Quinta-feira, Setembro 29, 2011

Castelos de Portugal


MANUEL IVO CRUZ
desenhos de Manuel Lapa

Lisboa, 1960
Editorial Publicações Turísticas
[1.ª edição ?]
edição em português, francês, inglês, alemão e espanhol
n.º 2 da Colecção Turismo
17 cm x 12,5 cm
32 págs. + 1 folha em extra-texto + 1 desdobrável em extra-texto + 32 págs. em extra-texto
impresso em rotogravura
profusamente ilustrado
exemplar estimado; miolo limpo
20,00 eur



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Quinta-feira, Setembro 22, 2011

Oguim


RIUNOSSUQUÉ ACUTAGAUÁ
trad. José Cabral de Lacerda e Minóru Izauá

Lisboa, 1930
Imprensa Nacional
1.ª edição
20,2 cm x 14,6 cm
56 págs.
impresso sobre papel superior aparado apenas à cabeça
folha de rosto a duas cores
exemplar manuseado mas muito aceitável; miolo limpo
assinatura de posse no frontispício
25,00 eur

Do Prefácio dos tradutores, que pretendiam vir preencher a ausência de conhecimento da civilização nipónica, nesses anos que antecederam o crime nuclear cometido pela administração norte-americana:
«[...] O encerramento dos portos do Japão (1639), aos portugueses e espanhóis, coincidiu com a decadência literária dêstes dois países. Desde então, como é natural, as publicações portuguesas sôbre o Japão rarearam. [...]
O Japão actual não pode ser representado pelas Gueixas nem pelo Fujiama: resulta da fusão harmónica das ideias e dos costumes do Ocidente e do Oriente. [...]»
E é a luta entre dois credos, cristianismo e budismo, o que nos traz a “lenda” de Oguim.
Oitenta anos volvidos, e o Japão (nuclear) volta a ser conhecido pelas piores razões do desenvolvimento mercantil... enquanto a sua cultura milenar fica votada a uma morte cancerígena e à promoção de um contágio nocivo.


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Homens Brancos nos Trópicos


ERLING BACHE
tradução de António Brochado

Porto, 1944
Livraria Tavares Martins
[1.ª edição]
19,5 cm x 13,9 cm
272 págs. + 4 folhas em extra-texto
subtítulo: O Extremo-Oriente em Foco
colecção “Por Terras de Maravilha” dirigida por Campos Monteiro
ilustrado
exemplar estimado; miolo limpo
ostenta na pág. 3 o carimbo «Homenagem da Casa Editora»
20,00 eur

Lê-se como um livro de aventuras esta crónica de viagem pelo Bali, Bangkok, Cantão, Manila, Bombaim, Calcutá, Xangai, Hong-Kong, etc. Redigido antes da II Guerra Mundial por um jornalista, que é dinamarquês, e que uma ausência de quinze anos por essas terras distantes lhe deu a visão do que aí vinha.


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A Presença de Portugal em Macau


ANTÓNIO DA SILVA REGO

Lisboa, 1946
Agência Geral das Colónias
1.ª edição
22,3 cm x 16,2 cm
XIV págs. + 114 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
25,00 eur

Fazendo a história da chegada e permanência dos portugueses a Macau, afirma a dado passo o Autor: «[...] Macau, filha do esfôrço comercial lusitano, fundada por Portugueses, sem comissão da metrópole, pode bem comparar-se àquelas repúblicas medievais italianas que, escoradas no comércio, em si mesmas tinham de encontrar meios de vida e de prosperidade, caso se recusassem a morrer de inanição. [...]»


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Macau, Terra de Lendas


HERMENGARDA MARQUES PINTO
capa de Nuno San Payo

[Lisboa], 1955
[Campanha Nacional de Educação de Adultos]
[1.ª edição]
16,5 cm x 11,2 cm
132 págs. + 16 extra-textos, 4 dos quais a cor
exemplar estimado
assinatura de posse ao pé da página de ante-rosto
17,00 eur

Monografia, embora sucinta, muito abrangente, quer do ponto de vista da cultura local e tradicional, quer dos recursos produtivos, quer da história passada, quer de usos e costumes, sejam eles a culinária, o mobiliário, etc.


