sábado, dezembro 29, 2012

Horas de Combate


GUERRA JUNQUEIRO
pref. Mayer Garção

Porto, 1924
Livraria Chardron, de Lélo & Irmão, Ld.ª, editores
1.ª edição (textos reunidos)
18,8 cm x 12,2 cm
LXXVIII págs. + 82 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo, parcialmente por abrir
assinaturas de posse sobre a capa e na pág. V
30,00 eur

Abílio Manuel Guerra Junqueiro havia falecido há poucos meses; este volume póstumo parece surgir, à pressa, mais motivado pelo estudo de Mayer Garção do que pela divulgação da obra do poeta republicano.

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Horas de Luta



GUERRA JUNQUEIRO
pref. Mayer Garção

Pôrto, s.d. [circa 1924]
Livraria Lello, Limitada – editora proprietária da Livraria Chardron
[2.ª edição (textos reunidos, sendo Horas de Combate a 1.ª edição)]
19,4 cm x 13,2 cm
L págs. + 198 págs.
impresso sobre papel superior algodoado
encadernação editorial sobre tela encerada com gravação a ouro e relevo seco em ambas as pastas e na lombada
exemplar em bom estado de conservação; miolo no geral limpo, com ocasionais picos de oxidação
40,00 eur

O vertente volume amplia em muito aquilo que em 1924, sob o título Horas de Combate e com o mesmo prefácio de Mayer Garção, havia já sido reunido, a fim de dar a conhecer, conjuntamente, momentos em que o poeta, ao serviço da causa republicana, mais panfletário se erguia na palavra e no tom. Um dos problemas dessa outra edição residia precisamente na exiguidade do corpo de texto de Guerra Junqueiro ante o desmesurado, todavia correcto, texto do prefaciador. Daí, considerar-se a vertente edição um livro tanto mais doseado como representativo do vate.

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quarta-feira, dezembro 26, 2012

O Doge



ALEXIS-CHRISTIAN VON RÄTSELHAFT UND GRIBSKOV, arquiduque
trad. de M. S. Lourenço

Lisboa, 1962
Livraria Morais Editora
1.ª edição
19,8 cm x 12,8 cm
100 págs.
capa impressa a duas cores e relevo seco
exemplar manuseado mas aceitável; miolo limpo
40,00 eur

Veneza, a Sereníssima, na época de Carlos V, é aqui evocada num breve relâmpago de prosa poética, que o filósofo e poeta M. S. Lourenço – disfarçado sob a capa do dito arquiduque –, neste seu segundo livro, utiliza como suporte cénico renascentista para uma intriga de amor libertino.

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terça-feira, dezembro 25, 2012

Branca-Flor e Flôres



LUÍZ CHAVES

Coimbra, 1940
Instituto de Coimbra
1.ª edição
24,8 cm x 17 cm
40 págs.
subtítulo: Romances das Guerras com os Mouros – Versões Trasmontanas (Notas Folclóricas)
exemplar estimado; miolo limpo
ocasionais carimbos da Sociedade de Língua Portuguesa
valorizado pela dedicatória manuscrita do Autor
17,00 eur

Estudo comparado das diferentes versões das «memórias folclóricas da Reconquista cristã da Ibéria em que Portugal brotou». Começa por dizer, sucintamente, Luís Chaves:
«[...] O Romantismo desenvolveu o medievalismo e, com êle, as tradições populares: a fase foi representada entre nós por Garrett, com o Romanceiro, que contém trinta e sete espécies.
O positivismo levou Teófilo Braga aos problemas das origens: entre os estudos o da formação da pátria na sua constituïção étnica, na caracterização folclórica e na evolução histórica [...]; daí nasceu o Romanceiro Geral.
O desenvolvimento dos estudos folclóricos, se aproveitou o trabalho anterior, criou orientação nova de trabalho científico. [...]»

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A Arte Popular



LUÍS CHAVES

Porto, 1943
Portucalense Editora, S. A. R. L.
1.ª edição
19,7 cm x 13 cm
136 págs.
subtítulo: Aspectos do Problema
exemplar estimado; miolo limpo
20,00 eur

Traje, artefactos, aspectos da vida agrícola, etc., são aqui abordados na tentativa de caracterização do quotidiano do povo português, no trabalho como nas festas sazonais.

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segunda-feira, dezembro 17, 2012

Carta dirigida a Salustio, amador de antiguidades


A. D. DE CASTRO E SOUZA, abade

Lisboa, 1839
Typographia de A. S. Coelho
1.ª edição
19,4 cm x 12,4 cm
VIII págs. + 36 págs.
acabamento em cadernos soltos cosidos à linha
encontra-se no estado físico em que circulou na época, sem capas, portanto
exemplar estimado com alguma sujidade nas páginas exteriores; miolo limpo
rubrica e carimbo de posse de Ricardo Severo na folha de título
30,00 eur

Estudo histórico, descritivo e circunstanciado «[...] de quatro cousas: primeira da Biblia, chamada vulgarmente dos Monges Jeronimos: segunda do Missal, que se guarda na Bibliotheca do extincto Convento de N. Senhora de Jesus, que foi dos Religiosos Terceiros de S. Francisco, e hoje pertence á Academia Real das Sciencias: terceira de como veio a Portugal o famoso Quadro, que representa a St.ª Virgem, obra do insigne Pintor, Chefe da Escola Romana, [...] Rafael Sanzio, d’Urbino, cujo Quadro estava no Real Seminario de Brancanes, e actualmente se conserva na Aula de Pintura Historica, na Acedemia das Bellas Artes; e quarta a Capella de S. João Baptista, que está collocada na Igreja de S. Roque. [...]» (Inocêncio Francisco da Silva)

