sábado, agosto 18, 2012

Monsanto – A Aldeia mais portuguesa de Portugal



FRANCISCO BARBOSA PEREIRA CORREIA
fotos de Luís Filipe Camejo

Lisboa, 1986
s.i.
2.ª edição
22 cm x 16,5 cm
24 págs.
subtítulo: Roteiro: O seu Castelo – As suas lendas – Como Monsanto ganhou o “Galo de Prata”
acabamento com dois pontos em arame
exemplar como novo
17,00 eur

Breve monografia desta “aldeia” situada no concelho de Idanha-a-Nova e melhor designada por Monsanto da Beira. Foi-lhe atribuído, em 1938, um prémio do Estado, sob a égide cultural de António Ferro, que pretendeu pôr em destaque tradições populares e folclóricas nacionais e nacionalistas. Monsanto já carreava no seu velho castelo uma história de resistência ao invasor espanhol, e agora, certamente, pelo menos em símbolo senão na prática, constituía posto de vigilância à fuga desesperada dos perseguidos da guerra civil no país vizinho.

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089

Monsanto – Etnografia e Linguagem


MARIA LEONOR CARVALHÃO BUESCU
capa de Rui Ligeiro


Lisboa, s.d. [1984]
Editorial Presença
2.ª edição
24 cm x 17 cm
328 págs.
ilustrado no corpo do texto
exemplar estimado, miolo irrepreensível
25,00 eur

Situada perto de Idanha-a-Nova (Beira Baixa), pela sua autenticidade Monsanto foi considerada pelo SNI – Secretariado Nacional de Informação, em 1938, a aldeia mais portuguesa de Portugal com a atribuição do Galo de Prata, cuja réplica os monsantinos exibem ainda hoje no cimo da Torre de Lucano. O estudo da autora, datado de 1958, veio conferir propriedade a esse prémio, e constituiu a sua tese de licenciatura em Filologia Clássica.

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089

quinta-feira, agosto 16, 2012

Elementos para um estudo da Casa dos Bicos




HELDER CARITA
JOÃO PAULO CONCEIÇÃO
MIGUEL PIMENTEL

Lisboa, 1983
Pisa – Babel
1.ª edição
22,8 cm x 31,7 cm (oblongo)
74 folhas impressas apenas retro + 5 vegetais em extra-texto
cartonagem editorial em tela crua no lombo e pastas em papel avergoado impresso a duas cores e armado sobre cartão
exemplar estimado; miolo limpo
45,00 eur

Rara abordagem histórico-arquitectónica do estranho edifício quinhentista na ribeira de Lisboa atribuído a Braz de Albuquerque. Citando os autores: «[...] A aparente ambiguidade na concepção arquitectónica da Casa dos Bicos, entre um programa medieval e uma aspiração renascentista, esconde uma temática mais profunda, fundamental para a compreensão desta casa e de toda a arquitectura portuguesa; o conflito entre uma concepção espacio-temporal oriental, descontínua e estática, e uma concepção europeia, essencialmente contínua e dinâmica. [...]
Já nas iluminuras dos princípios do séc. XVI, atestando uma tradição e costume anterior, Lisboa aparece pontuada de largas varandas-galerias, desaparecidas posteriormente da gramática arquitectónica portuguesa.
Duma notável qualidade urbana e vivêncial, as vastas galerias e loggias, aparecem fechadas a partir do séc. XVII por um rigoroso luto urbano e cultural, ligado sem dúvida às reformas religiosas e ao omnipresente poderio jesuítico. Ficou assim apagado um dos elementos importantes para a compreensão da estrutura dos espaços domésticos portugueses, relegando para a loggia italiana renascentista uma tradição profundamente portuguesa. [...]
A descoberta do páteo da Casa dos Bicos e da sua função como núcleo de distribuição, organizador do programa arquitectónico, vem aproximar a Casa dos Bicos do grupo de casas dos séc. XVI e XVII de raíz mediterrânica-árabe. [...]
No núcleo da arquitectura doméstica portuguesa, a Casa dos Bicos é talvez a primeira transposição formal duma simbiose entre duas visões espaço-temporais distintas, a fachada-muro.
Esta concepção manifesta-se por uma aproximação virtual da casa pelo exterior, através duma fachada que se mantém contudo pouco fenestrada, por vezes quase cega ao nível das entradas, mas abrindo-se generosamente sobre o jardim lateral ou páteo. [...]»

