Domingo, Outubro 30, 2011

Hölderlin


PAULO QUINTELA

Porto, 1971
Editorial Inova Limitada
2.ª edição
22,6 cm x 14 cm
direcção gráfica de Armando Alves
obra profusamente ilustrada em 24 páginas de extra-textos distribuídos ao longo do volume
exemplar em muito bom estado
30,00 eur

Um dos mais notáveis ensaios acerca do poeta romântico alemão, por um (ainda hoje) dos seus mais notáveis tradutores. Um poeta lido à luz dos seus próprios poemas.


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Sábado, Outubro 29, 2011

Instrucção Publica e Governo


FRANCISCO JOAQUIM DE ALMEIDA FIGUEIREDO

Lisboa, 1854
Imprensa [Typ.] Commercial
1.ª edição
20,6 cm x 13,1 cm
112 págs. + 58 págs.
exemplar muito estimado com restauros na lombada e nas falhas de papel da capa e contracapa; miolo irrepreensível
30,00 eur

Em apêndice ao corpo principal do estudo, o Autor – que, segundo o Diccionario Bibliographico de Inocêncio (tomo II, Imprensa Nacional, Lisboa, 1859), foi médico-cirurgião – juntou-lhe o texto autónomo «Instrucção Publica Medica». À luz dos melhores exemplos vindos do estrangeiro, há na vertente brochura uma proposta completa de reforma do “sistema” educativo. E no seu preâmbulo feroz contra a governação vigente, afirma em palavras universais mesmo nada datadas:
«[...] A omnipotencia ministerial, longe de ser o agente dos dictames da sciencia governativa, da prosperidade publica [...], tem desvairado no arbitrio, despenhando-se nas demasias de uma vontade apaixonada. De sobejo é tempo que semelhante absolutismo feneça [...].» E segue fazendo a apologia da «propagação da instrucção publica, das sciencias e de suas applicações à variedade das artes e das industrias. [...]
Nunca além do poder, se encarou o paiz; nunca o estado servio de ponto de apoio, do centro promotor, do progresso individual e social. Tem-se empunhado o poder, como meio de acquisição de fins privados, de clientela: tem-se sido governo, mas não se tem governado. A governação, tem sido convertida em uma espécie d’Igreja militante, em que só são admittidos os iniciados nos misterios da seita theocratica do poder, que fazendo-se a donataria exclusiva do paiz, se tem collocado, por esse exclusivismo mesmo, muito longe de poder governar, curando como lhe cumpria dos interesses publicos. [...]»


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Quarta-feira, Outubro 26, 2011

44 Ex-Libris Desenhados por [...]




JORGE NUNES
prefácio de Adelaide Félix

Lisboa, 1961
edição do Autor
1.ª edição
22,6 cm x 16,5 cm
104 págs.
ilustrado
impresso sobre papel avergoado
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
valorizado pela dedicatória manuscrita do Autor ao jornalista Boavida Portugal (filho)
é o exemplar n.º 13 de uma tiragem não declarada
30,00 eur

Entre os ex-libris reproduzidos contam-se os interessantíssimos de, por exemplo, Julieta Ferrão, reconhecida bordaliana, ou o de Guida Keil, filha de Alfredo Keil e mãe do arquitecto Keil do Amaral. Cada página de desenho vem precedida de uma nota escrita que nos ajuda a situar cada qual.


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Terça-feira, Outubro 25, 2011

Bucareste – Estação Norte


STEFAN BACIU
capa de Newton Cavalcanti

Rio de Janeiro (Brasil), 1961
Edições Cruzeiro
1.ª edição
23 cm x 15 cm
204 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
45,00 eur

Stefan Baciu (1918-1993), poeta, ensaísta, jornalista, tradutor, etc., este romeno poliglota ligado ao corpo diplomático, teve para o surrealismo português certa importância. Foi a partir de Honolulu, onde, nos últimos anos de vida, se encontrava radicado, que deu a conhecer a uma comunidade intelectual mais vasta os nossos nomes de referência. Através da revista Mele, por si dirigida no Hawaii, chegou ao “continente americano” o conhecimento de poetas e artistas plásticos como, entre outros, António Maria Lisboa, Manuel de Castro, António José Forte, Mário-Henrique Leiria, Alexandre O’Neill, Pedro Oom, Areal, Gonçalo Duarte, João Rodrigues, António Domingues, etc.
No vertente livro, Baciu relata (segundo a nota editorial de badana) os «[...] acontecimentos que antecederam o início dos dias de terror num país da Europa. É, ainda, o documentário pungente e objetivo de um casal que, após dias e noites de terrível angústia, resolve abandonar posição social, cultura, família e mergulhar num futuro ainda incerto mas que se antecipava garantido pelo menos no tocante à liberdade já perdida. [...]» É, portanto, um testemunho pessoal, já que Baciu, ele próprio, teve que fugir da Europa quando o horror económico e político e rácico aí se apoderou das vidas humanas, a meio do século XX. Livro escrito directamente em brasileiro, dá-nos o retrato do desenraizado que procura e consegue, à falta de outra, a cidadania do Mundo.


