sábado, dezembro 29, 2012

Horas de Combate


GUERRA JUNQUEIRO
pref. Mayer Garção

Porto, 1924
Livraria Chardron, de Lélo & Irmão, Ld.ª, editores
1.ª edição (textos reunidos)
18,8 cm x 12,2 cm
LXXVIII págs. + 82 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo, parcialmente por abrir
assinaturas de posse sobre a capa e na pág. V
30,00 eur

Abílio Manuel Guerra Junqueiro havia falecido há poucos meses; este volume póstumo parece surgir, à pressa, mais motivado pelo estudo de Mayer Garção do que pela divulgação da obra do poeta republicano.

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Horas de Luta



GUERRA JUNQUEIRO
pref. Mayer Garção

Pôrto, s.d. [circa 1924]
Livraria Lello, Limitada – editora proprietária da Livraria Chardron
[2.ª edição (textos reunidos, sendo Horas de Combate a 1.ª edição)]
19,4 cm x 13,2 cm
L págs. + 198 págs.
impresso sobre papel superior algodoado
encadernação editorial sobre tela encerada com gravação a ouro e relevo seco em ambas as pastas e na lombada
exemplar em bom estado de conservação; miolo no geral limpo, com ocasionais picos de oxidação
40,00 eur

O vertente volume amplia em muito aquilo que em 1924, sob o título Horas de Combate e com o mesmo prefácio de Mayer Garção, havia já sido reunido, a fim de dar a conhecer, conjuntamente, momentos em que o poeta, ao serviço da causa republicana, mais panfletário se erguia na palavra e no tom. Um dos problemas dessa outra edição residia precisamente na exiguidade do corpo de texto de Guerra Junqueiro ante o desmesurado, todavia correcto, texto do prefaciador. Daí, considerar-se a vertente edição um livro tanto mais doseado como representativo do vate.

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quarta-feira, dezembro 26, 2012

O Doge



ALEXIS-CHRISTIAN VON RÄTSELHAFT UND GRIBSKOV, arquiduque
trad. de M. S. Lourenço

Lisboa, 1962
Livraria Morais Editora
1.ª edição
19,8 cm x 12,8 cm
100 págs.
capa impressa a duas cores e relevo seco
exemplar manuseado mas aceitável; miolo limpo
40,00 eur

Veneza, a Sereníssima, na época de Carlos V, é aqui evocada num breve relâmpago de prosa poética, que o filósofo e poeta M. S. Lourenço – disfarçado sob a capa do dito arquiduque –, neste seu segundo livro, utiliza como suporte cénico renascentista para uma intriga de amor libertino.

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terça-feira, dezembro 25, 2012

Branca-Flor e Flôres



LUÍZ CHAVES

Coimbra, 1940
Instituto de Coimbra
1.ª edição
24,8 cm x 17 cm
40 págs.
subtítulo: Romances das Guerras com os Mouros – Versões Trasmontanas (Notas Folclóricas)
exemplar estimado; miolo limpo
ocasionais carimbos da Sociedade de Língua Portuguesa
valorizado pela dedicatória manuscrita do Autor
17,00 eur

Estudo comparado das diferentes versões das «memórias folclóricas da Reconquista cristã da Ibéria em que Portugal brotou». Começa por dizer, sucintamente, Luís Chaves:
«[...] O Romantismo desenvolveu o medievalismo e, com êle, as tradições populares: a fase foi representada entre nós por Garrett, com o Romanceiro, que contém trinta e sete espécies.
O positivismo levou Teófilo Braga aos problemas das origens: entre os estudos o da formação da pátria na sua constituïção étnica, na caracterização folclórica e na evolução histórica [...]; daí nasceu o Romanceiro Geral.
O desenvolvimento dos estudos folclóricos, se aproveitou o trabalho anterior, criou orientação nova de trabalho científico. [...]»

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O Amor Português


LUÍS CHAVES

Lisboa, 1922
Livraria Clássica Editora de A. M. Teixeira
1.ª edição
19 cm x 12,3 cm
172 págs.
subtítulo: O namoro – O casamento – A familia (Estudo ethnographico)
exemplar manuseado mas aceitável; miolo limpo
25,00 eur

O autor, arqueólogo com vastíssimo trabalho nos mais diversos campos etnográficos e folclóricos, serve-se do vertente estudo para evocar «[...] o nacionalismo e com elle a familia. [...]» Porque «[...] A terra é boa, é farta, quando o homem tem o trabalho no campo e tem a mulher em casa na boa ordem e no bom e leal amor. [...] As nações valem pelo que as instituições da familia valerem. Ella une o passado ao futuro na eternidade da raça, em uma escala moral e affectiva de patriotismo. [...] A familia nacional é assim. Simples em seu viver, serena em tanta singelêsa e admiravel no pittoresco do lar, ella principia e annuncia-se sempre a cantar. Todos os seus lances, mesmo os de maior pesar, passam a nossos olhos e a nossos ouvidos nas quadras do povo, tão ungidas do sacramento da raça e da voz mysteriosa dos seculos. [...]» E disse! Estava-se a meia dúzia de anos do triunfo da nova ordem corporativista de inspiração nazi...

