Domingo, Janeiro 29, 2012

Corpo e Alma [junto com] O Meu Presépio de Barro



CARDOSO MARTHA
carta-prefácio de Eugénio de Castro

Figueira da Foz, 1957
ed. José de Lemos [Tip. Figueirense]
1.ª edição [única]
[17,4 cm x 14,5 cm] + [13,9 cm x 10,6 cm (encarte)]
116 págs. + 4 págs.
subtítulo: Sonetos
tiragem declarada de 1.002 exemplares
composto manualmente
capa impressa a duas cores e relevo seco
exemplares em bom estado de conservação; miolo limpo
valorizado pela extensa dedicatória manuscrita do Autor
incluído encarte de circulação muito restrita, mera lembrança natalícia
27,00 eur

Cardoso Martha terá ficado conhecido nomeadamente pela publicação do periódico de crónica social e curiosidades Feira da Ladra, de que foi director. Camilianista, queirosiano, mas também autor do ensaio Desenhadores Portugueses de Ex-Libris e, em colaboração com Augusto Pinto, reúne em livro O Folclore da Figueira da Foz.


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Sábado, Janeiro 28, 2012

Discursos Parlamentares pronunciados na Sessão Legislativa de 1902


PAULO DE BARROS

Coimbra, 1902
Imprensa da Universidade
1.ª edição
20,6 cm x 13 cm
288 págs.
subtítulo: Extrahidos do Diario das Sessões da Camara dos Senhores Deputados
exemplar bem conservado; miolo limpo, por abrir
valorizado pela dedicatória manuscrita do Autor
35,00 eur

Trata-se de Paulo de Barros Pinto Osório, viticultor no Douro nascido em Peso da Régua, parlamentar entre 1900 e 1910, como deputado progressista, e engenheiro-chefe da construção na Companhia dos Caminhos de Ferro do Minho e Douro (1901).


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Alma Nacional


Lisboa, 10 de Fevereiro a 29 de Setembro de 1910
dir. Antonio José d’Almeida
colecção completa (34 números)
26,7 cm x 19,5 cm
544 págs. (numeração contínua) + 1 desdobrável (desenho de Francisco Valença) inserido entre as págs. 152-153 (outro desenho de Valença surge impresso no corpo da revista a págs. 184-185)
encadernação recente modesta de amador em sintético, lombada com rótulos e discretos ferros a ouro
exemplar estimado, com pequena falha de papel nas últimas três linhas de texto na pág. 213 e restauros sem afectar o texto nas págs. 1-2 e 199-200; miolo muito limpo
sem as capilhas de protecção dos fascículos
dedicatória de Francisco Almeida Henriques e António Paulo Cordeiro na pág. 321
240,00 eur

Periódico republicano de referência, cultural e doutrinário, indispensável ao estudo e compreensão históricos da primeira década do século XX português, e nomeadamente a génese e a implantação da República.
Colaboração, entre outros, de Guerra Junqueiro, Basílio Teles, Teófilo Braga, Agostinho Lemos, Miguel Bombarda, Teixeira de Queirós, Tomás da Fonseca, Raul Proença, Manuel de Sousa Pinto, Aquilino Ribeiro, etc., para além de vastíssima intervenção escrita do próprio António José de Almeida.


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O Iberismo dos Monárquicos


RAPHAEL RIBEIRO

Lisboa, 1930
Imprensa da Portugal-Brasil
[1.ª edição]
19 cm x 12,3 cm
228 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
assinatura de posse na pág. 9
carimbo «Oferta da Livraria Portugal no Ano Internacional do Livro» na capa e no frontispício
30,00 eur

Rafael Augusto de Sousa Ribeiro foi governador civil de Faro, secretário ministerial nos governos de Cunha Leal e de António Maria da Silva, assim como deputado do Partido Nacionalista. Distinguiu-se como um tribuno, tendo sido autor de várias moções para melhorar as leis, banir inconstitucionalidades, corrigir injustiças, reduzir as despesas excessivas dos ministérios e instalar bibliotecas públicas junto das câmaras municipais do continente e ilhas adjacentes.


