terça-feira, abril 30, 2013

O Renegado


JULES CLARETIE
trad. Cecilio Sousa
capa de Alfr.º Gs.

Lisboa, 1885
Escriptorio da Bibliotheca Republicana
1.ª edição
21,4 cm x 14 cm
420 págs.
encadernação da época em tela encerada com gravação a ouro na lombada e relevo seco sugerindo as nervuras e uma esquadria periférica em ambas as pastas, com o selo do encadernador P.[aulino] Ferreira
conserva a bonita capa anterior da brochura, que é um notável trabalho de impressão da Litografia Guedes
exemplar muito estimado; miolo limpo e pouco oxidado
35,00 eur

Trata-se do primeiro exercício literário do republicano Cecílio Sousa, que humildemente o dedica ao tribuno intelectual, e futuro líder do país, Teófilo Braga.
Jules Arsène Arnaud Claretie, de seu nome completo, jornalista, historiador e dramaturgo, ter-se-á notabilizado pela sua Histoire de la Révolution de 1870-1871 e, também, pela colaboração com o compositor musical Jules Massenet.

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A Ave



J. [JULES] MICHELET
trad. F. [Francisco] L. [Luiz] Lopes
notícias biográficas de António de Macedo e Silva (acerca de Michelet) e J. Carrilho Videira (acerca do tradutor)

Lisboa, 1876
Nova Livraria Internacional [de J. Carrilho Videira]
1.ª edição
21,2 cm x 13,5 cm
4 págs. + XL págs. + 304 págs. + 4 págs. (errata)
exemplar estimado, com restautos na capa; miolo limpo, papel fresco e por aparar
discreta assinatura de posse no ante-rosto
30,00 eur

Importante estudo naturalista; de par com O Insecto constituem dois exemplos de uma metodologia científica que fez escola.

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L’Insecte




J. [JULES] MICHELET

Paris, 1858
Librairie de L. Hachette et C.ie
2.ª edição (revista e corrigida)
18,3 cm x 12,2 cm
XL págs. + 404 págs.
elegante encadernação artística da época, inteira em pele, com nervuras e gravação a ouro e relevo seco em ambas as pastas, na lombada e nas seixas
ligeiramente aparado
exemplar estimado; miolo limpo, com ocasionais picos de oxidação
carimbo de posse e data de aquisição no frontispício
40,00 eur

Livro de história natural, mas, sobretudo, testemunho de um pensamento panteísta. Foi Michelet uma espécie de assistente de François Guizot como professor na Sorbonne, antes de se ter notabilizado como o pioneiro da moderna historiografia francesa, uma historiografia de envolvimento pessoal e compromisso político.

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Vacances avec Salazar





CHRISTINE GARNIER
fotografias de Bret Koch e [António Rosa] Casaco

Paris, 29 de Fevereiro, 1952
Bernard Grasset, Éditeur
1.ª edição
tiragem privada em papel Japão Imperial
24,2 cm x 16,3 cm
254 págs. + 12 folhas em extra-texto (reproduções fotográficas)
encadernação luxuosa da época (assinada pelo encadernador Victor Santos), inteira em pele com nervuras, gravada a ouro em ambas as pastas, na lombada e nas seixas; aparado e carminado à cabeça, conservando por aparar todo o plano de entrada na máquina de impressão; mantém as capas de brochura
a vinheta na lombada representa a Fénix
exemplar como novo
É O EXEMPLAR N.º I DE UMA TIRAGEM ESPECIAL FORA DO MERCADO, DE APENAS OITO, TENDO O VERTENTE SIDO IMPRESSO «SPÉCIALEMENT POUR: SON EXCELLENCE LE GÉNÉRAL CRAVEIRO LOPES, PRÉSIDENT DE LA RÉPUBLIQUE PORTUGAISE»
1.750,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Vacances avec Salazar