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Atlas Missionário Português


A.[NTÓNIO] DA SILVA REGO
EDUARDO DOS SANTOS


Lisboa, 1964
Junta de Investigações do Ultramar / Centro de Estudos Históricos Ultramarinos
2.ª edição
bilingue (português / francês)
32,8 cm x 23,8 cm (álbum)
VIII págs. + 198 págs. (sendo dezanove folhas [38 págs.] desdobráveis)
profusamente ilustrado com mapas impressos a cor
cartonagem editorial
exemplar muito bem conservado, apresenta apenas sinais de luz continuada na capa anterior e na lombada
60,00 eur

Todas as colónias portuguesas são aqui estudadas em detalhe geográfico e estatístico, sendo que, apesar de estarmos perante uma edição posterior à independência da Índia, os autores, considerando-a ainda «Estado Português da Índia, em cativeiro», mantêm o capítulo que se lhe refere.


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Alguns Problemas Sociológico-Missionários da África Negra


A.[NTÓNIO] DA SILVA REGO

Lisboa, 1960
Junta de Investigações do Ultramar
1.ª edição
25,7 cm x 19,4 cm
140 págs.
impresso sobre papel avergoado
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo por abrir
25,00 eur

Os problemas da presença do homem branco cristão numa África sob aliciação de todos os quadrantes – religiosos, políticos, sexuais, mercantis, braçais, etc. –, relato de que o chefe da missão para o estudo da presença missionária colonial conclui:
«[...] tarefa a que a Igreja está habituada é a de vivificar culturas, a de elevar civilizações, a de conduzir povos.
A Igreja espera a sua hora – em África.»


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Quarta-feira, Setembro 21, 2011

Crónica da Viagem do Presidente Américo Thomaz a São Tomé e Príncipe


[JOSÉ MANUEL PINTASSILGO, coord.]
capa e arranjo gráfico de Seabra Leiria

Lisboa, 1970
Agência-Geral do Ultramar
1.ª edição [única]
25,3 cm x 18,8 cm
180 págs. + C págs. em extra-texto + 2 págs.
profusamente ilustrado em separado
reproduções fotográficas impressas em rotogravura
capa impressa a cor e relevo seco
elegante encadernação inteira em pele com nervuras na lombada, gravação a sépia, carminado à cabeça
conserva a capa anterior de brochura
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo limpo
assinatura de posse na folha de ante-rosto
55,00 eur

Levou-os às ilhas o paquete Príncipe Perfeito, ao almirante – o «Supremo Magistrado da Nação» –, suas esposa e filha, e a Silva Cunha, então ministro do Ultramar, além de numerosa e habitual comitiva. Que foram recebidos na baía de Ana Chaves com a apropriada pompa que a circunstância exigia: honras militares e missa, vivas populares e discursos. A visita será preenchida por toda uma panóplia de condecorações, agraciações, inaugurações, etc.; e testemunhos de obediência por parte dos autóctones, como se pode ler num painel algures no meio da multidão negra: «Nós somos sangue português / Missão adventista agradece reconhecidamente a honrosa visita de Sua Excelência Senhor Presidente da República»... Todavia, aquilo que estava a correr tão bem – esta “presidência aberta” –, é interrompido subitamente pela chegada da notícia do falecimento, na Metrópole, do já moribundo Oliveira Salazar. E um regresso que deveria ter sido a bordo do Infante Dom Henrique, acaba precipitado num avião da TAP.
O vertente livro constitui, sobretudo, notável reportagem fotográfica.


