Quinta-feira, Fevereiro 23, 2012

Férias com Salazar

CHRISTINE GARNIER
fotografias de António Rosa Casaco

Lisboa, 1952
Parceria António Maria Pereira
1.ª edição
20,4 cm x 15,7 cm
240 págs. + 16 folhas em extra-texto (reproduções fotográficas)
exemplar manuseado mas aceitável, restauro na lombada; miolo limpo
40,00 eur


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O Caso de Timor


OLIVEIRA SALAZAR

Lisboa, 1941
Edição dos Sindicatos Nacionais
[1.ª edição]
25,2 cm x 17,6 cm
8 págs.
subtítulo: Palavras de Salazar à Nação
folha por abrir dobrada in 4.º
exemplar bem conservado
17,00 eur

Exposição que Salazar fez à Assembleia Nacional a 19 de Dezembro de 1941, no sentido de tornar ali pública a posição político-estratégica de Portugal relativamente a uma possível invasão japonesa da colónia de Timor, sendo que Salazar, apesar de simpatizante das forças do Eixo, garantira à Inglaterra o seu alinhamento com os Aliados, mas única e exclusivamente numa eventualidade defensiva contra o Japão. Todavia, enquanto o governo inglês fingia negociar esse auxílio a Portugal, já tropas australianas, holandesas e britânicas haviam, abusivamente, desembarcado em Dili... Salazar termina a sua embaraçosa comunicação dizendo:
«[...] O Govêrno tem a consciência de haver-se conduzido com lealdade, com seriedade, com zêlo até pelos interêsses alheios, com a noção exacta dos deveres da aliança e dos direitos soberanos da Nação. Êle julga-se com o direito de ser tratado pela forma como trata todos os assuntos e designadamente as suas negociações com o Govêrno Britânico.
O que a nós, pequenos e fracos, não é permitido, não o é igualmente aos governos que dirigem os grandes impérios – não lhes é permitido perder a calma necessária para distinguir os serviços dos agravos. E pela confiança na própria valentia dos seus soldados hão-de igualmente não confundir a diligência e a precipitação: a primeira aconselharia porventura a negociar, com respeito pelo direito alheio; a segunda levou a invadir o território de um neutro, de um amigo, de um aliado.»

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El Pensamiento de la Revolución Nacional


OLIVEIRA SALAZAR
prólogo de José Maria Gil Robles

Buenos Aires (Argentina) [aliás, Lisboa], 1938
Editorial Poblet (composto e impresso na Sociedade Industrial de Tipografia, Ltd.ª – Lisboa, ao Carmo)
1.ª edição
19,5 cm x 13,2 cm
416 págs.
exemplar apenas ligeiramente manchado nas capa e contracapa; miolo irrepreensível e por abrir
55,00 eur

Obra que se insere num contexto de exportação da propaganda do fascismo português, tipograficamente executada em Portugal, com toda a probabilidade a expensas do Estado, isto é, do esforço produtivo nacional.

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Salazar – Antologia



OLIVEIRA SALAZAR
escolha de Eduardo Freitas da Costa
nota prévia de Manuel Dias da Fonseca
capa de Júlio Gil

Coimbra, 1966
Coimbra Editora, Limitada
3.ª edição (Edição Comemorativa do 40.º Aniversário da Revolução Nacional)
24,9 cm x 17,9 cm
372 págs.
subtítulo: Discursos, Entrevistas, Artigos, Teses, Notas e Relatórios – 1909-1966
impresso sobre papel superior avergoado
exemplar estimado, capa com ténues picos de oxidação; miolo muito limpo
50,00 eur

Reúne as intervenções mais relevantes de Salazar, quer acerca da política interna do país (como o problema económico-financeiro ou a questão das «grandes certezas: Deus, a Pátria, a Autoridade, a Família, o Trabalho», «a Nação, o Estado e a Igreja»), quer acerca da política externa (a saber: a luta contra o comunismo, «essa grande heresia», ou as relações de cooperação com a ditadura vizinha na Península), etc. Um manancial passadista esclarecedor. Fecha o volume um Índice Cronológico da matéria particularmente detalhado. Naturalmente, trata-se de uma edição reformulada e expandida relativamente às anteriores, de 1954 e 1955.