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A Arte Popular



LUÍS CHAVES

Porto, 1943
Portucalense Editora, S. A. R. L.
1.ª edição
19,7 cm x 13 cm
136 págs.
subtítulo: Aspectos do Problema
exemplar estimado; miolo limpo
20,00 eur

Traje, artefactos, aspectos da vida agrícola, etc., são aqui abordados na tentativa de caracterização do quotidiano do povo português, no trabalho como nas festas sazonais.

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segunda-feira, dezembro 17, 2012

Descripção do Palacio Real na Villa de Cintra, que ali teem os Ses. Reis de Portugal



A. D. DE CASTRO E SOUZA, abade

Lisboa, 1838
Typographia de A. S. Coelho
1.ª edição
19,8 cm x 12,5 cm
2 págs. + 42 págs.
composto manualmente
exemplar estimado; miolo irrepreensível, papel sonoro
encontra-se no estado físico em que foi comercializado na época, mantido sem restauro apesar da fragilidade na dobra
ostenta na última página o selo de entrada na Bibliotheca Conde Sucena
70,00 eur

António Dâmaso de Castro e Sousa foi abade titular de Santa Eulália de Rio de Moinhos (Braga), académico honorário da Academia de Belas-Artes, sócio do Conservatório Real de Lisboa, sócio efectivo da Sociedade Arqueológica Lusitana, etc.; cavaleiro das ordens de Cristo, de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa, e da Torre e Espada, mercês do rei D. João VI. Em 1867, Inocêncio Francisco da Silva, no seu Diccionario Bibliographico Portuguez (vol. VIII), dá notícia de que «O Governo, querendo aproveitar o seu zeloso prestimo, o nomeou ultimamente Adjunto ao Provedor da Sancta Casa da Misericordia de Lisboa, logar que ainda desempenha».

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Investigação ao Castello, situado na Serra de Cintra



A. D. DE CASTRO E SOUSA, abade

Lisboa, 1843
Na Typ. de A. J. C. da Cruz
1.ª edição
20,5 cm x 13,3 cm
20 págs.
composto manualmente
acabamento em cadernos soltos cosidos à linha
encontra-se no estado físico em que circulou na época, sem capas, portanto
exemplar estimado; miolo limpo
60,00 eur


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Carta dirigida a Salustio, amador de antiguidades


A. D. DE CASTRO E SOUZA, abade

Lisboa, 1839
Typographia de A. S. Coelho
1.ª edição
19,4 cm x 12,4 cm
VIII págs. + 36 págs.
acabamento em cadernos soltos cosidos à linha
encontra-se no estado físico em que circulou na época, sem capas, portanto
exemplar estimado com alguma sujidade nas páginas exteriores; miolo limpo
rubrica e carimbo de posse de Ricardo Severo na folha de título
30,00 eur

Estudo histórico, descritivo e circunstanciado «[...] de quatro cousas: primeira da Biblia, chamada vulgarmente dos Monges Jeronimos: segunda do Missal, que se guarda na Bibliotheca do extincto Convento de N. Senhora de Jesus, que foi dos Religiosos Terceiros de S. Francisco, e hoje pertence á Academia Real das Sciencias: terceira de como veio a Portugal o famoso Quadro, que representa a St.ª Virgem, obra do insigne Pintor, Chefe da Escola Romana, [...] Rafael Sanzio, d’Urbino, cujo Quadro estava no Real Seminario de Brancanes, e actualmente se conserva na Aula de Pintura Historica, na Acedemia das Bellas Artes; e quarta a Capella de S. João Baptista, que está collocada na Igreja de S. Roque. [...]» (Inocêncio Francisco da Silva)

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terça-feira, dezembro 11, 2012

O Alcoolismo – Estudo Médico-Social



NUNO SILVESTRE TEIXEIRA

Funchal, 1899
Typographia «Esperança»
1.ª edição
18,9 cm x 13,5 cm
244 págs.
encadernação modesta de amador em tela encerada e papel de fantasia, gravação a ouro na lombada
sem capas de brochura
exemplar estimado; miolo limpo
22,00 eur


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Breve Estudo Sobre o Alcoolismo



JULIO HENRIQUE LIMA DA FONSECA

Porto, 1900
Imprensa Portugueza
1.ª edição
22,3 cm x 15,6 cm
92 págs.
subtítulo: Dissertação inaugural apresentada e defendida perante a Escola Medico-Cirurgica do Porto
exemplar estimado, com restauros na lombada; miolo limpo
17,00 eur

Detalhado estudo, cobrindo os conhecimentos históricos, a prática e doenças derivadas, as consequências sociais do alcoolismo e seu tratamento.

