Terça-feira, Julho 31, 2012

A Mulher Hindu



TELO DE MASCARENHAS
capa de João Carlos

Lisboa, 1943
Edições «Gleba»
1.ª edição
19,6 cm x 13,4 cm
216 págs.
composto manualmente em Elzevir
exemplar estimado; miolo limpo
22,00 eur

Conjunto de ensaios em que o Autor, na leitura culta da tradição oriental, se propõe revelar-nos o «[...] património espiritual da Índia, milenário e eterno, jovem e estuante de seiva». Assim, fala-nos do lugar da mulher (mas não apenas) autóctone na música, na dança, no teatro, na literatura erótica, na literatura jurídica, etc.

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Domingo, Julho 29, 2012

A Egreja Catholica e Sidonio Paes



CUNHA E COSTA

Coimbra, 1921
Coimbra Editora, Ld.ª (antiga casa França & Arménio)
1.ª edição
20,1 cm x 13,3 cm
160 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
20,00 eur

Sendo um opositor à participação militar de Portugal na Primeira Grande Guerra Mundial, menos pelo desgaste das reservas do país num esforço inglório do que para favorecer as hostes germanófilas, Sidónio acaba assassinado em pleno Rossio, às mãos do republicano José Júlio da Costa, quer consequência do seu presidencialismo autoritário e retrógado – abrindo as portas ao regresso da Igreja ao poder –, quer devido à incúria no apoio às tropas no terreno, antes e depois da derrota em La Lys. A sua ditadura, sufragiada maioritariamente pelo povo rural católico, representa a segunda grande ingerência do Exército na política da época.
O autor desta crónica histórica, José Soares da Cunha e Costa, far-se-á notar, mais tarde, como advogado defensor de Alves dos Reis no processo do Banco Angola e Metrópole; no mais, foi jornalista e escritor superficial menoríssimo.

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Sexta-feira, Julho 27, 2012

Die Olympischen Spiele 1936 in Berlin und Garmisch-Partenkirchen







Hamburgo, 1936
Cigaretten-Bilderdienst Hamburg-Bahrenfeld
1.ª edição
2 volumes (completo)
texto em alemão
31,5 cm x 24,9 cm (álbuns)
[128 págs. + 10 págs. em extra-texto + 1 desdobrável em extra-texto] + [168 págs. + 16 págs. em extra-texto]
subtítulo: tomo I – Die Olympischen Winterspiele vorschau auf Berlin
tomo II – Die XI. Olympischen Spiele in Berlin 1936
profusamente ilustrado no corpo do texto e em separado, tendo 175 cromos a preto e a cor colados no tomo I e 201 cromos a preto colados no tomo II
encadernações editoriais em tela gravada a ouro e preto
exemplares em muito bom estado de conservação, com restauros no extra-texto intercalado nas págs. 72-73 e na folha das págs. 73-74 do tomo II; miolo limpo
peça de colecção
220,00 eur

Reportagem das Olimpíadas de 1936, cuja publicação, sob a forma de cromos colados nas páginas a ilustrar o texto, foi levada a cabo por um fabricante de cigarros que incluía esses cromos coleccionáveis nos seus maços de tabaco. Os dois volumes, para além da crónica da preparação do respectivo local e do evento desportivo desse ano, sob a égide nazi, dão-nos uma breve síntese dos dez anteriores Jogos Olímpicos. À semelhança de muitos outros textos de propaganda governamental, também este surge sem autor identificado.

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A Fabulosa História dos Jogos Olímpicos



MÁRIO DE AGUIAR
JOSÉ SAMPAIO
J. OLIVEIRA COSME

Lisboa / Porto / Luanda / Lourenço Marques, s.d. [circa 1964]
Agência Portuguesa de Revistas (depositário)
Edição de Aguiar  & Dias, Lda.
[1.ª edição]
18,6 cm x 12,5 cm
200 págs. + 20 págs. em extra-texto
ilustrado
exemplar muito estimado, com discretos restauros nas dobras das badanas; miolo irrepreensível
22,00 eur

Trata-se de um breviário histórico dos Jogos Olímpicos desde a antiguidade clássica até à época moderna, com os quadros dos resultados de todos os atletas com provas dadas desde 1896, data da I Olimpíada em Atenas.

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Quinta-feira, Julho 26, 2012

Theoria do Socialismo



J. P. OLIVEIRA MARTINS

Lisboa, 1872
[Typ. Sousa & Filho]
1.ª edição
19,5 cm x 13,8 cm
408 págs. + IV págs.
subtítulo: Evolução Politica e Economica das Sociedades na Europa
encadernação recente meia-inglesa em pele e papel de fantasia com gravação a ouro na lombada
exemplar bem conservado; miolo limpo por aparar
sem capas de brochura
carimbo e assinatura de posse de Alex. Corréa de Lemos
75,00 eur

Das primeiras abordagens sócio-políticas que a formação das ideias da Primeira Internacional suscitou em português. Ainda se trata de um “socialismo utópico”, mas são de notar os primórdios de uma consciência acerca da sociedade dividida por classes sociais, da servidão pelo salariato, da origem da propriedade, etc. Lê-se aqui, pois, por parte de um representante da burguesia, uma tentativa de compreensão dessa “disciplina” nascente: a «sciencia economica».

