Domingo, Fevereiro 26, 2012

Noções Elementares Sobre a Cultura das Amoreiras e a Creação dos Bichos da Sêda para servir de guia aos sericultores



FRANCISCO DE AZEREDO TEIXEIRA DE AGUILAR, conde de Samodães

Porto, 1865
Typographia do Jornal do Porto
[1.ª edição ?]
18 cm x 10,8 cm
124 págs.
encadernação moderna em seda; conserva apenas a contracapa da brochura com pequenas falhas de papel periféricas
exemplar estimado; miolo limpo
45,00 eur

Teixeira de Aguilar exerceu, nos finais do século XIX, o cargo de Governador Civil no Porto e, mais tarde, o de Secretário de Estado dos Negócios da Fazenda. Tendo sido, na juventude, notório interveniente militar nas lutas contra o chamado movimento da Maria da Fonte, vamos encontrá-lo aos 75 anos de idade, em 1903, na formação e direcção do Partido Nacionalista.


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Sábado, Fevereiro 25, 2012

Pássaro Paradípsico



MANUEL LOURENÇO [ou M. S. Lourenço]
capa e ilustr. Mário Cesariny

Lisboa, 1979
Editora Perspectivas & Realidades, Artes Gráficas, Lda.
1.ª edição
23,4 cm x 15,5 cm
172 págs. (inclui 3 cromos colados respectivamente nas págs. 9, 75 e 123)
ilustrado
exemplar muito estimado, sem qualquer sinal de quebra na lombada; com resíduos de antiga fita-gomada no verso da cartolina das capa e contracapa; miolo irrepreensível
40,00 eur

Texto surrealizante, cujas ilustrações de Mário Cesariny só confirmam, embora Manuel Lourenço – já então com obra poética e filosófica firmada – nunca antes haja saído de uma escrita conceptual em tudo avessa ao acaso onírico.

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Quinta-feira, Fevereiro 23, 2012

Vacances avec Salazar





CHRISTINE GARNIER
fotografias de Bret Koch e [António Rosa] Casaco

Paris, 29 de Fevereiro, 1952
Bernard Grasset, Éditeur
1.ª edição
tiragem privada em papel Japão Imperial
24,2 cm x 16,3 cm
254 págs. + 12 folhas em extra-texto (reproduções fotográficas)
encadernação luxuosa da época (assinada pelo encadernador Victor Santos), inteira em pele com nervuras, gravada a ouro em ambas as pastas, na lombada e nas seixas; aparado e carminado à cabeça, conservando por aparar todo o plano de entrada na máquina de impressão; mantém as capas de brochura
a vinheta na lombada representa a Fénix
exemplar como novo
É O EXEMPLAR N.º I DE UMA TIRAGEM ESPECIAL FORA DO MERCADO, DE APENAS OITO, TENDO O VERTENTE SIDO IMPRESSO «SPÉCIALEMENT POUR: SON EXCELLENCE LE GÉNÉRAL CRAVEIRO LOPES, PRÉSIDENT DE LA RÉPUBLIQUE PORTUGAISE»
1.750,00 eur

No memorial de Antónia Maria Pereira, Parceria A. M. Pereira – Crónica de Uma Dinastia Livreira (Pandora Edições, Lisboa, 1998), recorda essa descendente do fundador a circunstância em que Salazar “entra” na editora que foi a casa portuguesa designada para a edição nacional da obra em referência:
«[...] A mulher de AMP, Maria Helena, tem um sentido mais prático da vida e resolve, ela própria, pedir ajuda ao Chefe de Governo em carta manuscrita onde invoca a sua condição de esposa de AMP, católica praticante e mãe de quatro filhos e comunica a impossibilidade de concretização do desejo manifestado por Sua Excelência de manu­tenção da casa centenária dentro da mesma família, pois a livraria irá ser vendida a uma editora estrangeira – possibilidade verídica – devido a uma inaguentável situação financeira. Salazar não responde, mas ordena que a CNE – Companhia Nacional Editora, pertença do Estado, adquira, de imediato, as quotas de familiares sócios de AMP, proceda ao saneamento financeiro da empresa, para, depois, as mesmas serem readquiridas e tudo ficar dentro da mesma família. AMP, se já venerava o estadista, passa a adorá-lo e, qual crente a quem é concedida a graça de estar perante o seu Deus, não consegue sequer ir pessoalmente agradecer a benesse, pois teme não controlar as suas emoções perante a LUZ...
Entre as intenções e a realidade vai um abismo e AMP, depois de tanta luta e sofrimento para manter a casa, cai nesse abismo para não mais se levantar. Salazar dera ordens mas tem de que se ocupar, não pensa mais no assunto e os delegados da CNE, no bom espírito do Estado Novo, concebem o encargo como um bom “tacho”. Publica-se Férias com Salazar, da jornalista francesa Christine Garnier, com fotografias do pide António Rosa Casaco – o eventual primeiro gesto de saneamento financeiro da empresa –, e o êxito é estrondo­so, cinco edições esgotam rapidamente; a sexta, porém, já não ostenta o nome da Parceria mas o da CNE... [etc., etc...]»


