quarta-feira, junho 27, 2012

A Igreja e os Regimes Políticos



ALFREDO PIMENTA

Lisboa, 1942
Edição da Junta Escolar Monárquica de Lisboa
1.ª edição
21,4 cm x 15,3 cm
48 págs.
exemplar como novo; miolo por abrir
17,00 eur

Conferência escrita e pronunciada com intuitos pedagógicos diante de uma plateia de jovens monárquicos... O autor, é o conhecido «aldrabão Pimenta» (ver João Paulo Freire), que desde que o tino lhe deu para a intervenção política, passou, à vez, por todas as doutrinas da sua época: anarquista, republicano, integralista, monárquico, católico e, finalmente, salazarista, fascista e nazi! Faleceu em 1950, porque, caso contrário, teria tido ainda oportunidade de passar por spinolista e comunista aos 90 anos de idade! No vertente discurso, está por monárquico, terminando a sua lição aos jovens assim:
«[...] se a Igreja se não pronunciou, pronunciaram-se, na Igreja, vozes oportunas e autorizadas, proclamando que a Realeza era o melhor (praestantior) de todos os governos, e que o Sufrágio universal era a chaga destruïdora da ordem social.
[...] Porque parte dum princípio que exclui a origem divina do Poder, e porque tem como base essencial e seu animador integral, o Sufrágio universal, cuja destruïção merece a bênção dum Pontífice – e dos maiores da Igreja –, não é possível encontrar-se ou defender-se a compatibilidade da Igreja com a República.»
E disse!

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Estudos Sociologicos



ALFRÊDO PIMENTA
pref. Theophilo Braga

Lisboa, 1913
Centro de Publicidade, Editor
1.ª edição
19,5 cm x 13,6 cm
280 págs.
exemplar envelhecido mas aceitável, papel no geral oxidado; miolo limpo, por abrir
22,00 eur

Do acertado prefácio de Teófilo Braga:
«[...] o Dr. Alfredo Pimenta reuniu em volume uma série de artigos politicos, que tiveram a sua urgente opportunidade e que hoje, além do merito da sua comprovação doutrinaria, valorisam-se como um importante documento historico. Conforme o principio fundamental de Augusto Comte, nenhum facto isolado póde ser bem comprehendido se o observador não fôr dirigido por um ponto de vista geral ou synthetico. O criterio sociologico deriva de uma concepção geral e abstracta dos phenomenos sociaes no seu conjuncto; quando esses phenomenos são estudados isoladamente, como o Direito, a Economia politica, a Moral, a marcha da Historia, constituem sciencias especiaes, improgressivas e dogmaticas por não estarem subordinadas ao espirito sociologico, ou nas relações de dependencia do conjuncto a que pertencem. [...]»
Notoriamente, muito do que Alfredo Pimenta veio depois a escrever aplicando o método aqui exposto, foi ridicularizado em público por João Paulo Freire (Mário) na sua polémica trilogia O Aldrabão Pimenta e a Sua «História»...

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domingo, junho 24, 2012

Nuas e Cruas



JOÃO VERDADES
capa de Leal da Câmara

Lisboa, 1929
Secção Editorial de «O Seculo»
1.ª edição
19,6 cm x 13,2 cm
240 págs.
subtítulo: Dialogos... Etognósticos
exemplar estimado, pequeno restauro na lombada; miolo limpo
30,00 eur


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segunda-feira, junho 11, 2012

Album do Zé Povinho do Porto




aa.vv.