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Terça-feira, Julho 24, 2012

A Vida do José do Telhado



RAPHAEL AUGUSTO DE SOUSA

Porto, 1883
Typographia de Antonio Henrique Morgado
4.ª edição (muito aumentada)
21 cm x 15,4 cm
72 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
55,00 eur

Curiosa achega biográfica do famoso salteador, que, na cadeia do Porto, veio a ser companheiro de Camilo Castelo Branco.

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A Maria da Fonte – Episódio da política romântica



ROCHA MARTINS

s.l. [Porto], 1937
O Primeiro de Janeiro
[1.ª edição (em livro)]
21,6 cm x 13,1 cm
132 págs.
subtítulo: Novela Popular da História
ilustrado
encadernação modesta de amador em tela e papel de fantasia
pouco aparado, sem capas de brochura
exemplar muito estimado; miolo limpo
ostenta rubrica de posse e número de entrada em estante
17,00 eur

História romanesca do episódio sedicioso que, no século XIX, ficou conhecido pelo nome de uma das suas mais destacadas protagonistas. Terá sido, todavia, Camilo Castelo Branco quem melhor descreveu esses acontecimentos, e que Rocha Martins usa como fonte e inspiração menor.

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Segunda-feira, Julho 23, 2012

A Audácia dum Tímido



MARIO DOMINGUES
capa e desenhos de Martins Barata

Lisboa, s.d. [circa 1932]
J. Santos Ld.ª – Edições Delta
1.ª edição
15 cm x 11,1cm
32 págs.
ilustrado
acabamento com um ponto em arame
exemplar estimado; miolo limpo
assinatura de posse e data sobre a capa
20,00 eur

Diz-nos o Dicionário Cronológico de Autores Portugueses (vol. III, Publicações Europa-América, Mem Martins, 1994):
«[...] Poucos escritores seus contemporâneos (exceptuam-se Aquilino e Ferreira de Castro) podiam afirmar, como ele, que viviam da escrita desde os 30 anos de idade. A maior parte da sua obra (geralmente de divulgação histórica [mas também prolífica em ficção policial e de aventuras]) é despretenciosa, didáctica e, quando lhe era possível, eivada da ideologia anarco-sindicalista aprendida nos tempos heróicos de A Batalha

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Entre Vinhedos e Pomares


MÁRIO DOMINGUES

Lisboa, 1926
Edições Spartacus
1.ª edição
19 cm x 12,4 cm
136 págs.
editora dirigida pelo escritor libertário Campos Lima
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
discretas assinaturas de posse na capa e no canto superior direito do frontispício, número de ordem da respectiva biblioteca também na capa
45,00 eur

Considera o Autor ser este o seu primeiro livro; numa editora que teve o seu próprio mentor – o anarco-sindicalista Campos Lima – também como escritor de referência. Ferreira de Castro será outro “autor da casa”. Ele mesmo, Mário Domingues, «anarquista libertário por ideologia e convicção», «chegou a chefiar a redacção do jornal A Batalha, assumidamente de tendências anarquistas, e anticlerical de maneira radical [...]» (Rodrigues Vaz, «Mário Domingues – A Vida de um Compromisso», in Ler – Livros & Leitores, n.º 45, Lisboa, Primavera 1999). Hoje é tão-só insuficientemente conhecido pelas suas reconstituições romanescas da História de Portugal, mas... deve ter-se em atenção o escritor culturalmente informado, que já refere na presente obra o movimento Dadá.
Da carta-abertura a Campos Lima, «à guisa de prefácio»:
«[...] vivemos numa época instável, incerta. Nada é definitivo, tudo é provisório. Os mestres adorados de hoje são os falhados do dia seguinte, os falhados de ontem são os mestres de agora. E eu, como o outro, queria ver em que paravam as modas...
Por temperamento, por ideal, desejava ser o mais moderno da minha geração. Aguardava que surgisse a nova escola literária que satisfizesse meus anseios juvenis e rebeldes. E nada... As escolas surgem, as escolas passam, quasi sem terem tempo de amadurecer seus frutos de beleza. Comecei então a compreender que a grande escola do século XX é precisamente a ausência de escola. [...]»