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Férias com Salazar

CHRISTINE GARNIER
fotografias de António Rosa Casaco

Lisboa, 1952
Parceria António Maria Pereira
1.ª edição
20,4 cm x 15,7 cm
240 págs. + 16 folhas em extra-texto (reproduções fotográficas)
exemplar manuseado mas aceitável, restauro na lombada; miolo limpo
40,00 eur



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Salazar – Antologia



OLIVEIRA SALAZAR
escolha de Eduardo Freitas da Costa
nota prévia de Manuel Dias da Fonseca
capa de Júlio Gil

Coimbra, 1966
Coimbra Editora, Limitada
3.ª edição (Edição Comemorativa do 40.º Aniversário da Revolução Nacional)
24,9 cm x 17,9 cm
372 págs.
subtítulo: Discursos, Entrevistas, Artigos, Teses, Notas e Relatórios – 1909-1966
impresso sobre papel superior avergoado
exemplar estimado, capa com ténues picos de oxidação; miolo muito limpo
50,00 eur

Reúne as intervenções mais relevantes de Salazar, quer acerca da política interna do país (como o problema económico-financeiro ou a questão das «grandes certezas: Deus, a Pátria, a Autoridade, a Família, o Trabalho», «a Nação, o Estado e a Igreja»), quer acerca da política externa (a saber: a luta contra o comunismo, «essa grande heresia», ou as relações de cooperação com a ditadura vizinha na Península), etc. Um manancial passadista esclarecedor. Fecha o volume um Índice Cronológico da matéria particularmente detalhado. Naturalmente, trata-se de uma edição reformulada e expandida relativamente às anteriores, de 1954 e 1955.

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El Pensamiento de la Revolución Nacional


OLIVEIRA SALAZAR
prólogo de José Maria Gil Robles

Buenos Aires (Argentina) [aliás, Lisboa], 1938
Editorial Poblet (composto e impresso na Sociedade Industrial de Tipografia, Ltd.ª – Lisboa, ao Carmo)
1.ª edição
19,5 cm x 13,2 cm
416 págs.
exemplar apenas ligeiramente manchado nas capa e contracapa; miolo irrepreensível e por abrir
55,00 eur

Obra que se insere num contexto de exportação da propaganda do fascismo português, tipograficamente executada em Portugal, com toda a probabilidade a expensas do Estado, isto é, do esforço produtivo nacional.


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Le Portugal de Salazar


ÉMILE SCHREIBER

Paris, 1938
Les Éditions Denoël
[1.ª edição]
18,8 cm x 12 cm
152 págs. + 8 folhas em extra-texto
exemplar estimado; miolo limpo
45,00 eur

Émile Schreiber, mais tarde também conhecido, nos meios literários e jornalísticos, por Émile Servan-Schreiber, foi um dos vários visitantes na época incumbidos de levar de Portugal à Europa uma imagem suavizada do regime autoritário dominante. Trata-se efectivamente de uma reportagem política, em que, no meio de elogios vários, não escapa ao autor «[...] l’importance des positions stratégiques portugaises en cas de conflit européan. Le Portugal lui-même, ses bases de Madère, des Iles du Cap-Vert et de la Guinée ont une importance exceptionnelle pour la liberté des relations maritimes entre l’Afrique et l’Europe, ainsi que pour celle de l’ancienne route des Indes en cas de bloquage de Suez.» Estava-se em 1938.


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A Missão de Salazar



COSTA BROCHADO

Lisboa, 1960
Companhia Nacional Editora
[1.ª edição]
18,5 cm x 12,5 cm
32 págs.
acabamento com um ponto em arame
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
ostenta na pág. 3 o carimbo de «Oferta da União Nacional»
17,00 eur

Discurso de homenagem proferido na Liga 28 de Maio, em que são enaltecidas as virtudes governamentais de Salazar...