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Salazar


ANTÓNIO FERRO
prefácio de Oliveira Salazar

Lisboa, 1933
Emprêsa Nacional de Publicidade
1.ª edição
19,4 cm x 13 cm
XLVI págs. + 234 págs. + 4 págs. em extra-texto com reproduções fotográficas
subtítulo: O Homem e a Obra
ilustrado
exemplar bem conservado; miolo limpo em parte por abrir
assinatura de posse na página de ante-rosto
60,00 eur

«Lisboa, 1933.
Frente a frente, dois homens. Salazar, o jovem ditador. António Ferro, o jornalista moderno. É no gabinete de trabalho do chefe do Governo. Entre ambos, a larga secretária com tampo de vidro que o jornalista acha ter “o arrumo e a limpidez de um orçamento geral do Estado, de um dos seus (dele, Salazar) orçamentos...” É uma entrevista de Ferro para o Diário de Notícias.
O jornalista permite-se dizer a Salazar:
“... alguns dos seus admiradores gostariam de o ver aproveitar mais a lição da Itália, a lição do Duce...”
Isto porque Salazar lhe parece frio, distante, a pique. [...]»
Assim começa o capítulo II do livro de Artur Portela, filho, Salazarismo e Artes Plásticas (ICLP – Biblioteca Breve, Lisboa, 1982), definindo o espírito optimista de Ferro nessa época.

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Le Portugal de Salazar


ÉMILE SCHREIBER

Paris, 1938
Les Éditions Denoël
[1.ª edição]
18,8 cm x 12 cm
152 págs. + 8 folhas em extra-texto
exemplar estimado; miolo limpo
45,00 eur

Émile Schreiber, mais tarde também conhecido, nos meios literários e jornalísticos, por Émile Servan-Schreiber, foi um dos vários visitantes na época incumbidos de levar de Portugal à Europa uma imagem suavizada do regime autoritário dominante. Trata-se efectivamente de uma reportagem política, em que, no meio de elogios vários, não escapa ao autor «[...] l’importance des positions stratégiques portugaises en cas de conflit européan. Le Portugal lui-même, ses bases de Madère, des Iles du Cap-Vert et de la Guinée ont une importance exceptionnelle pour la liberté des relations maritimes entre l’Afrique et l’Europe, ainsi que pour celle de l’ancienne route des Indes en cas de bloquage de Suez.» Estava-se em 1938.


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A Missão de Salazar



COSTA BROCHADO

Lisboa, 1960
Companhia Nacional Editora
[1.ª edição]
18,5 cm x 12,5 cm
32 págs.
acabamento com um ponto em arame
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
ostenta na pág. 3 o carimbo de «Oferta da União Nacional»
17,00 eur

Discurso de homenagem proferido na Liga 28 de Maio, em que são enaltecidas as virtudes governamentais de Salazar...


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Política

ARTHUR RIBEIRO LOPES
prefácio de Manuel Rodrigues [Júnior]

Lisboa, s.d. [1936]
Livraria Bertrand
1.ª edição
19 cm x 12,3 cm
216 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo por abrir
30,00 eur

Segundo aquele que, na sequência da implantação da ditadura com o 28 de Maio de 1926, por duas vezes teve a seu cargo a pasta, primeiro da Justiça e Cultos, e depois somente da Justiça – Manuel Rodrigues Júnior –, e que foi na realidade o cérebro jurídico da “reconstrução nacional”, «[...] O corporativismo é a expressão política da revolução [...]». Que Ribeiro Lopes muito bem caracteriza: «[...] Suprima-se ao corporativismo italiano essa vitalização nacionalista febril e ficará apenas uma odiosa coacção ou, quando muito, uma experiência duvidosa. De sorte que o êrro dos comentadores da doutrina corporativista consiste em considerá-la, na sua exclusiva realidade ideológica, e não em vê-la e senti-la, como uma espécie de aparição nacional consciente no mundo dos determinismos económicos e das fatalidades sociais. O corporativismo é, pois, em resumo, e só por emquanto, a projecção na vida económica do génio nacional. [...]»


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Política Externa de Salazar




MATOS GOMES

Porto, 1953
Edições Além
1.ª edição
19,7 cm x 12,9 cm
300 págs. + 1 folha em extra-texto
exemplar estimado; miolo limpo, por abrir
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR «AO DR. MÁRIO MADEIRA, ILUSTRE GOVERNADOR CIVIL DE LISBOA, HOMEM CUJA LHANEZA DE TRATO E CUJOS DOTES DE CORAÇÃO HÁ MUITO ME HABITUEI A ADMIRAR»... (doutor que nem se deu ao trabalho de abrir o livro)
35,00 eur


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A Crise Política Europeia e a Situação Externa de Portugal


OLIVEIRA SALAZAR

Lisboa, 1939
UN [União Nacional]
[1.ª edição ?]
21,2 cm x 15 cm
32 págs.
acabamento com um ponto em arame
exemplar estimado, miolo limpo
17,00 eur

Trata-se de um discurso do presidente do Conselho, Salazar, na Assembleia Nacional, em apoio e justificação da viagem do então chefe do Estado, Óscar Carmona, à União Sul-Africana, colónia britânica, a convite do rei Jorge VI, em vésperas de eclodir o conflito mundial.