Porto, 1908
Clube Fenianos Portuenses / Papelaria e Typographia Academica
1.ª edição [única]
22,2 cm x 16,8 cm
152 págs. (quase exclusivamente impressas retro)
profusamente ilustrado a preto e a cor
encadernação editorial «na casa de Alexandre Duarte Corrêa»
exemplar muito estimado; miolo limpo e fresco
peça de colecção
115,00 eur

Celebra este álbum Alexandre Correia Junior, pitoresca figura portuense que, para quase todos, aí encarnava o Carnaval e, portanto, uma espécie de Zé Povinho nortenho... Isto segundo os próprios promotores da edição. Claro que o original lisboeta foi sempre um pouco de tudo... menos carnavalesco! Terá sido, este último, um tolo, mas um tolo virado à política e à intervenção cívica.
Inclui a vertente obra colaborações plásticas, musicais e literárias, entre muitíssimas outras, de António Teixeira Lopes, Manuel Monterroso, Sebastião Magalhães Lima, Francisco Valença, João Chagas, Alonso, Manuel Gustavo Bordalo Pinheiro, Sampaio (Bruno), Jaime Cortesão, etc.

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Zé Povinho na Obra de Rafael Bordalo Pinheiro, 1875-1904



JOSÉ-AUGUSTO FRANÇA
grafismo de José Cândido

Amadora, 1975
Livraria Bertrand, S.A.R.L.
1.ª edição
21,6 cm x 21,8 cm
124 págs. (capas incluídas na numeração)
subtítulo: Comemoração do Centenário  / 1975
profusamente ilustrado a preto no corpo do texto
texto a duas colunas
cartonagem editorial com folhas-de-guarda impressas
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

Tal como indica a portada, são 120 gravuras seleccionadas a partir dos periódicos dirigidos por Bordalo Pinheiro: A Lanterna Mágica; O António Maria; Pontos nos ii; A Paródia; e Álbum das Glórias. Depois de nos introduzir na génese histórica e gráfica do bruto, “nascido” em 1875 n’A Lanterna Mágica, França colige a sua passagem pelo final do século XIX nos principais momentos em que os poderosos lhe pisavam os calos e ele, produto das rudes berças, contra-atacava por via de um sarcasmo, ora prazenteiro, ora alarve.

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Rafael Bordalo Pinheiro – O Português Tal e Qual



JOSÉ-AUGUSTO FRANÇA

Lisboa, 1981
Livraria Bertrand, S.A.R.L.
1.ª edição
23,4 cm x 19,5 cm
656 págs.
profusamente ilustrado a preto no corpo do texto
encadernação editorial em sintético gravado a ouro na lombada, com sobrecapa a cor
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
valorizado pela dedicatória manuscrita do Autor
95,00 eur

Continua e ser esta a obra de referência nos estudos bordalianos, apesar do muito que antes e depois dela se escreveu. Aqui, as caricaturas do desenhador, apreciadas em detalhe, são motivo, para José-Augusto França, de comunicação de um invulgar conhecimento histórico da época – a segunda metade do século XIX – e dos seus caricatos protagonistas.

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Faianças de Rafael Bordalo Pinheiro [catálogo]



IRISALVA MOITA
[JOSÉ MECO]


Lisboa, 1985
Palácio Galveias – Câmara Municipal de Lisboa
1.ª edição [única]
29,6 cm x 21 cm
250 págs.
na capa, RBP desenhado por António Carneiro
obra profusamente ilustrada
exemplar como novo; miolo limpo
catálogo de referência para o estudo da cerâmica de RBP
95,00 eur (IVA e portes incluídos)

Acervo magnificamente apresentado pela Autora, onde se reúnem imagens de 579 espécimes e XXXVII marcas e assinaturas identificadas.