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089

terça-feira, agosto 14, 2012

Para a História da Cultura em Portugal


ANTÓNIO JOSÉ SARAIVA

[Lisboa, 1946]
Centro Bibliográfico
1.ª edição
19,5 cm x 13,3 cm
XX págs. + 254 págs.
exemplar manuseado mas estimado e limpo no miolo, capa com ocasionais picos de humidade
30,00 eur

Livro mítico do co-autor da História da Literatura Portuguesa de referência no ensino, este agora veio a ter importância não somente pela redefinição de uma metodologia no seu texto de abertura, mas pelo ensaio intitulado «Para uma Sociologia da Literatura Portuguesa», abordagem inovadora em que se sublinha como a cultura é algo anterior, mais profundo, e que subjaz às manifestações culturais como seja, por exemplo, a literatura. A um outro nível da leitura destes ensaios iremos encontrar o trigo que se devia, nessa época como hoje, peneirar do joio patrioteiro e das conveniências da dominação política do país. Nem era inédito um tal raciocínio: já muito antes Alexandre Herculano, semelhantemente, se havia posicionado ao demolir o dogma milagreiro que até aos seus dias envolveu a História pátria.

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089

Para a História da Cultura em Portugal [edição em 2 volumes]


ANTÓNIO JOSÉ SARAIVA

Lisboa, 1961
Publicações Europa-América
2.ª edição + 1.ª edição
2 volumes (completo)
18,7 cm x 12,5 cm
276 págs. + 368 págs.
capas do pintor António Domingues
exemplares como novos
35,00 eur

Nos anos 60 do século passado, a convite do editor Francisco Lyon de Castro, volta AJS a publicar não só o há muito desaparecido volume original desta obra, como a acrescentar-lhe uma necessária continuação, que testemunha o evoluir de um pensamento e de uma erudição coesos.

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089

Dicionário Crítico de Algumas Ideias e Palavras Correntes


ANTÓNIO JOSÉ SARAIVA

Lisboa, 1960
Publicações Europa-América
1.ª edição
19 cm x 12,7 cm
216 págs.
exemplar como novo, quase integralmente por abrir, sem sinais de quebras na lombada
30,00 eur

Livro de imediato proibido e apreendido pela polícia do governo da ditadura [ver Livros Proibidos no Estado Novo, Assembleia da República, Lisboa 2005], dada a contundência das suas observações acerca das matérias tidas por tabu nesse século passado... Muitas delas ainda hoje se manterão sob idêntica ou renovada reserva, a saber, por exemplo, o «Laicismo
[...] Importa entendermo-nos sobre esta expressão “laico” e derivadas. “Laico” não quer dizer “ateu”. Há Estados e até religiões ateias. Mas não é esse o caso dois numerosos Estados que seguiram nas relações com o culto o paradigma do Estado francês pós-revolucionário. “Estado laico” é aquele que considera como assunto privado o culto e as opiniões religiosas dos cidadãos. Melhor do que “ateu”, a palavra “tolerante” caracteriza a expressão “laico” quando referida a Estado. Mas, na medida em que estabelece a igualdade dos cidadãos perante a lei, destrói os privilégios feudais, centraliza e unifica a autoridade, o novo Estado torna impossível a dualidade de poderes. Dentro do Estado laico, a Igreja deixa de ser um poder, uma entidade com jurisdição, autoridade pública, direito a cobrar impostos, etc. Deixa de haver dualismo, não porque o poder civil absorvesse o poder eclesiástico, mas porque deixou de haver poder eclesiástico, porque as questões religiosias passaram a ser assunto privado, porque existe uma única jurisdição aplicável a todos os cidadãos.
Em resultado desta evolução, resumidamente exposta, o Estado laico, isto é, o Estado que reconhece por igual a cada um dos cidadãos o direito a praticar o seu culto, sem reconhecer a qualquer deles privilégios particulares, tornou-se, durante o século passado e o presente, uma das feições mais características da chamada “civilização ocidental”. [...]»