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Terça-feira, Fevereiro 21, 2012

A Comida Baiana de Jorge Amado ou O Livro de Cozinha de Pedro Archanjo com as Merendas de Dona Flor


PALOMA JORGE AMADO COSTA

São Paulo (Brasil), 1994
Editora Maltese
1.ª edição
30,5 cm x 21,6 cm (álbum)
XXXIV págs. + 302 págs.
cartonagem editorial
profusamente ilustrado a cor
exemplar muito estimado, apresenta alguns picos de ferrugem nas três primeiras e nas três últimas folhas
40,00 eur

Filha de Jorge Amado, «apresenta a cozinha baiana através das receitas dos pratos que alimentam e dão prazer aos personagens» dos livros escritos pelo pai. Cada receita, além de detalhada nos pressupostos da sua execução, está sempre ladeada por alguma passagem da obra em que Jorge Amado a referiu.


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Obras de Manuel de Lima


MANUEL DE LIMA
prefácios de António Maria Lisboa e José de Almada Negreiros
capa e grafismo de Soares Rocha
desenhos de João Rodrigues, Mário Alberto, José Araújo e Carlos Martins Pereira

I. A Pata do Pássaro Desenhou uma Nova Paisagem *
II. Malaquias ou a História de um Homem Bàrbaramente Agredido
III. O Clube dos Antropófagos
[novela * + teatro]

IV. Um Homem de Barbas, e outros contos

Lisboa, 1972-1973
Editorial Estampa, Lda.
1.ª [*] e 2.ª edições
4 volumes (completo)
18,5 cm x 12 cm
160 págs. + 264 págs. + 272 págs. + 192 págs.
exemplares como novos
115,00 eur

Obra literária esquecida, sob o capacho da prosa actualmente à venda nas livrarias, de um Autor que nunca se esqueceu de nos elucidar acerca do mundo em que vivíamos: a Lisboa vigiada, anos 40-70 do século XX. O nervo perturbante do seu humor bebe nos humores negros surrealistas. Lá estão os grandes triângulos “mágicos”: a pintora, o amante e o mecenas; o senhorio, a porteira e o pide; a devoradora de homens, o marido enganado e o estroina; os ricos, os pobres e os bolseiros; etc... Ou, nas palavras que lhe são próprias: «Os ricos acham deselegante quando se lhes pedem pequenas quantias [...]. Quem sabia disso era o Al Capone.»
Foram seus primeiros editores Luiz Pacheco (Contraponto) e, mais tarde, Vitor Silva Tavares, na Ulisseia.


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Domingo, Fevereiro 19, 2012

Sobre o Rosto da Terra [livro impresso e dactiloescrito]




ANTÓNIO RAMOS ROSA
posfácio de Vergílio Ferreira


Covilhã, 1961
Livraria Nacional
1.ª edição
21,1 cm x 14,3 cm
32 págs. + 2 extra-textos de Manuel Baptista
é o n.º 1 da colecção Pedras Brancas
exemplar bem conservado
o poema da pág. 7 tem indicações biográficas manuscritas [por ?]
COM DEDICATÓRIA DO AUTOR A URBANO TAVARES RODRIGUES

[junto com 1 pasta de arquivo com o respectivo dactiloescrito]
31 cm x 24,5 cm
13 folhas A4 apenas escritas de um lado
alguns poemas apresentam emendas a tinta que são do punho do poeta; verificámos alterações da versão dactiloescrita para o livro impresso, quer de pormenor, quer de cortes de versos, quer do alinhamento dos poemas – a mais importante das quais reside na mudança do título do livro
exemplar em bom estado de conservação
500,00 eur


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Terrear [livro impresso e dactiloescrito]




ANTÓNIO RAMOS ROSA
pinturas de [Marcelino] Vespeira


Lisboa, 1964
Minotauro
1.ª edição
33,3 cm x 25 cm
28 págs.
inclui a reprodução de 3 pinturas
impresso sobre papel superior «fabricado especialmente para a edição» (meia-cartolina em algodão)
exemplar como novo, apenas o papel de cristal protector da capa apresenta um rasgão
é o n.º XVII da tiragem de 50 exemplares fora do mercado assinados pelo Autor junto do cólofon [a tiragem comum é de 350 exemplares]
COM DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR A URBANO TAVARES RODRIGUES NA CORTINA QUE OSTENTA DEDICATÓRIA IMPRESSA AO MESMO