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Portugal – Província de S. Tomé e Príncipe [junto com 17 postais das roças]



[ANÓNIMO]

Lisboa, 1973
Edição da Agência-Geral do Ultramar
edição Carinhas (postais)
[1.ª edição]
[18 cm x 11,7 cm (livro)] + [9,2 cm x 14 cm (postais)]
92 págs. + 1 folha desdobrável (livro)
subtítulo: Síntese Monográfica de S. Tomé e Príncipe
profusamente ilustrado
exemplar estimado; miolo limpo
postais (circa 1940) impressos em monocromias várias com zinco-gravuras executadas por A Illustradora; todos em bom estado de conservação e por preencher
115,00 eur

Pequena síntese histórica, geográfica, urbana, económica, etc., da colónia – uma das inúmeras publicações de propaganda ultramarina da época.
Os postais documentam aspectos das zonas agrícolas – as roças onde se situam as plantações de café –, a que o livro não faz referência.


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Domingo, Setembro 18, 2011

Voyage au Bout de la Nuit



LOUIS-FERDINAND CÉLINE

Paris, 1932 [1933]
Denoël et Steele
[2.ª edição]
19 cm x 12 cm
624 págs.
exemplar em muito bom estado, conserva por abrir a cinta promocional, cuja frase constitui um dos elementos que ajuda a distinguir esta da edição original; a indicação «118e édition» no canto superior direito na capa remete para o número de títulos no catálogo do editor, e não para a presente tiragem
peça de colecção
180,00 eur

Autor proclamadamente anti-semita, o que o levou às hostes nazis. Condenado como colaboracionista após o final da II Guerra Mundial, só não foi executado devido à intervenção de Malraux e de Sartre.
O seu perdão deu muito dinheiro a ganhar à França através da editora que passou a representá-lo em exclusivo: a Gallimard.
Da apresentação do tradutor português Aníbal Fernandes para a edição frenesi (Lisboa, 1997):
«[...] parece, contudo, pacífica a aceitação de Viagem ao Fim da Noite como sua obra-prima. Tem páginas admiráveis, uma construção romanesca sólida, ainda sem aquele melhor-e-pior que já perturba Morte a Crédito, sem dar aquela sensação de desperdício de um enorme talento que nos atinge em tantas páginas da sua obra futura. Céline vem dizermos que todo o homem faz a sua viagem. E vê-a irremediavelmente comprometida com as regiões obscuras da noite – progressiva penetração na miséria e nas vilezas humanas –, quando o homem “já não tem em si música suficiente para fazer dançar a vida”, quando toda a sua juventude morre “num silêncio de verdade”. “Quando a vida nos mostrou tudo quanto pode exigir de cautela, crueldade, malícia para podermos mantê-la melhor ou pior a 37º”, e nos vemos “esclarecidos, bem colocados para compreender todas as sacanices que um passado encerra. Basta que a respeito de tudo e em tudo nos contemplemos escrupulosamente a nós próprios e àquilo a que chegámos quanto a imundície. Acabou-se o mistério, acabou-se a tolice, devorámos toda a nossa poesia uma vez que vivemos até esse momento. É nada de nada, a vida.” “Será talvez isto o que procuramos vida fora, só isto, o maior dos pesares possível para chegarmos a ser nós próprios antes de morrer.”»


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Sábado, Setembro 17, 2011

Sociologia de Oliveira Martins


RAÚL LEAL

Porto, 1945
Livraria Figueirinhas
1.ª edição
22,6 cm x 15,6 cm
288 págs.
exemplar em bom estado de conservação, apenas com algumas manchas de ferrugem quer na capa, quer na contracapa; miolo limpo
20,00 eur

Do Prefácio:
«[...] Oliveira Martins assentou praça na falange dos construtores do mundo – dêsses construtores dum mundo melhor – e ocupa nêle lugar marcante.
A personalidade de Oliveira Martins deve ser classificada, não na galeria dos “super-homens” de Nietzsche, mas na dos “construtores do mundo” de Stefan Zweig. Oliveira Martins é, na verdade, um construtor: construiu-se a si próprio e desejou edificar um mundo melhor, pelo menos um Portugal maior, mais belo e mais feliz.
Se, por agora, insistimos sôbre a sua obra é para melhor compreender o obreiro. [...]»
Quanto a (este) Raúl Leal, não se trata do Henoch. «Note-se, desde já, que dois autores portugueses assinavam as suas obras com o nome Raul Leal» – alerta-nos Aníbal Fernandes na reedição de Sodoma Divinizada (Hiena Editora, Lisboa, 1989) –. «Além [do] colaborador de Orpheu, [...] o outro [...] é nortenho e doutorado em Economia pela Universidade de Paris.»