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terça-feira, dezembro 11, 2012

O Alcoolismo – Estudo Médico-Social



NUNO SILVESTRE TEIXEIRA

Funchal, 1899
Typographia «Esperança»
1.ª edição
18,9 cm x 13,5 cm
244 págs.
encadernação modesta de amador em tela encerada e papel de fantasia, gravação a ouro na lombada
sem capas de brochura
exemplar estimado; miolo limpo
22,00 eur


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Breve Estudo Sobre o Alcoolismo



JULIO HENRIQUE LIMA DA FONSECA

Porto, 1900
Imprensa Portugueza
1.ª edição
22,3 cm x 15,6 cm
92 págs.
subtítulo: Dissertação inaugural apresentada e defendida perante a Escola Medico-Cirurgica do Porto
exemplar estimado, com restauros na lombada; miolo limpo
17,00 eur

Detalhado estudo, cobrindo os conhecimentos históricos, a prática e doenças derivadas, as consequências sociais do alcoolismo e seu tratamento.

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segunda-feira, dezembro 10, 2012

Carta-Testamento


MÁRIO SACRAMENTO
direcção gráfica de Armando Alves

Lisboa, 1973
Editorial Inova, sarl
1.ª edição
26,5 cm x 18,7 cm
32 págs.
exemplar em bom estado de conservação
25,00 eur

Inclui ainda intervenções de Óscar Lopes («Palavras de Óscar Lopes no Enterro de Mário Sacramento»), Álvaro Salema, Fernando Namora, Ilídio Sardoeira, Mário Castrim, Urbano Tavares Rodrigues e Vergílio Ferreira.
Uma passagem da carta-testamento:
«[...] Não que eu faça grande questão do meu bom nome: estou-me nas tintas para ele, depois de morto. Mas, além dele pertencer, também, aos filhos dos Filhos e a estes, pertence aos meus companheiros de jornada. E, que diabo, se passei tantos maus bocados por eles, em vida, é porque considerei que era esse o meu destino. E um homem tem o direito de o defender, mesmo depois de morto!
Fica portanto entendido que sou ateu e como ateu devo ser enterrado. Em vez dum pano preto, ponham um paninho vermelho no caixote, se puderem. E usem luto vermelho, se algum quiserem usar... [...]
Nasci e vivi num mundo de inferno. Há dezenas de anos que sofro, na minha carne e no meu espírito o fascismo. Recebi dele perseguições de toda a ordem – físicas, económicas, profissionais, intelectuais, morais. Mas, que não tivesse sofrido, o meu dever era combatê-lo. O fascismo é o fim da pré-história do homem. E procede, por isso, como um gangster encurralado. [...]»

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Há uma Estética Neo-Realista?


MÁRIO SACRAMENTO

Lisboa, 1968
Publicações Dom Quixote
1.ª edição
18 cm x 11,1 cm
96 págs.
exemplar em bom estado de conservação; capa empoeirada, miolo limpo
30,00 eur

Breve embora, é das mais significativas obras de reflexão acerca do neo-realismo em Portugal e do contexto sócio-político em que surgiu e se desenvolveu. E curiosamente é um prosador nada ortodoxo, José Cardoso Pires, quem surge referido como uma preferência, sem rebuço.

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segunda-feira, dezembro 03, 2012

Os Arquivos do Silêncio



EGITO GONÇALVES
pref. Óscar Lopes
capa de Câmara Leme

Lisboa, 1963
Portugália Editora
1.ª edição
20,3 cm x 14,2 cm
XLIV págs. + 164 págs.
subtítulo: 1959-1961
composto manualmente em Elzevir
exemplar muito estimado; miolo limpo, por abrir
35,00 eur

Do excelente prefácio do ensaísta:
«[...] Este livro de Egito Gonçalves assume [...] o significado global de um acertar do relógio numa poesia nacional atrasada, um acertar de relógio que nos traz, via metaforismo, mas dele já sensìvelmente emergindo até à fase mais avançada da poesia espanhola. [...]
[...] O estilo fundamental é agora outro, mais descarnado e convicto. Ora, como vemos pela evolução de Egito Gonçalves, e poderíamos ver noutros poetas portugueses, também entre nós parece processar-se o regresso à responsabilidade explícita pelo povo de que se bebe a língua. [...]»

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A Viagem Com o Teu Rosto



EGITO GONÇALVES

Lisboa, 1958
Publicações Europa-América
1.ª edição (em livro)
19,2 cm x 13,6 cm
76 págs.
é o 21.º volume da colecção Cancioneiro Geral
composto manualmente em Elzevir
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
valorizado pela dedicatória manuscrita do Autor
40,00 eur

Conjunto de poemas anteriormente dados a conhecer nos periódicos A Serpente, Árvore, Jornal de Notícias, O Comércio do Porto, Diário Ilustrado, Planície, Contraponto, Diário de Notícias, Bandarra e Notícias do Bloqueio. A ele se refere elogiosamente Jorge de Sena na 3.ª série das Líricas Portuguesas (Portugália Editora, Lisboa, 1958):
«[...] A sua poesia áspera e retórica, afim, na atitude formal, da da chamada “geração de 1951” do Brasil, da qual se distingue por um interesse pela intencionalidade social, esconde, sob uma imagística combativa, em que afloram vivências das catástrofes mundiais, uma sensibilidade adolescente ainda, constrangida e delicada, que dá o melhor tom lírico a alguns dos seus poemas. O último livro [refere-se ao vertente], que reúne grande parte da sua produção dispersa, afirma-o como um poeta de recursos muito mais amplos que os manifestados nos anteriores [...].»