[junto com 1 pasta de arquivo com o respectivo dactiloescrito]
31 cm x 24,5 cm
14 folhas A4 apenas escritas de um lado
alguns poemas apresentam emendas a tinta que são do punho do poeta; verificámos alterações da versão dactiloescrita para o livro impresso, quer de pormenor, quer de cortes de versos, quer do alinhamento dos poemas – a mais importante das quais reside na mudança do título do livro
o livro impresso apresenta mais 1 poema do que o dactiloescrito
exemplar em bom estado de conservação
750,00 eur


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Ocupação do Espaço [livro impresso e dactiloescrito autenticado]




ANTÓNIO RAMOS ROSA
prefácio de E. M. de Melo e Castro


Lisboa, 1963
Portugália Editora
1.ª edição
20,2 cm x 14,2 cm
LII págs. + 104 págs.
é o n.º 12 da Colecção Poetas de Hoje
composto manualmente em Elzevir na mítica Tipografia Ideal sita à Calçada de São Francisco; com um poema manuscrito reproduzido em zincogravura na cortina a seguir ao frontispício
impresso sobre papel avergoado, com as folhas de rosto e ante-rosto a duas cores
exemplar em bom estado de conservação

[junto com 1 pasta de arquivo contendo o respectivo dactiloescrito integral]
35 cm x 24 cm
89 folhas maioritariamente A4 escritas quase todas apenas de um lado, figurando a assinatura de António Ramos Rosa em 6 delas
alguns poemas apresentam emendas a tinta que são do punho do poeta; por sua vez, da versão dactiloescrita para o livro impresso verificámos bastantes alterações (a começar pelo título primitivo), quer de pormenor quer de exclusão ou de acrescento de estâncias inteiras
todo o dactiloescrito se encontra abundantemente anotado a lápis por E. M. de Melo e Castro, que escreveu o longuíssimo estudo de abertura para o livro – julgamos tratar-se da cópia de trabalho do prefaciador, cuja grafia fica comprovadamente identificada por confronto com O Texto Manuscrito – Reproduções de Autógrafos de Poetas e Ficcionistas Portugueses Contemporâneos, Cooperativa Gráfica Espírito Santo, SCARL, s.l., Abril de 1977
4 dos poemas apresentam duas cópias em alguns aspectos distintas e com datação nas suas primeiras versões
exemplar em bom estado de conservação
1.500,00 eur



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Estou Vivo e Escrevo Sol [livro impresso e dactiloescrito]




ANTÓNIO RAMOS ROSA

Lisboa, 1966
Editora Ulisseia
1.ª edição
18,3 cm x 10,2 cm
96 págs.
orientação gráfica do pintor Espiga Pinto
com sobrecapa em papel de alcatrão
é o n.º 11 da prestigiada Colecção Poesia e Ensaio
exemplar como novo

[junto com 1 pasta de arquivo com parte do respectivo dactiloescrito]
31 cm x 24,5 cm
17 folhas A4 + 2 folhas de formato diverso menor apenas escritas de um lado, figurando a assinatura de António Ramos Rosa em 1 delas e sendo a folha de rosto manuscrita [com o título original do livro]
alguns poemas apresentam emendas a tinta que são do punho do poeta; verificámos alterações da versão dactiloescrita para o livro impresso, quer de pormenor quer de cortes de versos – a mais importante reside na mudança do título do livro e na omissão de 1 poema inteiro, que no dactiloescrito figura logo na abertura
1 dos poemas apresenta duas cópias distintas permitindo ler na que julgamos mais antiga 7 versos não impressos em livro
exemplar em bom estado de conservação
350,00 eur


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Estou Vivo e Escrevo Sol


ANTÓNIO RAMOS ROSA

Lisboa, 1966
Editora Ulisseia
1.ª edição
18,3 cm x 10,2 cm
96 págs.
orientação gráfica do pintor Espiga Pinto
com sobrecapa em papel de alcatrão
é o n.º 11 da prestigiada Colecção Poesia e Ensaio
exemplar estimado; miolo limpo
assinaturas de posse na folha de ante-rosto
45,00 eur


Uma passagem deste raro instante de felicidade na arte nacional:
«[...] Eu escrevo versos ao meio-dia
e a morte ao sol é uma cabeleira
que passa em frios frescos sobre a minha cara de vivo
Estou vivo e escrevo sol

Se as minhas lágrimas e os meus dentes cantam
no vazio fresco
é porque aboli todas as mentiras
e não sou mais que este momento puro
a coincidência perfeita
no acto de escrever sol [...]»