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Poemas



REINALDO FERREIRA

Lourenço Marques, 1960
Imprensa Nacional de Moçambique
1.ª edição
21 cm x 14,7 cm
200 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
valorizado pela dedicatória manuscrita do poeta, dramaturgo e pintor António Pedro
120,00 eur

Filho do jornalista homónimo – o notável Repórter X –, cedo partiu, aos 37 anos de idade, sem que os seus versos, alguns poucos editados avulsamente na imprensa periódica, houvessem feito a prova de conjunto em livro. Àqueles, amigos, que o admiraram coube essa tremenda responsabilidade: imortalizá-lo para o mundo das Letras, inscrevê-lo definitivamente na matriz poética da língua portuguesa. E no essencial assim fizeram, trazendo a público, os aqui reunidos, na forma ainda projectada pelo Poeta em vida, “livros” quase acabados e por si intitulados Um Voo Cego a Nada, o mais fragmentado Poemas Infernais, e Poemas do Natal e da Paixão de Cristo. Do evidente génio manifesto nesse legado dará fé, mais tarde, José Régio, no ensaio que veio a acompanhar uma reedição na editora Portugália: «[...] uma obra que, mesmo chegando até nós fragmentada, pela sua densidade substancial e a sua beleza formal já entrou como peça de rara qualidade no tesoiro da nossa poesia.»


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Apaixonadamente




VIRGINIA VICTORINO
capa de Almada [Negreiros]

Lisboa, 1924
[ed. Autora ?]
4.ª edição
21,7 cm x 16,8 cm
2 págs. + 94 págs.
exemplar estimado, com restauros na lombada; miolo limpo, parcialmente por abrir
valorizado pela dedicatória manuscrita da poetisa
25,00 eur

Quando se estreou como poetisa, Virgínia Vila-Nova de Sousa Victorino, também dramaturga, Júlio Dantas enalteceu-a. Era o entusiasmo de um público burguês, sensível a um sentimentalismo habilmente doseado com laivos de ténue crítica social e afirmações de fervor nacionalista, que se revia nas habilidades femininas... Desde que à mulher não lhe ocorresse afirmar o vigor do seu corpo, como ocorreu, por exemplo, a Florbela Espanca e a Judith Teixeira.

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Para Que a Cidade Tivesse o Seu Jardim... [junto com] Quando a Cidade Apela para o Seu Jardim...




FERNANDO EMYGDIO DA SILVA, 1886-1972
desenhos de Raúl Lino

Lisboa, 1945 e 1959
Publicações Culturais da Câmara Municipal de Lisboa
e [ed. Autor ?]
1.ª edição (ambos)
[25,2 cm x 18,6 cm] + [25,5 cm x 18,9 cm]
38 págs. + 32 págs.
ilustrados
exemplares estimados; miolo limpo
valorizados ambos pelas dedicatórias manuscritas do Autor
30,00 eur

Emygdio da Silva, que foi também colunista no Diário de Notícias, administrador e mais tarde vice-governador do Banco de Portugal, procurador da Câmara Corporativa, relator do II Plano de Fomento e director da Faculdade de Direito de Lisboa, surge-nos aqui como promotor da existência do Jardim Zoológico de Lisboa, a cuja presidência o seu nome se encontra ligado. As vertentes brochuras reproduzem conferências pronunciadas pelo autor, exactamente em defesa do dito. Entre a variada bibliografia de história moderna, que nos legou, encontra-se, em 1965, a incontornável História do Jardim Zoológico de Lisboa. (Fonte: José Adelino Maltez, Políticos Portugueses da I República, 1910-1926)

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Segunda-feira, Julho 16, 2012

As Fontes do Direito Muçulmano



SULEIMAN VALY MAMEDE

Lisboa, 1967
Agência-Geral do Ultramar
[1.ª edição]
20,6 cm x 15 cm
28 págs.
acabamento com dois pontos em arame
exemplar como novo
20,00 eur

Interessante resumo da autoria do fundador e presidente da Comunidade Islâmica de Lisboa, que, apesar de reconhecida pelo Estado em 1968, nem por isso o moçambicano Suleiman Valy Mamede deixou de estar sob constante vigilância da PIDE, face ao seu posicionamento, desde a primeira hora, relativamente ao colonialismo. Diz-nos Mário Artur Machaqueiro (investigador antropólogo na Universidade Nova de Lisboa):
«[...] A reinvenção da Comunidade Islâmica de Lisboa é, pois, a da ruptura com o colonialismo e da adopção de um figurino pós-colonial em que o muçulmano deixa de ser percepcionado como “português ultramarino” para passar a assumir, numa primeira fase, o simples estatuto de “cidadão português” com uma religião distinta da dominante [a vertente brochura é muito clara neste aspecto]. Posteriormente, e dada a intensificação das migrações provenientes das ex-colónias, esse estatuto sofrerá ainda uma última revisão simbólica, num contexto em que o anterior “espaço português” de “aquém e de além-mar” se transforma em “espaço lusófono”. [...]»