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domingo, dezembro 02, 2012

O Segundo Modernismo em Portugal


EUGÉNIO LISBOA

Lisboa, 1984
Instituto de Cultura e Língua Portuguesa
2.ª edição [revista e acrescentada]
19,1 cm x 11,5 cm
152 págs.
exemplar em bom estado de conservação, lombada amarelecida; miolo irrepreensível
17,00 eur

É uma história do movimento cultural que se fez ouvir através da revista presença (1927-1940), a sua inserção numa vanguarda artística que já vinha do grupo do Orpheu, e a marca e exemplo deixados para o futuro. Sabe-se, por exemplo, como os surrealistas foram beber preponderantemente nesta última, em confronto aberto com os neo-realistas, que preferiram pautar-se pela “boa educação cristã” da primeira acima referida.


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terça-feira, novembro 06, 2012

Ensaio Sobre a Lucidez


JOSÉ SARAMAGO

Lisboa, 2004
Editorial Caminho
1.ª edição
20,9 cm x 13,7 cm
332 págs.
tiragem declarada de 100.000 exemplares
exemplar novo, sem qualquer quebra na lombada
35,00 eur



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História do Cerco de Lisboa



JOSÉ SARAMAGO

Lisboa, 1989
Editorial Caminho
1.ª edição
21 cm x 13,5 cm
352 págs.
tiragem declarada de 50.000 exemplares
exemplar novo
35,00 eur


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Viagem a Portugal



JOSÉ SARAMAGO

Lisboa, 1981
Círculo de Leitores, Lda.
1.ª edição
30,8 cm x 22,7 cm (álbum)
240 págs.
profusamente ilustrado a cor
encadernação editorial em sintético com gravação a ouro na lombada, sobrecapa impressa a cor
exemplar muito estimado, apenas a sobrecapa apresenta fortes sinais da acção continuada da luz; miolo irrepreensível
45,00 eur

«Conhecer um país é apreender, de modo tanto quanto possível exacto, a sua paisagem, a sua cultura, o povo que o habita. [...] Havia, pois, necessidade de criar, sobre Portugal, um livro que não se limitasse às já fatigadas impressões sobre os lugares comuns do turismo. [...]
Este livro procura ser a reprodução escrita e visual das múltiplas imagens colhidas por uma sensibilidade, por uma maneira de estar no mundo e ser português. [...]» (da nota editorial na badana).

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sexta-feira, novembro 02, 2012

Paralelo W



MANUEL DE CASTRO, 1934-1971
capa de João Rodrigues

s.i. [Sintra], 1958
[ed. Autor]
1.ª edição [única]
19,7 cm x 19,7 cm
32 págs.
impresso sobre papel superior
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
PEÇA DE COLECÇÃO
120,00 eur (IVA e portes incluídos)

O surrealista Manuel de Castro permanece o maior enigma das letras nacionais. Dispersa a sua obra por publicações irregulares – revistas (Pirâmide, KWY, suplemento e magazine & etc), antologias (Novíssima Poesia Portuguesa), colectivos de combate (Grifo), apenas três breves livros próprios: o vertente, A Estrela Rutilante (de 1960) e o mais que póstumo Nada de Mutações Bruscas na Paisagem (2003) –, tem hoje um rol de dispersadas oportunidades de edição do que ainda seria possível reunir de uma obra ímpar. E que é muito. Quando abundam os “editores”, minguam as edições... O que é grande maldade feita ao defunto poeta, à sua palavra visionária:
«[...] Sobre os cadáveres assim incorruptíveis
dos velhos príncipes desagregados no mar
passam os navios
e a geração angélica e terrível
talha o seu destino sobrehumano
onde a noite vai expulsar os astros
iniciar-se, e ter um nome diferente.»

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quinta-feira, outubro 18, 2012

Os Planos Financeiros



MARIANNO [CYRILLO] DE CARVALHO
pref. Mariano Pina

Lisboa, 1893
Typ. da Companhia Nacional Editora
1.ª edição
17,1 cm x 12,1 cm
XX págs. + 366 págs.
encadernação antiga modesta de amador, pouco aparado
sem capas de brochura
exemplar estimado; miolo limpo, ocasionais sombras de sublinhados a lápis, papel frágil
assinatura de posse na folha de ante-rosto
30,00 eur

Vasto conjunto de artigos que o ministro da Fazenda, Mariano de Carvalho, fez vir a público no Diário Popular da época em tentativa de ir explicando as suas decisões políticas «[...] n’uma das circunstancias financeiras e economicas mais graves e mais delicadas por que este paiz tem passado [...]». Diz-nos o prefaciador a dado passo, determinando o espírito da escrita:
«[...] se todos quantos prezam e admiram o seu talento poderoso e creador – viessem submeter este livro, onde se acham archivadas as suas idéas e os seus planos economicos e financeiros, ao supremo tribunal da intriga politica e d’aquella jacobinagem que, nos papeis, diariamente, anda cultivando a injuria. Semelhante procedimento seria mais do que simples destempero; – seria a abdicação da propria dignidade, seria o reconhecimento tacito de que os intrigantes de todas as especies e de todas as cathegorias tinham inteira razão, quando açacalavam as suas calumnias contra uma das mais proeminentes individualidades da politica contemporanea. [...]»