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Mele



Honolulu (Hawaii), Março de 1981 (XVI / 52); Mayo de 1985 (XX / 70); Noviembre de 1985 (XX / 72)
dir. Stefan Baciu
3 números avulsos
28 cm x 21,7 cm
[2 págs. + 58 págs.] + [2 págs. + 36 págs.] + [2 págs. + 20 págs.]
subtítulo: Carta Internacional de Poesia / International Poetry Letter
capas, respectivamente, de Mário Cesariny, Rahel Zaharia e Silvio Bonilla
impressão a mimeógrafo
exemplares em muito bom estado de conservação
DE CRUCIAL IMPORTÂNCIA PARA A HISTÓRIA DO SURREALISMO
400,00 eur

O volume de 1981, cujo director convidado é o poeta Mário Cesariny, abre com um texto do mesmo – «Poetas do Surrealismo Português», um indicador para a navegação nos mares revoltos da acção poética nacional –, e reúne colaboração surrealista portuguesa de Fernando Alves dos Santos, António Areal, Manuel d’Assumpção, Carlos Calvet, Manuel de Castro, Miguel de Castro Henriques, Carlos Eurico da Costa, António Domingues, Gonçalo Duarte, Eurico, António José Forte, Fernando Lemos, Mário-Henrique Leiria, António Maria Lisboa, M. S. Lourenço, Manuel Hermínio Monteiro, Alexandre O’Neill, Pedro Oom, João Rodrigues, Nicolau Saião, Cruzeiro Seixas, Vieira da Silva.
Entre outros intervenientes, constam dos remanescentes dois volumes Sesto Pals, Pablo Antonio Cuadra, o próprio Stefan Baciu, etc.


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Quando os Lobos Uivam


AQUILINO RIBEIRO

Lisboa, 1958
Livraria Bertrand
1.ª edição
20,3 cm x 15,4 cm
412 págs.
exemplar manuseado mas aceitável; miolo limpo
135,00 eur

Edição apreendida e destruída pela PIDE às ordens de Salazar, tinha então o Autor setenta e três anos de idade, e da qual poucos exemplares se encontrarão hoje em dia. A Biblioteca Nacional de Lisboa fez reproduzir, na monografia Aquilino Ribeiro, 1885-1963 (Lisboa, 1985), cópia do mandado de captura do escritor emitido pelo Tribunal da Comarca de Lisboa.


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Segunda-feira, Outubro 24, 2011

Fogo no Mar


JOÃO FALCATO

Coimbra, 1945
Coimbra Editora, Limitada
2.ª edição
19,3 cm x 13,7 cm
180 págs.
capa de Victor Palla
exemplar manuseado mas estimado; miolo limpo
20,00 eur

Os factos relatados no presente livro referem-se à trágica experiência do naufrágio do cargueiro Mello vivida pelo próprio autor. É o que pode classificar-se como um romance-reportagem, de um (neo-)realismo depurado, mas em que se sente e identifica já aquele que veio a ser um dos grandes críticos do espírito fascista com que, no pós-guerra, o Estado Novo quis envenenar a Universidade de Coimbra.


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A Baleeira


JOÃO FALCATO
capa de Figueiredo Sobral

Lisboa, 1958
Publicações Europa-América
1.ª edição
16,1 cm x 11 cm
188 págs.
é o n.º 12 da colecção Os Livros das Três Abelhas
exemplar em bom estado; miolo limpo
20,00 eur

Da contracapa original:
«No rasto da baleeira o mar é uma estrada vermelha de sangue. Ao longo de três longas noites e três longos dias as mãos em chaga do 3.º piloto estiveram ocupadas na tarefa macabra de deitar companheiros ao mar. Quando, horrorizado, desviava os olhos do espectáculo atroz dos tubarões rasgando as carnes do último cadáver lançado às águas, a sua atenção ia cair sobre os restos dos companheiros moribundos. Os que a sua coragem aniquilada não teve de deitar ao mar teve de os prender às tábuas da baleeira como animais enfurecidos. Estavam loucos. Três longos dias e três longas noites a lutarem com a morte, com o medo e com a loucura nas tábuas duma baleeira perdida na imensidade do mar, marcam para sempre quem os viveu.
João Falcato trouxe para as páginas deste livro a história trágica desses dias e dessas noites.»