CHRISTINE GARNIER
fotografias de Bret Koch e [António Rosa] Casaco

Paris, 29 de Fevereiro, 1952
Bernard Grasset, Éditeur
1.ª edição (1.ª tiragem)
19,3 cm x 14,3 cm
254 págs. + 12 folhas em extra-texto (reproduções fotográficas)
exemplar estimado, restauros na lombada; miolo limpo, reprod. fotog. muito frescas
com o canhoto de rótulo da tabacaria Havaneza da Alameda (perto da Fonte Luminosa) colado no canto inferior esquerdo da contracapa
45,00 eur (IVA e portes incluídos)


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sexta-feira, abril 26, 2013

C’Est Arrivé en Plein Paris



YVONNE [ANNE-MARIE] DE BREMOND D’ARS
capa de [Tsuguharu] Foujita

Paris, 1957
Henri Lefebvre, éditeur d’art
[2.ª edição]
18,9 cm x 14,1 cm
240 págs. + 1 folha em extra-texto
subtítulo: Passionnante Aventure d’Antiquaire
exemplar estimado; miolo limpo
valorizado pela dedicatória manuscrita da Autora ao conde de Paço d'Arcos (Anrique Paço d'Arcos, nome literário de Henrique Belford Corrêa da Silva)
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se do segundo tomo, de um núcleo de dezanove obras, de Le Journal d’une Antiquaire, da reconhecida antiquária parisiense especialista em mobiliário do século XVIII. O vertente livro de memórias relata os meandros e alguns episódios curiosos de uma vida profissional, que teve como palco de referência a sua loja no Faubourg Saint-Honoré. Yvonne, nascida em Nantes, era filha do conde Anatole Anne-Marie Alon Josais Hélie de Bremond d’Ars.

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quinta-feira, abril 25, 2013

L’Éloge de la Folie





ERASME [DESIDERIUS ERASMUS]
trad. do latim por M. [monsieur Nicolas] Gueudeville
gravuras de C. Eisen

s.l. [Paris], 1771
s.i.
«Nouvelle Édition, revue & corrigée fur le Texte de l’Édition de Bâle. Et ornée de nouvelles figures. Avec des notes.» (2.ª edição)
16,1 cm x 10,5 cm
8 págs. (não numeradas) + XXIV págs. (prefácios) + 13 folhas em extra-texto (gravuras)
profusamente ilustrado
encadernação antiga com lombada em pele gravada a ouro, pastas forradas a tela, bonitas vinhetas gravadas a ouro nos remates da pele
sigla de posse (ou marca de encadernador ?) ao rés da lombada: J. M. S. V.
pouco aparado
exemplar muito estimado; miolo limpo, papel sonante
carimbo do livreiro-antiquário Gris y Zavala (Lima) no rodapé do frontispício
ostenta colado no verso da pasta anterior o ex-libris de Manuel R. Pereira da Silva
PEÇA DE COLECÇÃO
185,00 eur

Tradução de referência do texto quinhentista, seguindo a edição de Basileia, escrupulosamente levada a cabo pelo antiquário Charles Patin em 1676.

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quarta-feira, abril 24, 2013

Os Sonetos Completos


ANTERO DE QUENTAL
pref. J. P. Oliveira Martins

Lisboa, 1943
ed. Couto Martins
nova edição [4.ª edição]
21,3 cm x 15,2 cm
CLXXX págs.
exemplar estimado; miolo limpo
25,00 eur


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terça-feira, abril 23, 2013

Caminhos Magnéticos



ANTÓNIO MADEIRA [BRANQUINHO DA FONSECA]

Lisboa, s.d. [1938]
Edições Europa
1.ª edição
19,1 cm x 12,6 cm
274 págs.
da Colecção de Autores Modernos Portugueses dirigida por João Gaspar Simões, sendo o n.º 2, após publicação do livro de Almada Nome de Guerra
exemplar estimado, com cinta da capa intacta; miolo limpo
valorizado pela assinatura do Autor (Madeira)
45,00 eur

Uma escrita que se afirmava fora do enquadramento neo-realista, apesar da sua atenção aos conflitos do homem em sociedade.