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segunda-feira, dezembro 10, 2012

Carta-Testamento


MÁRIO SACRAMENTO
direcção gráfica de Armando Alves

Lisboa, 1973
Editorial Inova, sarl
1.ª edição
26,5 cm x 18,7 cm
32 págs.
exemplar em bom estado de conservação
25,00 eur

Inclui ainda intervenções de Óscar Lopes («Palavras de Óscar Lopes no Enterro de Mário Sacramento»), Álvaro Salema, Fernando Namora, Ilídio Sardoeira, Mário Castrim, Urbano Tavares Rodrigues e Vergílio Ferreira.
Uma passagem da carta-testamento:
«[...] Não que eu faça grande questão do meu bom nome: estou-me nas tintas para ele, depois de morto. Mas, além dele pertencer, também, aos filhos dos Filhos e a estes, pertence aos meus companheiros de jornada. E, que diabo, se passei tantos maus bocados por eles, em vida, é porque considerei que era esse o meu destino. E um homem tem o direito de o defender, mesmo depois de morto!
Fica portanto entendido que sou ateu e como ateu devo ser enterrado. Em vez dum pano preto, ponham um paninho vermelho no caixote, se puderem. E usem luto vermelho, se algum quiserem usar... [...]
Nasci e vivi num mundo de inferno. Há dezenas de anos que sofro, na minha carne e no meu espírito o fascismo. Recebi dele perseguições de toda a ordem – físicas, económicas, profissionais, intelectuais, morais. Mas, que não tivesse sofrido, o meu dever era combatê-lo. O fascismo é o fim da pré-história do homem. E procede, por isso, como um gangster encurralado. [...]»

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Há uma Estética Neo-Realista?


MÁRIO SACRAMENTO

Lisboa, 1968
Publicações Dom Quixote
1.ª edição
18 cm x 11,1 cm
96 págs.
exemplar em bom estado de conservação; capa empoeirada, miolo limpo
30,00 eur

Breve embora, é das mais significativas obras de reflexão acerca do neo-realismo em Portugal e do contexto sócio-político em que surgiu e se desenvolveu. E curiosamente é um prosador nada ortodoxo, José Cardoso Pires, quem surge referido como uma preferência, sem rebuço.

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segunda-feira, dezembro 03, 2012

Os Arquivos do Silêncio



EGITO GONÇALVES
pref. Óscar Lopes
capa de Câmara Leme

Lisboa, 1963
Portugália Editora
1.ª edição
20,3 cm x 14,2 cm
XLIV págs. + 164 págs.
subtítulo: 1959-1961
composto manualmente em Elzevir
exemplar muito estimado; miolo limpo, por abrir
35,00 eur

Do excelente prefácio do ensaísta:
«[...] Este livro de Egito Gonçalves assume [...] o significado global de um acertar do relógio numa poesia nacional atrasada, um acertar de relógio que nos traz, via metaforismo, mas dele já sensìvelmente emergindo até à fase mais avançada da poesia espanhola. [...]
[...] O estilo fundamental é agora outro, mais descarnado e convicto. Ora, como vemos pela evolução de Egito Gonçalves, e poderíamos ver noutros poetas portugueses, também entre nós parece processar-se o regresso à responsabilidade explícita pelo povo de que se bebe a língua. [...]»

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A Viagem Com o Teu Rosto



EGITO GONÇALVES

Lisboa, 1958
Publicações Europa-América
1.ª edição (em livro)
19,2 cm x 13,6 cm
76 págs.
é o 21.º volume da colecção Cancioneiro Geral
composto manualmente em Elzevir
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
valorizado pela dedicatória manuscrita do Autor
40,00 eur

Conjunto de poemas anteriormente dados a conhecer nos periódicos A Serpente, Árvore, Jornal de Notícias, O Comércio do Porto, Diário Ilustrado, Planície, Contraponto, Diário de Notícias, Bandarra e Notícias do Bloqueio. A ele se refere elogiosamente Jorge de Sena na 3.ª série das Líricas Portuguesas (Portugália Editora, Lisboa, 1958):
«[...] A sua poesia áspera e retórica, afim, na atitude formal, da da chamada “geração de 1951” do Brasil, da qual se distingue por um interesse pela intencionalidade social, esconde, sob uma imagística combativa, em que afloram vivências das catástrofes mundiais, uma sensibilidade adolescente ainda, constrangida e delicada, que dá o melhor tom lírico a alguns dos seus poemas. O último livro [refere-se ao vertente], que reúne grande parte da sua produção dispersa, afirma-o como um poeta de recursos muito mais amplos que os manifestados nos anteriores [...].»

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domingo, dezembro 02, 2012

O Segundo Modernismo em Portugal


EUGÉNIO LISBOA

Lisboa, 1984
Instituto de Cultura e Língua Portuguesa
2.ª edição [revista e acrescentada]
19,1 cm x 11,5 cm
152 págs.
exemplar em bom estado de conservação, lombada amarelecida; miolo irrepreensível
17,00 eur

É uma história do movimento cultural que se fez ouvir através da revista presença (1927-1940), a sua inserção numa vanguarda artística que já vinha do grupo do Orpheu, e a marca e exemplo deixados para o futuro. Sabe-se, por exemplo, como os surrealistas foram beber preponderantemente nesta última, em confronto aberto com os neo-realistas, que preferiram pautar-se pela “boa educação cristã” da primeira acima referida.