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Sexta-feira, Setembro 16, 2011

Contribuição para o Estudo das Características dos Cafés de Angola


A. BAIÃO ESTEVES
J. SANTOS OLIVEIRA


Lisboa, 1970
Junta de Investigações do Ultramar
[1.ª edição]
23,2 cm x 17,2 cm
180 págs.
exemplar manuseado mas aceitável; miolo limpo
17,00 eur

Estudo por amostragem com dados colhidos nos locais durante o ano de 1958, entregue para publicação em 1966, mas somente dado a conhecer ao público em geral já sob a governação marcelista. Aqui se caracteriza o objecto em estudo – o grão do café –, tanto do ponto de vista físico (cor, densidade, peso, etc.) como dos pontos de vista químico e da tecnologia utilizada na sua preparação final.


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Ensaio de Análise Económica do Café



ALFREDO [ANTÓNIO] DE SOUSA
prefácio de António Maria Godinho

Lisboa, 1958
Junta de Investigações do Ultramar
1.ª edição
25,6 cm x 19,8 cm
110 págs. + 10 desdobráveis em extra-texto
exemplar como novo; miolo limpo e por abrir
discreta assinatura de posse no frontispício
17,00 eur

Estudo sério acerca da incidência que a produção de café nas possessões ultramarinas teria sobre as economias local e do continente, com especial atenção para o caso angolano dada a sua maior importância.


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Sal Comum


MÁRIO VIEIRA DE SÁ, eng. agónomo
capa de Mário M.[arcelo] Nogueira
ilustração [da capa] de Ribeiro

Lisboa, s.d. [1946] e 1951
Livraria Sá da Costa
1.ª edição (ambos)
2 volumes (completo)
20 cm x 14,8 cm
[XVI págs. + 196 págs.] + 200 págs.
subtítulos:
volume I – Sal do Mar e Sal de Mina
volume II – A Técnica das Marinhas
profusamente ilustrados
compostos manualmente
exemplares muito estimados
assinatura de posse no ante-rosto de ambos
45,00 eur

Da Introdução ao primeiro volume:
«[...] O sal, como produto agrícola, é de utilidade incontestável; e tudo a que êle dá origem, tem valor extraordinário! É um elemento tão precioso, que o encontramos em tôdas as manifestações da vida; e dêle nos servimos, ou dos produtos do mesmo derivados, em quási tôdas as indústrias extractivas, químicas, alimentares, medicinais, agrícolas, etc. [...]»


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O Algodão


E.[RNESTO] DE QUEIROZ RIBEIRO

Porto, 1946
Imprensa Portuguesa
1.ª edição
22,8 cm x 17,3 cm
XVI págs. + 376 págs.
subtítulo: Da Colheita à Industrialização
ilustrado
exemplar como novo; miolo por abrir
35,00 eur

Do Prefácio:
«[...] Até agora, quem entre nós quisesse estudar o algodão sob qualquer daqueles aspectos [classificação, propriedades das fibras, tipos mundiais de algodão], seria obrigado a folhear inúmeros tratados, normalmente escritos em inglês, ou as suas traduções, em espanhol, para, por fim, não conseguir reunir mais do que ideias gerais sobre o tema desejado.
Procurando remediar, em parte, estas dificuldades, resolvi agrupar e coligir, num só volume, os assuntos mais palpitantes e necessários, apresentando-os e discutindo-os sob o aspecto que interessa, especialmente, à produção colonial e à indústria têxtil portuguesa. [...]»