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Poesia, Liberdade Livre



ANTÓNIO RAMOS ROSA

Lisboa, 1962
Livraria Morais Editora
1.ª edição
18,2 cm x 11,9 cm
256 págs.
exemplar manuseado, com pequena esfoladela no topo da capa
COM DEDICATÓRIA ASSINADA E DATADA PELO AUTOR
35,00 eur

Primeira reunião de artigos e ensaios que o Autor fôra publicando em periódicos, tendo o mais antigo data de 1951. Para além de uma atenta reflexão geral sobre o fenómeno poético, são abordadas as obras de Adolfo Casais Monteiro, Jorge de Sena, Natércia Freire, Alexandre O’Neill, Egito Gonçalves, Pedro Tamen, Herberto Helder e José Gomes Ferreira.


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O Incêndio dos Aspectos


ANTÓNIO RAMOS ROSA
prefácio de Vergílio Ferreira

Lisboa, 1980
A Regra do Jogo
1.ª edição
20,6 cm x 13,2 cm
104 págs. + 1 extra-texto (cromo impresso a cor colado na pág. 3)
capa e arranjo gráfico de João B.[otelho]
exemplar como novo
40,00 eur

Três livros absolutamente notáveis na extensa bibliografia poética de Ramos Rosa podem ser daí respigados entre 1975 e 1980: Ciclo do Cavalo, este talvez o mais denso, As Marcas no Deserto e, finalmente, O Incêndio dos Aspectos. Incêndio que Vergílio Ferreira reconhece:
«[...] A sua ambição maior é erguer a palavra humilde à dignificação do ser. Assim nesta tarefa obsti­nada e discreta ele vem percorrendo os anos longos com a sua obsessão – “chegarei a formar um rosto?” Luta incessante no silêncio e apagamento, trabalho pertinaz de assumir o verbo divino do esplendor da criação, ele obstina-se ainda não apenas em alcançar o limite, mas em dizê-lo na palavra ainda mais extrema e elementar. De livro em livro, de poema em poema, essa palavra rarefaz-se até ao desejo inexorável e absurdo de ser fala plena no silêncio. [...] Está sentado à sua mesa, o poeta. É um poeta pobre. Mas poucos neste nosso século nos terão assim investido da riqueza de sermos homens. De sermos simplesmente humanos.»


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Sábado, Fevereiro 18, 2012

Meridianos Críticos


MANUEL ANSELMO

Lisboa, 1946, 1950 e 1959
Portugália Editora e Guimarães Editores
1.ª edição (todos os volumes)
3 séries (completo)
19,5 cm x 13,3 cm
292 págs. + 356 págs. + 312 págs.
excepto o terceiro volume, que se encontra como novo, são exemplares marcados pelo tempo; miolo muito limpo
70,00 eur

Reflexões políticas e literárias, crónicas do tempo.
Da nota de badana do primeiro volume:
«[...] Homem livre se proclamou sempre Manuel Anselmo, cujas dramáticas e sinceras conclusões políticas e religiosas o inscreveram, desde os 24 anos (conta agora 35) nas filas da Direita. [...]
Miguel Torga, homem das esquerdas, considera Manuel Anselmo como o seu melhor crítico. Os homens da Direita, talvez porque Manuel Anselmo sabe defender nobremente, e com absoluto desinteresse, os seus Ideais, acompanham a sua obra normalmente com silêncio e algumas vezes com acinte, tendo-lhe sido, além disso, sempre recusados os prémios literários oficiais. A fervorosa estima e admiração por Salazar é, porém, em Manuel Anselmo criadora – e um dos verdadeiros alentos e motivos da sua obra. [...]»


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Antologia Moderna



MANUEL ANSELMO
fotografia do autor por San-Payo

Lisboa, 1937
Livraria Sá da Costa – Editora
1.ª edição
19,1 cm x 12,4 cm
248 págs. + 1 folha em extra-texto
subtítulo: Ensaios Críticos
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo por abrir
chancelado com os carimbos do autor e do editor
35,00 eur

Reunião de artigos vários, em que avultam elogios literários a autores como Salazar, Anrique Paço d’Arcos, Pessoa, Samuel Maia ou Alfredo Cortez. Entre eles, pode ler-se ainda uma longa análise ao «lirismo integral» de Guilherme de Faria.


