: «[...] Poderemos, talvez, dizer, com propriedade, que O Gigante Verde constitui um dos raríssimos casos de teatro surrealista em Portugal. [...]»


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Terça-feira, Abril 05, 2011

Porgy e Bess [junto com] Porgy and Bess: An Original Sound Track Recording




DuBOSE HEYWARD
IRA GERSHWIN / GEORGE GERSHWIN

trad. Jorge de Sena (livro)
capa de Bernardo Marques (livro)
direcção musical de André Previn (orquestra)

Lisboa, s.d. e 1959
Edição «Livros do Brasil» Lisboa
Philips – CBS
livro: s.i.
disco: prensagem britânica inclusa na capa-livro holandesa (texto em francês)
[16 cm x 10,9 cm] + [31 cm x 31,3 cm]
184 págs. + 1 disco LP estereofónico (vinil)
o livro é o n.º 84 da Colecção Miniatura, exemplar em muito bom estado; disco límpido no som, capa manuseada mas aceitável
30,00 eur

«[...] belíssimo poema em prosa, no qual as imagens e as cenas se entrelaçam e desenvolvem numa estrutura sinfónica que reclamava de facto a música que Gershwin lhe deu [...]» – assim o elogia o poeta Jorge de Sena em nota final à sua tradução. E mais acrescenta, com precisão de crítico: «[...] este Tristão e Isolda dos negros do Sul dos Estados Unidos [...]».
Num outro plano, fica aqui uma chamada de atenção para a incontornável necessidade, ao estudar um escritor pela obra própria, de ir também estudar o seu serviço literário prestado a outrem através de traduções. É matéria obrigatória numa bibliografia que se preze. Basta lembrar, por exemplo, Damião de Góis pela sua tradução de Da Velhice de Marco Túlio Cícero...
O disco documenta a banda sonora do filme homónimo do realizador Otto Preminger, interpretado por Sidney Poitier, Dorothy Dandridge e Sammy Davis Jr.


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Segunda-feira, Abril 04, 2011

Lyautey

ANDRÉ MAUROIS

Paris, 1934
Éditions d’Histoire et d’Art – Librairie Plon
[2.ª edição ?]
20,9 cm x 13,8 cm
6 págs. + 284 págs. + 21 folhas em extra-texto (reproduções fotográficas)
exemplar como novo
20,00 eur

Depois de ser responsável militar pelo poder colonial da França em Marrocos nas primeiras décadas do século XX, o marechal Hubert Lyautey foi, ainda que brevemente, ministro da Guerra durante o primeiro conflito mundial. De facto será afastado do cargo devido à sua – aliás, confirmada – visão trágica da derrota da França na ofensiva de Aisne.


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Sexta-feira, Abril 01, 2011

Antologia das Mulheres-Poetas Portuguesas


ANTÓNIO SALVADO, selec., pref. e notas
capa de Luís Jardim

Lisboa, s.d. [circa 1960]
Delfos
1.ª edição
21,5 cm x 13,6 cm
250 págs.
exemplar estimado, sem qualquer sinal de quebra na lombada, mas com resíduos de fita-gomada no verso da capa; miolo limpo
25,00 eur

Justifica o compilador: «[...] Ao longo das páginas seguintes, preenchidas pelos poemas de algumas dezenas de poetas, se poderá definir, esclarecer, aclarar, uma realidade sensível que nos vem de um passado longínquo – a existência de uma significativa literatura realizada por mulheres. [...]» São, pois, reunidas escritoras, numa panorâmica que vai da remotíssima Filipa de Almada às mais no tempo, como Fernanda Botelho ou Maria Alberta Menères. Não sem fazer entrar na voz colectiva, entre outras, Natália Correia, Sallete Tavares, Sophia, Merícia de Lemos, Fernanda de Castro, Olívia Guerra, Florbela, Irene Lisboa, etc., remontando à classicizante marquesa de Alorna ou à gongórica soror Violante do Céu.
António Salvado, poeta e ensaísta, por seu turno, que juntamente com Herberto Helder, José Sebag e Helder Macedo dirigiram entre 1957 e 1959 os três números das Folhas de Poesia, deixou-nos a porta aberta para a descoberta do então obscuro Ângelo de Lima.


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Barcas Novas


FIAMA HASSE PAIS BRANDÃO

Lisboa, 1967
Editora Ulisseia Limitada
1.ª edição
18,3 cm x 10,4 cm
100 págs.
orientação gráfica do pintor Espiga Pinto
com sobrecapa em papel de alcatrão
é o n.º 16 da prestigiada Colecção Poesia e Ensaio
exemplar como novo
35,00 eur

A poesia da Autora prende-se e é nuclear às teses que enformaram o aparecimento do grupo que ficou conhecido por os da Poesia 61, e que surge, nessa data, num contexto de convívio universitário e de leituras ferozes do então muito difundido estruturalismo francês. Só tardiamente Fiama trouxe para dentro da sua escrita alguma narratividade mais solta de «uma concepção estrutural do poema, em que cada elemento depende de todos os outros e apenas se define no espaço total e ilimitado do poema, através de uma rede muito densa de relações» (Eduardo Prado Coelho, org., Estruturalismo – Antologia de Textos Teóricos, Portugália, Lisboa, 1968). O vertente livro insere-se, em tom maior, nesse programa.


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Poemas


FELÍCIA CALDEIRA
texto de abertura de Maria Archer

capa do pintor e escultor Martins Correia

Lisboa, 1950
[ed. da Autora ?]
1.ª edição [única]
19,7 cm x 13,2 cm
84 págs. + 1 extra-texto com o retrato da Autora
exemplar muito estimado
COM DEDICATÓRIA DA AUTORA AO JORNALISTA EUGÉNIO NAVARRO
17,00 eur

Colaboradora do antigo semanário Sol (aquele que se publicou durante os anos 40 do século passado), que desabridamente se opunha ao regime ditatorial, estreia-se nos versos com este singelo e íntimo livrinho, embora de pouca monta para as lides poéticas nacionais então dominadas, por um lado, pelo declínio dos presencistas ante os poetas do Cancioneiro Geral, e, por último, pelos surrealistas contra todos os outros.


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