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segunda-feira, outubro 15, 2012

Tomaz, o Impostor



JEAN COCTEAU
trad. António Quadros
capa de Bernardo Marques

Lisboa, s.d. [1955, seg. BNP]
Edição «Livros do Brasil»
[1.ª edição]
16 cm x 10,9 cm
192 págs.
é o n.º 51 da mimosa Colecção Miniatura
exemplar como novo
20,00 eur


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Os Meninos Diabólicos


JEAN COCTEAU
trad. e pref. de João Gaspar Simões

Lisboa, 1939
Editorial Inquérito, Ld.ª
[1.ª edição]
19 cm x 12,7 cm
232 págs.
exemplar estimado, pequeno restauro na lombada; miolo limpo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Os Meninos Diabólicos



JEAN COCTEAU
trad. e pref. de João Gaspar Simões


Lisboa, s. d.
Editorial Inquérito Limitada
3.ª edição [variante de uma outra 3.ª edição conhecida]
18,5 cm x 12,2 cm
226 págs.
capa de Ernesto [de Sousa ?]
a variante conhecida distingue-se de imediato pela diferente combinação das cores da capa nos mesmos motivos gráficos, a saber: onde na presente temos preto, vermelho, azul, amarelo, na variante surge preto, roxo, azul e ocra, respectivamente, entre outros pormenores detectáveis a uma mais apurada observação
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
17,00 eur

Segundo a Introdução do próprio tradutor, este livro de Cocteau «[...] é um dos mais belos romances de imaginação e poesia, de sonho e análise, de inteligência e desregramento interior, de toda a moderna literatura. Só por isso valia a pena traduzi-lo. [...]»


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Le Grand Écart



JEAN COCTEAU

Paris, 1954
Librairie Arthème Fayard
s.i.
19 cm x 14,2 cm
158 págs.
cartonagem editorial, com falta da sobrecapa
exemplar estimado; miolo limpo
assinatura de posse de Jorge d’Utra Machado
20,00 eur

Esta edição inclui a peça de teatro Orphée.

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quinta-feira, outubro 04, 2012

Historia del Surrealismo


MAURICE NADEAU
trad. e prólogo de Raúl Navarro

Buenos Aires, 1948
Santiago Rueda – Editor
[1.ª edição]
22,2 cm x 15 cm
368 págs.
cartonagem editorial, sem a sobrecapa
exemplar manuseado mas aceitável, com pequenas falhas de cartolina na lombada; miolo limpo
60,00 eur

Se o interesse pela cultura internacional de vanguarda do século XX estivesse vivo, o vertente livro seria considerado incontornável, nomeadamente esta tradução espanhola, que serviu então de apoio à comunidade poética na América Latina. Em 1938, a figura tutelar do movimento surrealista, André Breton, havia visitado no México a figura tutelar da revolução permanente, Trotski – que será assassinado em 1940 –, encontro que esteve na origem de um importante manifesto conjunto. A difusão de um tal documento atrairá as atenções de centenas de poetas de língua espanhola para esse movimento, cujo surto inicial datava dos anos 20 de Paris. O livro de Nadeau – benquisto entre os surrealistas – vinha, assim, satisfazer uma curiosidade e uma necessidade de correcta informação histórica e teórica.

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quarta-feira, setembro 19, 2012

Em Redor de um Grande Drama



CARLOS MALHEIRO DIAS

Lisboa / Rio de Janeiro, s.d. [1912]
Livrarias Aillaud & Bertrand / Livraria Francisco Alves
1.ª edição
18,8 cm x 12,2 cm
2 págs. + XL págs. + 378 págs.
subtítulo: Subsidios para uma Historia da Sociedade Portuguêsa (1908-1911)
exemplar estimado; miolo limpo
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

Esta obra de memorialismo constitui um complemento aos volumes Do Desafio á Debandada e Zona de Tufões.

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A Verdade Nua


CARLOS MALHEIRO DIAS
capa de Roque Gameiro

Lisboa, s.d.
Portugal-Brasil Sociedade Editora de Arthur Brandão & C.ª
3.ª edição
19,4 cm x 13 cm
276 págs.
exemplar muito estimado; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)


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terça-feira, setembro 18, 2012

Exercícios Temporais


TOMAZ KIM

Lisboa, 1967
Guimarães Editores
2.ª edição
21,6 cm x 15,7 cm
52 págs.
exemplar muito estimado; miolo limpo por abrir
corte serrilhado
30,00 eur

De seu verdadeiro nome Joaquim Fernandes Thomaz Monteiro-Grillo, foi poeta, tradutor e ensaísta ligado ainda ao grupo da Presença, e, mais tarde, co-fundador da colecção Cadernos de Poesia (1.ª série). Entre muita outra colaboração dispersa, há que sublinhar a na revista Cronos, quer pseudónima quer em nome próprio, e na revista Pentacórnio (erradamente referida como Tricórnio no vol. IV do Dicionário Cronológico de Autores Portugueses, organizado pelo IPLB e coordenado por Ilídio Rocha).