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terça-feira, novembro 06, 2012

Ensaio Sobre a Lucidez


JOSÉ SARAMAGO

Lisboa, 2004
Editorial Caminho
1.ª edição
20,9 cm x 13,7 cm
332 págs.
tiragem declarada de 100.000 exemplares
exemplar novo, sem qualquer quebra na lombada
35,00 eur



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História do Cerco de Lisboa



JOSÉ SARAMAGO

Lisboa, 1989
Editorial Caminho
1.ª edição
21 cm x 13,5 cm
352 págs.
tiragem declarada de 50.000 exemplares
exemplar novo
35,00 eur


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Levantado do Chão



JOSÉ SARAMAGO
capa e arranjo gráfico de José Araújo


Lisboa, 1982
Editorial Caminho
3.ª edição
21 cm x 13,5 cm
352 págs.
tiragem declarada de 4.000 exemplares
exemplar em bom estado de conservação
35,00 eur

É o livro charneira na obra do escritor. Antes, independentemente das suas qualidades reconhecidas entre pares na arte, era um escritor encurralado por um crónico reduzido número de vendas; o vertente romance projectá-lo-á entre os leitores vulgares de Lineu, trazendo-lhe uma justa admiração crescente. A controvérsia que sempre os seus romances causaram – a pontos de um ministro de Estado passar a ser conhecido pela triste figura de ignorante que fez ao vetar a candidatura de Saramago a um prémio literário – radica apenas no preconceito ideológico contra as vozes de um partido político. No geral os seus adversários nunca o leram, porque a maior homenagem a um escritor é ser lido.
Do vertente livro disse a professora universitária Maria Lúcia Lepecki:
«[...] Construído numa dignidade de linguagem de todo invulgar, numa beleza conteudística e formal quase dolorosa, espelho do modo afectivo e inteligente como José Saramago está no mundo enquanto homem político e intelectual, Levantado do Chão é, mais que envolvente, avassalador. Uma força da natureza, se tal é lícito chamar a um produto cultural.»
Esta 3.ª edição ainda apresenta impresso na portada um núcleo de dedicatórias, encimado por «À Isabel [da Nóbrega], sempre», que o escritor fará desaparecer em posteriores reedições.

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Viagem a Portugal



JOSÉ SARAMAGO

Lisboa, 1981
Círculo de Leitores, Lda.
1.ª edição
30,8 cm x 22,7 cm (álbum)
240 págs.
profusamente ilustrado a cor
encadernação editorial em sintético com gravação a ouro na lombada, sobrecapa impressa a cor
exemplar muito estimado, apenas a sobrecapa apresenta fortes sinais da acção continuada da luz; miolo irrepreensível
45,00 eur

«Conhecer um país é apreender, de modo tanto quanto possível exacto, a sua paisagem, a sua cultura, o povo que o habita. [...] Havia, pois, necessidade de criar, sobre Portugal, um livro que não se limitasse às já fatigadas impressões sobre os lugares comuns do turismo. [...]
Este livro procura ser a reprodução escrita e visual das múltiplas imagens colhidas por uma sensibilidade, por uma maneira de estar no mundo e ser português. [...]» (da nota editorial na badana).

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sexta-feira, novembro 02, 2012

Paralelo W



MANUEL DE CASTRO, 1934-1971
capa de João Rodrigues

s.i. [Sintra], 1958
[ed. Autor]
1.ª edição [única]
19,7 cm x 19,7 cm
32 págs.
impresso sobre papel superior
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
PEÇA DE COLECÇÃO
120,00 eur (IVA e portes incluídos)

O surrealista Manuel de Castro permanece o maior enigma das letras nacionais. Dispersa a sua obra por publicações irregulares – revistas (Pirâmide, KWY, suplemento e magazine & etc), antologias (Novíssima Poesia Portuguesa), colectivos de combate (Grifo), apenas três breves livros próprios: o vertente, A Estrela Rutilante (de 1960) e o mais que póstumo Nada de Mutações Bruscas na Paisagem (2003) –, tem hoje um rol de dispersadas oportunidades de edição do que ainda seria possível reunir de uma obra ímpar. E que é muito. Quando abundam os “editores”, minguam as edições... O que é grande maldade feita ao defunto poeta, à sua palavra visionária:
«[...] Sobre os cadáveres assim incorruptíveis
dos velhos príncipes desagregados no mar
passam os navios
e a geração angélica e terrível
talha o seu destino sobrehumano
onde a noite vai expulsar os astros
iniciar-se, e ter um nome diferente.»