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Alcorão




MUHAMAD
trad. da versão inglesa de Marmaduke Pickthal por Bento de Castro


Lourenço Marques, 1964
[ed. tradutor ?]
Oficinas Gráficas de J. A. Carvalho & Companhia, Limitada
1.ª edição
24 cm x 17,5 cm
736 págs.
encadernação editorial em tela com ferros a ouro, corte carminado à cabeça
exemplar como novo
120,00 eur

Da Nótula do tradutor:
«[...] Esta edição destina-se aos Muslins portugueses de origem árabe, e aos de origem africana, isto é: africanos, que na sua grande parte são naturais dos territórios de Moçambique, falam e escrevem a língua portuguesa usando-a no seu convívio social, nas suas relações comerciais e também nos seus próprios lares. De maneira geral os primeiros não falam o Arábico dos textos sagrados em que recitam alguns trechos que decoraram e de que não têm um sentido perfeito; estes, estão porém mais ou menos familiarizados com o texto das edições em Guzarate que é a língua dos seus pais e que falam com a mesma proficiência e desembaraço que mostram ao falar português. Quanto aos segundos, esses não estão em tão boas condições pois que não conhecem o Arábico nem o Guzarate, salvo um reduzido número que tem sido educado nas escolas e universidades estrangeiras. [...]»
Por esta passagem de texto fácil nos é deduzir quão expressiva foi a comuninade muçulmana na ex-colónia portuguesa, para justicar-se uma tradução do texto sagrado.


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Alcorão


[MUHAMMAD]
trad. directa do árabe e notas de José Pedro Machado
prefácio de Suleiman Vali Mamede

Lisboa, 1979
Junta de Investigações Científicas do Ultramar
1.ª edição (da vertente tradução)
23,3 cm x 16,5 cm
XVI págs. + 752 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
75,00 eur

Tradução aprovada pela Comunidade Islâmica de Lisboa, levada a cabo pelo conhecido linguista e dicionarista. Outra era já conhecida no nosso idioma, a de Bento de Castro, que partiu da versão inglesa de Marmaduke Pickthal, tendo saído a público no ano de 1964, em Lourenço Marques.


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Le Coran


MAHOMET
tradução de Édouard Montet

Paris, 1949
Payot
s.i. [3.ª edição ?]
22,2 cm x 14 cm
896 págs.
encadernação antiga (de Ismael A. Chuvas – Coimbra) meia-francesa em pele e papel de fantasia, cantos em pele, remates do couro a relevo seco, gravação a ouro na lombada
pouco aparado, sem capas de brochura
exemplar estimado; miolo limpo
40,00 eur

Importante prefácio do tradutor, reconhecido orientalista.


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O Mundo Árabo-Islâmico e o Ultramar Português


JOSÉ JÚLIO GONÇALVES

Lisboa, 1958
Ministério do Ultramar – Junta de Investigações do Ultramar
1.ª edição
25,6 cm x 19,4 cm
XVI págs. + 304 págs.
impresso sobre papel superior avergoado
exemplar estimado; miolo irrepreensível, por abrir
35,00 eur

Estudo realizado no âmbito da cadeira de Política Ultramarina, regida à época por Adriano Moreira, no Instituto Superior de Estudos Ultramarinos.


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Descripção e Roteiro da Costa Occidental de Africa desde o Cabo de Espartel até o das Agulhas




ALEXANDRE MAGNO DE CASTILHO, 1835-1871

Lisboa, 1866
Imprensa Nacional
1.ª edição
2 tomos (completo)
[23,5 cm x 15,7 cm] + [23,5 cm x 16,6 cm]
[XLVIII págs. + 362 págs. + 8 desdobráveis em extra-texto (mapas da linha de costa)] + [448 págs. + 12 desdobráveis em extra-texto (mapas da linha de costa)]
ilustrado em separado
encadernação da época inteira em tela encerada com elegante gravação a ouro na lombada e monograma de José da Silva Mendes Leal (J. S. M. L.) gravado em ambas as pastas anteriores
exemplares bem conservados; miolo limpo e fresco
valorizados pela dedicatória manuscrita do Autor ao então conselheiro José da Silva Mendes Leal
360,00 eur

Deve-se este excelente e minucioso roteiro da costa africana a um primeiro-tenente engenheiro hidrógafo, autor igualmente da Memória Sobre os Padrões dos Descobrimentos em África, e do início de uma livraria e arquivo com livros, mapas e instrumentos náuticos deste período da gesta nacional (fonte: Instituto Hidrográfico).
Mendes Leal (1823-1886) foi poeta, dramaturgo e autor de romances históricos na esteira de Alexandre Herculano. Começou a sua carreira literária aos dezasseis anos de idade e a política aos vinte e poucos anos, e tê-lo-á catapultado, mais tarde, para embaixador de Portugal em Madrid, conselheiro de Estado e bibliotecário-mor (fonte: Cândido de Figueiredo, Homens e Letras – Galeria de Poetas Contemporâneos, Lisboa, 1881).

