terça-feira, janeiro 01, 2013

Carta a Garcia



ELBERT HUBBARD
trad. Faria de Vasconcelos

Lisboa, 1924
«Seara Nova»
1.ª edição [aliás, 2.ª edição]
15,6 cm x 10,9 cm
16 págs.
exemplar em estado de conservação muito aceitável, capa um pouco queimada pela presença contínua da luz; miolo limpo
carimbo de oferta na pág. 4
17,00 eur

«[...] Quem é que, administrando uma empreza de numeroso pessoal, não tenha ficado, por vezes, atonito ao notar a imbecilidade da maioria dos homens, a sua inaptidão ou preguiça para concentrar as suas faculdades de inteligencia em determinado objetivo e realiza-lo?!
A assistencia irregular, a desatenção ridicula, a indiferença vulgar e o trabalho sem gosto, – eis o lema geral. [...]» *
Neste excerto do breve texto de Hubbard se pode resumir o cerne das preocupações que o levaram a redigi-lo de uma penada, a 22 de Fevereiro de 1899, inicialmente para a revista norte-americana Philistine e que veio a ser, depois, em separatas, edititado e reeditado por todo o mundo, tornando-se dos mais populares escritos éticos de exemplo de obediência cega.
«[...] É essa incapacidade para agir independentemente, essa estupidez moral, essa deformidade da vontade, essa falta de disposição para encarar uma ideia e realiza-la, tudo isso é que tem afastado para longe o socialismo puro. Se os homens não atuam, por sua propria iniciativa, no seu unico interesse pessoal, que sucederá quando o produto do seu esforço coletivo haja de reverter em prol de todos? [...]
[...] emquanto toda a gente descança, eu quero consignar o testemunho da minha simpatia ao homem que marcha progressivamente com a sua empresa, até ao homem que, a despeito de grandes dificuldades, alcançado o triunfo, nada mais tem ganho que a sua subsistencia.
Tambem eu já carreguei a minha lata de comida para a oficina, tenho trabalhado pelo salario diario e tambem tenho sido petrão e sei o que se pode dizer em qualquer destas situações. Não ha perfeição na pobreza, por se ser pobre: os farrapos não servem de recomendação; nem todos os patrões são rapaces e tiranos, como nem todos os pobres são virtuosos.
Todas as minhas simpatias estão com o homem que faz um trabalho quando se encontra isolado. E o homem que, ao entregar-se-lhe uma carta para Garcia, a recebe tranquilamente, sem fazer perguntas idiotas e sem a minima intenção de a arrojar á primeira sargeta que encontre no seu caminho, ou proceder de outra forma que não seja entregar a missiva ao destinatario, – a esse homem nunca falta trabalho, nem precisa declarar-se em greve para que lhe seja aumentado o salario. [...]»
Enigmaticamente, estas palavras também por cá vieram a ter sucessivas reedições, nos anos 20, 40 e 60, sob o patrocínio editorial da “vermelha” Seara Nova... com tradução de um director do Instituto de Orientação Profissional!

* As citações foram colhidas na edição anteriormente publicada em 1920 pelo Jornal de Seguros (separata), versão de Wladimiro.

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