terça-feira, março 26, 2013

Porfírio Pardal Monteiro – Arquitecto



JOÃO VIEIRA CALDAS
LUÍS PAVÃO (fotografias)
capa de Maria João Rolo
grafismo de Rui Miguel Carvalho

Lisboa, 1997
Associação dos Arquitectos Portugueses – Secção Regional do Sul
1.ª edição
25,2 cm x 24,2 cm
128 págs.
profusamente ilustrado a cor
impresso sobre papel superior mate
cartonagem editorial
exemplar em bom estado de conservação, a capa anterior apresenta sinais da acção continuada da luz; miolo irrepreensível
35,00 eur

Uma passagem do texto:
«[...] A linguagem actualizada daquele que se pretendia o maior, o mais prestigiado e mais luxuoso hotel português [o Hotel Ritz], senão da Europa, feria ainda os espíritos mais retrógados, que não eram poucos [estava-se nos finais dos anos 1950].
Tratava-se de um grande paralelepípedo com a cobertura em terraço, linhas puras e recorte anguloso, tal como pela mesma década se iam projectando, para as novas zonas da cidade, blocos de habitação inspirados na Carta de Atenas, mas com a agravante de ser maior, de estar mais perto do centro, de quebrar claramente a continuidade das frentes de rua e a escala da arquitectura circundante. Mais ainda: no seu isolamento [...] e na sua expressão última era impositivamente moderno e também monumental. [...]»
Pardal Monteiro, assim como o responsável pela obra no terreno, Diamantino Tojal, viram-se cercados de tais e tantas críticas, intrigas e suspeições que acabaram ambos, à vez, por suicidar-se... A verdade é que o “controverso” edifício ainda hoje é moderno e, ao contrário do que então se insinuava, ainda se mantém de pé.
A vertente monografia fala desta obra e das mais que o arquitecto nos legou, com o rigor de apreciação necessário.

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