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A Lição de Salazar



ALVARO DE MENEZES ALVES REIS GOMES

Funchal, 1938
[ed. Autor ?]
[1.ª edição]
19,2 cm x 14,1 cm
20 págs.
subtítulo: Dez Anos no Ministério das Finanças a Bem da Nação
acabamento com um ponto em arame
exemplar estimado; miolo limpo
carimbos vários e selo-branco da biblioteca da Escola Comercial de Patrício Prazeres
17,00 eur



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Política

ARTHUR RIBEIRO LOPES
prefácio de Manuel Rodrigues [Júnior]

Lisboa, s.d. [1936]
Livraria Bertrand
1.ª edição
19 cm x 12,3 cm
216 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo por abrir
30,00 eur

Segundo aquele que, na sequência da implantação da ditadura com o 28 de Maio de 1926, por duas vezes teve a seu cargo a pasta, primeiro da Justiça e Cultos, e depois somente da Justiça – Manuel Rodrigues Júnior –, e que foi na realidade o cérebro jurídico da “reconstrução nacional”, «[...] O corporativismo é a expressão política da revolução [...]». Que Ribeiro Lopes muito bem caracteriza: «[...] Suprima-se ao corporativismo italiano essa vitalização nacionalista febril e ficará apenas uma odiosa coacção ou, quando muito, uma experiência duvidosa. De sorte que o êrro dos comentadores da doutrina corporativista consiste em considerá-la, na sua exclusiva realidade ideológica, e não em vê-la e senti-la, como uma espécie de aparição nacional consciente no mundo dos determinismos económicos e das fatalidades sociais. O corporativismo é, pois, em resumo, e só por emquanto, a projecção na vida económica do génio nacional. [...]»


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Salazar


ANTÓNIO FERRO
prefácio de Oliveira Salazar

Lisboa, 1933
Emprêsa Nacional de Publicidade
1.ª edição
19,4 cm x 13 cm
XLVI págs. + 234 págs. + 4 págs. em extra-texto com reproduções fotográficas
subtítulo: O Homem e a Obra
ilustrado
exemplar bem conservado; miolo limpo em parte por abrir
assinatura de posse na página de ante-rosto
60,00 eur

«Lisboa, 1933.
Frente a frente, dois homens. Salazar, o jovem ditador. António Ferro, o jornalista moderno. É no gabinete de trabalho do chefe do Governo. Entre ambos, a larga secretária com tampo de vidro que o jornalista acha ter “o arrumo e a limpidez de um orçamento geral do Estado, de um dos seus (dele, Salazar) orçamentos...” É uma entrevista de Ferro para o Diário de Notícias.
O jornalista permite-se dizer a Salazar:
“... alguns dos seus admiradores gostariam de o ver aproveitar mais a lição da Itália, a lição do Duce...”
Isto porque Salazar lhe parece frio, distante, a pique. [...]»
Assim começa o capítulo II do livro de Artur Portela, filho, Salazarismo e Artes Plásticas (ICLP – Biblioteca Breve, Lisboa, 1982), definindo o espírito optimista de Ferro nessa época.


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Quarta-feira, Fevereiro 22, 2012

Memórias da Vida Pública



ALBERTO XAVIER

Lisboa, 1950
Livraria Ferin Lda.
1.ª edição
19,3 cm x 12,4 cm
352 págs.
capa impressa frente e verso
exemplar estimado, com pequenos restauros na capa; miolo limpo
45,00 eur

Diz-nos a Autor, que foi, em 1919, director-geral da Fazenda Pública e, mais tarde, secretário-geral do Ministério das Finanças durante a vigência de Salazar:
«[...] A presente obra foi escrita sob a forma de Memórias para tornar leve e aprazível a leitura. Não é apenas pelo lado da forma. Na verdade, trata-se, no fundo, dum memorial, embora de intenções despretenciosas, de âmbito limitado e de feitura modesta.
[...] Alguns anos após a conclusão dos estudos na Faculdade de Direito dessa Universidade [Coimbra], em 1908, vim a exercer diversas altas funções na política e na administração do Estado. Tive ensejo, pelos deveres inerentes a essas funções, de intervir ou de colaborar em actos importantes da vida governativa ou administrativa da Nação. Muitos desses actos não tiveram publicidade; outros foram insuficientemente esclarecidos pela via oficial no momento em que se produziram e se tornaram conhecidos e executórios, ou foram deturpados no seu significado e alcance através de controvérsias políticas. Parece-me útil, por isso, evocar, se não todos, pelo menos alguns de mais manifesto interesse nacional e histórico, explicá-los e comentá-los. Desta sorte, as presentes memórias são restritas.
Uma coisa é certa: o sentimento de vaidade não inspirou a ideia de escrevê-las. O leitor verificará que as animam intuitos sãos, que foram elaboradas com serenidade de espírito, com imparcialidade nos juízos formulados e no traçar dos rápidos perfis dos homens públicos. Sôbre certos factos mais delicados e importantes que, no tempo em que surgiram, desencadearam discussões públicas, apaixonadas, e geraram conceitos injustos, fui estimulado pelo desejo sincero de restabelecer a verdade exacta. Eis uma garantia séria para os historiadores profissionais que proventura achem nestas memórias alguns subsídios proveitosos. [...]»