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Vida Politica



LVIS DA CAMARA REYS

Lisboa, 1911-1913
ed. Autor
1.ª edição
17 fascículos (completo)
23,5 cm x 16,3 cm
17 x 16 págs. [272 págs. (numeração contínua)]
exemplares muito estimados, apenas as costas da capilha do fascículo n.º 11 apresenta um rasgão no canto inferior esquerdo; miolo limpo, alguns por abrir
encontram-se na forma original como circularam à época, ou seja, cada qual constituído por um caderno de dezasseis páginas agrafado à respectiva capilha em papel tipo manteigueiro
125,00 eur

Republicano, aqui relator dos acontecimentos políticos seus contemporâneos, veio a ser um dos fundadores da Seara Nova.


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Cidades Antigas, Terras Novas



LUIS DA CAMARA REYS
ilustrações de Tagarro

Lisboa, 1925 [1926]
Empreza de Publicidade «Seara Nova» / Edições “Arte”
1.ª edição
24,3 cm x 19 cm
24 págs.
acabamento não cosido, três cadernos por abrir, soltos, dentro de capa de protecção com dobras à cabeça e ao pé e badanas
exemplar estimado com muito vagos sinais de traça no exterior da capa; miolo limpo
peça de colecção
27,00 eur

Conferência pronunciada em Coimbra, acerca da arte urbana. É de notar, sobretudo, o engenho tipográfico do acabamento.


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Discursos Politicos do Exm.º Senhor Conselheiro João Ferreira Franco Pinto Castello Branco Illustre Chefe do Partido Regenerador-Liberal

A.[NTONIO] D’ALMEIDA FRAZÃO

Coimbra, 1905
Typographia – Casa Minerva – Papelaria
1.ª edição
23,5 cm x 15,3 cm
124 págs.
com um retrato de João Franco
exemplar com sinais de acidez na capa, miolo limpo
valorizado com a dedicatória assinada pelo Autor
60,00 eur

Para além da reunião das intervenções do ministro de D. Carlos – cuja política de violência pública terá contribuído para o regicídio –, abrangendo o período entre Maio de 1903 e Dezembro de 1905, apresenta o vertente volume, nas páginas finais, o «Testemunho de Adhesão ao Partido Regenerador-Liberal de Modesto e Obscuro Habitante da Antiga e Notavel Villa de Abrantes», referente à adesão do próprio autor.


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Sexta-feira, Janeiro 27, 2012

Rema Sempre! [junto com] ... E Mesmo Contra a Maré!



LOPES D’OLIVEIRA
capa de Francisco Valença (só do 2.º vol.)

Lisboa, 1940 e 1945
Edições Cosmos / Edições Universo, L.da
1.ª edição (ambos os volumes)
[19 cm x 12,4 cm] + [18,2 cm x 11,8 cm]
[VIII págs. + 248 págs.] + [384 págs. + 12 págs. em extra-texto]
subtítulo: Memórias – Crítica – Païsagem
compostos manualmente
exemplares dissemelhantes, bem conservados, pequenos restauros na capa do 1.º vol.; miolo limpo (ambos), 1.º vol. por abrir
45,00 eur

Uma passagem:
«[...] República! Esta palavra, nos seus lábios [refere-se a António José de Almeida], tinha a magia das revelações religiosas; e, ora soava como uma prece, ora como um cântico, ora como um “dies irae”, e evocava o fragor dos ingentes prélios, a fúria das imprecações, o desespêro dos naufrágios, a miséria, a opressão, iniqùidade, concentrando o tumultuar da revolta, o clarão da vitória e o clamor da alvorada! [...]
De facto, ver êste homem na tribuna era assistir a um deflagrar de tempestade. [...]»
O segundo volume acrescenta às crónicas reunidas um extenso conjunto de cartas recebidas pelo Autor, entre as quais se destacam nomes como o conde de Arnoso, Teófilo Braga, Afonso Costa, Manuel de Arriaga, João Chagas, Manuel Laranjeira, etc.


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Quinta-feira, Janeiro 26, 2012

Pequena História da Moderna Poesia Portuguesa


JOSÉ RÉGIO

Lisboa, 1941
Editorial «Inquérito», Ld.ª
1.ª edição
19 cm x 12,2 cm
96 págs.
exemplar estimado; miolo limpo, por abrir
25,00 eur

Do romantismo garrettiano ao modernismo de Mário de Sá-Carneiro e de Pessoa, este fundador da revista presença mostra um breve, mas notável, esforço de encontrar nexos e linhas de continuidade na produção poética de uma época de viragem cultural em toda a Europa.