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quinta-feira, outubro 18, 2012

Os Planos Financeiros



MARIANNO [CYRILLO] DE CARVALHO
pref. Mariano Pina

Lisboa, 1893
Typ. da Companhia Nacional Editora
1.ª edição
17,1 cm x 12,1 cm
XX págs. + 366 págs.
encadernação antiga modesta de amador, pouco aparado
sem capas de brochura
exemplar estimado; miolo limpo, ocasionais sombras de sublinhados a lápis, papel frágil
assinatura de posse na folha de ante-rosto
30,00 eur

Vasto conjunto de artigos que o ministro da Fazenda, Mariano de Carvalho, fez vir a público no Diário Popular da época em tentativa de ir explicando as suas decisões políticas «[...] n’uma das circunstancias financeiras e economicas mais graves e mais delicadas por que este paiz tem passado [...]». Diz-nos o prefaciador a dado passo, determinando o espírito da escrita:
«[...] se todos quantos prezam e admiram o seu talento poderoso e creador – viessem submeter este livro, onde se acham archivadas as suas idéas e os seus planos economicos e financeiros, ao supremo tribunal da intriga politica e d’aquella jacobinagem que, nos papeis, diariamente, anda cultivando a injuria. Semelhante procedimento seria mais do que simples destempero; – seria a abdicação da propria dignidade, seria o reconhecimento tacito de que os intrigantes de todas as especies e de todas as cathegorias tinham inteira razão, quando açacalavam as suas calumnias contra uma das mais proeminentes individualidades da politica contemporanea. [...]»

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terça-feira, outubro 16, 2012

Album Humoristico





M.[ANUEL DE] MACEDO

Lisboa, 1875
Typographia e Livraria Editora de Mattos Moreira & C.ª
1.ª edição
31,1 cm x 24,1 cm
13 folhas impressas apenas na frente
ilustrado
encadernação antiga com rótulo de tela gravado a ouro
exemplar muito bem conservado; miolo limpo
ostenta no verso da pasta anterior o ex-libris de Fernando Morais
peça de colecção
175,00 eur

Magníficos desenhos humorísticos de MM gravados por Francisco Pastor, integrados numa série da casa editora de Matos Moreira – a colecção Flores Românticas, que já havia dado a conhecer o álbum de desenhos O Calcanhar d’Aquiles, de Rafael Bordalo Pinheiro. Mais não tivesse Macedo feito na vida, que a sua co-responsabilidade na direcção da revista O Ocidente, de par com Caetano Alberto e Guilherme de Azevedo, seria suficiente para colocá-lo como uma referência no jornalismo cultural do século XIX.
Junta-se ao lote, como oferta, a respectiva reedição moderna do Álbum, levada a cabo pela Frenesi em 2005, e a cuja reprodução das gravuras se acrescentou vasto anexo dando conta de variantes de aplicação das mesmas, assim como artigos acerca da vida e obra de Macedo e do editor Matos Moreira.

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segunda-feira, outubro 15, 2012

Tomaz, o Impostor



JEAN COCTEAU
trad. António Quadros
capa de Bernardo Marques

Lisboa, s.d. [1955, seg. BNP]
Edição «Livros do Brasil»
[1.ª edição]
16 cm x 10,9 cm
192 págs.
é o n.º 51 da mimosa Colecção Miniatura
exemplar como novo
20,00 eur


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Os Meninos Diabólicos


JEAN COCTEAU
trad. e pref. de João Gaspar Simões

Lisboa, 1939
Editorial Inquérito, Ld.ª
[1.ª edição]
19 cm x 12,7 cm
232 págs.
exemplar estimado, pequeno restauro na lombada; miolo limpo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Os Meninos Diabólicos



JEAN COCTEAU
trad. e pref. de João Gaspar Simões


Lisboa, s. d.
Editorial Inquérito Limitada
3.ª edição [variante de uma outra 3.ª edição conhecida]
18,5 cm x 12,2 cm
226 págs.
capa de Ernesto [de Sousa ?]
a variante conhecida distingue-se de imediato pela diferente combinação das cores da capa nos mesmos motivos gráficos, a saber: onde na presente temos preto, vermelho, azul, amarelo, na variante surge preto, roxo, azul e ocra, respectivamente, entre outros pormenores detectáveis a uma mais apurada observação
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
17,00 eur

Segundo a Introdução do próprio tradutor, este livro de Cocteau «[...] é um dos mais belos romances de imaginação e poesia, de sonho e análise, de inteligência e desregramento interior, de toda a moderna literatura. Só por isso valia a pena traduzi-lo. [...]»


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Le Grand Écart



JEAN COCTEAU

Paris, 1954
Librairie Arthème Fayard
s.i.
19 cm x 14,2 cm
158 págs.
cartonagem editorial, com falta da sobrecapa
exemplar estimado; miolo limpo
assinatura de posse de Jorge d’Utra Machado
20,00 eur

Esta edição inclui a peça de teatro Orphée.

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quinta-feira, outubro 11, 2012

Vida | do Veneravel | D. Fr. Bartolomeu | dos Martyres | da Ordem dos Pregadores, | Arcebifpo de Braga, Primaz das Hefpanhas




LUIZ DE SOUZA, frei

Paris, 1760
Na Officina de Antonio Boudet, Impreffor de S. M. Chriftianiffima
2.ª edição («nova ediçaõ»)
2 tomos (completo)
20,2 cm x 13,5 cm
[XX págs. + 388 págs.] + [2 págs. + 320 págs.]
encadernações dissemelhantes inteiras em pele, da época, com nervuras pontuadas pela gravação a ouro e rótulos também gravados a ouro
exemplares muito estimados; miolo limpo, papel sonante
carimbo de posse no frontispício do tomo segundo
320,00 eur

Professo no convento dominicano de São Domingos de Benfica, frei Luís de Sousa (1555-1632) dá à estampa esta obra, de um português de alta correcção, partindo de umas notas coligidas por um outro religioso da Ordem, frei Luís Cacegas (1540 ?-1610), cronista este, vigário e superior do convento. A primeira edição da vertente obra fôra impressa em Viana por Nicolau Carvalho em 1619.