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Terça-feira, Fevereiro 21, 2012

Banhos de Sol


AMÍLCAR DE SOUSA
prefácio de Samuel Maia

Porto, 1937
Livraria Civilização – Editora
1.ª edição
18 cm x 12,2 cm
240 págs.
encadernação editorial em tela com gravação a ouro nas pasta anterior e lombada
exemplar bem conservado; miolo limpo
20,00 eur

Interessante livro de divulgação das virtudes higiénicas do naturismo, mas também da boa saúde moral e do regresso do Homem à comunhão com a Natureza. A questão da hoje reconhecida perigosidade da exposição à luz solar ainda aqui não vem a talhe, era na época assunto ainda não estudado. Aliás, é precisamente a ideia rousseauniana do bom “selvagem” a interagir ao ar livre o que sobressai das reflexões deste autor, e não, de facto, qualquer exibicionismo decorativo por via do bronzeado.


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A Cozinha Simples



PAUL CARTON
trad. Fernando Sá

Alcobaça, 1926 [1927]
Centro Fraternista de Alcobaça
[1.ª edição]
22,7 cm x 15,2 cm
392 págs.
exemplar muito manuseado, mas aceitável, capa manchada e com restauro tosco na lombada; miolo limpo
30,00 eur

Livro de receitas naturistas.


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A Comida Baiana de Jorge Amado ou O Livro de Cozinha de Pedro Archanjo com as Merendas de Dona Flor


PALOMA JORGE AMADO COSTA

São Paulo (Brasil), 1994
Editora Maltese
1.ª edição
30,5 cm x 21,6 cm (álbum)
XXXIV págs. + 302 págs.
cartonagem editorial
profusamente ilustrado a cor
exemplar muito estimado, apresenta alguns picos de ferrugem nas três primeiras e nas três últimas folhas
40,00 eur

Filha de Jorge Amado, «apresenta a cozinha baiana através das receitas dos pratos que alimentam e dão prazer aos personagens» dos livros escritos pelo pai. Cada receita, além de detalhada nos pressupostos da sua execução, está sempre ladeada por alguma passagem da obra em que Jorge Amado a referiu.


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Obras de Manuel de Lima


MANUEL DE LIMA
prefácios de António Maria Lisboa e José de Almada Negreiros
capa e grafismo de Soares Rocha
desenhos de João Rodrigues, Mário Alberto, José Araújo e Carlos Martins Pereira

I. A Pata do Pássaro Desenhou uma Nova Paisagem *
II. Malaquias ou a História de um Homem Bàrbaramente Agredido
III. O Clube dos Antropófagos
[novela * + teatro]

IV. Um Homem de Barbas, e outros contos

Lisboa, 1972-1973
Editorial Estampa, Lda.
1.ª [*] e 2.ª edições
4 volumes (completo)
18,5 cm x 12 cm
160 págs. + 264 págs. + 272 págs. + 192 págs.
exemplares como novos
115,00 eur

Obra literária esquecida, sob o capacho da prosa actualmente à venda nas livrarias, de um Autor que nunca se esqueceu de nos elucidar acerca do mundo em que vivíamos: a Lisboa vigiada, anos 40-70 do século XX. O nervo perturbante do seu humor bebe nos humores negros surrealistas. Lá estão os grandes triângulos “mágicos”: a pintora, o amante e o mecenas; o senhorio, a porteira e o pide; a devoradora de homens, o marido enganado e o estroina; os ricos, os pobres e os bolseiros; etc... Ou, nas palavras que lhe são próprias: «Os ricos acham deselegante quando se lhes pedem pequenas quantias [...]. Quem sabia disso era o Al Capone.»
Foram seus primeiros editores Luiz Pacheco (Contraponto) e, mais tarde, Vitor Silva Tavares, na Ulisseia.


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Domingo, Fevereiro 19, 2012

Sobre o Rosto da Terra [livro impresso e dactiloescrito]




ANTÓNIO RAMOS ROSA
posfácio de Vergílio Ferreira


Covilhã, 1961
Livraria Nacional
1.ª edição
21,1 cm x 14,3 cm
32 págs. + 2 extra-textos de Manuel Baptista
é o n.º 1 da colecção Pedras Brancas
exemplar bem conservado
o poema da pág. 7 tem indicações biográficas manuscritas [por ?]
COM DEDICATÓRIA DO AUTOR A URBANO TAVARES RODRIGUES

[junto com 1 pasta de arquivo com o respectivo dactiloescrito]
31 cm x 24,5 cm
13 folhas A4 apenas escritas de um lado
alguns poemas apresentam emendas a tinta que são do punho do poeta; verificámos alterações da versão dactiloescrita para o livro impresso, quer de pormenor, quer de cortes de versos, quer do alinhamento dos poemas – a mais importante das quais reside na mudança do título do livro
exemplar em bom estado de conservação
500,00 eur


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Terrear [livro impresso e dactiloescrito]