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domingo, setembro 16, 2012

A Cultura Integral do Indivíduo – Problema Central do Nosso Tempo


BENTO DE JESUS CARAÇA

Lisboa, 1933
Mocidade Livre, edições [U.C.M.L.]
1.ª edição
18,5 cm x 12,3 cm
44 págs. + 4 págs.
exemplar em bom estado
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

É o esboço de um programa amplo de intervenção cultural, científica e pedagógica sob a forma de conferência, que o matemático Jesus Caraça então lera na Universidade Popular Portuguesa. Ao autor, dadas as suas constantes propostas democráticas em pleno obscurantismo do Estado Novo, determinará em 1946 o Conselho de Ministros a sua expulsão da cátedra universitária, ficando proibido de exercer docência.
Segue-se à conferência uma «Carta Aberta à Juventude Estudiosa de Portugal e Ao Povo Português em Geral», mas da autoria do próprio núcleo editorial.

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Conferências e Outros Escritos



BENTO DE JESUS CARAÇA
capa de Sebastião Rodrigues

Lisboa, 1970
[Edições João Sá da Costa]
1.ª edição
22 cm x 15,3 cm
8 págs. + 382 págs. + 1 folha em extra-texto
exemplar estimado; miolo limpo
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da breve Nota do Editor:
«[...] Pretende-se com esta publicação apresentar não uma visão completa da acção cultural e cívica de Bento de Jesus Caraça, mas fornecer uma prova documental para o seu estudo.
[...] Tomou-se como base um esquema de publicação realizado em tempos por Manuel Mendes, que, não fora a sua morte repentina, nos teria dado ainda a sua colaboração amiga elaborando um estudo sobre Bento de Jesus Caraça. [...]»

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terça-feira, setembro 11, 2012

Terceiro Compromisso da Real Confraria da Rainha Santa Isabel protectora de Coimbra



Coimbra, 1892
Imprensa da Universidade
1.ª edição
22,8 cm x 17,2 cm
56 págs.
subtítulo: Instituida no meado do seculo XVI na egreja do mosteiro de Santa Clara da mesma cidade (1891)
ilustrado
exemplar estimado, com alguma sujidade na contracapa e pequenas falhas de papel na lombada; miolo limpo
assinaturas de posse na folha de ante-rosto
20,00 eur

Trata-se dos estatutos que regulamentam o funcionamento da referida confraria, assim como o desenho-modelo da sua insígnia e, finalmente, o alvará que, pelo civil, assinou o Conde da Aurora e, pela Igreja, assinou o bispo-conde D. Manuel Correia de Bastos Pina.

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segunda-feira, setembro 10, 2012

O Hyssope



ANTONIO DINIZ DA CRUZ E SILVA

Porto, 1886
Imprensa Real
[8.ª edição, conf. Inocêncio Francisco da Silva]
15,6 cm x 11,5 cm
112 págs.
subtítulo: Poema Heroi-Comico
encadernação modesta antiga com lombada em tela encerada e pastas em papel de fantasia; pouco aparado à cabeça
exemplar com o miolo em muito bom estado de conservação, lombada com defeitos
conserva as capas de brochura
30,00 eur

Do autor, que fundou a Arcádia Lusitana, numa assumida teima neo-classicizante por oposição ao Barroco, diz-nos Inocêncio Francisco da Silva (Diccionario Bibliographico Portuguez, tomo primeiro, Imprensa Nacional, Lisboa, 1858):
«[...] Cavalleiro professo na Ord. de S. Bento d’Avis, Doutor na faculdade de Direito Civil pela Universidade de Coimbra; seguiu os logares de magistratura até o de Chanceller da Relação do Rio de Janeiro; sendo ultimamente nomeado Conselheiro do Conselho Ultramarino, cargo de que consta tomara posse, mas que não chegou a exercer. – N. em Lisboa, na freguezia de Sancta Catharina a 4 de Julho de 1731, e m. no Rio de Janeiro no anno de 1799 ou principio de 1800, sem que todavia seja possivel designar a data precisa do seu falecimento [posteriormente, Inocêncio veio a garantir, como data fiável, 5 de Outubro de 1799].
[...] No tempo da invasão franceza em Portugal em 1808 o livreiro F. Rolland fez ainda sahir de seu prelo uma edição do Hyssope em tudo conforme á de 1802, unica que então existia [o poema data de 1768]; porém sendo os francezes expulsos em Setembro d’esse anno, os exemplares, se alguns andavam á venda, foram todos recolhidos, porque o poema era prohibido em Portugal; e só depois de 1833 é que vi apparecerem alguns a publico: porém não são procurados porque em cousa alguma podem competir com os das edições parisienses de 1817 e 1821. [...]»
O poema, enfatizando um estilo épico camoniano, põe a ridículo certo cerimonial entre o bispo e o deão de Elvas, os seus preconceitos feudais e a mentalidade escolástica.