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quinta-feira, outubro 04, 2012

Historia del Surrealismo


MAURICE NADEAU
trad. e prólogo de Raúl Navarro

Buenos Aires, 1948
Santiago Rueda – Editor
[1.ª edição]
22,2 cm x 15 cm
368 págs.
cartonagem editorial, sem a sobrecapa
exemplar manuseado mas aceitável, com pequenas falhas de cartolina na lombada; miolo limpo
60,00 eur

Se o interesse pela cultura internacional de vanguarda do século XX estivesse vivo, o vertente livro seria considerado incontornável, nomeadamente esta tradução espanhola, que serviu então de apoio à comunidade poética na América Latina. Em 1938, a figura tutelar do movimento surrealista, André Breton, havia visitado no México a figura tutelar da revolução permanente, Trotski – que será assassinado em 1940 –, encontro que esteve na origem de um importante manifesto conjunto. A difusão de um tal documento atrairá as atenções de centenas de poetas de língua espanhola para esse movimento, cujo surto inicial datava dos anos 20 de Paris. O livro de Nadeau – benquisto entre os surrealistas – vinha, assim, satisfazer uma curiosidade e uma necessidade de correcta informação histórica e teórica.

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terça-feira, outubro 02, 2012

Mémoires d’Hadrien suivi des Carnets de Notes des Mémoires d’Hadrien



MARGUERITE YOURCENAR

Paris, 1974
Éditions Gallimard
s.i. (segundo a edição Plon de 1958)
20,5 cm x 13,6 cm
6 págs. + 362 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
assinatura de posse do escritor surrealista Ricarte Dácio
30,00 eur

Tentativa de forjar uma “autobiografia” do imperador romano a partir dos documentos que nos chegaram. Mas, mais do que História, é a força poética da autora o que nos prende.
Uma conhecida passagem, a que fecha o livro, quando a morte do biografado se avizinha:
«[...] Un instant encore, regardons ensemble les rives familières, les objets que sans doute nous ne reverrons plus... Tâchons d’entrer dans la mort les yeux ouverts...»

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sábado, setembro 29, 2012

O Vosso Cão



aa.vv.
introd. Charles Cruft
trad. Maria Frederica Simas Alves de Azevedo

Lisboa, s.d. [1947, seg. BNP; no entanto, a grafia de «sôbre» e «êle» apontam para uma data anterior ao acordo ortográfico de 1945]
João Machado da Conceição & Cia., Ltda.
s.i.
18 cm x 12,2 cm
104 págs.
subtítulo: Tudo o que deve saber sôbre êle
profusamente ilustrado no corpo do texto
exemplar manuseado mas aceitável; miolo limpo
ostenta um curioso breve apontamento manuscrito no verso da capa, que diz: «Para dar brilho ao pelo dos cães é bom oleo de linhaça»
17,00 eur

Idóneo guia «sobre questões caninas», no intuito de os donos se encontrarem à altura de tratar os seus animais sem terem que recorrer aos serviços de veterinário.

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quinta-feira, setembro 27, 2012

Tópicos de Crítica e de História Literária



DAVID MOURÃO-FERREIRA
capa de Manuel Vieira

Lisboa, 1969
União Gráfica
1.ª edição
18,5 cm x 13 cm
292 págs.
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo limpo
valorizado pela dedicatória manuscrita do Autor
30,00 eur

Para além de um conjunto de breves ensaios, diversificados nos seus temas de teoria literária, Mourão-Ferreira estende o seu olhar, necessariamente poético, pela obra dos seus pares de geração, entre os quais avultam Natália Correia, Francisco Bugalho, Afonso Duarte e António Patrício.

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Os Quatro Cantos do Tempo


DAVID MOURÃO-FERREIRA

Lisboa, 1963
Guimarães Editores
2.ª edição (1.ª edição em Portugal)
21,6 cm x 15,7 cm
144 págs.
subtítulo: Poema
exemplar muito estimado, apresentando apenas sinais da acção da luz, nomeadamente na lombada
45,00 eur

Terceiro livro de versos do Autor, cuja edição princeps fôra impressa no Brasil. Um novo género aflora aqui: a canção popular fatalista, ou fado. É por esta altura – de notar, os poemas deste livro situam-se nos finais dos anos 50 – que a proximidade de Amália Rodrigues vai começar a pôr à prova essa técnica de escrita e o ideário correspondente.

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Tempestade de Verão


DAVID MOURÃO-FERREIRA
desenho de António Vaz Pereira


Lisboa, 1960
Guimarães Editores
2.ª edição (corrigida e aumentada ne varietur)
21,5 cm x 15,7 cm
92 págs.
exemplar como novo, apresentando apenas sinais da acção da luz na lombada
45,00 eur

É o segundo livro de versos do Autor. Embora não seja a edição princeps, é esta a de maior interesse para o estudo dos seus processos de revisão poética.