ANTÓNIO RAMOS ROSA
pinturas de [Marcelino] Vespeira


Lisboa, 1964
Minotauro
1.ª edição
33,3 cm x 25 cm
28 págs.
inclui a reprodução de 3 pinturas
impresso sobre papel superior «fabricado especialmente para a edição» (meia-cartolina em algodão)
exemplar como novo, apenas o papel de cristal protector da capa apresenta um rasgão
é o n.º XVII da tiragem de 50 exemplares fora do mercado assinados pelo Autor junto do cólofon [a tiragem comum é de 350 exemplares]
COM DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR A URBANO TAVARES RODRIGUES NA CORTINA QUE OSTENTA DEDICATÓRIA IMPRESSA AO MESMO

[junto com 1 pasta de arquivo com o respectivo dactiloescrito]
31 cm x 24,5 cm
14 folhas A4 apenas escritas de um lado
alguns poemas apresentam emendas a tinta que são do punho do poeta; verificámos alterações da versão dactiloescrita para o livro impresso, quer de pormenor, quer de cortes de versos, quer do alinhamento dos poemas – a mais importante das quais reside na mudança do título do livro
o livro impresso apresenta mais 1 poema do que o dactiloescrito
exemplar em bom estado de conservação
750,00 eur


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Ocupação do Espaço [livro impresso e dactiloescrito autenticado]




ANTÓNIO RAMOS ROSA
prefácio de E. M. de Melo e Castro


Lisboa, 1963
Portugália Editora
1.ª edição
20,2 cm x 14,2 cm
LII págs. + 104 págs.
é o n.º 12 da Colecção Poetas de Hoje
composto manualmente em Elzevir na mítica Tipografia Ideal sita à Calçada de São Francisco; com um poema manuscrito reproduzido em zincogravura na cortina a seguir ao frontispício
impresso sobre papel avergoado, com as folhas de rosto e ante-rosto a duas cores
exemplar em bom estado de conservação

[junto com 1 pasta de arquivo contendo o respectivo dactiloescrito integral]
35 cm x 24 cm
89 folhas maioritariamente A4 escritas quase todas apenas de um lado, figurando a assinatura de António Ramos Rosa em 6 delas
alguns poemas apresentam emendas a tinta que são do punho do poeta; por sua vez, da versão dactiloescrita para o livro impresso verificámos bastantes alterações (a começar pelo título primitivo), quer de pormenor quer de exclusão ou de acrescento de estâncias inteiras
todo o dactiloescrito se encontra abundantemente anotado a lápis por E. M. de Melo e Castro, que escreveu o longuíssimo estudo de abertura para o livro – julgamos tratar-se da cópia de trabalho do prefaciador, cuja grafia fica comprovadamente identificada por confronto com O Texto Manuscrito – Reproduções de Autógrafos de Poetas e Ficcionistas Portugueses Contemporâneos, Cooperativa Gráfica Espírito Santo, SCARL, s.l., Abril de 1977
4 dos poemas apresentam duas cópias em alguns aspectos distintas e com datação nas suas primeiras versões
exemplar em bom estado de conservação
1.500,00 eur



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Estou Vivo e Escrevo Sol [livro impresso e dactiloescrito]




ANTÓNIO RAMOS ROSA

Lisboa, 1966
Editora Ulisseia
1.ª edição
18,3 cm x 10,2 cm
96 págs.
orientação gráfica do pintor Espiga Pinto
com sobrecapa em papel de alcatrão
é o n.º 11 da prestigiada Colecção Poesia e Ensaio
exemplar como novo

[junto com 1 pasta de arquivo com parte do respectivo dactiloescrito]
31 cm x 24,5 cm
17 folhas A4 + 2 folhas de formato diverso menor apenas escritas de um lado, figurando a assinatura de António Ramos Rosa em 1 delas e sendo a folha de rosto manuscrita [com o título original do livro]
alguns poemas apresentam emendas a tinta que são do punho do poeta; verificámos alterações da versão dactiloescrita para o livro impresso, quer de pormenor quer de cortes de versos – a mais importante reside na mudança do título do livro e na omissão de 1 poema inteiro, que no dactiloescrito figura logo na abertura
1 dos poemas apresenta duas cópias distintas permitindo ler na que julgamos mais antiga 7 versos não impressos em livro
exemplar em bom estado de conservação
350,00 eur


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Estou Vivo e Escrevo Sol


ANTÓNIO RAMOS ROSA

Lisboa, 1966
Editora Ulisseia
1.ª edição
18,3 cm x 10,2 cm
96 págs.
orientação gráfica do pintor Espiga Pinto
com sobrecapa em papel de alcatrão
é o n.º 11 da prestigiada Colecção Poesia e Ensaio
exemplar estimado; miolo limpo
assinaturas de posse na folha de ante-rosto
45,00 eur


Uma passagem deste raro instante de felicidade na arte nacional:
«[...] Eu escrevo versos ao meio-dia
e a morte ao sol é uma cabeleira
que passa em frios frescos sobre a minha cara de vivo
Estou vivo e escrevo sol

Se as minhas lágrimas e os meus dentes cantam
no vazio fresco
é porque aboli todas as mentiras
e não sou mais que este momento puro
a coincidência perfeita
no acto de escrever sol [...]»