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Em Torno da Expressão Artística


JOSÉ RÉGIO

Lisboa, s.d.
Editorial Inquérito Limitada
2.ª edição
18,8 cm x 12,3 cm
88 págs.
capa impressa verso e reverso
exemplar como novo; miolo por abrir
carimbo de oferta do Fundo de Fomento Cultural na primeira página
17,00 eur

Ensaio de interpretação da cultura literária portuguesa, dos mais importantes trabalhos de reflexão produzidos nos anos 40 do século XX.


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As Mais Belas Líricas Portuguesas


JOSÉ RÉGIO [selec., pref. e notas]

Lisboa, s.d.
Portugália Editora
1.ª edição
19,3 cm x 12,8 cm
368 págs.
composto manualmente
exemplar manuseado mas aceitável; miolo limpo
25,00 eur

Nesta primeira versão, ainda com título por extenso, Régio reúne uma panorâmica sobre o vastíssimo acervo de poesia portuguesa desde o século XII à sua época. Irá acrescentar-lhes quatro outros autores, numa 2.ª edição (Gil Vicente, António Feliciano de Castilho, Florbela Espanca e João Lúcio), assim como mais espaço de respiração para outros. Em qualquer das edições, todavia, pode encontrar-se modelo de trabalho e boa pedagogia.


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Terça-feira, Janeiro 24, 2012

Inéditos e Esparsos


JULIO DINIZ
pref. Sousa Viterbo

Lisboa, 1921
J. Rodrigues & Comp.ª, Editores
23.ª edição
2 volumes em 1 brochura (completo)
19 cm x 12,2 cm
[XXXIV págs. + 190 págs.] + 260 págs.
exemplar muito bem conservado; miolo limpo, por abrir
25,00 eur

Importante texto de Sousa Viterbo. Quanto a Júlio Diniz, são sempre bem interessantes as notas despreocupadas que um escritor vai deixando aqui e ali. Sobretudo pelo seu pouco artifício, pela menos – mas nunca menor – vigilância que a escrita denota.


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Poesias


JULIO DINIZ

Porto, 1874
Typographia do Jornal do Porto
1.ª edição
19 cm x 12,6 cm
248 págs.
encadernação recente de amador em papel de fantasia, sem qualquer gravação ou rótulo; pouco aparado, sem capas de brochura
exemplar estimado; miolo limpo, algumas páginas com antigos vincos de “orelhas”
assinatura de posse de Câmara Pestana na folha de ante-rosto
65,00 eur



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Stendhal – Mérimée


AGOSTINHO DA SILVA

[Vila Nova de Famalicão], 1947
ed. Autor
1.ª edição
17,5 cm x 11,7 cm
184 págs.
subtítulo: Dois Ensaios de Interpretação
exemplar muito estimado; miolo limpo, por abrir
35,00 eur



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As Aproximações

AGOSTINHO DA SILVA

Lisboa, 1960
Guimarães Editores
1.ª edição
19,4 cm x 12,4 cm
148 págs.
capa impressa a três cores e relevo seco
exemplar em muito bom estado de conservação, parcialmente por abrir
30,00 eur

Do bizarro filósofo palavras sensatas e exemplares logo no texto inicial, «Sobre Escravatura»:
«[...] O homem escraviza o homem pelo prazer de dispor de um ser humano sobre o qual possa, sem perigo, saciar os seus instintos maléficos. E, como acontece em todos os casos em que o acreditar se alheia do compreender, e até o vê como inimigo, todo o argumento racional se torna inútil. [...]»


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Reflexão



AGOSTINHO DA SILVA
pref. F. da Cunha Leão

Lisboa, s.d. [1956 ?]
Guimarães Editores
[2.ª edição]
18,5 cm x 12,2 cm
152 págs.
subtítulo: À Margem da Literatura Portuguesa
capa impressa a três cores directas e relevo seco
exemplar como novo
20,00 eur

Reedição de um texto antes publicado pelo Ministério da Educação do Brasil, em que George Agostinho da Silva expõe uma «[...] verdadeira filosofia da nossa História – já que encerra visão lúcida e originalíssima do sentido histórico de Portugal, e mais do que isso, aguda interpretação da missão transcendental de um povo [...]» (do prefácio do editor Cunha Leão).