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Elegia dos Reis



ALBERTO MONSARAZ

Paris – Lisboa, s.d. [1912]
Aillaud, Alves & Cia
[1.ª edição]
18,6 cm x 11,1 cm
12 págs.
acabamento cosido à linha
exemplar estimado; miolo limpo, com ocasionais picos de oxidação
valorizado pela dedicatória manuscrita do Autor ao poeta Mário Beirão
30,00 eur

Segundo o Dicionário Cronológico de Autores Portugueses (vol. III, Publicações Europa-América, Mem Martins, 1994):
«Poeta e jornalista, dirigiu a revista Nação Portuguesa e o jornal A Monarquia. Foi um dos fundadores do Integralismo Lusitano e bateu-se, no campo literário, pelo neogarrettismo, que defendia os valores tradicionais, o “fundo sentimental da raça”. Versejou de acordo com a escola saudosista e simbolista e usou o pseudónimo de Évora Macedo.
Bateu-se em 1919 pela restauração da Monarquia e foi mais tarde secretário-geral do movimento nacional-sindicalista, ao lado de Rolão Preto, tendo colaborado no jornal Revolução.»


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Testamento Político de Mussolini




[BENITO MUSSOLINI]
trad. António Garrido Garcia
prefácio de Alfredo Pimenta


Lisboa, 1949
Edições Ressurgimento
2.ª edição
19,2 cm x 13 cm
XXXII págs. + 48 págs. + 14 págs. em extra-texto
subtítulo: Ditado, Corrigido e Rubricado pelo Duce em 22 de Abril de 1945
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
assinatura de posse no frontispício
40,00 eur

Última entrevista do ditador – já preso, a poucos dias da sua execução sumária – ao director do periódico Popolo di Alessandria. Do Prefácio do fascista Alfredo Pimenta:
«[...] Como é que o Papa Pio XII celebra, e com toda a justiça, o nome de um dos autores dos Pactos de Latrão, e não tem sombra de palavra piedosa, humana e caritativa, para o outro, o que foi ignòbilmente massacrado em Dongo por aqueles que levaram ao poder Sua Excelência De Gasperi, Chefe do Governo italiano, que Sua Santidade recebeu em audiência solene? [...]
Nem uma palavra, nem um pensamento! Nada. Mussolini nunca existiu! [...]
Estas minhas palavras, sendo de respeitoso protesto contra este silêncio, e de indignada revolta contra a injustiça e a falta de caridade, são também de enternecida homenagem ao grande e esclarecido espírito que, durante vinte anos, governou a Itália – “domando a anarquia; restabelecendo a ordem; fazendo respeitar a Monarquia; restaurando a Religião; desenvolvendo o poder militar, naval e aéreo; estimulando e amplificando a colonização [...]», etc., etc.


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Discursos da Revolução


[BENITO] MUSSOLINI
pref. Italo Balbo
trad. Francisco Morais

Coimbra, 1933
Coimbra Editora, L.da
1.ª edição
19,6 cm x 12,8 cm
4 págs. + 128 págs.
impresso sobre papel superior avergoado
exemplar muito estimado; miolo limpo, por abrir
75,00 eur

A parte mais interessante nesta publicação de alocuções já eivadas de autoritarismo diz respeito à inclusão de um tal autor no catálogo da Coimbra Editora... casa onde, sem empecilho de parte a parte, irão fazer-se editar praticamente todos os intelectuais da «resistência» neo-realista portuguesa...


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Sexta-feira, Fevereiro 17, 2012

Ensaios de Crítica


[GUILHERME] MONIZ BARRETO
prefácio de Vitorino Nemésio
capa de Couto Tavares


Lisboa, 1944
Livraria Bertrand
1.ª edição
19 cm x 12,2 cm
XLII págs. + 2 págs. + 360 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
25,00 eur

Importantíssimo ensaio de abertura, em forma de prefácio, em que Nemésio nos dá uma apurada lição literária, para além de situar o goês Moniz Barreto no contexto da deficiente propensão dos portugueses para a reflexão crítica por escrito. Cabe, assim, a este Autor ter sido o primeiro grande crítico literário português. O seu convívio parisiense com Eça de Queirós, e a sua colaboração na Revista de Portugal, que este último dirigia, estarão na origem de um dos mais importantes textos do século XIX: «A Literatura Portuguesa Contemporânea» (que o presente volume inclui).
Desejável é que os candidatos a jornalistas culturais de hoje o procurem ler... E já agora, também Nemésio.