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Poesia, Liberdade Livre



ANTÓNIO RAMOS ROSA

Lisboa, 1962
Livraria Morais Editora
1.ª edição
18,2 cm x 11,9 cm
256 págs.
exemplar manuseado, com pequena esfoladela no topo da capa
COM DEDICATÓRIA ASSINADA E DATADA PELO AUTOR
35,00 eur

Primeira reunião de artigos e ensaios que o Autor fôra publicando em periódicos, tendo o mais antigo data de 1951. Para além de uma atenta reflexão geral sobre o fenómeno poético, são abordadas as obras de Adolfo Casais Monteiro, Jorge de Sena, Natércia Freire, Alexandre O’Neill, Egito Gonçalves, Pedro Tamen, Herberto Helder e José Gomes Ferreira.


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O Incêndio dos Aspectos


ANTÓNIO RAMOS ROSA
prefácio de Vergílio Ferreira

Lisboa, 1980
A Regra do Jogo
1.ª edição
20,6 cm x 13,2 cm
104 págs. + 1 extra-texto (cromo impresso a cor colado na pág. 3)
capa e arranjo gráfico de João B.[otelho]
exemplar como novo
40,00 eur

Três livros absolutamente notáveis na extensa bibliografia poética de Ramos Rosa podem ser daí respigados entre 1975 e 1980: Ciclo do Cavalo, este talvez o mais denso, As Marcas no Deserto e, finalmente, O Incêndio dos Aspectos. Incêndio que Vergílio Ferreira reconhece:
«[...] A sua ambição maior é erguer a palavra humilde à dignificação do ser. Assim nesta tarefa obsti­nada e discreta ele vem percorrendo os anos longos com a sua obsessão – “chegarei a formar um rosto?” Luta incessante no silêncio e apagamento, trabalho pertinaz de assumir o verbo divino do esplendor da criação, ele obstina-se ainda não apenas em alcançar o limite, mas em dizê-lo na palavra ainda mais extrema e elementar. De livro em livro, de poema em poema, essa palavra rarefaz-se até ao desejo inexorável e absurdo de ser fala plena no silêncio. [...] Está sentado à sua mesa, o poeta. É um poeta pobre. Mas poucos neste nosso século nos terão assim investido da riqueza de sermos homens. De sermos simplesmente humanos.»


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Terra Fria


FERREIRA DE CASTRO

Lisboa, 1934
Editorial «Seculo»
1.ª edição
18,3 cm x 12 cm
352 págs.
encadernação editorial em tela gravada a ouro e relevo seco em ambas as pastas e na lombada; conserva a capa anterior de brochura
exemplar bem conservado; miolo limpo
45,00 eur

Uma passagem do Pórtico, redigido pelo autor:
«[...] É, especialmente, nas gentes que vivem entre cadeias de montanhas que vamos encontrar, de novo, o homem metido em si proprio, o homem que reduziu o enigma do infinito a uma simples crença, e a colocou ao canto da alma como um bordão, para se servir dela nos momentos de vicissitude ou quando a morte lhe bate á porta. Tradicionalista, página viva de antropologia, a sua atitude ante o mundo de hoje dir-se-á igual á dos seus maiores perante o mundo de ontem e de todos os dias que já se perderam no cinerario do tempo. Mas não é assim. Agora e logo, nêste raciocinio, naquela fala, no desenrolar das ambições e dos intentos, descobre-se a força da evolução que o vai penetrando, hoje um pouco, amanhã mais, num trabalho lento de pua furando granito.
[...] Dir-se-á que encontramos, nesses homens, farrapos da vida de todos nós, que foram abandonados ao longo da inermina jornada, de geração para geração, de século para século, porque todos nós, um dia, teriamos sido assim. E surge, então, como que um sentimento de preterita fraternidade, que se projecta no presente, abrindo-se em compreensão e em amôr. [...]»