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Le Portugal et Ses Colonies



CHARLES VOGEL

Paris, 1860
Guillaumin et Cie, Libraires-Éditeurs
1.ª edição
22,2 cm x 14 cm
XII págs. + 644 págs.
subtítulo: Tableau politique et commercial de la Monarchie portugaise dans son état actuel – Avec des Annexes et des Notes supplémentaires
encadernação antiga meia-inglesa em pele e cantos também em pele, pouco aparado e sem capas de brochura
exemplar estimado; miolo limpo mas com restauros toscos nalgumas falhas marginais de papel nas seguintes folhas: rosto (III-IV), 67-68, 101-102, 123-124, 151-152, 155-156, 197-198, 251-252, 279-280, 401-402, 451-452, 501-502, 571-572 e 611-612
ostenta o carimbo da biblioteca do extinto Ministério do Ultramar nos rodapés das págs. 47, 201, 299, 301, 351, 353, 601, 634 e 644
90,00 eur

Estudo de notória importância levado a cabo por Charles-Louis Vogel, centrando-se em torno dos factos históricos que advieram dos Descobrimentos marítimos portugueses. Portugal e todas as suas antigas possessões ultramarinas são aqui descritas do ponto de vista histórico, geográfico, económico e corográfico.

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Agricultura Colonial


J. E. CARVALHO D’ALMEIDA, eng. agrícola

Lisboa, 1920
[ed. do Autor]
1.ª edição
21,6 cm x 15 cm
296 págs. + 2 págs. (anunciantes)
exemplar com falhas e restauro na lombada, oxidação geral na capa; miolo limpo e por abrir
dedicatória manuscrita do Autor, mas não assinada, na folha de rosto
30,00 eur

Abordagem séria dos métodos agrícolas usados quer em Angola, quer em São Tomé e Príncipe, em que se fala da generalidade das culturas tropicais.


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Africa Occidental – Noticias e Considerações


FRANCISCO TRAVASSOS VALDEZ

Lisboa, 1864
Imprensa Nacional
1.ª edição
tomo I [único publicado]
23 cm x 14,8 cm
2 págs. + X págs. + XXIV págs. + 408 págs. + 18 folhas em extra-texto + 1 dupla folha em extra-texto
ilustrado
exemplar envelhecido no exterior e com restauros ocasionais na capa e na lombada; miolo limpo por abrir, com sinais difusos de oxidação do papel
180,00 eur

Obra inicialmente publicada em inglês, em 1861, que a Inglaterra acolheu como um novo Livingstone, teve do então ministro da Marinha português o aval para que «[...] fosse impressa com urgencia, na imprensa nacional, querendo dar-lhe a maior publicidade possivel, por ser bom que se espalhem as idéas, planos e reflexões que o auctor apresenta no seu livro a respeito das nossas colonias da Africa occidental, seu commercio licito, minas, agricultura, emprezas de algodão e colonisação ou emigração [...]»
Refere-se a ele largamente Inocêncio Francisco da Silva no seu Diccionario Bibliographico Portuguez (tomo IX, Imprensa Nacional, Lisboa, 1870):
«Francisco Travassos Valdez, sexto filho do primeiro conde de Bomfim José Lucio Travassos Valdez, e de sua mulher D. Jeronyma Emilia Godinho Valdez. N. na villa (hoje cidade) de Setubal, a 29 de Outubro de 1825. Fez os seus estudos na Eschola Polytechnica de Lisboa, os quaes não pôde concluir em razão de haver no anno de 1844 tomado parte nas tentativas da revolução começada em Torres-novas para derribar o ministerio do sr. Costa Cabral, depois conde de Thomar. Em 1846 foi despachado para o logar de Correio assistente na cidade de Elvas, que exerceu durante curto praso, por haver sobrevindo a lucta civil, em que tomou egualmente parte, abraçando o partido da Junta do Porto, e servindo militarmente como official em diversos corpos, até ser em Junho de 1847 aprisionado pelas forças inglezas, juntamente com toda a divisão do commando do Conde das Antas. Recolhido a Lisboa por virtude da amnistia dada pelo governo, viveu particularmente entregue ao cultivo das letras, até que instigado pelos desejos de correr mundo, e escrever os resultados de suas viagens, alcançou ser em 1851 nomeado arbitro por parte de Portugal na Commissão mixta luso-britannica estabelecida em Loanda para julgar em ultima instancia os casos de trafico de escravatura. N’este emprego, e no de Administrador interino do Correio central de Angola prestou assiduo serviço, até que deteriorada a saude pelas febres do paiz, e extincta a Commissão, cujo membro era, pela nova creação da Relação de justiça, houve de voltar para Lisboa. [...]»
São no vertente volume minuciosamente abordados, nos seus aspectos históricos, geográficos e multiculturais, os seguintes lugares de passagem: Porto Santo, Madeira, Canárias, Cabo Verde, Senegal e Guiné portuguesa.