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089

A Política de Discriminação Social e a Repressão da Heterodoxia


ANTÓNIO JOSÉ SARAIVA

Lisboa, 1958
Jornal do Fôro
separata da História da Cultura em Portugal
1.ª edição (em brochura)
23,6 cm x 19 cm
8 págs. + 186 págs.
ilustrado no corpo do texto
exemplar estimado, com picos de oxidação na cartolina da capa; miolo limpo
30,00 eur

Interessante pequena história da Inquisição em Portugal.

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089

A Vida de Dante


MICHELE BARBI
trads. António Fiorillo, Jiacinto Manuppella, Erilde Realí, Maria Helena Bettencourt Antunes e Elsa Maria Quaresma Pimenta
introd. Alberto Chiari

Lisboa, 1965
Editora Ulisseia Limitada
1.ª edição
bilingue (italiano / português para os poemas)
18,2 cm x 10,2 cm
XXVIII págs. + 192 págs.
orientação gráfica do pintor Espiga Pinto
com sobrecapa em papel de alcatrão
é o n.º 5 da prestigiada Colecção Poesia e Ensaio
exemplar muito estimado; miolo limpo
20,00 eur

Por alturas em que uma outra editora, a Minotauro de Bruno da Ponte, estava prestes a chegar ao termo da publicação, sob a forma de cadernetas com fascículos, de uma versão integral em versos de A Divina Comédia, Vitor Silva Tavares, então director literário da Ulisseia, fazia chegar aos leitores interessados esta breve mas concisa biografia do vate. Tratava-se de “abrir o apetite” para a magna obra do escritor clássico italiano, acto cultural sem reservas de concorrência mercantil nem cobiça de escaparate...

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089

domingo, agosto 05, 2012

Pam Partido | em pequeninos | para os pequeninos da casa | de Deos, | Breve tratado Efpiritual, em que fe inf- | true hum Fiel nos pontos principaes | da Fè, e bons coftumes




MANOEL BERNARDES, padre
da Congregaçaõ do Oratorio de Lisboa

Lisboa Occidental, 1726
Na Officina de Miguel Rodrigues
[4.ª edição (segundo Inocêncio)]
2 tomos (encadernados em 1 volume) (completo)
15,3 cm x 10,3 cm
220 págs. + 2 págs. + 198 págs.
subtítulo: Ajuntaõ-fe hũa vifaõ notavel, que huma ferva  |  de Deos teve dos tormentos do Inferno, e hu-  |  mas Meditações fobre os Noviffimos
encadernação da época inteira em pele, com nervuras e gravação a ouro na lombada
corte marmoreado
exemplar em bom estado de conservação, discretos restauros à cabeça das págs. 159 a 176 sem afectar a mancha de texto; miolo limpo, papel sonante
dedicatória de Ayres de Carvalho na folha de resguardo do verso da capa anterior
250,00 eur (IVA e portes incluídos)

Dizem-nos António José Saraiva / Óscar Lopes (ver História da Literatura Portuguesa, 15.ª ed., Porto Editora, 1989):
«[...] Nascido de uma ligação irregular, talvez de pai judeu, recebeu ordens sacras e professou em 1674 na Congregação do Oratório de S. Filipe Néri, que o padre Bartolomeu do Quental trouxera para Portugal seis anos antes e que tão grande papel desempenhará nas reformas pedagógicas do séc. XVIII entre nós. [...]
Ideologicamente, e apesar da sua vasta informação literária e teológica, a obra de Bernardes é a de um cristão simples, sem problemas filosóficos, a quem a vergonha materna, as leituras ascéticas e o confessionário inculcaram a ideia de que o mundo secular está profundamente corrompido. Na sua prosa macia, com uma delicadeza eufemística e dir-se-ia que voluptuosa, perpassam abundantes casos que dão da mulher, mesmo da mãe, irmã ou freira, o juízo mais pessimista. Mas ao lado dessa podridão, de cujo contacto Bernardes afasta habilmente a fímbria da sua prosa imaculada, o mundo foi e é sempre, para ele, um teatro de constantes e ininterruptos prodígios miraculosos. [...]
Não se lhe pode, no entanto, contestar certa perspicácia psicológica em todas as fases dos exercícios de ascese ou de expansão mística. São sensíveis as suas afinidades com a mística quietista, pela importância que atribui à contemplação extática, embora evite as teses, entretanto condenadas, de Molinos, assim como as dos Alumbrados.
Contudo o grande mérito de Bernardes é o de artista da prosa narrativa. As explicações didácticas, as análises doutrinais que, sobretudo nos tratados ascéticos, se carregam do lastro, para nós incómodo, das citações escriturárias, patrísticas, escolásticas ou literárias, revelam já o estilista; mas é quando procura atingir o grande público através de narrativas muito chãs e impressivas, seguidas de comentários moralistas, que Bernardes revela os seus melhores dons artísticos. [...]»