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quinta-feira, junho 07, 2012



ANTONIO NOBRE
desenhos de Eduardo Moura e Julio Ramos
retrato do Autor «d’après Thomaz Costa»

Paris – Lisboa / Rio de Janeiro – São Paulo – Belo Horizonte, 1913
Livrarias Aillaud e Bertrand / Livraria Francisco Alves
3.ª edição
20 cm x 11 cm (esguio)
176 págs.
profusamente ilustrado a cores
encadernação antiga meia-francesa em pele e papel de fantasia com ferros a ouro na lombada, nervuras pespontadas, cantos em pele
muito pouco aparado, sem as capas de brochura
exemplar estimado; miolo limpo
180,00 eur

Edição graficamente muito elegante, é a verdadeira 3.ª edição, que serviu à Renascença Portuguesa, no mesmo ano, de modelo para uma pseudo-terceira de circulação nortenha.
Trata-se do poeta que melhor soube trazer para dentro da retórica dos versos, já depurado, o romantismo narrativo das Viagens na Minha Terra de Garrett:
«[...] E o carro ia aos solavancos.
Os passageiros, todos brancos,
Ressonavam nos seus gabões:
E eu ia álerta, olhando a estrada,
Que em certo sitio, na Trovoada,
Costumavam sair ladrões.

Ladrões! Ó sonho! Ó maravilha!
Fazer parte d’uma quadrilha,
Rondar, á Lua, entre pinhaes!
Ser Capitão! trazer pistolas,
Mas não roubando, – dando esmolas
Dependuradas dos punhaes... [...]»

É este escritor que um poeta nosso contemporâneo recente – João Miguel Fernandes Jorge – louvava no semanário Expresso (11 de Abril, 1987) nos seguintes termos: «[...] O é uma lição de portugalidade, aprendi nele Portugal e foi ele que me conduziu à monarquia, por exemplo [...]. Penso que toda a poesia arrasta consigo um sentido de mensagem, por isso o Nobre me seduziu. O Nobre é um dos mentores do Estado Novo. [...]»


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ANTONIO NOBRE

Porto, 1944
Imprensa Moderna, Ltd. [ed. herdeiros]
7.ª edição
19,6 cm x 13 cm
278 págs. + 5 folhas em extra-texto
ilustrado no corpo do texto em separado
exemplar manuseado mas aceitável, com restauros pontuais na lombada e bordos da capa; miolo limpo
tiragem declarada de 2.000 exemplares numerados e assinados por Augusto Nobre (irmão de António Nobre)
30,00 eur

Edição modesta, a cujos poemas anexaram um minucioso conjunto de Notas e reproduções fotográficas esclarecedoras de muitas passagens nos poemas de Nobre.


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ANTÓNIO NOBRE

Porto, 1962
Livraria Tavares Martins
12.ª edição
21,7 cm x 15,6 cm
224 págs. + 6 folhas em extra-texto
impresso sobre papel superior
ilustrado com reproduções de emendas do autor à edição original dos seus versos
exemplar em bom estado de conservação, mantendo intacto o papel de cristal protector da capa; miolo limpo
autenticado pelo carimbo de M. Nobre da Costa, representante dos herdeiros do poeta
30,00 eur

António Nobre, que bem soube trazer para dentro da retórica dos seus versos o romantismo já depurado das Viagens na Minha Terra de Garrett:
«[...] E o carro ia aos solavancos.
Os passageiros, todos brancos,
Ressonavam nos seus gabões:
E eu ia álerta, olhando a estrada,
Que em certo sitio, na Trovoada,
Costumavam sair ladrões.

Ladrões! Ó sonho! Ó maravilha!
Fazer parte d’uma quadrilha,
Rondar, á Lua, entre pinhaes!
Ser Capitão! trazer pistolas,
Mas não roubando, – dando esmolas
Dependuradas dos punhaes... [...]»

É este escritor que um poeta nosso contemporâneo recente – João Miguel Fernandes Jorge – louvava no semanário Expresso (11 de Abril, 1987) nos seguintes termos: «[...] O é uma lição de portugalidade, aprendi nele Portugal e foi ele que me conduziu à monarquia, por exemplo [...]. Penso que toda a poesia arrasta consigo um sentido de mensagem, por isso o Nobre me seduziu. O Nobre é um dos mentores do Estado Novo. [...]»