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O Barão



ANTÓNIO MADEIRA [BRANQUINHO DA FONSECA]
capa de Fred Kradolfer

Lisboa, 1942
Editorial “Inquérito”, Ld.ª
1.ª edição
19,1 cm x 12,3 cm
80 págs.
exemplar estimado, oxidação generalizada; miolo limpo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)


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O Barão



BRANQUINHO DA FONSECA
ilust. Júlio Pomar

Lisboa, 1959
Portugália Editora
3.ª edição [1.ª edição ilustrada]
23,8 cm x 17,5 cm
70 págs. + 20 folhas em extra-texto (10 gravuras + 10 folhas-de-guarda legendadas)
ilustrado
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
é o n.º 70 da tiragem comum declarada de 650 exemplares impressos sobre papel offset creme de 120 g
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

Inicialmente publicada sob o pseudónimo António Madeira, esta basto conhecida novela (também teve versão teatral), que caracteriza a matriz literária dos prosadores do grupo da Presença, no seu realismo introspectivo, surge aqui em edição de luxo magistralmente ilustrada por Pomar num estilo fechado, soturno, à maneira dos Caprichos de Goya.

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Rio Turvo e Outros Contos



BRANQUINHO DA FONSECA
capa de M. [Bernardo Marques]

Lisboa, 1945
Editorial «Inquérito», Ld.ª
1.ª edição
19,2 cm x 12,6 cm
240 págs.
composto manualmente em Elzevir
exemplar estimado; miolo limpo
35,00 eur

Acerca deste que era filho de Tomás da Fonseca, um dos grandes escritores sociais da literatura portuguesa, diz o poeta e ensaísta Adolfo Casais Monteiro (O Romance e os Seus Problemas, Casa do Estudante do Brasil, Lisboa, 1950):
«[...] A marca do autêntico novelista está no grau de expressividade que é capaz de fazer caber dentro das palavras que ao escritor menos dotado servem apenas para transmitir factos. O verdadeiro novelista é aquele que mal toca nos factos, e consegue transmitir infinitamente mais do que uma noção de qualquer acontecimento; que, pelo contrário, sugere, insinua, entremostra uma rede inteira de repercussões, de modo que há sempre uma linha que nos vem tocar no coração, ligando-nos ao que nos conta por nos fazer sentir quanto há de todos nós em cada homem. [...]»

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A Tragédia de D. Ramon



BRANQUINHO DA FONSECA
capa de Bernardo Marques

Lisboa, s.d. [circa 1955]
Edição de Fomento de Publicações, Lda.
2.ª edição
16,6 cm x 11,7 cm
48 págs.
é o n.º 11 da colecção Mosaico dirigida por Manuel do Nascimento
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
17,00 eur

Conto inicialmente incluído no volume Caminhos Magnéticos, de 1938, e que José Régio considerou «[...] incontestàvelmente notável, [pela] sua natural fusão de realismo e poesia, do senso das realidades e do senso do mistério, – tão penetrantes um como o outro [...]».

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Mar Santo


BRANQUINHO DA FONSECA
capa de Maria Helena Nunes dos Santos

Lisboa, 1959
Sociedade de Expansão Cultural
2.ª edição
19,4 cm x 13 cm
174 págs.
exemplar como novo
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da nota editorial na badana da edição original:
«Mar Santo é uma expressão da gente da Nazaré. É na Nazaré que a acção decorre. Da sua estadia naquela praia, nos anos 1937 a 1940, onde se demorou no exercício de funções públicas que exigiam um contacto frequente com a classe piscatória, trouxe Branquinho da Fonseca uma vasta documentação etnográfica e filológica que lhe serviu agora de base para este romance. [...]
Ao escritor interessou a humanidade e a poesia do drama da gente da Nazaré, diverso e de cores cortadas como os seus trajes de escossês [...].»