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Terça-feira, Setembro 13, 2011

Virtudes de algumas plantas da Ilha de Timor


ALBERTO DE SÃO TOMÁS, frei
estudos de Francisco Leite de Faria (frei) e de José Diogo Sampayo d’Orey (engenheiro)
prefácio de Alberto Iria

Lisboa, 1969 [1970]
Ministério do Ultramar
1.ª edição facsimilada do códice (circa 1788)
34,6 cm x 25,6 cm
40 págs. + 134 págs.
profusamente ilustrado a cor
exemplar muito estimado; miolo limpo
50,00 eur

Frei Alberto de São Tomás, que terá sido missionário franciscano, deixou para a posteridade os trinta e dois desenhos de plantas medicinais e respectivas descrições, que agora aqui vemos reproduzidas, e cujos originais se encontravam, à data desta edição, na posse do Arquivo Histórico Ultramarino. «[...] Documentos dessa época [século XVIII] e referentes à botânica dessa zona do globo são raros e daí o grande interesse que merecem estes desenhos das plantas de Timor [...]», diz aquele dos estudiosos acima citados, José d’Orey, a quem coube a tarefa de interpretar tais pinturas e encontrar-lhes nome latino que pudesse corresponder à sua menção em língua autóctone.


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Memória Descritiva


RUY CINATTI
capa de João da Câmara Leme


Lisboa, 1971
Portugália Editora
1.ª edição
20,4 cm x 14 cm
140 págs.
reproduz em zincogravura um poema manuscrito do Autor
exemplar muito estimado, apenas com sinais de fita-gomada no verso da capa e nas primeira e última folhas
25,00 eur



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Conversa de Rotina


RUY CINATTI

Lisboa, 1973
Sociedade de Expansão Cultural
1.ª edição
21 cm x 15,8 cm
104 págs.
capa de Júlio Gil
exemplar novo
25,00 eur

Cinatti, que, sendo engenheiro agrónomo e etnólogo, nos anos 40 e 50 do século XX colaborou com o regime colonial na qualidade de chefe de gabinete do Governo de Timor e de chefe dos Serviços de Agricultura nessa colónia, surge-nos aqui como o poeta «[...] de um humor subtil e uma ironia originalíssima verdadeiramente conseguidos [...]» (da nota de badana). Não será, entretanto, fácil esquecer a sua imagem vagabunda, na Lisboa pós-25 de Abril, de vociferador contra-revolucionário em missão de catequizar o alfacinha atónito, à força de poemas avulsos distribuídos pelas mesas dos cafés.


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Quinta-feira, Setembro 08, 2011

Caranguejo


RUBEN A.

Coimbra, 1954
Coimbra Editora
1.ª edição
19,8 cm x 14 cm
272 págs. [deliberadamente não numeradas, visto que o texto se desenvolve ao inverso, do capítulo XX para o primeiro]
exemplar bem conservado; miolo limpo
é o n.º 46 de uma tiragem declarada de apenas 250 exemplares assinados pelo Autor
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR A JOÃO VILLARET
220,00 eur

Primeiro livro de ficção do Autor, passou na altura quase sob um pesado silêncio, que uma peça tão extravagante só poderia suscitar. Apenas o escritor António Quadros dele deu notícia na imprensa periódica, aliás relacionando-o com influências nacionais dignas de nota, como A Engomadeira ou Nome de Guerra, de Almada Negreiros, e com o primeiro Húmus de Raul Brandão.


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Sargaço



RUBEN A.