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domingo, setembro 09, 2012

Coimbra



JOSÉ MARÍA VIQUEIRA [BARREIRO]

Coimbra, 1957
Coimbra Editora, Limitada
1.ª edição
texto em castelhano
19,7 cm x 13,1 cm
XVI págs. + 386 págs. + 7 folhas em extra-texto
subtítulo: Impresiones y Notas de un Itinerario
ilustrado no corpo do texto e em separado
exemplar estimado; miolo limpo, parcialmente por abrir
é o n.º 1.278 de uma tiragem não declarada e com o carimbo do Autor
valorizado pela dedicatória manuscrita do Autor ao Professor Dr. Miranda Barbosa
30,00 eur

Minuciosa descrição dos principais pontos visitáveis em Coimbra, ao mesmo tempo que vai tecendo a sua pequena e grande História. Enquanto olhar de um espanhol, revela-se riquíssimo de conhecimentos.

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Coimbra



MANUEL CHAVES E CASTRO
capa de Horácio Novais
fotografias de David de Almeida, Horácio Novais e Varela Pé Curto

Lisboa, 1961
Olisipo – Editorial de Publicações Turísticas
[1.ª edição]
edição em português, francês, inglês, alemão e espanhol
n.º 4 da Colecção Turismo
16,6 cm x 12,3 cm
58 págs. + 32 págs. em extra-texto
profusamente ilustrado a preto e a cor
impresso em rotogravura
exemplar como novo
20,00 eur


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sábado, setembro 01, 2012

Bairro



MANUEL MENDES
capas de M. M. / E. N. [Manuel Mendes / Emmérico Nunes], Carlos Botelho e João Abel Manta

Lisboa, 1945, 1958 e 1960
Editorial Enciclopédia (I)
Sociedade de Expansão Cultural (II e III)
1.ª edição (todos os volumes)
3 volumes (completo)
19,3 cm x 12,6 cm
340 págs. + 264 págs. + 328 págs.
exemplares em bom estado de conservação com ligeiro restauro no canto inferior esquerdo da capa do primeiro volume
80,00 eur

Quanto ao primeiro livro, os serviços de leitura das Bibliotecas Itinerantes da Fundação Calouste Gulbenkian nem se deram ao trabalho de o ler; mas os segundo e terceiro volumes aparecem brevemente recenseados pelo escritor António Quadros, assim sendo para o verbete referente ao Segundo Livro do Bairro:
«Contos de ambiente citadino, extraídos da vida quotidiana e traçando um galerim de figuras lisboetas do povo e da pequena burguesia, as suas lutas, seus dramas, seus amores e suas esperanças. O autor, que tem sentido poético, é um bom analista de almas e, embora as suas personagens não tenham dimensão épica, têm uma verdade simples e habitual, sem atitudes preconceituosas.
Lembra por vezes as personagens de Dickens. [...]
[...] Meio para que é recomendável – Especialmente citadinos ou fabris – Mas poderá ser levado a todos».

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Assombros


MANUEL MENDES
capa de Carlos Botelho

Lisboa, 1962
Sociedade de Expansão Cultural
1.ª edição
19,4 cm x 12,3 cm
232 págs.
exemplar como novo, sem sinais de quebra na lombada, por abrir
25,00 eur

Nas fichas de leitura destinadas à aquisição (ou não...) de livros para as bibliotecas itinerantes da Fundação Calouste Gulbenkian, António Quadros afirma:
«Nestes contos, Manuel Mendes mais uma vez descreve simples histórias da vida quotidiana, ora com um sentido irónico, ora com um sentido humaníssimo, ora com um leve humor, ora com melancolia. Apenas o conto Gertrudes, pelo seu tema – a história de uma mulher que não recua diante de nada para chegar aos seus fins, isto é, à fortuna e ao poder, sendo no final castigada – é susceptível de reservas, pelo que o livro é recomendável para adultos de sólida formação.»
E disse! Era assim, nessa época prodigiosa em que os editores encaminhavam parte da sua produção para as bibliotecas públicas... com reserva do direito de admissão, claro!

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História Natural


MANUEL MENDES
capa de Fred Kradolfer

Lisboa, 1968
Sociedade de Expansão Cultural
1.ª edição
19,4 cm x 12,5 cm
236 págs.
exemplar como novo, por abrir
30,00 eur

Diz-nos a nota da Agenda Cultural da BN em Outubro de 2006:
«[...] Escritor, jornalista, crítico de arte e tradutor, Manuel Mendes nasceu em Lisboa, em 1906, e faleceu na mesma cidade, em 1969. Cultivou também a escultura, sendo que a “sua escultura vai para além do amadorismo […]. Os bustos e as cabeças de Manuel Mendes acusam, na verdade, uma grande serenidade e severidade que os dignificam.” (Margarida Marques Matias).
Colaborador da Seara Nova, conviveu desde cedo com Raúl Proença, Câmara Reis e António Sérgio e Raul Brandão, “seu mestre e paradigma literário” (Mário Soares), de quem foi um divulgador empenhado. Como aluno da Faculdade de Letras participou na greve académica de 1931, tendo, a partir desta data, tomado parte em, praticamente, “todas as conspirações, revoluções e tentativas revolucionárias contra a ditadura […]. Libertou, de armas na mão, um companheiro preso que estava a ser torturado, num assalto bem sucedido à esquadra da polícia do Rego.” (Mário Soares) Fez parte da efémera Frente Popular, do MUNAF, da Resistência Republicana e da Acção Socialista Portuguesa; foi um dos promotores do MUD, tendo sido membro da sua comissão central, e integrou as candidaturas de Norton de Matos e de Humberto Delgado à Presidência da República. [...]»