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O Instinto Supremo




FERREIRA DE CASTRO
ilustrações de Artur Bual

Lisboa, 1968
Guimarães Editores
1.ª edição
21,2 cm x 15,2 cm
368 págs. + 3 folhas em extra-texto (quadricromias)
na capa: Cândido Rondon
ilustrado
miolo impresso a três cores sobre papel superior, é um modelo tipográfico de elegância a ter em conta para a história da impressão; capa protegida com papel de cristal, gravuras protegidas com papel vegetal
exemplar como novo; miolo limpo parcialmente por abrir
com o ex-libris do Autor (carimbo) na última página
45,00 eur

O marechal e explorador sertanejo Cândido Rondon, republicano e abolicionista, que viveu atravessando quase inteiro o século que teve início em 1865, é o grande inspirador do vertente romance de Ferreira de Castro. Oportunidade de desenhar um Brasil profundo, colado à fronteira com a Bolívia, terras que beneficiaram do paciente empenho do referido explorador em aí levar as comunicações telegráficas.
Quanto ao estilo literário daquele que foi o último livro escrito e publicado pelo autor, poderemos inseri-lo na caracterização que deste seu género de obras fazem António José Saraiva e Óscar Lopes, na História da Literatura Portuguesa (15.ª ed., Porto Editora, Porto, 1989):
«[...] Ferreira de Castro, irredutível à novelística inspirada pela introspecção dos impulsos impremeditados, que entretanto ganhava o favor do público mais à moda, manteve e aperfeiçoou o tipo do romance de inquérito aos meios e problemas sociais, onde supre uma certa elementaridade psicológica e insegurança formal com a palpitação, que nos comunica, de algo de vivido. As afinidades deste género de ficção com um tipo superior de reportagem foram depreciativamente encaradas pela crítica psicologística, tornando-se opinião vulgar [...].»


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In Memoriam de Ferreira de Castro



ADELINO VIEIRA NEVES [introd. e org.] 
et alli 

Cascais, 1976
Arquivo Bio-Bibliográfico de Escritores e Homens de Letras de Portugal
1.ª edição [única]
24,8 cm x 19,1 cm
292 págs. + 23 folhas em extra-texto, uma das quais impressa frente e verso
ilustrado
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
30,00 eur

Conta este memorial com as colaborações, entre outras, de Jaime Brasil, Jacinto do Prado Coelho, Fernando Namora, Vitorino Nemésio, Agustina Bessa-Luís, Matilde Rosa Araújo, Ruben A., José Rodrigues Miguéis, João Bigotte Chorão, António Quadros, Cruz Malpique, etc.


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Ferreira de Castro e a Sua Obra


aa.vv.
capa de Roberto Nobre

Porto, 1931
Livraria Civilização de Américo Fraga Lamares & C.ª, Ld.ª – Editores
1.ª edição
19,1 cm x 12,4 cm
136 págs. + 2 folhas em extra-texto
subtítulo: Com uma Biografia Inédita por Jaime Brazil
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
20,00 eur

Um dos primeiros livros com alargado conjunto de reflexões acerca da obra do romancista, em torno principalmente de A Selva e Emigrantes, de onde sobressaem os nomes de Nogueira de Brito, Mário Gonçalves Viana, Tereza Leitão de Barros, Joaquim Manso e Fidelino de Figueiredo. A referida Biografia estende-se por três dezenas de páginas, sendo um documento de grande relevância.


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Sábado, Fevereiro 18, 2012

Meridianos Críticos


MANUEL ANSELMO

Lisboa, 1946, 1950 e 1959
Portugália Editora e Guimarães Editores
1.ª edição (todos os volumes)
3 séries (completo)
19,5 cm x 13,3 cm
292 págs. + 356 págs. + 312 págs.
excepto o terceiro volume, que se encontra como novo, são exemplares marcados pelo tempo; miolo muito limpo
70,00 eur

Reflexões políticas e literárias, crónicas do tempo.
Da nota de badana do primeiro volume:
«[...] Homem livre se proclamou sempre Manuel Anselmo, cujas dramáticas e sinceras conclusões políticas e religiosas o inscreveram, desde os 24 anos (conta agora 35) nas filas da Direita. [...]
Miguel Torga, homem das esquerdas, considera Manuel Anselmo como o seu melhor crítico. Os homens da Direita, talvez porque Manuel Anselmo sabe defender nobremente, e com absoluto desinteresse, os seus Ideais, acompanham a sua obra normalmente com silêncio e algumas vezes com acinte, tendo-lhe sido, além disso, sempre recusados os prémios literários oficiais. A fervorosa estima e admiração por Salazar é, porém, em Manuel Anselmo criadora – e um dos verdadeiros alentos e motivos da sua obra. [...]»


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Antologia Moderna



MANUEL ANSELMO
fotografia do autor por San-Payo

Lisboa, 1937
Livraria Sá da Costa – Editora
1.ª edição
19,1 cm x 12,4 cm
248 págs. + 1 folha em extra-texto
subtítulo: Ensaios Críticos
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo por abrir
chancelado com os carimbos do autor e do editor
35,00 eur

Reunião de artigos vários, em que avultam elogios literários a autores como Salazar, Anrique Paço d’Arcos, Pessoa, Samuel Maia ou Alfredo Cortez. Entre eles, pode ler-se ainda uma longa análise ao «lirismo integral» de Guilherme de Faria.