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Sexta-feira, Janeiro 20, 2012

A Ilha dos Amores


GERVASIO LIMA
carta-pref. Vitorino Nemésio
notação musical de Tomás Borba

Angra do Heroismo, 1926
Tip. Insulana Editora
1.ª edição
17,5 cm x 12,5 cm
8 págs. + 288 págs.
subtítulo: A ilha cantada por Camões
encadernação muito modesta de amador, sem qualquer impressão ou rótulo
pouco aparado; conserva as capas de brochura
composto manualmente e impresso sobre papel superior avergoado
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
45,00 eur

Da carta com que Nemésio evita ter que fazer um prefácio:
«[...] A ilha Terceira tem em Gervásio Lima o seu literato mais fervoroso e completo. [...]»
«[...] Nativamente poeta e cidadão duma terra onde os literatos escasseiam, V. viu-se obrigado a sobraçar várias pastas neste govêrno das letras; daí o não deixar obra que faça vulto e se defina bem. Mas não importa. O que é profundo, sério, prodigioso, é o seu apêgo a actividade tão áspera como a de escrever sôbre areia. [...]»
«[...] Mal pareceria, pois, que, sendo eu moço, e convidado por si a ornamentar um seu canteiro, começasse por lhe arrancar as flores de maior mimo e aroma. Deixo-lhe intacta, portanto, a falaz convicção de que Camões modelou aqui a ilha de Vénus. [...]»
Perante uma carta de um tal jaez, mais valera a Lima nunca a ter publicado, muito menos a fingir de prefácio. Ou, como disse um dia o verrinoso Agostinho de Macedo, a propósito de um seu adversário das letras, «O Couto. Mais lhe valia não ter nascido!!!».


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Figuras do Seculo XVI


GERVASIO LIMA

Angra do Heroismo, 1925
Tip. Insulana Editora
1.ª edição
18,6 cm x 13 cm
104 págs.
subtítulo: Terceirenses ilustres
exemplar estimado; miolo limpo
25,00 eur

São recordados por Lima os seguintes açoreanos de proa: Brianda Pereira, João Baptista Machado, D. frei João Estácio, Mateus Álvares e Violante do Canto.


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Terras de Maravilha – Os Açores e a Madeira


OLDEMIRO CÉSAR

Lisboa, 1944
José Francisco d’Oliveira (editor)
2.ª edição («consideràvelmente aumentada»)
19,6 cm x 13 cm
216 págs.
subtítulo: Notas de duas viagens de estudo
exemplar muito estimado; miolo limpo, parcialmente por abrir
discreta assinatura de posse à cabeça da pág. 7
22,00 eur

Do prolixo camilianista Oldemiro César, esta reportagem de observador culto constitui uma achega para a memória geo-histórica das nossas ilhas adjacentes.


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A Matriz de São Miguel em Vila Franca do Campo



ANTÓNIO ALCANTARA DE MENDONÇA DIAS

Ponta Delgada, 1947
Tip. do «Correio dos Açores»
1.ª edição
23,2 cm x 18,2 cm
14 págs. + 2 folhas em extra-texto
ilustrado
acabamento com dois pontos em arame
exemplar estimado; miolo limpo
valorizado pela dedicatória manuscrita do Autor
20,00 eur

É aqui estudado, muito brevemente, o estilo da traça primitiva do templo, assim como são tidas em consideração sucessivas alterações, justaposições e acrescentos.


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Quarta-feira, Janeiro 18, 2012

Viagem à Minha Infância



SILVA TAVARES
ilustrações de Tom [Thomaz de Mello]

Lisboa, 1950
[ed. Autor]
1.ª edição
26,9 cm x 20,6 cm
104 págs.
capa impressa a duas cores e relevo seco; miolo impresso a duas cores
exemplar em geral oxidado e com pequenos golpes na capa junto da lombada; miolo limpo
valorizado pela dedicatória manuscrita do Autor ao coronel Óscar de Freitas
35,00 eur