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Sábado, Julho 14, 2012

A Crise da Europa



ABEL SALAZAR

Lisboa, 1942
Edições Cosmos
1.ª edição
19,3 cm x 13,5 cm
144 págs.
é o n.º 31 da prestigiada colecção Biblioteca Cosmos dirigida por Bento de Jesus Caraça
composto manualmente em Elzevir
exemplar estimado, papel com sinais de forte oxidação; miolo limpo, por abrir
20,00 eur

Trata-se de uma “história” dos grandes e alargados fluxos da evolução da Grécia antiga e da Roma antiga para o que na altura (anos 40 do século XX) era o conjunto das nações europeia, ou Europa. Brevíssima, mas excelente, reflexão pluridisciplinar.

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Quinta-feira, Julho 12, 2012

Estética Citadina


RIBEIRO CHRISTINO

Lisboa, 1923
Imprensa Libanio da Silva
Livraria Portugalia (depositária)
1.ª edição (em livro)
22,1 cm x 16,4 cm
224 págs. + 1 folha em extra-texto
subtítulo: Edição actualisada e ilustrada da série publicada no «Diario de Noticias» de 1911 a 1914
ilustrado no corpo do texto
encadernação da época meia-inglesa em pele e papel de fantasia, com gravação a ouro na lombada
exemplar muito estimado; miolo limpo
60,00 eur

Do Preâmbulo do autor:
«[...] Aconteceu porém, que passando uma tarde por um dos largos da capital, notou a belêsa esculptural do timpano de uma capela ali existente, e quedou-se a contempla-la, ao mesmo tempo que intimamente se admirava, que passando por ali diversas vezes, não atentára até então n’aquele primôr artistico, como decerto o mesmo a tantas pessôas sucederia.
Estava achado o trilho procurado até ali em vão, e tomando o autor logo ali umas notas locaes, – como depois sempre fez, – escreveu um artigo sob o titulo genérico de Anotações de Estética Citadina, e entregou-o na redação do estimado Diário de Noticias [...].»

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Quarta-feira, Julho 11, 2012

A Faca de Matto de Raphael Zacharias da Costa



VICTORIANO BRAGA

Lisboa, 1883
Typographia Castro Irmão
[1.ª edição]
20,6 cm x 14,7 cm
16 págs.
encadernação de amador inteira em tela com as pastas gravadas a ouro e relevo seco
conserva as capas de brochura, não aparado
exemplar estimado; miolo limpo com ocasionais picos de oxidação
ostenta no verso da pasta anterior e na capa de brochura selos de entrada na biblioteca de J. F. da Costa
22,00 eur

Trata-se de um breve artigo acerca de um cinzelador que, segundo Ribeiro Christino (Diário Popular, 9 de Junho, 1874), «nunca saiu da rua da Prata, para aprender a cinzelar; não obstante, duvido que algum artista do mundo lhe seja superior», já que esta admirada peça de joalharia «só lhe falta ser original a composição; mas não sendo original, pode-se affeitamente classificar como traducção liberrima de outra em marfim, vinda de Italia, na qual se vê em alto relevo uma lucta de diversos animaes ferozes atacados por uma matilha de cães, mas tudo de execução mediocre». Não assim o trabalho de Zacarias da Costa, cuja «correcção no desenho e no modelado, e a rigorosa verdade na expressão dos animaes» sobressaem. Chegou mesmo a ser exposta durante três dias sob a égide da Associação dos Melhoramentos das Classes Laboriosas; a revista Artes e Letras (n.º 8, 3.ª série, 1874), pela mão de Rangel de Lima, dá fé do acontecimento reproduzindo a sua imagem (ver junto*). Há ainda que sublinhar que «Onze annos de trabalho aturado, contados dia a dia, sacrificando a vista, empregou Raphael na modelação e cinzelamento da sua obra de maior fôlego [...]».

* A representação da faca não faz parte do lote, encontra-se aqui apenas a título meramente documental.

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O Manuelino como Expressão Artística de uma Época


MANUEL VINHAS

Lisboa, 1945
[ed. Autor]
1.ª edição [única ?]
25,4 cm x 19,8 cm
52 págs. + 8 págs. em extra-texto
ilustrado
composto manualmente
exemplar como novo
valorizado pela dedicatória do Autor ao romancista José [Rodrigues] Miguéis
30,00 eur

Trabalho com interesse para a História da Arte, em que se contextualiza um estilo artístico no processo de desenvolvimento económico e de expansão global – os Descobrimentos – que lhe deram origem.


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A Arte Manuelina na Arquitectura de Alvito



LUIZ DE PINA MANIQUE

Lisboa, 1949
[ed. Autor]
1.ª edição
28,2 cm x 19,8 cm
80 págs. + 48 págs. em extra-texto
subtítulo: Impressões e Apontamentos
profusamente ilustrado no corpo do texto e em separado
impresso sobre papel superior
exemplar como novo
valorizado pela dedicatória do Autor
45,00 eur

Importante estudo da vila de Alvito no Alentejo, do ponto de vista de um arqueólogo. Curiosidade lateral: já antes, em 1908, na revista Serões, o notável escritor que foi Fialho de Almeida havia posto as suas qualidades de observador treinado ao serviço de uma apaixonada monografia dessa vila. Alvito, localidade que terá sido em tempos idos o centro vital de toda a região...