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Lisboa


ANTONIO NOBRE
nota introdutória de Henrique de Campos Ferreira Lima

Lisboa, 1914
[Typ. do Annuario Commercial]
2.ª edição [1.ª edição em separata]
23,7 cm x 16 cm
16 págs.
subtítulo: Publicada em homenagem á secção de Archeologia Lisbonense da «Associação dos Archeologos Portuguezes» pela sua brilhante iniciativa na orginasação da «Exposição Olissiponense»
impresso em papel superior avergoado
composto manualmente
exemplar estimado; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Publicação autónoma de um poema que, apesar de vir inserido no volume póstumo Despedidas, aí sob título mais extenso, a Associação dos Arqueólogos Portugueses reclamava possuir o respectivo autógrafo.

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O Anjo da Morte



ANTÓNIO NOBRE
et alli


Porto, s.d.
Parnaso – Jardim de Poesia [edição de Petrus (Pedro Veiga)]
[1.ª edição]
24,4 cm x 15,9 cm
36 págs.
subtítulo: Homenagem da Poesia Portuguesa à Memória de Eduardo Coimbra
impressão sobre papel superior azul e cartolina marchetada imitando a textura de pergaminho
exemplar n.º 98 da tiragem especial assinada pelo editor
encontra-se como novo e por abrir
ostenta colado na página de ante-rosto o ex-libris de Pedro Veiga
60,00 eur

Homenagem ao poeta nortenho ultra-romântico do século XIX, Eduardo Coimbra, companheiro boémio de António Nobre, que muito novo faleceu, logo após a publicação do seu único livro de versos. É na vertente publicação lembrado por escritores como, entre outros e para além do próprio Nobre, Raul Brandão ou Joaquim de Araújo.


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Cartas e Bilhetes-Postais a Justino de Montalvão




ANTÓNIO NOBRE
org., pref. e notas de Alberto de Serpa

Porto, 1956
Livraria Figueirinhas
1.ª edição
21,2 cm x 15,7 cm
200 págs. + 3 folhas em extra-texto
impresso a duas dores sobre papel superior
exemplar estimado, lombada amarelecida pela continuada presença da luz; miolo limpo
valorizado pela dedicatória manuscrita do escritor Alberto de Serpa
45,00 eur

Trata o volume da reunião de «[...] simples cartas de confidência a amigo distante, com os olhos só nas linhas e a alma apenas em desabafo, uns e uma sem atenção à posteridade. Mas porque o homem que as escreveu é António Nobre, pertencem ao mais alto da nossa História Literária. [...]» Assim justifica Serpa, no prefácio, a humilde edição.


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António Nobre e a Païsagem de Coimbra


SALVADOR DIAS ARNAUT

Coimbra, 1940
[ed. Autor ?]
[1.ª edição]
19 cm x 13,2 cm
64 [- 2] págs.
composto manualmente
impressão sobre papel avergoado
exemplar estimado; miolo limpo e por abrir
17,00 eur

Trata-se do texto de uma conferência proferida pelo conhecido médico e historiador.


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António Nobre – Precursor da Poesia Moderna



JOÃO GASPAR SIMÕES

Lisboa, s.d.
2.ª edição
18,8 cm x 12,3 cm
96 págs.
subtítulo: Com uma Breve Antologia
colecção Cadernos Culturais «Inquérito», dirigida por Eduardo Salgueiro
exemplar muito estimado; miolo limpo
17,00 eur

Trata-se de uma conferência realizada no Ateneu Comercial do Porto e no Instituto Francês em Lisboa, em 1939, «ilustrada com recitativos de D. Manuela Porto» (da nota do editor).

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quarta-feira, junho 06, 2012

O Conde de Ficalho



JOSÉ CASSIANO NEVES

Lisboa, 1945
Edição do Autor
1.ª edição
25,6 cm x 19,6 cm
32 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
17,00 eur

Palestra lida pelo autor ao microfone da Emissora Nacional, a que juntou aqui o autor umas interessantes «Notas para uma futura biografia do conde de Ficalho».

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