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quinta-feira, agosto 16, 2012

Elementos para um estudo da Casa dos Bicos




HELDER CARITA
JOÃO PAULO CONCEIÇÃO
MIGUEL PIMENTEL

Lisboa, 1983
Pisa – Babel
1.ª edição
22,8 cm x 31,7 cm (oblongo)
74 folhas impressas apenas retro + 5 vegetais em extra-texto
cartonagem editorial em tela crua no lombo e pastas em papel avergoado impresso a duas cores e armado sobre cartão
exemplar estimado; miolo limpo
45,00 eur

Rara abordagem histórico-arquitectónica do estranho edifício quinhentista na ribeira de Lisboa atribuído a Braz de Albuquerque. Citando os autores: «[...] A aparente ambiguidade na concepção arquitectónica da Casa dos Bicos, entre um programa medieval e uma aspiração renascentista, esconde uma temática mais profunda, fundamental para a compreensão desta casa e de toda a arquitectura portuguesa; o conflito entre uma concepção espacio-temporal oriental, descontínua e estática, e uma concepção europeia, essencialmente contínua e dinâmica. [...]
Já nas iluminuras dos princípios do séc. XVI, atestando uma tradição e costume anterior, Lisboa aparece pontuada de largas varandas-galerias, desaparecidas posteriormente da gramática arquitectónica portuguesa.
Duma notável qualidade urbana e vivêncial, as vastas galerias e loggias, aparecem fechadas a partir do séc. XVII por um rigoroso luto urbano e cultural, ligado sem dúvida às reformas religiosas e ao omnipresente poderio jesuítico. Ficou assim apagado um dos elementos importantes para a compreensão da estrutura dos espaços domésticos portugueses, relegando para a loggia italiana renascentista uma tradição profundamente portuguesa. [...]
A descoberta do páteo da Casa dos Bicos e da sua função como núcleo de distribuição, organizador do programa arquitectónico, vem aproximar a Casa dos Bicos do grupo de casas dos séc. XVI e XVII de raíz mediterrânica-árabe. [...]
No núcleo da arquitectura doméstica portuguesa, a Casa dos Bicos é talvez a primeira transposição formal duma simbiose entre duas visões espaço-temporais distintas, a fachada-muro.
Esta concepção manifesta-se por uma aproximação virtual da casa pelo exterior, através duma fachada que se mantém contudo pouco fenestrada, por vezes quase cega ao nível das entradas, mas abrindo-se generosamente sobre o jardim lateral ou páteo. [...]»

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terça-feira, agosto 14, 2012

Para a História da Cultura em Portugal


ANTÓNIO JOSÉ SARAIVA

[Lisboa, 1946]
Centro Bibliográfico
1.ª edição
19,5 cm x 13,3 cm
XX págs. + 254 págs.
exemplar manuseado mas estimado e limpo no miolo, capa com ocasionais picos de humidade
30,00 eur

Livro mítico do co-autor da História da Literatura Portuguesa de referência no ensino, este agora veio a ter importância não somente pela redefinição de uma metodologia no seu texto de abertura, mas pelo ensaio intitulado «Para uma Sociologia da Literatura Portuguesa», abordagem inovadora em que se sublinha como a cultura é algo anterior, mais profundo, e que subjaz às manifestações culturais como seja, por exemplo, a literatura. A um outro nível da leitura destes ensaios iremos encontrar o trigo que se devia, nessa época como hoje, peneirar do joio patrioteiro e das conveniências da dominação política do país. Nem era inédito um tal raciocínio: já muito antes Alexandre Herculano, semelhantemente, se havia posicionado ao demolir o dogma milagreiro que até aos seus dias envolveu a História pátria.

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Para a História da Cultura em Portugal [edição em 2 volumes]


ANTÓNIO JOSÉ SARAIVA

Lisboa, 1961
Publicações Europa-América
2.ª edição + 1.ª edição
2 volumes (completo)
18,7 cm x 12,5 cm
276 págs. + 368 págs.
capas do pintor António Domingues
exemplares como novos
35,00 eur

Nos anos 60 do século passado, a convite do editor Francisco Lyon de Castro, volta AJS a publicar não só o há muito desaparecido volume original desta obra, como a acrescentar-lhe uma necessária continuação, que testemunha o evoluir de um pensamento e de uma erudição coesos.

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Dicionário Crítico de Algumas Ideias e Palavras Correntes


ANTÓNIO JOSÉ SARAIVA

Lisboa, 1960
Publicações Europa-América
1.ª edição
19 cm x 12,7 cm
216 págs.
exemplar como novo, quase integralmente por abrir, sem sinais de quebras na lombada
30,00 eur