Coimbra, 1956
ed. Autor
1.ª edição
separata (publicação simultânea) da obra Páginas – III
19,6 cm x 13,9 cm
32 págs.
exemplar aceitável, capa suja; miolo irrepreensível
40,00 eur

Escreveu Tomaz Andresen, primo do Autor e também o arquitecto que projectou a vivenda em referência (ver In Memoriam Ruben Andresen Leitão, vol. I, Imprensa Nacional – Casa da Moeda, Lisboa, 1981):
«ADEUS AO SARGAÇO
Semanas atrás meti-me a caminho para o Norte ao longo da costa.
Quando saí de Viana do Castelo na direcção de Caminha toda aquela estrada me lembrava o Rúben. Ao chegar a Montedor virei à esquerda e lá fui encontrar a sua casa, o Sargaço, persianas corridas e portadas fechadas. O dia era cinzento, fortes bátegas de chuva trazidas do sudoeste misturavam a maresia ao odor dos pinheiros e lá de baixo vinha o barulho do mar furioso. [...] Veio-me então a recordação de uma manhã de quase trinta anos atrás. O Rúben queria ter uma casa no Minho e sobre o mar. Fomos os dois do Porto à descoberta de um terreno. Chegados a Carreço olhámos pela costa fora e logo a escolha caiu numa colina toda verde com um farol espetado no meio. Procurou-se o proprietário do pedaço de terreno, decisão tomada e algum tempo depois, ali em Montedor, ao lado do farol e em frente de um mar enorme, o Rúben plantou o Sargaço entre os pinheiros.
O Sargaço foi muito importante na vida do Rúben. Para lá ia passar férias. Foi naquela atmosfera vivificante de climas variados que escreveu muitas das suas páginas. Era dali que arrancava pelo Minho dentro à procura de danças e cantares, de igrejas e mosteiros, de feiras e solares. Mas o Sargaço foi principalmente um espaço de encontro com amigos, tantos e tantos ali estiveram. Em Montedor, como depois na Rua do Monte Olivete, em Lisboa, e no Monte dos Pensamentos, pegado a Estremoz, o Rúben chamava os amigos, reunia, organizava. [...]»


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A Torre da Barbela

RUBEN A.

Lisboa, 1964
Livraria Portugal
1.ª edição
21,8 cm x 15,2 cm
272 págs.
exemplar manuseado mas muito aceitável, miolo limpo
conserva a cinta de 1965 que o editor lhe acrescentou quando à obra foi atribuído o Prémio Ricardo Malheiros
assinatura de posse do escritor E. M. Melo e Castro
65,00 eur

Um romance invulgar no panorama literário nacional. «[...] A ironia, a displicência verbal, o paradoxo caracterizam um estilo onde, de vez em quando, assoma o ambiente mágico e quase surreal da Torre da Barbela e do seu panorama natural e humano, que funde as personalidades ao meio ambiente. [...]» (José Palla e Carmo, ver In Memoriam Ruben Andresen Leitão, Imprensa Nacional – Casa da Moeda, Lisboa, 1981)


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O Outro Que Era Eu

RUBEN A.
capa de Ângelo [de Sousa]

Lisboa, 1966
Livraria Portugal
1.ª edição
21,5 cm x 15,1 cm
136 págs.
exemplar muito estimado, miolo limpo
65,00 eur

Apenas um apontamento genérico acerca das obras de Ruben A. inscrito por Óscar Lopes / António José Saraiva na História da Literatura Portuguesa (Porto Editora / Livraria Arnado / Emp. Lit. Fluminense, Porto-Coimbra-Lisboa, 10.ª ed., 1978) que durante décadas serviu ao “ensino público”:
«[...] A experiência surrealista repercute-se [...] nas alternativas de autobiografia romanceada e fantasia livre com que Ruben A. pouco a pouco se ergueu até à originalidade orgânica. [...]»... – Ignora-se o que deva entender-se por «originalidade orgânica», mas soa bem e, assim como assim, ninguém lê um manual escolar de fio a pavio.


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Silêncio para 4

RUBEN A.