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089

Luz, e Calor



MANOEL BERNARDES, padre
da Congregaçaõ do Oratorio

Lisboa, 1758
Na Officina Patriarcal de Francifco Luiz Ameno
4.ª edição («Quarta impreffaõ»)
20,6 cm x 15,7 cm
16 págs. (frontispício, dedicatórias, licenças de impressão e sumário) + 660 págs. (38 das quais com o índice remissivo)
subtítulo: Obra espiritual para os que tratam  |  do exercicio de virtudes, e caminho de perfeiçaõ,  dividida em duas partes.  |  Na primeira fe procura communicar ao entendimento Luz de muitas verdades im-  |  portantes, por meyo de Doutrinas, Sentenças, Induftrias, e Dictames ef-  |  pirituaes. Na fegunda fe procura communicar à vontade Calor do Amor  de Deos, por meyo de Exhortações, Exemplos, Meditações, Col-  |  loquios, e Jaculatorias.
encadernação antiga inteira em pele, com nervuras na lombada, rótulo e gravação a ouro
aparado, corte carminado
exemplar em bom estado de conservação; miolo muito fresco e, no geral, limpo
sem sinal de traça
a folha-de-rosto ostenta no canto inferior esquerdo pequeno desenho infantil; ao longo das margens de algumas páginas da obra, apesar de já desvanecidas, surgem ocasionais linhas de apontamento sem afectar o corpo do texto
dedicatória de Ayres de Carvalho na primeira folha-de-guarda
95,00 eur

Inocêncio Francisco da Silva, no seu Diccionario Bibliographico Portuguez (tomo V, Imprensa Nacional, 1860), dá fé da existência de Bernardes assim:
«Presbytero da Congregação do Oratorio de Lisboa, cuja roupeta vestiu aos trinta annos de edade, sendo já graduado pela Universidade de Coimbra nas Faculdades de Canones e Philosopbia. – N. em Lisboa a 20 de Agosto de 1644, e m. na casa do Espirito‑sancto, a 17 de egual mez de 1710, havendo perdido inteiramente o siso dous annos antes. [...]»

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089

quarta-feira, agosto 01, 2012

The Rosicrucian Cosmo-Conception [junto com] The Effects of Suicide [junto com] recibo de assinatura da revista «Rosacruz»



MAX HEINDEL

Londres, 1971
L. N. Fowler & Co., Ltd.
26.ª edição
19,8 cm x 14,2 cm
[706 págs. + 5 folha em extra-texto] + [14,9 cm x 8 cm] + [10 cm x 15,5 cm (oblongo)]
volume ilustrado
encadernação editorial em tela impressa
exemplar em bom estado de conservação; limpo muito limpo
25,00 eur

Juntaram-se ao volume uma folha-volante estigmatizando o suicídio e um recibo de assinatura do boletim rosicruciano português, à data de Fevereiro de 1974, e autenticado pelo respectivo administrador Francisco Marques Rodrigues.


pedidos para:
telemóvel: 919 746 089

The Rosicrucian Philosophy in Questions and Answers


MAX HEINDEL

Londres, s.d. [1922 ?] + 1947
L. N. Fowler & Co., Ltd.
volume I – 3.ª edição (7.ª tiragem)
volume II – 1.ª edição
2 volumes (completo)
19,8 cm x 14,2 cm
[432 págs. + 1 folha em extra-texto] + [608 págs. + 1 folha em extra-texto]
encadernação editorial em tela impressa
exemplares em bom estado de conservação, acusando o mais antigo algum desgaste cromático na lombada; limpo muito limpo em ambos
55,00 eur



pedidos para:
telemóvel: 919 746 089