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quarta-feira, setembro 19, 2012

Do Desafio á Debandada (I e II) [junto com] Zona de Tufões



CARLOS MALHEIRO DIAS

Lisboa, 1912 / Paris, Lisboa, Rio de Janeiro, S. Paulo, Bello Horizonte, 1912
Livraria Classica Editora de A. M. Teixeira & Ct.ª / Aillaud, Alves & Cia. – Francisco Alves & Cia.
1.ª edição
3 volumes (completo)
[19,3 cm x 11,3 cm] + [18,8 cm x 12 cm]
[8 págs. + 336 págs.] + [4 págs. + 386 págs.] + [2 págs. + 598 págs.]
subtítulos: I – O Pesadêlo; II – Chéque ao Rei...
exemplares manuseados mas aceitáveis, com ocasionais restauros na lombada do terceiro volume; miolo limpo
assinaturas de posse nos frontispícios dos dois primeiros volumes, o último volume ostenta colados no verso da capa ex-libris de Guilherme Felgueiras e de Telmo Mouta Felgueiras
90,00 eur (IVA e portes incluídos)

«Constituem este livro as correspondencias que entre os mezes de abril e outubro deste mesmo anno [1912] escrevemos para o grande jornal brasileiro “Correio Paulistano”» – assim abre Malheiro Dias o seu ante-prólogo, contextualizando os acontecimentos históricos (a contra-revolução monárquica) que a sua extensa obra vai relatar. – «Abrangem ellas o periodo emocionante inaugurado pela conspiração monarchica da Galliza com o repto de Paiva Couceiro e epilogado pelo seu mallogro na dabandada do Gerez. [...]
Cremos que este depoimento, embora imperfeito, tem o merito de consentir ao leitor entrevêr o que, em dias ainda distantes, será a Historia da Fundação da Republica, quando a escreva um historiador já por completo insensivel ás humanas paixões dos contemporaneos.
Lisongeamo-nos de haver obtido na analyse dos sucessos a previsão rigorosa do seu encadeamento. [...]»

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Em Redor de um Grande Drama



CARLOS MALHEIRO DIAS

Lisboa / Rio de Janeiro, s.d. [1912]
Livrarias Aillaud & Bertrand / Livraria Francisco Alves
1.ª edição
18,8 cm x 12,2 cm
2 págs. + XL págs. + 378 págs.
subtítulo: Subsidios para uma Historia da Sociedade Portuguêsa (1908-1911)
exemplar estimado; miolo limpo
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

Esta obra de memorialismo constitui um complemento aos volumes Do Desafio á Debandada e Zona de Tufões.

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A Verdade Nua


CARLOS MALHEIRO DIAS
capa de Roque Gameiro

Lisboa, s.d.
Portugal-Brasil Sociedade Editora de Arthur Brandão & C.ª
3.ª edição
19,4 cm x 13 cm
276 págs.
exemplar muito estimado; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)


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terça-feira, setembro 18, 2012

Exercícios Temporais


TOMAZ KIM

Lisboa, 1967
Guimarães Editores
2.ª edição
21,6 cm x 15,7 cm
52 págs.
exemplar muito estimado; miolo limpo por abrir
corte serrilhado
30,00 eur

De seu verdadeiro nome Joaquim Fernandes Thomaz Monteiro-Grillo, foi poeta, tradutor e ensaísta ligado ainda ao grupo da Presença, e, mais tarde, co-fundador da colecção Cadernos de Poesia (1.ª série). Entre muita outra colaboração dispersa, há que sublinhar a na revista Cronos, quer pseudónima quer em nome próprio, e na revista Pentacórnio (erradamente referida como Tricórnio no vol. IV do Dicionário Cronológico de Autores Portugueses, organizado pelo IPLB e coordenado por Ilídio Rocha).

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domingo, setembro 16, 2012

A Cultura Integral do Indivíduo – Problema Central do Nosso Tempo


BENTO DE JESUS CARAÇA

Lisboa, 1933
Mocidade Livre, edições [U.C.M.L.]
1.ª edição
18,5 cm x 12,3 cm
44 págs. + 4 págs.
exemplar em bom estado
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

É o esboço de um programa amplo de intervenção cultural, científica e pedagógica sob a forma de conferência, que o matemático Jesus Caraça então lera na Universidade Popular Portuguesa. Ao autor, dadas as suas constantes propostas democráticas em pleno obscurantismo do Estado Novo, determinará em 1946 o Conselho de Ministros a sua expulsão da cátedra universitária, ficando proibido de exercer docência.
Segue-se à conferência uma «Carta Aberta à Juventude Estudiosa de Portugal e Ao Povo Português em Geral», mas da autoria do próprio núcleo editorial.

