quinta-feira, junho 16, 2011

As Favas Negras


CAMILLO CASTELLO BRANCO

Figueira da Foz, 1924
ed. Alberto Salgueiro [Tipografia Popular]
[1.ª edição em folheto autónomo]
22,5 cm x 12,4 cm
8 págs.
exemplar com a capa solta do miolo e separada da contracapa, com falhas nos cantos; miolo bastante bom, por abrir
50,00 eur

Da nota Ao Leitor:
«A “Revolução de Setembro”, no seu número de 19 de Março de 1862, o jornal “Estandarte Vermelho”, de 30 de Janeiro de 1887, e ainda o opúsculo do dr. J. Mendes Martins “A Faculdade de Direito (Professores e doutrinas)”, editado em 1895, inseriram a carta que Camilo Castelo Branco, o gigante da nossa literatura romântica, dirigiu ao então Presidente do Instituto de Coimbra, justificando a rejeição, que fizera, do diploma de sócio honorário daquele grémio universitário, pelo facto de terem aparecido cinco favas pretas na votação da respectiva proposta.
Eram favas demais... E Camilo, que vira a sua entrada na Academia Real das Sciências de Lisboa – proposta por outro gigante da nossa literatura: Alexandre Herculano – sancionada por uma votação a que as favas pretas haviam sido estranhas, devolveu para Coimbra a honraria do Instituto, mas não sem lhe apor alguns daqueles comentários cáusticos que da sua pena faziam implacável bisturi. [...]»


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Ex.mo Sr. Dr. Arnaldo Dantas da Gama – Carta inédita de Camilo Castelo Branco a propósito de «A Caldeira de Pero Botelho»

CAMILO CASTELO BRANCO

Lisboa, 2006
frenesi
1.ª edição [única]
19 cm x 13 cm
16 págs. + 4 págs. em extra-texto
exemplar novo
19,00 eur

A edição reúne a carta em fac-símile e a sua transcrição, juntas com uma carta do mesmo dirigida a António Feliciano de Castilho, segundo compilação e prefácio de Paulo da Costa Domingos e Telma Rodrigues. Do Exórdio:
«Os leilões são uma torrente de conhecimento e aventura pela nossa humanidade passada. Ao invés do que, ciúme ou ganância, afirmam certos colegas editores, são, actualmente, os antiquários e os alfarrabistas os únicos negociantes de livros com interesse iniludível e feliz surpresa… Já que os mais, editores e livreiros de novidades estabelecidos, fraca mercadoria exibem nas suas quitandas. Dizíamos dos leilões: que das gavetas de algum cuidado coleccionador trouxeram à luz, no caso, a carta manuscrita inédita de Camilo Castelo Branco motivo da vertente publicação. Foi numa tarde do Outono de 2005, em amena sessão no Palácio do Correio Velho, com o número de lote 366, a uma sexta-feira sem história nem sobressalto, 7 de Outubro, que, por uns irrisórios cem contos (moeda antiga), ficámos na posse de maior riqueza para o domínio público das ideias. E do que se trata, afinal, no preciso capítulo destas?
Conhecia-se já, comunicada por João Costa em 1924, no seu trabalho Castilho e Camilo, Correspondência Trocada entre os Dois Escritores, carta escrita à data de 26 de Março de 1867 por Camilo ao poeta António Feliciano de Castilho, e que, entre assunto vário, expressa a sua total indisponibilidade para ler um romance de Arnaldo Gama, então novidade livreira no Porto. A dúvida, porém – dúvida, claro, para quem se interessa pelos detalhes do quotidiano dos nossos antepassados –, surge quanto ao título da tal obra de Arnaldo Gama, pois que duas haviam saído dos prelos, por essa altura, a curto intervalo entre si.
O camilianista Alexandre Cabral, editando novamente essa carta, nos anos oitenta, em obra sua profusamente anotada, Correspondência de Camilo Castelo Branco com António Feliciano de Castilho – I, continuava a ignorar que romance teria desgostado Camilo: “O romance de Arnaldo Gama, que Camilo afirma peremptoriamente que nunca lerá, deve ser um destes dois títulos: O Filho do Baldaia ou A Caldeira de Pero Botelho, editados ambos em 1866, o primeiro pela Viúva Moré; e o segundo, pelo Cruz Coutinho.” Ora, dado o conhecimento de hoje, do que inédito estava, fica assim desfeita a dúvida… Outras razões faltassem a justificar a presente edição do saboroso naco epistolográfico.
Mas não: o próprio conteúdo [...] fac-similado e transcrito até pode agradar-nos.
Com razão, acerca da carta autógrafa, alguém escreveu na ficha descritiva no catálogo da leiloeira: “muito valiosa pela sua graça e chiste” – o que é justo apreço literário ao arrepio do preço a licitar. E nem aí se suspeitava a maior graça que a coisa passa a ter logo que, juntando duas missivas, verificamos quão contrárias são as opiniões de Camilo sobre o mesmo objecto, com dois dias de intervalo e dirigindo-se a dois distintos interlocutores: um, o autor da Caldeira, talvez à míngua de aprovação do reconhecido mestre… sendo que se desconhece em que termos se dirigiu ele a Camilo no acto de enviar-lhe o livro; o outro, poeta que o prosador sempre teve em alta consideração (quando sobre ele não emitia, junto de terceiros, ditos biliosos), com quem desabafa os horrores que vai lendo, ou evitando. [...]»


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Camilo



VITORINO NEMÉSIO
abertura de Eugénio de Castro

Coimbra, 1925
Edição da Universidade Livre
1.ª edição
19,6 cm x 13,4 cm
32 págs.
impresso sobre papel superior avergoado
exemplar estimado, capa com sinais de fita-gomada; miolo limpo
carimbos da Sociedade de Língua Portuguesa no frontispício
valorizado pela dedicatória manuscrita do Autor
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Breve conferência, em que Nemésio, contra Camilo, aproveita para enaltecer Eça de Queirós. Eugénio de Castro, na qualidade de presidente da mesa, nas suas palavras circunstanciais de abertura, dá para perceber que julgava não ir o evento correr assim.

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