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Vigília de Sombras



SILVA TAVARES
capa de Fernandsilva
retrato do Autor por Luciano

Lisboa, 1958
ed. Autor
1.ª edição
22 cm x 16,5 cm
268 págs. + 2 folhas em extra-texto
subtítulo: Cinquenta Anos de Poesia
composto manualmente em Elzevir
exemplar muito estimado; miolo limpo
valorizado pela dedicatória manuscrita do Autor a Clemente Rogeiro
40,00 eur

Da Marginália com que o Autor encerra o seu livro seguinte (Verso e Reverso, 1962), e onde faz reproduzir excertos de cartas por ele recebidas e de críticas literárias avulsas, esta – um mimo retórico! – assinada por Acúrcio Pereira nas páginas de O Século:
«[...] Silva Tavares faz versos como a roseira esplende em rosas formosíssimas e o regato salta cantante, infantil entre as penedias do seu berço. Há neles uma espontaneidade, um viço, um donaire, uma ingénua ou maliciosa graça portuguesa, que estende para nós os braços e nos enleia como gavinhas, despedidas entre pâmpanos triunfais. [...]»


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Quem Canta...



SILVA TAVARES

Espinho, 1925
Casa Editora “Violeta Primorosa” – F. Alves Vieira
3.ª edição (aumentada)
19,3 cm x 12,9 cm
composto manualmente e enriquecido graficamente com vinhetas a duas cores
impresso sobre papel superior avergoado
exemplar muito manuseado mas aceitável, com restauro tosco na lombada; miolo limpo
20,00 eur



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Gente Humilde


SILVA TAVARES

Lisboa, 1934
Livraria Popular de Francisco Franco
1.ª edição
19,2 cm x 12,5 cm
136 págs.
composto manualmente, capitulares e vinhetas impressas a cor
exemplar com a capa algo oxidada; miolo limpo
25,00 eur

Um dos muitos livros de versos de um prolífico Autor que estendeu a sua obra também pelo teatro de revista e a composição lírica de fados.


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Segunda-feira, Janeiro 16, 2012

A Partilha dos Mitos


NUNO JÚDICE
[capa de João Botelho]
ilustração de Patrick Caulfield

Lisboa / Porto, 1982
Regra do Jogo, Edições, Lda.
1.ª edição
20,8 cm x 13,1 cm
60 págs. + 1 cromo em extra-texto
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
discreta assinatura de posse no frontispício
17,00 eur

Versos. A fechar: «[...] ó vida, cinza funérea / de poesia, de mim campa lisa.»


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The Cantos



EZRA POUND

Londres, 1954
Faber & Faber Limited
impresso por Sir Isaac Pitman and Sons Limited
1.ª edição
20,9 cm x 15 cm
576 págs.
encadernação editorial em tela com gravação a ouro na lombada e sobrecapa impressa a duas cores sobre papel amarelo de fabrico
exemplar estimado, sobrecapa com falhas e restauro; miolo limpo
valorizado pela assinatura de posse do escritor E. M. Melo e Castro
80,00 eur

Melo e Castro terá sido, em Portugal, o grande impulsionador da divulgação do poeta fascista Ezra Pound, através de cuidadas traduções assinadas pelos poetas experimentalistas brasileiros Augusto de Campos, Décio Pignatari, Haroldo de Campos e Lino Grunewald. Não cabe aqui expor a importância revolucionária da complexidade da composição poética com que Pound nos obriga a tê-lo em consideração, sem referir a sua retrógada ideologia totalitária, o seu ódio à democracia. Apesar disso.


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Do Caos à Ordem


EZRA POUND
trad. e pref. Daniel Pearlman e Luísa Campos
capa de Manuel Rosa

Lisboa, 1983
Assírio e Alvim – Cooperativa Editora e Livreira, CRL
1.ª edição
18,6 cm x 11,4 cm
56 págs.
subtítulo: Visões de Sociedade dos Cantares de Ezra Pound
composição linotipada
exemplar como novo, sem qualquer sinal de quebra na lombada
peça de colecção
17,00 eur

A tradução desta escolha improvisada nos Cantos de Pound constituiu, nas tolas noites dos anos 80 alfacinhas, motivo de risota e de trocadilhos, um dos quais – sublinhando a alarvidade do termo «almorróidas» – engraçadíssimo: que se tratava do hemorroidal da alma...! Coisas que só acontecem nas casas editoras audaciosas...