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Quarta-feira, Outubro 19, 2011

Invocação a Deus Antes de Começar o Estudo | Graças ao Levantar da Escola [junto com] Hymno do Trabalho



ANTÓNIO FELICIANO DE CASTILHO [atribuível (?) a]

Porto, 1854
Typ. de Freitas Junior
[1.ª edição (?)]
21,5 cm x 13,5 cm
2 págs. + 2 págs.
compostos manualmente
lote constituído por duas folhas-volantes ambas impressas frente e verso, coladas uma à outra
exemplares estimados e limpos
17,00 eur

Trata-se de três poemas em quadras de circunstância. Do refrão (ou coro) do hino:
«Trabalhar, meus irmãos; que o trabalho
É riqueza, é virtude, é vigor.
D’entre a orchestra da serra e do malho
Brotam vida, cidades, amor.»


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Arte Poetica


Q.[UINTO] HORACIO FLACCO
trad. de Cândido Lusitano

Lisboa, 1784
Na Typografia Rollandiana
3.ª edição
bilingue latim / português
19,4 cm x 12,8 cm
264 págs. + 8 págs. («Livros modernos, que se vendem em casa de Francisco Rolland, Impreffor-Livreiro em Lisboa ao Bairro Alto, na efquina da Rua do Norte»)
encadernação da época inteira de pele, com gravação a ouro e rótulo na lombada
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
120,00 eur

«Há muitos séculos, que os homens dedicados às boas Artes veneram com especial respeito os Poetas do século de Augusto; mas entre todos nenhum tem reputação mais distinta, do que Horácio, e talvez nenhum tem ouvido iguais louvores, não menos de sábios modernos, que antigos. Petrónio admirou nele uma particular arte em dar às matérias, de que tratava, umas cores vivíssimas; e Quintiliano confessa, que ele é quase o único Lírico digno de se ler: porque é cheio de belezas, de variedade de figuras, e de uma felicíssima abundância de expressões nobres [...]» (grafia actualizada). Isto nos diz o nosso Cândido Lusitano no Discurso Preliminar à sua tradução e anotações para português, de uma obra que a nova geração de poetas nacionais nada perderia em tentar ler.


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Traduccion del Arte Poetica de Horacio, o Epistola a los Pisones



[QUINTO] HORACIO [FLACCO]
trad. de Fernando Lozano, padre frei


Sevilha, 1777
Manuel Nicolàs Vazquez, y Compañìa
[1.ª edição]
20,2 cm x 12,8 cm
2 págs. + 36 págs. + LXIV págs.
encadernação da época inteira de pele, mosqueada e apenas com filetes a ouro na lombada
exemplar irrepreensível considerando tratar-se de uma edição setecentista; ligeiramente aparado
110,00 eur



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Parabens de Portugal, na feliz acclamaçaõ do fidelissimo Rey D. Jozé, unico do nome


FRANCISCO ANTONIO DA SILVA

Lisboa, 1750
Na Officina de Francisco da Silva
1.ª edição [única]
19,8 cm x 15 cm
7 págs. + 1 pág. (branca)
opúsculo protegido por folha de papel de lustro antigo
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo e fresco
35,00 eur

Poema ao gosto e ao estilo da época, celebrando a aclamação do dito rei, que teve lugar a 7 de Setembro do referido ano.


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Alvará [...] Emolumentos, que haõ de levar daqui por diante os Corregedores, Juizes, e Efcrivaens do Crime, pelos Proceffos verbaes, ordenados na Ley da Policia da Corte, e do Reino [...]


Lisboa, 15 de Julho de 1760
s.i.
1.ª edição [única]
29,2 cm x 20,4 cm
3 págs. + 1 pág. (branca)
fólios soltos aparados e por encadernar
exemplar limpo, com sinais de traça junto da dobra sem afectar o texto
17,00 eur

No sentido de retirar às cadeias presos por faltas menores, passíveis de mera multa, ou de dissuadir futuros criminosos, entendia-se, com o presente «Alvará com força de Ley», «[...] que hum dos modos de evitar os delictos confifte nas cuftas pecuniarias dos Proceffos; porque ha muitos Homens que fe animaõ a delinquir por falta de condemnações competentes para os reportarem [...].»


