quinta-feira, agosto 16, 2012

Elementos para um estudo da Casa dos Bicos




HELDER CARITA
JOÃO PAULO CONCEIÇÃO
MIGUEL PIMENTEL

Lisboa, 1983
Pisa – Babel
1.ª edição
22,8 cm x 31,7 cm (oblongo)
74 folhas impressas apenas retro + 5 vegetais em extra-texto
cartonagem editorial em tela crua no lombo e pastas em papel avergoado impresso a duas cores e armado sobre cartão
exemplar estimado; miolo limpo
45,00 eur

Rara abordagem histórico-arquitectónica do estranho edifício quinhentista na ribeira de Lisboa atribuído a Braz de Albuquerque. Citando os autores: «[...] A aparente ambiguidade na concepção arquitectónica da Casa dos Bicos, entre um programa medieval e uma aspiração renascentista, esconde uma temática mais profunda, fundamental para a compreensão desta casa e de toda a arquitectura portuguesa; o conflito entre uma concepção espacio-temporal oriental, descontínua e estática, e uma concepção europeia, essencialmente contínua e dinâmica. [...]
Já nas iluminuras dos princípios do séc. XVI, atestando uma tradição e costume anterior, Lisboa aparece pontuada de largas varandas-galerias, desaparecidas posteriormente da gramática arquitectónica portuguesa.
Duma notável qualidade urbana e vivêncial, as vastas galerias e loggias, aparecem fechadas a partir do séc. XVII por um rigoroso luto urbano e cultural, ligado sem dúvida às reformas religiosas e ao omnipresente poderio jesuítico. Ficou assim apagado um dos elementos importantes para a compreensão da estrutura dos espaços domésticos portugueses, relegando para a loggia italiana renascentista uma tradição profundamente portuguesa. [...]
A descoberta do páteo da Casa dos Bicos e da sua função como núcleo de distribuição, organizador do programa arquitectónico, vem aproximar a Casa dos Bicos do grupo de casas dos séc. XVI e XVII de raíz mediterrânica-árabe. [...]
No núcleo da arquitectura doméstica portuguesa, a Casa dos Bicos é talvez a primeira transposição formal duma simbiose entre duas visões espaço-temporais distintas, a fachada-muro.
Esta concepção manifesta-se por uma aproximação virtual da casa pelo exterior, através duma fachada que se mantém contudo pouco fenestrada, por vezes quase cega ao nível das entradas, mas abrindo-se generosamente sobre o jardim lateral ou páteo. [...]»

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terça-feira, agosto 14, 2012

Para a História da Cultura em Portugal


ANTÓNIO JOSÉ SARAIVA

[Lisboa, 1946]
Centro Bibliográfico
1.ª edição
19,5 cm x 13,3 cm
XX págs. + 254 págs.
exemplar manuseado mas estimado e limpo no miolo, capa com ocasionais picos de humidade
30,00 eur

Livro mítico do co-autor da História da Literatura Portuguesa de referência no ensino, este agora veio a ter importância não somente pela redefinição de uma metodologia no seu texto de abertura, mas pelo ensaio intitulado «Para uma Sociologia da Literatura Portuguesa», abordagem inovadora em que se sublinha como a cultura é algo anterior, mais profundo, e que subjaz às manifestações culturais como seja, por exemplo, a literatura. A um outro nível da leitura destes ensaios iremos encontrar o trigo que se devia, nessa época como hoje, peneirar do joio patrioteiro e das conveniências da dominação política do país. Nem era inédito um tal raciocínio: já muito antes Alexandre Herculano, semelhantemente, se havia posicionado ao demolir o dogma milagreiro que até aos seus dias envolveu a História pátria.

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Para a História da Cultura em Portugal [edição em 2 volumes]


ANTÓNIO JOSÉ SARAIVA

Lisboa, 1961
Publicações Europa-América
2.ª edição + 1.ª edição
2 volumes (completo)
18,7 cm x 12,5 cm
276 págs. + 368 págs.
capas do pintor António Domingues
exemplares como novos
35,00 eur

Nos anos 60 do século passado, a convite do editor Francisco Lyon de Castro, volta AJS a publicar não só o há muito desaparecido volume original desta obra, como a acrescentar-lhe uma necessária continuação, que testemunha o evoluir de um pensamento e de uma erudição coesos.