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Velázquez



JOSÉ ORTEGA Y GASSET

Madrid, 1959
Revista de Occidente
1.ª edição [em livro]
17,8 cm x 11,8 cm XVI págs. + 244 págs.
exemplar estimado; miolo irrepreensível
22,00 eur

Juntamente com Unamuno ainda hoje pode Ortega y Gasset ser considerado um dos mais altos vultos do pensamento cultural peninsular.


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Saude e Fraternidade [junto com] Deus Guarde a V. Ex.ª...



CAMPOS MONTEIRO
ROQUETE DE SEQUEIRA E COSTA


a) Porto, s.d. [1924 ?]
Livraria Civilização – Editora de Americo Fraga Lamares & C.ª, Limitada
b) Lisboa, 1924
Livraria Pacheco – Depositaria
1.ª edição (ambos)
[19,2 cm x 12,3 cm] + [17,2 cm x 12,9 cm]
260 págs. + 208 págs.
subtítulos:
a) História dos acontecimentos politicos em Portugal desde agosto de 1924 a novembro de 1926
b) História dos acontecimentos politicos em Portugal, que se seguiram aos relatados no livro “Saude e Fraternidade (1926-1928)”
a) brochado; assinatura de posse na folha de rosto
b) encadernação antiga de amador, em tela e papel de fantasia; pouco aparado, sem capas de brochura
exemplares estimados; miolo limpo
55,00 eur

Género literário jocoso, de antecipação dos eventos históricos, que havia feito escola com Lisboa no Ano Três Mil de Cândido de Figueiredo (1892), aqui – ironizando sob a divisa maçónica «saúde e fraternidade» – se antevêem dias em que o mesmo povo que desejou a «república radical» acaba por restaurar a monarquia...
De Campos Monteiro diz-nos o Dicionário Cronológico de Autores Portugueses (vol. III, Publicações Europa-América, Mem Martins, 1994): «[...] Romancista e contista de inspiração transmontana, muito influenciado por Camilo, os seus livros foram êxito de livraria, com edições sucessivas. O enredo folhetinesco, as situações patéticas, o exagero das paixões, misturam-se a um catolicismo retrógrado e a uma intenção satírica. [...]»
Quanto ao livro de Roquete, o caso fia mais fino. A crítica, também satírica, ao reaccionarismo emergente aponta nomes e situações que conduzem ao baquear da casa real, «sem combate nem grandeza, ante a onda de indignação e do desprezo de todo um Povo», e à fuga do rei.


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Quarta-feira, Fevereiro 15, 2012

La Femme et la Paix



CAÏEL
[Alice Pestana]

Lisboa, 1898
Imprensa Nacional
1.ª edição
25 cm x 16,5 cm
2 págs. + 70 págs.
subtítulo: Appel aux mères portugaises
exemplar estimado, com restauro tosco na contracapa; miolo limpo
22,00 eur

Texto pacifista publicado no contexto das comemorações do 4.º Centenário do Descobrimento do Caminho Marítimo para a Índia.


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Historia da Luzitania e da Iberia [...]




JOÃO BONANÇA

Lisboa, 1891
Imprensa Nacional
Empresa da Historia da Luzitania e da Iberia
1.ª edição [única]
volume I [único publicado apesar de na contracapa ser anunciado o volume seguinte]
28,9 cm x 19,8 cm [in 4.º]
2 págs. + 900 págs. + 2 págs. + 5 folhas em extra-texto
subtítulo: [...] Desde os Tempos Primitivos ao Estabelecimento Definitivo do Dominio Romano. Parte fundada em documentos até ao presente indecifraveis
exemplar em brochura por aparar, num óptimo estado de conservação
pequenas esfoladelas no pé da lombada
130,00 eur

O autor, que chegou a ser candidato republicano à presidência, começou por fazer-se notar enquanto redactor de artigos em prol da abolição da pena de morte, do casamento civil ou da liberdade de imprensa, causas que mereceram o apoio de Alexandre Herculano [fonte: Dicionário Cronológico de Autores Portugueses, vol. II, Publicações Europa-América, Mem Martins, 1990]. Na vertente obra, de crucial importância para a compreensão geológica, paleontológica e histórica da Península Ibérica, dá-se pela primeira vez conta de um olhar científico, e sem complexos, do homem moderno sobre aquilo que o rodeia. Faz parte do legado da burguesia do século XIX, enquanto classe empreendedora e, ainda, motor da História.
Sublinhe-se um detalhe inédito, ou pelo menos raro, de ordem tipográfica: a utilização da própria lombada do volume para anunciar as modalidades de comercialização do mesmo.