Lisboa, 1973
Moraes Editores
1.ª edição
20 cm x 14 cm
272 págs.
exemplar manuseado mas muito aceitável, miolo limpo
45,00 eur

Acertadas palavras de Nelly Novaes Coelho (In Memoriam Ruben Andresen Leitão, Imprensa Nacional – Casa da Moeda, Lisboa, 1981):
«[...] Rúben A. soube ultrapassar o conceito e agarrar diretamente a coisa, revelando-a de novo, descobrindo-lhe frestas insuspeitadas. Alterou a sintaxe, a situação normal dos vocábulos, grafias habituais, desorganizou a ordem impondo ao pensamento e à linguagem uma nova ordenação. [...]
Leia-se, por exemplo, o seu último Silêncio para 4, onde falando do amor, da palavra, da liberdade (individual, política ou social), do mistério da vida, do desgaste do quotidiano; da mediocridade, da esperança, da procura do “eu” no “outro”, etc. – o caudaloso e caótico diálogo (ou monólogo) que constrói o romance, se, por um lado, denuncia o abismo que separa os seres (e transforma a comunicação verbal em uma espécie de “conversa de surdos”), por outro lado, instaura uma nova realidade: a vida redescoberta em novas e insólitas facetas. Através de um corpus verbal eminentemente criativo, Rúben A. reafirmou-se, nesse seu último livro publicado, como o escritor que desde o início recusou visceralmente aquela “escrita artesanal” analisada por Barthes em Grau Zero da Escrita e por ele situada “no interior do património burguês”. Recusou sempre aquela linguagem literária que “não perturba nenhuma ordem” e assim já não informa nada. Só faz ruído. Toda a obra de Rúben A. traz implícita essa nova consciência ficcional fundida a uma nova consciência de mundo – a de quem e admira e detesta com todos os sentidos, num verdadeiro corpo-a-corpo com as realidades. Num corpo-a-corpo de quem não aceita a derrota, nem em si, nem nos outros. Numa luta sem esmorecimentos, de quem embora tendo consciência de que carrega consigo um mundo precioso, todo seu, não aceita o isolamento e tenta, por todos os modos ao seu alcance, introjetar esse microcosmo no macrocosmo, sem o que sua realização de Homem não poderia ser integral. Essa comunhão essencial com o Todo parece-nos ser o sentido mais profundo de toda a sua obra.
Por outro lado, ao escalpelar impiedosamente a realidade portuguesa, atacando-a fundamente, como o fez, em sua dimensão rasteira, medíocre, alicerçada em medos e invejas... ao fim e ao cabo, foi à comunidade humana em crise, espalhada pelas “sete partidas do mundo”, que Rúben A. atingiu com a sua lucidez satírica, com sua crítica severa e inteligente, agudizada por uma aparente frivolidade (que enganou muita gente...), e que no entanto não conseguiu esconder a funda amargura que a alimentava: aquela amargura que procede de um imenso amor, frustrado em seus mais legítimos anseios. [...]»


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Cartas a João Venâncio


JOAQUIM MANSO

Lisboa, 1940
Livraria Bertrand
1.ª edição
19,2 cm x 14,2 cm
254 págs.
exemplar pouco manuseado, com ligeiros picos de humidade na primeira e nas três últimas folhas
17,00 eur

Entre ter sido secretário de Bernardino Machado ou governador civil o jornalismo prático atraiu este autor, e mesmo a coordenação de outros pares do ofício, o que lhe proporcionou a fundação e direcção do Diário de Lisboa por três décadas e meia.


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Domingo, Setembro 04, 2011

Entre Corais e Tubarões


HANS HASS
trad. M. H. d’K [?]

Lisboa, 1944
Editorial Aviz
1.ª edição
24,6 cm x 17,5 cm
212 págs. + 32 págs. em extra-texto (reproduções fotográficas a preto)
subtítulo: Aventura no Mar das Caraíbas
profusamente ilustrado
exemplar em bom estado de conservação com a capa irrepreensível; miolo limpo, mas com sinais da goma nas primeiras e nas últimas páginas
carimbos de posse sobre o frontispício (Luís de Castro Santos) e ex-libris do mesmo
juntou-se ao lote, a título de curiosidade, a licença para o dito Castro Santos praticar caça submarina durante o ano de 1972
25,00 eur

Austríaco nascido em Viena, cedo se interessou pelo fundo dos mares. Dadas as suas invulgares qualidades de mergulhador e de fotógrafo e cineasta subaquático, trabalhou como espião ao serviço da Alemanha nazi sob a capa de explorador “científico”, sendo responsável por muita da informação que levou à sabotagem ou ao bombardeamento de navios e portos no mundo livre. Após o fim da guerra, beneficiando largamente da destruição de arquivos dos serviços secretos, conseguiu recuperar uma reputação de investigador, de que a própria BBC veio a beneficiar.