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Sexta-feira, Janeiro 13, 2012

A Obra Intangível do Dr. Oliveira Salazar


CUNHA LEAL

Lisboa, 1930
Editor: O Auctor
1.ª edição
19 cm x 12,3 cm
144 págs.
exemplar muito oxidado pelo tempo e com restauros toscos na lombada; miolo limpo
20,00 eur

Trata-se de uma concisa desmontagem da “contabilidade criativa” do responsável pela pasta das Finanças, contra cuja actuação Cunha Leal assumirá pela vida fora um combate sem trégua:
«[...] Teve o dr. Oliveira Salazar a boa sorte de subir ao Poder em condições excepcionalmente favoráveis para desenvolver uma acção proveitosa para o país. A ditadura levara êste à ruína; e o exército, vendo nesta ruína a sua derrota, entregou-se-lhe, como disse, confiadamente, de corpo e alma. Por outro lado, os monárquicos, vendo no seu advento o raiar duma nova aurora, souberam rodeá-lo duma atmosfera de esperanças e de simpatia.
O dr. Oliveira Salazar, que no fundo não passa dum manobrador político, resolveu não tocar nos interêsses imediatos das fôrças activas que o apoiavam, e preferiu sacrificar a nação. Solucionou o problema – é certo, mas solucionou-o mal, e sabe Deus por quanto tempo! [...]
Antes, porém, de atacar, directamente, o assunto, chamarei a atenção dos leitores para uma circunstânciaa digna de relêvo. O dr. Oliveira Salazar contacta com os fiéis por meio de encíclicas financeiras em que vai estabelecendo, periòdicamente, o confronto entre os milagres que êle tem feito e os desastres que os outros tinham ocasionado. Ora, quem tiver lido êsses documentos, deve ter observado que o dr. Oliveira Salazar toma sempre, como têrmo das suas comparações, o ano económico de 1927-1928.
Mas a ditadura teve o seu início em 28 de maio de 1926 e, daí até ao comêço do ano económico de 1928-1929, vão 2 anos e 33 dias. Esta scisão da ditadura em dois anos de boa e dois anos de péssima administração pode aceitar-se para o efeito da separação das responsabilidades dos homens que, dentro dela, as vagas do acaso arrojaram ao Terreiro do Paço. Mas, quando se examinam os benefícios ou malefícios que, para o país, resultaram dêste período de anormalidade, é preciso fazer o somatório das responsabilidades dos bons e dos maus administradores.
O dr. Oliveira Salazar integrou-se tanto dentro da ditadura que hoje está transformado no expoente do seu mais puro e intransigente espírito. [...]»


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Ilusões Macabras


CUNHA LEAL

Lisboa, 1964
Edição do Autor [distribuição Livraria Petrony]
1.ª edição
19,3 cm x 12,5 cm
280 págs.
exemplar em bom estado
por tratar-se de um ataque frontal à governação de Salazar, o livro foi desde logo proibido e apreendido pela polícia, o que o tornou desde logo raro [vd. Livros Proibidos no Estado Novo, Assembleia da República, Lisboa, 2005]
35,00 eur

Do capítulo A Inanidade do Silogismo Fundamental Salazariano:
«[...] Verifica-se, pois, que a actual doutrina ultramarina do Dr. Oliveira Salazar não representa aquela verdade, por assim dizer, axiomática que ele se espanta de não ser compreendida e respeitada pela totalidade dos seus compatriotas e pela universalidade das gentes civilizadas. Só passante dos quarenta anos, após muitas incertezas, tateamentos e debates íntimos, é que o Condutor da Situação vigente entre nós a conseguiu impor ao seu próprio espírito, deixando-se então, ingènuamente, enamorar pelo conceito ousado da Pátria plurirracial e multicontinental portuguesa e batendo-se por ele com repúdio de negociações, que houvessem de desembocar em devido tempo, em Estados birraciais aonde fosse respeitado, se não acarinhado, o quase meio milhão de colonos metropolitanos espalhados a esmo pela vasta extensão dos nossos actuais domínios coloniais. [...]»