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Carta de Lei [...]: Ha por bem qualificar os factos da alliciação, folicitação, e corrupção como crimes de Rapto de Seducção [...]


Lisboa, 27 de Junho de 1775
s.i.
1.ª edição [única]
29,7 cm x 19,8 cm
7 págs. + 1 pág. (branca)
fólios soltos aparados e por encadernar
exemplar limpo, mas com falhas de papel na última folha junto da dobra sem afectar o texto
30,00 eur

Lei penalizadora do desvio das filhas aos pais por parte «[...] de alguns individuos, que abandonados a huma vida licenciofa, e deftituidos das qualidades, que podiam habilitallos para cafamentos nobres, e opulentos, fe valiam de quantos reprovados modos inventára a malicia, e a libertinagem, para corromperem o efpirito das Filhas familias, immediatas fuccefforas, ou bem dotadas [...].»


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Manual Chronologico [...]



LUCAS MONIZ CERAFINO

Lisboa, 1788
Na Offic. Patr. de Francifco Luiz Ameno
1.ª edição [única]
14,5 cm x 9,8 cm
2 págs. + 12 págs. + 474 págs.
subtítulo: [...] que contém | As principaes Epocas da Historia | de cada hum dos Povos: a fucceffaõ dos | Patriarcas, Juizes, e Reis dos Hebreos: | de todos os Soberanos das grandes, e | pequenas Monarquias da Antiguidade: | dos Imperadores Romanos, do Orien- | te, e do Occidente: dos Papas, e dos | Monarcas da Hiftoria moderna, &c. &c.
encadernação da época inteira em pele mosqueada com gravação a ouro na lombada e rótulo colocado no primeiro entre-nervuras; restauros pontuais na referida lombada e folhas-de-guarda recentes
exemplar bem conservado; miolo limpo, papel muito fresco
carminado no corte
discreta assinatura de posse no frontispício
peça de colecção
90,00 eur

Lucas Moniz Cerafino é pseudónimo-anagrama puro do próprio editor-tipógrafo Francisco Luiz Ameno, que também publicou uma obra com o nome de Nicolau Francez Siom, outro anagrama completo do seu. Acerca de Ameno refere Inocêncio Francisco da Silva, no seu Diccionario Bibliographico Portuguez (vol. II, Imprensa Nacional, Lisboa, 1859), o seguinte:
«[...] foi natural de Argozello, povoação na comarca de Miranda do Douro, provincia de Traz os montes. N. em 16 de Março de 1713. [...]
Tendo aprendido a grammatica latina, e mais estudos preparatorios, matriculou se em 1727 na faculdade de Direito Canonico da Univ. de Coimbra; porém sobrevindo lhe obstaculos, que o impediram de continuar, veiu para Lisboa, e abriu aula de primeiras letras e grammatica latina, a qual conservou por algum tempo. Estabeleceu depois uma officina typographica, que por bem provida de excellentes typos, e pelo esmero e correcção das impressões, chegou a ser uma das melhores de Lisboa, e n’ella se estampou uma infinidade de obras, durante cincoenta annos, ou pouco menos que teve de duração, dirigida sempre pelo seu infatigavel proprietario, que não poupava diligencias para aperfeiçoar se na arte que professava. Ajuntou tambem com desvelo uma especial e escolhida collecção de livros, a qual se dispersou por sua morte, como quasi sempre acontece, perdendo se o trabalho de muitos annos. Era além disto homem estudioso, nos ramos de historia e bellas letras, como se deixa ver das composições e traducções que imprimiu, além de muitas que deixou manuscriptas [...]. Foi elle o primeiro, segundo julgo, que emprehendeu os primeiros ensaios da publicação dos Almanachs de Lisboa [...]»