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Dicionário Crítico de Algumas Ideias e Palavras Correntes


ANTÓNIO JOSÉ SARAIVA

Lisboa, 1960
Publicações Europa-América
1.ª edição
19 cm x 12,7 cm
216 págs.
exemplar como novo, quase integralmente por abrir, sem sinais de quebras na lombada
30,00 eur

Livro de imediato proibido e apreendido pela polícia do governo da ditadura [ver Livros Proibidos no Estado Novo, Assembleia da República, Lisboa 2005], dada a contundência das suas observações acerca das matérias tidas por tabu nesse século passado... Muitas delas ainda hoje se manterão sob idêntica ou renovada reserva, a saber, por exemplo, o «Laicismo
[...] Importa entendermo-nos sobre esta expressão “laico” e derivadas. “Laico” não quer dizer “ateu”. Há Estados e até religiões ateias. Mas não é esse o caso dois numerosos Estados que seguiram nas relações com o culto o paradigma do Estado francês pós-revolucionário. “Estado laico” é aquele que considera como assunto privado o culto e as opiniões religiosas dos cidadãos. Melhor do que “ateu”, a palavra “tolerante” caracteriza a expressão “laico” quando referida a Estado. Mas, na medida em que estabelece a igualdade dos cidadãos perante a lei, destrói os privilégios feudais, centraliza e unifica a autoridade, o novo Estado torna impossível a dualidade de poderes. Dentro do Estado laico, a Igreja deixa de ser um poder, uma entidade com jurisdição, autoridade pública, direito a cobrar impostos, etc. Deixa de haver dualismo, não porque o poder civil absorvesse o poder eclesiástico, mas porque deixou de haver poder eclesiástico, porque as questões religiosias passaram a ser assunto privado, porque existe uma única jurisdição aplicável a todos os cidadãos.
Em resultado desta evolução, resumidamente exposta, o Estado laico, isto é, o Estado que reconhece por igual a cada um dos cidadãos o direito a praticar o seu culto, sem reconhecer a qualquer deles privilégios particulares, tornou-se, durante o século passado e o presente, uma das feições mais características da chamada “civilização ocidental”. [...]»

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A Política de Discriminação Social e a Repressão da Heterodoxia


ANTÓNIO JOSÉ SARAIVA

Lisboa, 1958
Jornal do Fôro
separata da História da Cultura em Portugal
1.ª edição (em brochura)
23,6 cm x 19 cm
8 págs. + 186 págs.
ilustrado no corpo do texto
exemplar estimado, com picos de oxidação na cartolina da capa; miolo limpo
30,00 eur

Interessante pequena história da Inquisição em Portugal.

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A Vida de Dante


MICHELE BARBI
trads. António Fiorillo, Jiacinto Manuppella, Erilde Realí, Maria Helena Bettencourt Antunes e Elsa Maria Quaresma Pimenta
introd. Alberto Chiari

Lisboa, 1965
Editora Ulisseia Limitada
1.ª edição
bilingue (italiano / português para os poemas)
18,2 cm x 10,2 cm
XXVIII págs. + 192 págs.
orientação gráfica do pintor Espiga Pinto
com sobrecapa em papel de alcatrão
é o n.º 5 da prestigiada Colecção Poesia e Ensaio
exemplar muito estimado; miolo limpo
20,00 eur

Por alturas em que uma outra editora, a Minotauro de Bruno da Ponte, estava prestes a chegar ao termo da publicação, sob a forma de cadernetas com fascículos, de uma versão integral em versos de A Divina Comédia, Vitor Silva Tavares, então director literário da Ulisseia, fazia chegar aos leitores interessados esta breve mas concisa biografia do vate. Tratava-se de “abrir o apetite” para a magna obra do escritor clássico italiano, acto cultural sem reservas de concorrência mercantil nem cobiça de escaparate...

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quarta-feira, agosto 01, 2012

The Rosicrucian Cosmo-Conception [junto com] The Effects of Suicide [junto com] recibo de assinatura da revista «Rosacruz»



MAX HEINDEL

Londres, 1971
L. N. Fowler & Co., Ltd.
26.ª edição
19,8 cm x 14,2 cm
[706 págs. + 5 folha em extra-texto] + [14,9 cm x 8 cm] + [10 cm x 15,5 cm (oblongo)]
volume ilustrado
encadernação editorial em tela impressa
exemplar em bom estado de conservação; limpo muito limpo
25,00 eur

Juntaram-se ao volume uma folha-volante estigmatizando o suicídio e um recibo de assinatura do boletim rosicruciano português, à data de Fevereiro de 1974, e autenticado pelo respectivo administrador Francisco Marques Rodrigues.


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The Rosicrucian Philosophy in Questions and Answers


MAX HEINDEL

Londres, s.d. [1922 ?] + 1947
L. N. Fowler & Co., Ltd.
volume I – 3.ª edição (7.ª tiragem)
volume II – 1.ª edição
2 volumes (completo)
19,8 cm x 14,2 cm
[432 págs. + 1 folha em extra-texto] + [608 págs. + 1 folha em extra-texto]
encadernação editorial em tela impressa
exemplares em bom estado de conservação, acusando o mais antigo algum desgaste cromático na lombada; limpo muito limpo em ambos
55,00 eur



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