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Quarta-feira, Janeiro 11, 2012

Os Gatos


FIALHO DE ALMEIDA
selec. e pref. José Lins do Rego

Rio de Janeiro, 1942
Edições Livros de Portugal, Ltda.
1.ª edição brasileira
23 cm x 15 cm
336 págs.
encadernação modesta meia-francesa em sintético e papel de fantasia com gravação a ouro na lombada
conserva as capas de brochura
exemplar em bom estado; miolo limpo
assinatura de posse na folha de ante-rosto
é o exemplar n.º 845 de uma tiragem não declarada
27,00 eur

Fialho surgiu num contexto literário em que tudo parecia já haver acontecido, «[...] aperecia após a rajada de metralhadora que foram “As Farpas”, depois das sondagens profundas de Oliveira Martins, depois do romance de Eça de Queiroz, depois do grande Antero.
O homem de machado na mão chegara à floresta e encontrava a derrubada feita. Ele queria derrubar e tudo já tinha ido abaixo. [...]» (do notável prefácio de Lins do Rego). Esta contrariedade nunca o abandonou, obrigando-o a um exagero estilístico no retratar a sua época. (Lins do Rego, uma vez mais:) «[...] Havia uma sociedade impregnada de uma felicidade construída em falso. Era todo o fim do século XIX dormindo ao som das valsas de Viena, deleitando-se nos cancãs de Paris, vendo Santos Dumont alçar voos para o céu. Os germes das guerras infernais já germinavam dentro da terra; os homens tinham plantado as sementes diabólicas. Portugal tinha rei constitucional, ministros, pobres ministros. Os ingleses impunham-lhe regimes de restrições. Fialho de Almeida então propunha-se a dissecar este mundo português como se não fossem vícios do mundo inteiro os que andavam por sua casa. O rei D. Carlos seria uma de suas vítimas favoritas, a casa de Bragança, os ministros, os poetas, os artistas, tudo enfim teria que sofrer as suas arranhadas de gato. [...]
Procurando as suas melhores coisas no “Os Gatos” eu tomei o partido de apresentar um Fialho de Almeida que não fosse aquele das pequenas coisas, dos mexericos locais, das insignificâncias do tempo, um Fialho que discutia ministros e pretendia entender de política. Este está tão morto quanto os ministros que combateu.
O Fialho desses trechos do “Os Gatos” é o menos efémero dos Fialhos. É aquele que se debruçou sobre os grandes temas, sobre a vida e a morte. É o que vê o rei D. Luiz morto e o que vê Bordalo Pinheiro vivo.»


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As Farpas [junto com] Das Farpas [junto com] Ultimas Farpas



RAMALHO ORTIGÃO
EÇA DE QUEIROZ


Lisboa, 1887-1890, 1890-1891 e s.d. [1916]
David Corazzi – Editor (até ao vol. VI)
Companhia Nacional Editora (do vol. VII em diante)
Livrarias Aillaud e Bertrand – Aillaud, Alves & C.ª / Livraria Francisco Alves (Brasil) (somente o 14.º volume)
1.ª edição [em volumes temáticos e muito ampliada]
14 volumes
[20,7 cm x 14,3 cm] + [20,5 cm x 15 cm] + [18,4 cm x 11,8 cm]
[312 págs. + VI págs. (insertas entre as págs. 4 e 5)] + [2 x 320 págs.] + 312 págs. + [7 x 320 págs.] + 376 págs. + 268 págs. + [340 págs. + 1 folha em extra-texto]
subtítulos:
tomo I – A Vida Provincial: A Paizagem – Os Campos – As Praias – Os Monumentos
tomo II – As Epistolas
tomo III – Os Individuos
tomo IV – O Parlamentarismo
tomo V – A Religião e a Arte
tomo VI – A Sociedade
tomo VII – A Capital
tomo VIII – Os Nossos Filhos: Instrucção Publica
tomo IX – O Movimento Litterario e Artistico
tomos X e XI – Aspectos Varios: Da Sociedade, da Politica, da Administração
tomo I e II – Uma Campanha Alegre
encadernações editoriais em tela cinza com impressão a negro, vermelho e dourado
em muito bom estado de conservação os onze primeiros volumes, algo gastos os três últimos
370,00 eur

Trata-se da emblemática edição que o excelente editor David Corazzi pôs em marcha.