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Das Ordens Religiosas em Portugal




PEDRO DINIZ

Lisboa, 1853
Typographia de J. J. A. Silva
1.ª edição
16,5 cm x 11,6 cm
432 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
encontra-se em brochura por aparar e com a capa de protecção em papel azul, tal como circulou na época; rótulo original manuscrito *
discretas assinaturas de posse no bordo superior do frontispício
85,00 eur

Inocêncio Francisco da Silva / Brito Aranha, Diccionario Bibliographico Portuguez, vols. VI e XVII, Imprensa Nacional, Lisboa, 1862 e 1900:
«[...] Do plano, ou traça d’este livro dá seu auctor uma idéa assás explicita, dizendo no cap. I, a pag. 9: “Procurámos responder ás accusações que se fizeram, e se fazem ainda aos frades de Portugal, e mostrar que, senão em todas, em grande parte ha calumnia, absurdo e odio inveterado, mas sem fundamento. Depois damos uma noticia das ordens que n’estes reinos houve, da sua origem e introducção. Depois ainda apresentâmos alguns casos em que os frades mostraram a sua utilidade, já missionando, já escrevendo e ensinando: e finalmente concluimos, fazendo algumas reflexões sobre a abolição do monachismo, e procurando mostrar que, só uma restituição sisuda das ordens religiosas póde attenuar os tristes effeitos da sua extincção.”
[...] Para se provar o seu [de Pedro Diniz] merecimento e as suas aptidões, e sobretudo os seus estudos de questões economicas, conta se d’elle, e tenho como certo, que escrevia no Mercantil ácerca de um assumpto palpitante de economia politica; e respondia, com argumentação opposta á que defendêra, na Patria ou na Civilisação.
Por decreto de 7 de abril de 1870 recebêra o grau de official da ordem de S. Tiago, do merito scientifico, litterarío e artistico; mas creio que não usou.
[...] Desempenhou longos annos as funcções de administrador, guarda livros e bibliothecario da opulentissima casa dos viscondes de Valmór, e não exerceu outro emprego até o seu fallecimento occorrido em junho de 1896. [...]»

* Os exemplares que chegaram até nós assim preservados não devem nunca ser aparados ou encadernados, dada a importância do seu testemunho físico, enquanto peças para a história das artes tipográficas e editoriais; aconselham-se vivamente os estojos.


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Sábado, Outubro 15, 2011

Crónica – Revista Mensal da Actualidade




Lisboa, Julho / Setembro-Outubro, 1950
dir. António Garrido Garcia
proprietário e editor: J. J. de Mena e Mendonça
colecção completa (3 números)
20 cm x 14 cm
3 x 64 págs.
exemplares em muito bom estado de conservação; miolo limpo
o terceiro volume ostenta o ex-libris de Luis de Castro Santos
extremamente raro
90,00 eur

São colaboradores nacionais Alfredo Pimenta, Manuel Anselmo, Eduardo Frias, João M. da Costa Figueira, Mário Sagres, Albertina Saguer, Ramiro Carlos Fernandes, Sérgio Lima.
Entre outros artigos de idêntico jaez, logo no primeiro fascículo Anselmo, posicionando-se do alto do dogma católico-teísta, questiona o Existencialismo filosófico ateu de Jean-Paul Sartre, e mesmo «[...] o pessimismo de um Kierkegaard, de um Schopenhauer, de um Heidegger e, por que não? de um Unamuno. [...]» Ecléctico, portanto, na escolha dos adversários... E segue esse número da revista com o elogio de um Fernando Pessoa que, «[...] ao reencontrar, para além do seu tempo, a eterna substância das coisas, e ao considerar a Política como uma obra de prudência e experiência, sabendo usar de uma e outra, conclui pela aceitação da Monarquia Absoluta como a melhor forma de governar a sociedade humana. [...]» (Eduardo Frias)
O segundo fascículo, abrindo com «António Sardinha, Cruzado e Profeta da Consciência Peninsular» (Mário Sagres), colige duas notórias e arrojadas peças ensaísticas – «A Luta da Suástica» (Enrico de Boccard) e «Nós, os Colaboracionistas» (Jean Bayle) –, só passíveis de livre publicação europeia, à data, em lugares onde o fascismo via terreno propício a poder ainda reorganizar-se.
O terceiro fascículo é ostensivamente anti-comunista. Depois de um editorial em que se dá compungida notícia do falecimento de Alfredo Pimenta (ilustra-o a reprodução de uma fotografia do homenageado, por Ruy Preto Pacheco): «[...] figura ímpar, única, do seu tempo: a lucidez da inteligência, o saber erudito, a coragem moral, [...]», etc., etc.