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Quinta e Palacio da Bacalhoa em Azeitão [junto com] Palacio e Quinta da Bacalhôa – Azeitão




JOAQUIM RASTEIRO
desenhos de A. [Albert] Blanc

Lisboa, 1895 e 1898
Imprensa Nacional
1.ª edição
2 volumes (completo)
[28,5 cm x 18,5 cm] + [30,2 cm x 23,1 cm]
[2 págs. + 100 págs.] + [54 folhas (108 págs. com as estampas impressas a cor apenas numa das faces do papel, sendo a Estampa XXXVII desdobrável em grande formato: 30,2 cm x 79,5 cm)]
subtítulo: Inicios da Renascença em Portugal – Monographia Historico-Artistica
ilustrado (2.º vol.)
exemplares estimados, tendo o 2.º vol. as últimas 6 folhas vagos sinais de antiga mancha de humidade; miolo limpo, por abrir o do 1.º vol.
190,00 eur

«A Bacalhoa será talvez a edificação, em que se estreou em Portugal o estylo architectonico da Renascença, dando-se de mão á ogiva e a quanto lhe era ligado. Nada tem do estylo manuelino, que ainda não era creado, mas tambem não obedece a qualquer estylo puro. [...] A Bacalhoa será uma correcção ao palacio acastelhanado, quasi medievo, construido por D. João II em Alvito para o seu escrivão da puridade João Fernandes da Silveira. [...]» Isto nos diz Rasteiro, então membro da Comissão dos Monumentos Nacionais, na sua prosa directa e esclarecida, num detalhado ensaio cujo segundo volume documenta pela imagem de pormenores, que vão dos padrões da azulejaria aos medalhões alusivos.

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Terça-feira, Julho 10, 2012

Da Evolução dos Estylos e dos Methodos na pintura expressiva e nas artes decorativas



PICOTAS FALCÃO

Lisboa, 1906
Papelaria e Typ. Estevão Nunes & F.os
1.ª edição
24,4 cm x 16,4 cm
168 págs.
capa impressa a preto e relevo seco sugerindo pele de réptil
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo, por abrir
35,00 eur

De seu nome inteiro Agostinho Gonçalves Picotas Falcão, foi um «modesto» responsável pelo protocolo da Câmara Municipal de Lisboa (ver Inocêncio Francisco da Silva / Pedro V. de Brito Aranha / Gomes de Brito / Álvaro Neves, Dicionário Bibliográfico Português, tomo XXII, Imprensa Nacional, Lisboa, 1923). «Como tal, e em vista de seus especiais conhecimentos de perito avaliador de arte e indumentária, inventariou e avaliou naquele mesmo ano [1913], por ordem superior, todo o mobiliário, quadros e esculturas existentes não só no edifício dos Paços do Concelho, mas na antiga igreja de Santo António [...].»

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A Architectura Religiosa na Edade-Média



AUGUSTO FUSCHINI

Lisboa, 1904
Imprensa Nacional
1.ª edição
25,1 cm x 16,4 cm
XXII págs. + 292 págs. + 25 folhas em extra-texto + 1 dupla folha em extra-texto
ilustrado no corpo do texto e em separado
exemplar muito estimado, sem qualquer quebra na lombada; miolo limpo, por abrir
47,00 eur

Importante ensaio para a História da Arte em geral e, em particular, para o conhecimento da recepção dos diversos estilos ocidentais, sobretudo aquitectónicos, em Portugal. Engenheiro civil responsável pela reconstrução da Sé de Lisboa e vogal no Conselho dos Monumentos Nacionais, quando chamado por Hintze Ribeiro ao exercício governamental, a sua rápida passagem por essas lides acabou devidamente documentada num livro de memórias, publicado em 1896, Liquidações Políticas – Vermelhos e Azuis.

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Liquidações Politicas – Vermelhos e Azues



AUGUSTO FUSCHINI

Lisboa, 1896
Companhia Typographica
1.ª edição
24 cm x 16,3 cm
XVI págs. + 352 págs. + 84 págs.
subtítulo: Fragmentos de Memorias
exemplar manuseado mas aceitável, restauro e falhas de papel na lombada; miolo limpo
valorizado pela dedicatória manuscrita do Autor a Luís Augusto Leitão [tenente do Estado Maior de Engenharia]
75,00 eur

Diz-nos a dado passo Fuschini:
«[...] Considerando os problemas economicos como bases das modernas sociedades, pertenço á eschola socialista, que, em beneficio do maior numero, ao menos, pretende resolvel-os pela evolução serena e scientifica.
Assim, é meu dever explicar as circumstancias da politica nacional, que poderam, no curto ministerio de 1893, approximar-me de homens, cujas doutrinas se haviam manifestado, e se patenteiam ainda hoje, radicalmente oppostas ás minhas opiniões.
Depois, contra a minha pessoa moral commetteu-se, com aleivosia e premeditação, uma tentativa de assassinio politico, tanto mais aggravante, quanto pretende encerrar bruscamente dezenas d’annos de trabalhos parlamentares, em que sacrifiquei o tempo e, talvez, os interesses sagrados dos que me são caros, em serviços desinteressados ao meu paiz. [...]»
No que se refere aos «vermelhos», Fuschini dá-nos notícia da reorganização do Partido Republicano em torno de José Falcão, que será autor do respectivo manifesto de 1892. Ele, por seu turno, apesar do confesso “socialismo” utópico, está com os monárquicos do Partido Regenerador num momento em que João Franco e Hintze Ribeiro tentavam encobrir a bancarrota.