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telemóvel: 919 746 089

As Farpas

RAMALHO ORTIGÃO

Lisboa, 1887 a 1890
David Corazzi – Editor (até ao vol. VI)
Companhia Nacional Editora (do vol. VII em diante)
1.ª edição [em volumes temáticos e muito ampliada]
11 volumes
20,2 cm x 14 cm
[312 págs. + VI págs. (insertas entre as págs. 4 e 5)] + [2 x 320 págs.] + 312 págs. + [7 x 320 págs.]
subtítulos:
tomo I – A Vida Provincial: A Paizagem – Os Campos – As Praias – Os Monumentos
tomo II – As Epistolas
tomo III – Os Individuos
tomo IV – O Parlamentarismo
tomo V – A Religião e a Arte
tomo VI – A Sociedade
tomo VII – A Capital
tomo VIII – Os Nossos Filhos: Instrucção Publica
tomo IX – O Movimento Litterario e Artistico
tomos X e XI – Aspectos Varios: Da Sociedade, da Politica, da Administração
encadernações homogéneas em pano cru com discreta impressão a negro nas lombadas
sem capas de brochura
assinatura de posse sobre os cinco primeiros frontispícios
conjunto valioso, apesar de não ter cartonagem editorial e de não incluir os dois volumes finais referentes à colaboração de Eça de Queirós, de seu título Uma Campanha Alegre (I e II), e os três volumes tardios Farpas Esquecidas (I e II) e Últimas Farpas
170,00 eur

Do Catalogo das Edições e Obras de Fundo de “A Editora” (Antiga casa David Corazzi), Lisboa, 1910:
«Reedição do antigo texto das Farpas, e larga ampliação com mais do dobro dos artigos primitivos, comprehendendo todos os principaes aspectos da Sociedade e da Civilisação portugueza, durante os annos de 1870 a 1885.»


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Terça-feira, Janeiro 10, 2012

Le Petit Élève de Français




CÂMARA REYS
RODRIGUES LAPA

ilustrações de Raquel Gameiro Ottolini

Lisboa, 1930
Livrarias Aillaud e Bertrand, Limitada (Édition des Auteurs)
Tipografia da «Seara Nova»
[1.ª edição]
19,2 cm x 13,4 cm
232 págs. + 1 folha extra-texto
cartonagem editorial com acabamento em tela na lombada
exemplar n.º 4.081 com a chancela de Câmara Reys
bem conservado, miolo limpo, apresenta apenas a tela da lombada com alguns sinais de traça
17,00 eur

Interessante livro de estudo concebido ainda sob o espírito do ensino republicano, o que faz dele – por comparação com os manuais do Estado Novo – uma peça complementar para a história ideológica da República.


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Domingo, Janeiro 08, 2012

Pequena Monografia


NORBERTO GONZAGA
OLIVEIRA BOLÉO
et alli [?]


Lisboa, 1961-1967
Agência-Geral do Ultramar
1.ª e 2.ª edições
7 volumes (completo)
22,5 cm x 15,5 cm
[84 págs. + 16 págs. em extra-texto + 1 desdobrável em extra-texto] + [56 págs. + 12 págs. em extra-texto + 1 folha em extra-texto + 1 desdobrável em extra-texto] + [114 págs. + 18 págs. em extra-texto + 1 desdobrável em extra-texto] + [288 págs. + 44 págs. em extra-texto + 1 desdobrável em extra-texto] + [192 págs. + 20 págs. em extra-texto + 1 desdobrável em extra-texto] + [72 págs. + 16 págs. em extra-texto] + [128 págs. + 16 págs. em extra-texto + 1 desdobrável em extra-texto]
títulos individuais: Guiné (2.ª ed.); Cabo Verde; S. Tomé e Príncipe; Angola; Moçambique (2.ª ed.); Macau; e Timor
profusamente ilustrados
impressos sobre papel superior avergoado
exemplares muito estimados, alguns como novos; miolo limpo
125,00 eur

Cada uma destas breves monografias trata dos múltiplos aspectos – administrativos, etnogeográficos, urbanísticos, etc. – das ex-colónias, sendo que a referente às possessões na Índia nunca foi publicada: o Regime já não ia a tempo de o fazer... Quanto à autoria de cada volume, apenas os que se referem a Angola e a Moçambique são assinados pelos autores em epígrafe, respectivamente.


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