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Quarta-feira, Outubro 12, 2011

Manuel du Libraire et de l’Amateur de Livres



JACQ.[UES]-CH.[ARLES] BRUNET, filho

Paris, 1814
Chez Brunet, Libraire
2.ª edição
4 tomos (completo)
20,1 cm x 13,5 cm
[4 págs. + XII págs. + 532 págs.] + [4 págs. + 512 págs.] + [4 págs. + 506 págs.] + [XII págs. + 428 págs. + 84 págs.]
luxuosa e uniforme encadernação recente em meia-francesa com cantos em pele e ferros a ouro na lombada, nova, pouco aparado
[sem capas de brochura ?]
exemplares em bom estado de conservação; miolo muito limpo
600,00 eur

Dicionário bibliográfico de referência, da autoria do conhecido livreiro francês que viveu entre 1780 e 1867.


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Estatutos do Sindicato Nacional dos Tipógrafos, Litógrafos e Ofícios Correlativos do Distrito de Lisboa



Lisboa, s.d. [circa 1937]
Tipografia Americana
s.i.
15,5 cm x 11,1 cm
24 págs.
acabamento com 1 ponto em arame
exemplar estimado; miolo limpo
pela contracapa se verifica ter este exemplar pertencido ao oficial-tipógrafo-compositor Rübem Constantino, sócio n.º 1.200
17,00 eur

Tal como o título indica, trata-se das regras por que se regia esse extraordinário ofício artístico, hoje extinto, substituído por dactilógrafas baratas e “designers” fabricados a martelo em institutos apropriados... os mesmos institutos que dão, antes do estio, costureiras de passerelle diplomadas. Chamamos a atenção para a beleza formal da capa, que, para o ser, não necessitou exibir sequer nome de Autor.


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Terça-feira, Outubro 11, 2011

Post-Scriptum de um Combatente


AFONSO DUARTE

Coimbra, 1949
ed. Autor
1.ª edição
19,5 cm x 13,6 cm
64 págs.
composto manualmente em Elzevir
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
30,00 eur

Diz-nos Cabral do Nascimento na 2.ª série das Líricas Portuguesas (Portugália Editora, Lisboa, s.d. [circa 1945]):
«[...] Pertenceu à geração da Águia, mas a sua poesia poucos ressaibos conserva, agora, da escola que êste grupo divulgou; ela tem-se renovado num sentido de aproximação das correntes mais modernas, sem prejuízo, todavia, da sua individualidade. Afonso Duarte foi fundador e director da revista Rajada. [...]» Revista, esta sim, marcada ainda pela estética saudosista do grupo do Porto.

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Um Esquema do Cancioneiro Popular Português


AFONSO DUARTE

Lisboa, 1948
Seara Nova
1.ª edição
19,4 cm x 12,6 cm
80 págs.
subtítulo: Seguido de uma Recolha de Provérbios, Adágios ou Sentenças
exemplar com sinais de foxing na capa e nas primeiras e últimas folhas mas muito estimado
na pág. 17 tem uma breve, mas significativa, anotação a lápis em rodapé
no verso da capa tem colado selo de posse «Biblioteca de Gilberto de Moura»
40,00 eur



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Segunda-feira, Outubro 10, 2011

Diccionario Chorographico de Portugal


F.[RANCISCO] A.[NTÓNIO] DE MATTOS

Lisboa, 1889
[Deposito – Travessa de S. Domingos, 39, 2.º]
1.ª edição
21,8 cm x 14,3 cm
816 págs.
subtítulo: (Parte Continental e Insular) designando a população por districtos, concelhos e freguezias, a superficie por districtos e concelhos. Mencionando todas as cidades, villas e outras povoações, ainda as mais insignificantes, a divisão judicial, administrativa, eclesiastica e militar, as distancias das freguezias ás sédes dos concelhos, e comprehendendo a indicação das estações do caminho de ferro, postaes, telegraphicas, telephonicas, do serviço de emissão de vales do correio, de encommendas postaes; repartições com que as differentes estações permutam malas, etc., etc., etc.
encadernação modesta da época com pequeno restauro à cabeça da lombada, nervuras apenas simuladas por relevo seco, pastas em tela, lombada em pele
sem capas de brochura
exemplar estimado, reflecte apenas o natural envelhecimento do papel; miolo limpo
discretos carimbos de posse nas folhas de ante-rosto e rosto (família de Manoel Maldonado)
85,00 eur

Fonte de conhecimentos úteis, ainda hoje, quer por mera curiosidade, quer para os estudos comparativos da evolução das localidades nacionais. Aí ficamos a saber, por exemplo, que Lisboa e Porto não são únicos por cá. Da primeira, dá esta corografia sinal de existência de uma povoação homónima na freguesia de Tangil, concelho de Monção; o segundo, então, encontra-se um pouco por todo o lado, de norte a sul do país, ou seja, dos Cabreiros no concelho de Braga a Odivelas–Loures...