Livro de imediato proibido e apreendido pela polícia do governo da ditadura [ver Livros Proibidos no Estado Novo, Assembleia da República, Lisboa 2005], dada a contundência das suas observações acerca das matérias tidas por tabu nesse século passado... Muitas delas ainda hoje se manterão sob idêntica ou renovada reserva, a saber, por exemplo, o «Laicismo
[...] Importa entendermo-nos sobre esta expressão “laico” e derivadas. “Laico” não quer dizer “ateu”. Há Estados e até religiões ateias. Mas não é esse o caso dois numerosos Estados que seguiram nas relações com o culto o paradigma do Estado francês pós-revolucionário. “Estado laico” é aquele que considera como assunto privado o culto e as opiniões religiosas dos cidadãos. Melhor do que “ateu”, a palavra “tolerante” caracteriza a expressão “laico” quando referida a Estado. Mas, na medida em que estabelece a igualdade dos cidadãos perante a lei, destrói os privilégios feudais, centraliza e unifica a autoridade, o novo Estado torna impossível a dualidade de poderes. Dentro do Estado laico, a Igreja deixa de ser um poder, uma entidade com jurisdição, autoridade pública, direito a cobrar impostos, etc. Deixa de haver dualismo, não porque o poder civil absorvesse o poder eclesiástico, mas porque deixou de haver poder eclesiástico, porque as questões religiosias passaram a ser assunto privado, porque existe uma única jurisdição aplicável a todos os cidadãos.
Em resultado desta evolução, resumidamente exposta, o Estado laico, isto é, o Estado que reconhece por igual a cada um dos cidadãos o direito a praticar o seu culto, sem reconhecer a qualquer deles privilégios particulares, tornou-se, durante o século passado e o presente, uma das feições mais características da chamada “civilização ocidental”. [...]»

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A Política de Discriminação Social e a Repressão da Heterodoxia


ANTÓNIO JOSÉ SARAIVA

Lisboa, 1958
Jornal do Fôro
separata da História da Cultura em Portugal
1.ª edição (em brochura)
23,6 cm x 19 cm
8 págs. + 186 págs.
ilustrado no corpo do texto
exemplar estimado, com picos de oxidação na cartolina da capa; miolo limpo
30,00 eur

Interessante pequena história da Inquisição em Portugal.

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A Vida de Dante


MICHELE BARBI
trads. António Fiorillo, Jiacinto Manuppella, Erilde Realí, Maria Helena Bettencourt Antunes e Elsa Maria Quaresma Pimenta
introd. Alberto Chiari

Lisboa, 1965
Editora Ulisseia Limitada
1.ª edição
bilingue (italiano / português para os poemas)
18,2 cm x 10,2 cm
XXVIII págs. + 192 págs.
orientação gráfica do pintor Espiga Pinto
com sobrecapa em papel de alcatrão
é o n.º 5 da prestigiada Colecção Poesia e Ensaio
exemplar muito estimado; miolo limpo
20,00 eur

Por alturas em que uma outra editora, a Minotauro de Bruno da Ponte, estava prestes a chegar ao termo da publicação, sob a forma de cadernetas com fascículos, de uma versão integral em versos de A Divina Comédia, Vitor Silva Tavares, então director literário da Ulisseia, fazia chegar aos leitores interessados esta breve mas concisa biografia do vate. Tratava-se de “abrir o apetite” para a magna obra do escritor clássico italiano, acto cultural sem reservas de concorrência mercantil nem cobiça de escaparate...

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quarta-feira, agosto 01, 2012

The Rosicrucian Cosmo-Conception [junto com] The Effects of Suicide [junto com] recibo de assinatura da revista «Rosacruz»



MAX HEINDEL

Londres, 1971
L. N. Fowler & Co., Ltd.
26.ª edição
19,8 cm x 14,2 cm
[706 págs. + 5 folha em extra-texto] + [14,9 cm x 8 cm] + [10 cm x 15,5 cm (oblongo)]
volume ilustrado
encadernação editorial em tela impressa
exemplar em bom estado de conservação; limpo muito limpo
25,00 eur

Juntaram-se ao volume uma folha-volante estigmatizando o suicídio e um recibo de assinatura do boletim rosicruciano português, à data de Fevereiro de 1974, e autenticado pelo respectivo administrador Francisco Marques Rodrigues.


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The Rosicrucian Philosophy in Questions and Answers


MAX HEINDEL

Londres, s.d. [1922 ?] + 1947
L. N. Fowler & Co., Ltd.
volume I – 3.ª edição (7.ª tiragem)
volume II – 1.ª edição
2 volumes (completo)
19,8 cm x 14,2 cm
[432 págs. + 1 folha em extra-texto] + [608 págs. + 1 folha em extra-texto]
encadernação editorial em tela impressa
exemplares em bom estado de conservação, acusando o mais antigo algum desgaste cromático na lombada; limpo muito limpo em ambos
55,00 eur



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segunda-feira, julho 23, 2012

Apaixonadamente




VIRGINIA VICTORINO
capa de Almada [Negreiros]

Lisboa, 1924
[ed. Autora ?]
4.ª edição
21,7 cm x 16,8 cm
2 págs. + 94 págs.
exemplar estimado, com restauros na lombada; miolo limpo, parcialmente por abrir
valorizado pela dedicatória manuscrita da poetisa
25,00 eur

Quando se estreou como poetisa, Virgínia Vila-Nova de Sousa Victorino, também dramaturga, Júlio Dantas enalteceu-a. Era o entusiasmo de um público burguês, sensível a um sentimentalismo habilmente doseado com laivos de ténue crítica social e afirmações de fervor nacionalista, que se revia nas habilidades femininas... Desde que à mulher não lhe ocorresse afirmar o vigor do seu corpo, como ocorreu, por exemplo, a Florbela Espanca e a Judith Teixeira.

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