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Elegia dos Reis



ALBERTO MONSARAZ

Paris – Lisboa, s.d. [1912]
Aillaud, Alves & Cia
[1.ª edição]
18,6 cm x 11,1 cm
12 págs.
acabamento cosido à linha
exemplar estimado; miolo limpo, com ocasionais picos de oxidação
valorizado pela dedicatória manuscrita do Autor ao poeta Mário Beirão
30,00 eur

Segundo o Dicionário Cronológico de Autores Portugueses (vol. III, Publicações Europa-América, Mem Martins, 1994):
«Poeta e jornalista, dirigiu a revista Nação Portuguesa e o jornal A Monarquia. Foi um dos fundadores do Integralismo Lusitano e bateu-se, no campo literário, pelo neogarrettismo, que defendia os valores tradicionais, o “fundo sentimental da raça”. Versejou de acordo com a escola saudosista e simbolista e usou o pseudónimo de Évora Macedo.
Bateu-se em 1919 pela restauração da Monarquia e foi mais tarde secretário-geral do movimento nacional-sindicalista, ao lado de Rolão Preto, tendo colaborado no jornal Revolução.»


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Sermões Não Encommendados



ALBERTO D’OLIVEIRA

Lisboa, 1925
J. Rodrigues & C.ª, Editores
1.ª edição
19,5 cm x 12,8 cm
324 págs.
subtítulo: Notas Quotidianas
composto manualmente
exemplar estimado, capa suja, restauro no topo da lombada; miolo limpo
discreta assinatura de posse no frontispício
35,00 eur

Segundo o Dicionário Cronológico de Autores Portugueses (vol. III, Publicações Europa-América, Mem Martins, 1994):
«Escritor e diplomata.
Frequentou a Universidade de Coimbra, onde colaborou na revista Boémia Nova, de 1889, veículo propagador de um certo decadentismo e das ideias do chamado nacionalismo literário, lusitanismo ou neo-romantismo. Aliás, o próprio A. de O. lançou a designação de “neogarrettismo”, que, em sentido lato, se confunde com o lusitanismo e que esteve em voga nas primeiras décadas do século XX. Preconizou um abandono dos modelos franceses e um retorno às tradições nacionais de gosto popular, à maneira garrettiana, mas sem deixar de pensar Portugal enquanto realidade cultural inserida na Europa e no Mundo. O nacionalismo era encarado como uma doutrinação necessária por Alberto de Oliveira. Pascoaes seria influenciado por este movimento na fundação do seu saudosismo. [...]»


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Discursos da Revolução


[BENITO] MUSSOLINI
pref. Italo Balbo
trad. Francisco Morais

Coimbra, 1933
Coimbra Editora, L.da
1.ª edição
19,6 cm x 12,8 cm
4 págs. + 128 págs.
impresso sobre papel superior avergoado
exemplar muito estimado; miolo limpo, por abrir
75,00 eur

A parte mais interessante nesta publicação de alocuções já eivadas de autoritarismo diz respeito à inclusão de um tal autor no catálogo da Coimbra Editora... casa onde, sem empecilho de parte a parte, irão fazer-se editar praticamente todos os intelectuais da «resistência» neo-realista portuguesa...


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Sexta-feira, Fevereiro 17, 2012

Ensaios de Crítica


[GUILHERME] MONIZ BARRETO
prefácio de Vitorino Nemésio
capa de Couto Tavares


Lisboa, 1944
Livraria Bertrand
1.ª edição
19 cm x 12,2 cm
XLII págs. + 2 págs. + 360 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
25,00 eur

Importantíssimo ensaio de abertura, em forma de prefácio, em que Nemésio nos dá uma apurada lição literária, para além de situar o goês Moniz Barreto no contexto da deficiente propensão dos portugueses para a reflexão crítica por escrito. Cabe, assim, a este Autor ter sido o primeiro grande crítico literário português. O seu convívio parisiense com Eça de Queirós, e a sua colaboração na Revista de Portugal, que este último dirigia, estarão na origem de um dos mais importantes textos do século XIX: «A Literatura Portuguesa Contemporânea» (que o presente volume inclui).
Desejável é que os candidatos a jornalistas culturais de hoje o procurem ler... E já agora, também Nemésio.


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Velázquez



JOSÉ ORTEGA Y GASSET

Madrid, 1959
Revista de Occidente
1.ª edição [em livro]
17,8 cm x 11,8 cm XVI págs. + 244 págs.
exemplar estimado; miolo irrepreensível
22,00 eur

Juntamente com Unamuno ainda hoje pode Ortega y Gasset ser considerado um dos mais altos vultos do pensamento cultural peninsular.


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