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Quinta-feira, Outubro 06, 2011

El Progreso Industrial



ISAAC SAN MARTIN Y GARCIA

San Sebastian, 1885
Establecimiento Tipográfico de L. Duras y C.ª
2.ª edição (corrigida e aumentada)
20,5 cm x 13,3 cm
112 págs.
subtítulo: Fabricacion sencilla y económica de jabon, aguardientes, vinagre, cerveza, gaseosa, vinos, licores, jarabes, barnices, etc., etc.
encadernação recente de amador em pano cru com rótulo colado sobre a pasta anterior
conserva somente a capa de brochura posterior (com informação publicitária)
exemplar estimado; miolo limpo
25,00 eur

Dizia, em anúncio próprio, da época, a Revista Popular de Conocimientos Utiles (ano V, tomo XVI, [Madrid], 31 de Agosto, 1884):
«[...] La obra El Progreso Industrial está escrita con tanta claridad, que basta leerla una vez para saber fabricar todo lo que en ella se explica. Varios periódicos se han ocupado de este libro, y lo han recomendado á sus suscritores. Para la fabricacion de estas industrias no se necesitan aparatos especiales, y puede empezarse su explotacion con 15 ó 20 duros. Para la fabricacion de estas industrias con toda perfeccion no se necesita la enseñanza práctica. Los procedimientos que se emplean en la fabricacion, son ten faciles, que una vez leido nuestro libro El Progreso Industrial, no hay persona, por torpe que sea, que deje de elaborarla. [...]»


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Maravilhas do Genio do Homem


AMÉDÉE DE BAST
trad. de Matheus Luiz Coelho de Magalhães
prefácio de J. M. Latino Coelho
anotado por Innocencio Francisco da Silva

Lisboa, 1863
José Maria Corrêa Seabra, Editor
1.ª edição
2 tomos (completo)
17,2 cm x 11,5 cm
[VIII págs. + 318 págs.] + 336 págs.
subtítulo: Descobrimentos e invenções – Descripções historicas divertidas e instructivas sobre a origem e estado actual dos descobrimentos e invenções mais celebres
encadernação antiga de amador em tela e papel de fantasia
exemplares manuseados mas aceitáveis; miolo limpo
40,00 eur

Desde a descoberta da pólvora, da máquina a vapor, da imprensa, dos balões aerostáticos, do hidrogénio, das comunicações telegráficas ou por caminho-de-ferro, até à importância da pintura, da olaria, da arquitectura ou a invenção da moeda metálica – um pouco de tudo é aqui dado a conhecer «[...] n’uma linguagem verdadeiramente litteraria e n’um estylo muitas vezes eloquente [...]» (Latino Coelho, na nota de abertura). Cada capítulo é, por sua vez, expandido por um suplemento de conhecimentos da lavra do nosso maior bibliógrafo, Inocêncio Francisco da Silva.


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Quarta-feira, Outubro 05, 2011

Tecnologia da Palmeira do Azeite (Elaeis guineensis)


MARIO JULIO NEVES DA FONTOURA

Lisboa, 1914
Instituto Superior de Agronomia
1.ª edição
26,3 cm x 18,5 cm
66 págs.
subtítulo: Dissertação inaugural apresentada e defendida
exemplar manuseado mas aceitável; miolo limpo
valorizado pela dedicatória manuscrita do Autor a Mário Vieira de Sá
20,00 eur

Trata-se de um trabalho de investigação em torno da origem, produção e tratamento do vulgarmente conhecido óleo de palma, produto da palmeira do dendém, cuja cultura se estende pela África Ocidental, de Cabo Verde e Guiné a Benguela (Angola) e ao Congo.


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Terça-feira, Outubro 04, 2011

Páginas de Política


RAUL PROENÇA

Lisboa, 1972 [2]-1974-1975
Seara Nova
2.ª edição (vols. I e II) e 1.ª edição (vols. III e IV)
4 volumes
22,5 cm x 14,5 cm
284 págs. + 252 págs. + 288 págs. + 280 págs.
capa de Acácio Santos
subtítulo: Obra Política – Edições do Cinquentenário 1921 / 1971
exemplares estimados; miolo limpo
60,00 eur

De grande interesse para o estudo do pensamento opositor à ascensão do fascismo português, e para a compreensão dos erros que haviam levado ao esfacelamento da I República.
De seu nome completo Raul Sangreman Proença, foi um dos responsáveis, com Jaime Cortesão, por aquilo que veio a ser essa instituição de referência que é a Biblioteca Nacional. Defensor de um socialismo não autoritário, foi exactamente a Seara Nova – que ajudou a fundar – a sua tribuna política por excelência.