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Quinta-feira, Setembro 01, 2011

A Arquitectura


JOSÉ MANUEL FERNANDES
capa de Lígia Pinto

Lisboa, 1991
Imprensa Nacional – Casa da Moeda / Comissariado para
a Europália 91
1.ª edição
21 cm x 14,7 cm
168 págs.
colecção Sínteses da Cultura Portuguesa
profusamente ilustrado a cor
exemplar como novo
22,00 eur

Arquitecto e doutorado em História da Arquitectura, José Manuel Fernandes, para quem o urbanismo e a habitação em Portugal estiveram sempre no centro das suas investigações, junta nesta síntese os estilos e os exemplos mais óbvios da construção oficial através dos séculos, caldeando-os vagamente numas leituras de Orlando Ribeiro para referir-se muito de passagem – oito páginas – àquilo que designa por «arquitectura popular» ou «regional». No geral, o livro serve o fim a que se destinava: dar uma ideia do país aos estrangeiros, cativá-los a interessarem-se.


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Portugal – Arquitectura e Sociedade


CARLOS DE ALMEIDA
capa e arranjo gráfico de Tòssan

Lisboa, 1978
Terra Livre
[1.ª edição]
20,2 cm x 14,6 cm
120 págs.
profusamente ilustrado
exemplar estimado; miolo limpo
17,00 eur

Trata-se de uma sinopse histórica da habitação nacional, interpretada pelos materiais utilizados ao longo dos séculos, pelos seus enquadramentos geográfico, económico e social, interpretada inclusive no seu intuito de planificação demográfica.


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Introdução à Arquitectura Moderna


J. M. RICHARDS
trad. Maria Manuela Ramos
capa do arquitecto Viana de Lima [sobre reprodução fotográfica de edifício projectado por Óscar Niemeyer]

Porto, 1961
Livraria Sousa e Almeida – Edições Sousa & Almeida, Lda.
1.ª edição
23,1 cm x 15,6 cm
148 págs. + 48 págs. em extra-texto (reproduções fotográficas)
ilustrado
exemplar manuseado mas aceitável; miolo limpo
40,00 eur

O autor, sir James Maude Richards, sendo arquitecto, notabilizou-se todavia pelos seus muitos escritos versando a arquitectura. Desempenhou, igualmente, o trabalho de edição na prestigiada revista inglesa Architectural Review. O vertente livro, do ponto de vista histórico, ainda hoje poderá constituir um excelente manual de trabalho para estudantes da disciplina.


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Guia do Viajante em Braga


AZEVEDO COUTINHO

Braga, 1905
Braga, Livraria Escolar, Editora
2.ª edição, «illustrada»
17 cm x 11,2 cm
96 págs. + VIII págs. [catálogo das Edições da Livraria Escolar de Cruz & C.ª – Editores]
subtítulo: Traços Historicos e Descriptivos
muito ilustrado e com informação útil
cantos redondos
exemplar manuseado e com restauros toscos nas capa e contracapa; miolo limpo
20,00 eur



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Bom Jesus do Monte


ALBERTO FEIO

Braga, 1930
Edição da Confraria do Santuário do Bom Jesus do Monte
1.ª edição (1.º mihar)
19,2 cm x 13,2 cm
164 págs.
profusamente ilustrado com reproduções fotográficas impressas a preto
exemplar manuseado mas aceitável, com restauro tosco na lombada; miolo limpo
25,00 eur

Monografia histórica, artística e religiosa, desperta o leitor e visitante católico para o elevado interesse da região.


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