EMMA ROMERO SANTOS FONSECA DA CÂMARA REYS (VERA GHHARB)
prefácios de Câmara Reys, Emílio Costa, Rodrigues Lapa e Ludovico de Menezes
Lisboa, 1929, 1934, 1936, 1938 e 1940
[ed. Autora]
1.ª edição (todos os volumes)
5 volumes (completo)
24,5 cm x 17,2 cm
[XVI págs. + 536 págs. + 9 folhas em extra-texto] + [XX págs. + 688 págs. + 27 folhas em extra-texto] + [2 págs. + XVI págs. + 618 págs. + XLII págs. + 18 folhas em extra-texto] + [XXXII págs. + 568 págs. + 13 folhas em extra-texto] + [XII págs. + 652 págs. + 8 folhas em extra-texto]
subtítulos:
vol. I – Prefácio, Programas, Conferências, Críticas (1923-1928)
vol. II – Programas, Conferências, Críticas (1929-1933)
vol. III – Do 50.º ao 83.º concertos. Programas, Conferências, Críticas (1934-1935)
vol. IV – Do 84.º ao 106.º concertos. Programas, Conferências, Críticas (1936)
vol. V – Do 107.º ao 134.º concertos. Programas, Conferências, Críticas (1938-1939)
ilustrados no corpo do texto e em separado
exemplares manuseados mas aceitáveis, com alguns pequenos restauros, sobretudo nas lombadas; miolo limpo
ocasionais carimbos da biblioteca da Universidade Popular Portuguesa no primeiro volume
125,00 eur
Cantora lírica e musicóloga, foi, na Lisboa dos anos entre as duas guerras do século XX, o centro das atenções de compositores e músicos, de escritores e intelectuais da mais fina estirpe nacional. Promotora de autênticos outeiros culturais, de que o vertente conjunto de volumes dá fé, Luís da Câmara Reys – que virá a ser seu marido – apresenta o seu labor assim:
«[...] Folheiem as centenas de páginas deste volume, releiam os programas, as conferências, em que, sob a espuma literária, mais ou menos brilhante, se oculta modestamente a colaboração documental da ilustre artista, e procurem, através do entusiasmo da crítica geralmente apressada, entrever ou recordar o que foram as tardes e os saraus musicais da rua Bernardo Lima e dos salões da Liga Naval e do Conservatório. A cada passo surge o reparo de que essa obra formidável, de cultura, de gosto e divulgação musical, se confina num grupo diminuto de duzentos ou trezentos convidados e deveria alargar-se a um público mais vasto, levar o saboroso pão da arte aos deserdados do espírito. A minha voz já se juntou a esse coro de reclamações. Mas, lembrando-nos do poder comunicativo dos verdadeiros cenáculos, do exemplo típico dos salões da Rambouillet – é o caso de preguntar se não nos iludimos muito com as propagandas em grande estilo e se não valerá tanto ou mais, para o aperfeiçoamento do nosso meio musical, êsse núcleo restrito de incansáveis devotos. [...]»
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