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Acerca do Integralismo Lusitano


RAÚL PROENÇA
prefácio de Manuel Mendes


Lisboa, 1964
Edição Seara Nova
1.ª edição [em livro autónomo]
19 cm x 12,7 cm
XIV págs. + 2 págs. + 108 págs.
manuseado, com o miolo em bom estado
20,00 eur

Foi Proença o pioneiro das regras de catalogação para a Biblioteca Nacional, ou – diz Manuel Mendes – o modo crítico como organizou, como «vinha reformando o morto e poeirento armazém de livros que era a Biblioteca Nacional». A ele se deve também o arranque, o primeiro volume «dessa obra monumental sobre a terra portuguesa e o povo português, que é o célebre Guia de Portugal» (difundido actualmente nas edições da Fundação Calouste Gulbenkian). O presente opúsculo reúne os artigos que «o doutrinário da Democracia e da República» publicou nas páginas da revista Seara Nova entre 1921 e 1922, nos quais afronta os adversários históricos do internacionalismo.
Uma passagem do livro, a título de exemplo:
«[...] O erro implícito em todas estas doutrinas anti-pacifistas está em se conceber o patriotismo como fundado na oposição entre o interesse duma pátria e o de todas as outras, e em não se conceber outra espécie de glória, sempre que a existência histórica duma nação está em causa, senão a glória militar. [...]»


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Intencionais


ANTÓNIO ALEIXO
desenho de Tossan
nota introdutória de Joaquim Magalhães

Faro, 1945
Círculo Cultural do Algarve
1.ª edição
18,8 cm x 12,2 cm
76 págs. + 1 folha em extra-texto
exemplar envelhecido; miolo aceitável
35,00 eur

Poeta genuinamente popular, aqui no seu segundo livro... mas que é, na realidade, uma reedição do primeiro, de 1943, então intitulado Quando Começo a Cantar (fonte: António José Saraiva / Óscar Lopes, História da Literatura Portuguesa, Porto Editora, 15.ª ed., Porto, 1989).


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Segunda-feira, Outubro 03, 2011

A Pele


CURZIO MALAPARTE
trad. de Alexandre O’Neill

prefácio de Amândio César

Lisboa, s.d.
Edição «Livros do Brasil» Lisboa
[ed. não referida (edição original composta em linotype e impressa sobre papel creme)]
21,6 cm x 15 cm
336 págs.
capa de Infante do Carmo
exemplar estimado; miolo limpo
ostenta o ex-libris de grande formato de Luis de Castro Santos na folha de rosto
17,00 eur

Pseudónimo do italiano Kurt Eric Suckert, «[...] toda a sua obra – diz-nos o prefaciador – é um reflexo objectivo da sua vida, vivida perigosamente (como ensinava o decálogo fascista), mas contra o fascismo, sobretudo a partir do momento em que a Marcha sobre Roma se transformou numa marcha a caminho dos empregos rendosos que uma vitória política proporcionava aos jerarcas. [...]»
Sublinhamos aqui o trabalho de tradução do poeta Alexandre O’Neill.


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Antologia Poética


CARL SANDBURG
selecção e trad. de Alexandre O’Neill

Lisboa, s.d. [circa 1961]
Edições Tempo – Sociedade de Magazines, Lda.
1.ª edição
20,1 cm x 12,3 cm
40 págs. + 1 folha em extra-texto
colecção Tempo de [Ficção, Ensaio, Teatro, Poesia]
inclui a folha-volante* da autoria do tradutor e responsável pela série de poesia com as respectivas declarações de intenção, à semelhança das outras três séries cujas folhas são assinadas por Alexandre Pinheiro Torres, José Tengarrinha e Luís de Sttau Monteiro
exemplar novo, por abrir
40,00 eur

Sandburg, que ainda nasceu no século XIX, pertencerá de direito à grande tradição whitmaneana dos poetas caminhantes. E nessa vagabundagem sedimentou as suas ideias de um socialismo genuíno e de uma poética de superação do estetismo agrário. A geração beat com felicidade irá descobri-lo.

* Encarte por vezes comercializado, abusivamente, em separado.


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