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Livro da Matrícula dos Discípulos Ordinários da Aula Pública de Desenho, a Qual Principiou a Ter Exercício no 1.º de Dezembro do Ano de 1781



[ERNESTO SOARES, introd.]

Lisboa, 1935 [1936]
Eds. Bíblion
1.ª edição
24,9 cm x 16,5 cm
80 págs. + 1 folha dupla em extra-texto
impresso sobre papel superior avergoado
cartonagem editorial com lombada em tela
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
tiragem declarada de 350 exemplares
25,00 eur

Da Introdução:
«[...] A transcrição do livro que vai seguir-se é um magnífico subsídio para a biografia de muitos dos nossos melhores artistas dos finais do século XVIII e princípios do seguinte. [...]» Assim é, que aqui figuram, por exemplo, Domingos Sequeira e Vieira Portuense. E continua Ernesto Soares: «[...] A extensão e nenhum interêsse que teria a transcrição integral de cada um dos registos e a barafunda que daí adviria, conservando a ordem por que êles ali se encontram [no códice que serviu à criação da vertente indexação], levou-nos a alfabetar pelo último apelido os nomes inscritos. Conservámos, todavia, as indicações biográficas e as notas a êles referentes, filiação, naturalidade, idade, morada, categoria, número do fólio e designação do mestre. [...]» Que era a Aula Régia de Desenho? quem foram os seus mestres? – é algo que Ernesto Soares descortina nas suas apreciações do que terá sido o ensino dessa arte «no Convento dos Caetanos, ao Bairro Alto e a seguir no Largo do Pelourinho, Praça das Arrematações e Chafariz do Loreto. [...]»

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Sábado, Julho 07, 2012

A Casa dos Contos


VIRGÍNIA RAU

Coimbra, 1951
Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra
Suplemento do tomo IV da Revista Portuguesa de História
1.ª edição
24,3 cm x 17,5 cm
2 págs. + X págs. + 530 págs. + 8 extra-textos
impressão sobre papel avergoado, as zinco-gravuras dos extra-textos estão impressas sobre couché
exemplar manuseado mas muito limpo no miolo, capa com discreto restauro
45,00 eur

Da folha anexa ao ante-rosto:
«Esta obra comemora o I Centenário da Fundação do Tribunal de Contas, que passou em 10-XI-1949, sendo seu Presidente o Exmo. Senhor Doutor Artur Águedo de Oliveira, hoje Ministro das Finanças.»


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Cascais



FERREIRA DE ANDRADE
capa de Leonel Lourenço
desenhos de Jorge Pinto

Lisboa, 1966
Editorial Publicações Turísticas
[1.ª edição ?]
edição em português, francês, inglês e alemão
n.º 13 da Colecção Turismo
16,7 cm x 12,3 cm
138 págs. + 1 desdobrável em extra-texto + 8 folhas em extra-texto
profusamente ilustrado a preto e a cor
impresso em rotogravura
exemplar como novo; miolo limpo
20,00 eur



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Ilha da Madeira


FERREIRA DE ANDRADE

Lisboa, 1962
Olisipo / Editorial Publicações Turísticas
[1.ª edição ?]
edição em português, francês, inglês, alemão e espanhol
n.º 7 da Colecção Turismo
16,5 cm x 12,2 cm
80 págs. + 46 págs. em extra-texto
impresso em rotogravura
profusamente ilustrado a preto e a cor
exemplar estimado; miolo limpo
20,00 eur



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História da Descoberta das Ilhas

[AIRES] JACOME CORRÊA, marquez de

Coimbra, 1926
Imprensa da Universidade
1.ª edição
25,3 cm x 16,5 cm
4 págs. + 224 págs.
composto manualmente em Elzevir e impresso sobre papel avergoado
exemplar em bom estado de conservação; miolo por abrir
80,00 eur

O marquês, de origem açoreana, notabilizou-se como historiador ilhéu e a ele se deve, entre 1918 e 1921, a existência da Revista Micaelense – História, ciência, artes e letras, a que não foi alheia a tipografia Gráfica, propriedade do dito. Pode dizer-se que as primeiras três décadas do século XX cultural dos Açores ficaram marcadas pela sua acção intelectual e de mecenas.


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