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Domingo, Fevereiro 12, 2012

Vidas Novas


LUANDINO VIEIRA

Paris, s.d. [post 1965]
Ediçoes Anti-Colonial (dir. Madame A. Bros)
1.ª edição
18 cm x 12 cm
80 págs.
acabamento com dois pontos em arame
exemplar manuseado mas aceitável; miolo superficialmente manchado, texto limpo
peça de colecção
50,00 eur

Da nota introdutória do editor:
«O jovem escritor Luandino Vieira (de seu nome completo José Vieira Mateus de Graça) é já suficientemente conhecido dos democratas portugueses. Todos estamos recordados de que, à volta do seu nome e da atribuição de um prémio pela Sociedade Portuguesa de Escritores, o fascismo desencadeou em 1965 uma violenta campanha demagógica e repressiva que levaria ao encerramento daquela Associação. Mas, o que talvez nem todos saibam, é que Luandino Vieira se encontra encerrado no Campo de Concentração do Tarrafal (Campo da Morte Lenta), condenado a prisão perpétua (14 anos e “medidas de segurança”) por defender a justa causa da liberdade do povo angolano.
[...] a colectânea Vidas Novas, ainda inédita em Portugal, poder contribuir para um melhor conhecimento da opressão colonial, da vida do povo angolano e da justeza da sua luta.
E, estamos convictos disso, para um movimento dos democratas portugueses em prol da amnistia a Luandino Vieira e a todos os presos políticos coloniais.»


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Vidas Novas



[LUANDINO VIEIRA]

[s.l., s.d., s.i.]
edição clandestina
17,2 cm x 11,5 cm
56 págs.
subtítulo: Sobre a Vida e Luta do Povo Angolano
impressão a mimeógrafo
acabamento tosco com as folhas coladas por empaste
exemplar manuseado mas aceitável, capa gasta; miolo limpo
peça de colecção
40,00 eur

Trata-se de uma das várias edições clandestinas que se conhecem dos livros de Luandino. O vertente conjunto de contos, relativamente à edição original (Paris, s.d., A. Bros), é omisso no conto «Dina» e circulou sem nome de autor.


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Vidas Novas



LUANDINO VIEIRA
desenhos de José Rodrigues

[Porto], 1975
Afrontamento
[2.ª edição] (1.ª edição ilustrada [única])
23,1 cm x 18,5 cm
116 págs.
profusamente ilustrado em separado
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
40,00 eur

Da pág. 4:
«Informação sobre o livro:
estas narrativas foram escritas de 28/6 a 28/7/62, no Pavilhão Prisional da PIDE, em Luanda;
apresentadas ao concurso literário da Casa dos Estudantes do Império, Lisboa, foram distinguidas com o Prémio João Dias, 1962, por um júri de que faziam parte, entre outros, Urbano Tavares Rodrigues, Orlando da Costa, Lília da Fonseca, Noémia de Sousa e Carlos Ervedosa;
editadas pela primeira vez em Paris, por Edições Anti-Colonial, edição sem data.»


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La Vraie Vie de Domingos Xavier suivi de Le Complet de Mateus


LUANDINO VIEIRA
trad. Mário de Andrade e Chantal Tiberghien

prefácio de Mário de Andrade

Paris, 1971
Présence Africaine
1.ª edição
17,5 cm x 11,6 cm
160 págs.
exemplar muito estimado, apresenta apenas ligeiras manchas na capa dianteira
peça de colecção
70,00 eur

De seu nome próprio José Vieira Mateus da Graça, o angolano Luandino representa a vanguarda da luta anti-colonial em Angola.
Da notícia de contracapa:
«[...] Cet ouvrage jette une lumière brutale sur les prisons d’Angola. Il s’agit surtout d’une peinture sociologique de la résistance que les Angolais de Luanda, à la veille du déclenchement de la lutte armée, opposent à la domination portugaise.
Domingos Xavier et Mateus – deux personnages exemplaires, parmi ces militants anonymes de la nuit coloniale qui forgent l’avènement de l’espérance révolutionnaire.
Le complet de Mateus, récit de l’absurdité de la torture, a été porté à l’écran par Sarah Maldoror sous le titre Monangambééé.
Le sort de Luandino Vieira ainsi que les thèmes de ses nouvelles rappellent nos devoirs de solidarité avec un peuple qui, depuis l’aube du 4 février 1961, poursuit courageusement une guerre de libération nationale, sous la conduite du M.P.L.A.»


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