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Conferências e Outros Escritos



BENTO DE JESUS CARAÇA
capa de Sebastião Rodrigues

Lisboa, 1970
[Edições João Sá da Costa]
1.ª edição
22 cm x 15,3 cm
8 págs. + 382 págs. + 1 folha em extra-texto
exemplar estimado; miolo limpo
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da breve Nota do Editor:
«[...] Pretende-se com esta publicação apresentar não uma visão completa da acção cultural e cívica de Bento de Jesus Caraça, mas fornecer uma prova documental para o seu estudo.
[...] Tomou-se como base um esquema de publicação realizado em tempos por Manuel Mendes, que, não fora a sua morte repentina, nos teria dado ainda a sua colaboração amiga elaborando um estudo sobre Bento de Jesus Caraça. [...]»

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terça-feira, setembro 11, 2012

Terceiro Compromisso da Real Confraria da Rainha Santa Isabel protectora de Coimbra



Coimbra, 1892
Imprensa da Universidade
1.ª edição
22,8 cm x 17,2 cm
56 págs.
subtítulo: Instituida no meado do seculo XVI na egreja do mosteiro de Santa Clara da mesma cidade (1891)
ilustrado
exemplar estimado, com alguma sujidade na contracapa e pequenas falhas de papel na lombada; miolo limpo
assinaturas de posse na folha de ante-rosto
20,00 eur

Trata-se dos estatutos que regulamentam o funcionamento da referida confraria, assim como o desenho-modelo da sua insígnia e, finalmente, o alvará que, pelo civil, assinou o Conde da Aurora e, pela Igreja, assinou o bispo-conde D. Manuel Correia de Bastos Pina.

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segunda-feira, setembro 10, 2012

O Hyssope



ANTONIO DINIZ DA CRUZ E SILVA

Porto, 1886
Imprensa Real
[8.ª edição, conf. Inocêncio Francisco da Silva]
15,6 cm x 11,5 cm
112 págs.
subtítulo: Poema Heroi-Comico
encadernação modesta antiga com lombada em tela encerada e pastas em papel de fantasia; pouco aparado à cabeça
exemplar com o miolo em muito bom estado de conservação, lombada com defeitos
conserva as capas de brochura
30,00 eur

Do autor, que fundou a Arcádia Lusitana, numa assumida teima neo-classicizante por oposição ao Barroco, diz-nos Inocêncio Francisco da Silva (Diccionario Bibliographico Portuguez, tomo primeiro, Imprensa Nacional, Lisboa, 1858):
«[...] Cavalleiro professo na Ord. de S. Bento d’Avis, Doutor na faculdade de Direito Civil pela Universidade de Coimbra; seguiu os logares de magistratura até o de Chanceller da Relação do Rio de Janeiro; sendo ultimamente nomeado Conselheiro do Conselho Ultramarino, cargo de que consta tomara posse, mas que não chegou a exercer. – N. em Lisboa, na freguezia de Sancta Catharina a 4 de Julho de 1731, e m. no Rio de Janeiro no anno de 1799 ou principio de 1800, sem que todavia seja possivel designar a data precisa do seu falecimento [posteriormente, Inocêncio veio a garantir, como data fiável, 5 de Outubro de 1799].
[...] No tempo da invasão franceza em Portugal em 1808 o livreiro F. Rolland fez ainda sahir de seu prelo uma edição do Hyssope em tudo conforme á de 1802, unica que então existia [o poema data de 1768]; porém sendo os francezes expulsos em Setembro d’esse anno, os exemplares, se alguns andavam á venda, foram todos recolhidos, porque o poema era prohibido em Portugal; e só depois de 1833 é que vi apparecerem alguns a publico: porém não são procurados porque em cousa alguma podem competir com os das edições parisienses de 1817 e 1821. [...]»
O poema, enfatizando um estilo épico camoniano, põe a ridículo certo cerimonial entre o bispo e o deão de Elvas, os seus preconceitos feudais e a mentalidade escolástica.

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domingo, setembro 09, 2012

Coimbra



JOSÉ MARÍA VIQUEIRA [BARREIRO]

Coimbra, 1957
Coimbra Editora, Limitada
1.ª edição
texto em castelhano
19,7 cm x 13,1 cm
XVI págs. + 386 págs. + 7 folhas em extra-texto
subtítulo: Impresiones y Notas de un Itinerario
ilustrado no corpo do texto e em separado
exemplar estimado; miolo limpo, parcialmente por abrir
é o n.º 1.278 de uma tiragem não declarada e com o carimbo do Autor
valorizado pela dedicatória manuscrita do Autor ao Professor Dr. Miranda Barbosa
30,00 eur

Minuciosa descrição dos principais pontos visitáveis em Coimbra, ao mesmo tempo que vai tecendo a sua pequena e grande História. Enquanto olhar de um espanhol, revela-se riquíssimo de conhecimentos.

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Coimbra



MANUEL CHAVES E CASTRO
capa de Horácio Novais
fotografias de David de Almeida, Horácio Novais e Varela Pé Curto

Lisboa, 1961
Olisipo – Editorial de Publicações Turísticas
[1.ª edição]
edição em português, francês, inglês, alemão e espanhol
n.º 4 da Colecção Turismo
16,6 cm x 12,3 cm
58 págs. + 32 págs. em extra-texto
profusamente ilustrado a preto e a cor
impresso em rotogravura
exemplar como novo
20,00 eur


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