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domingo, abril 21, 2013

Quarenta Anos de Vida Literária e Política




ANTÓNIO JOSÉ DE ALMEIDA
prefs. Caetano Gonçalves, Joaquim de Carvalho e Hernâni Cidade

Lisboa, 1933-1934
J. Rodrigues & C.ª
1.ª edição
4 vols. (completo)
19,5 cm x 13 cm
[320 págs. + 5 folhas em extra-texto] + [XX págs. + 336 págs. + 3 folhas em extra-texto] + [XXIV págs. + 292 págs. + 4 folhas em extra-texto] + [332 págs. + 5 folhas em extra-texto]
ilustrado em separado
encadernações editoriais (II, III e IV) (assinadas: Paulino Enc.) dissemelhantes (uma é castanha, outras duas são azuis) em papel encerado e impresso a duas cores (para além da tiragem comum brochada, existe uma outra variante de capa dura com o retrato do político em relevo seco); junto com um dos volumes (I) em brochura
exemplares estimados; miolo limpo
edição autenticada pelo carimbo da esposa do então já falecido ex-presidente da República: M. J. d’Almeida [Maria Joana Perdigão Queiroga de Almeida]
75,00 eur

Destacado presidente durante a I República, a vertente obra reúne intervenções suas deixadas em periódicos ao longo da sua carreira cívica, assim como alguns dos seus discursos de referência.

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No Templo dos Jeronymos – Oração Funebre



A. AYRES PACHECO, cónego da Sé de Lisboa

Lisboa, 1908
Joaquim José Teixeira Bastos (editor) / Livraria Correia Pinto (depositário)
2.ª edição
25,5 cm x 18,6 cm
24 págs. + 1 folha em extra-texto
subtítulo: Pronunciada nas exequias de El-Rei D. Carlos I e do Principe Real D. Luiz Filippe, mandadas celebrar pelo governo no dia 25 de abril de 1908
exemplar estimado; miolo limpo
17,00 eur


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sexta-feira, abril 19, 2013

Memoria Politica sobre a situação publica de Portugal na actualidade dirigida a Sua Magestade El-Rei o Senhor Dom Luiz I



ANTONIO JOAQUIM DE FIGUEIREDO GUIMARÃES

Lisboa, 1861
Typographia de J. [Joaquim] G. [Germano] de Sousa Neves
1.ª edição
23 cm x 16 cm
40 págs.
exemplar estimado, com pequenas falhas de papel na capa; miolo limpo, por abrir
valorizado pela dedicatória manuscrita (não assinada) do Autor ao conselheiro cartista José Bernardo da Silva Cabral (1801-1869), irmão de Costa Cabral
27,00 eur

O vertente relatório dá fé do estado da nação ao rei D. Luiz, acabado de ascender ao trono por morte de seu pai D. Pedro V. Assim, avivando um estilo bem português que, desde então, em nada mudou:
«[...] Senhor! Portugal não póde continuar n’este despinhadeiro, impelido como vae, pela desorganisação, e pela fraquesa a que está levado. É mister sahir promptamente d’este estado. [...]
É necessario fazer justiça a este povo, o mais soffredor, o mais tolerante, e tambem o mais infeliz. Elle tem rasão para estar descontente, e para não esperar a salvação publica dos elementos politicos já experimentados, e de que elle tem pessimas impressões. [...]
Como poderemos exigir do povo que tenha crenças, se elle vê que, em quanto é preso um desgraçado por furtar para um pão, todos os dias são publicamente accusados de concussões e delapidações os proprios ministros da Coroa, attribuindo-se-lhes, ora fazer contractos para por elles se realisarem luvas de muitos contos de réis, ora fazer concessões de grande alcance por motivos torpes, ora apadrinhar empregados venaes e convencidos de roubos. O povo lê todos os dias estas accusações, que são tremendas, e que reclamam severa punição se são verdadeiras, ou prompto castigo da diffamação do poder se são falsas: e não obstante, vê continuarem os ministros docemente no poder annos successivos, sem se incommodarem com a infamia [...]»

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quinta-feira, abril 18, 2013

Carta Constitucional da Monarchia Portugueza, Actos Addicionaes e Ultimas Leis Constitucionaes


Coimbra, 1888
Imprensa da Universidade
s.i.
22,2 cm x 14,2 cm
72 págs.
subtítulos: Decretada e dada pelo Rei de Portugal e Algarves D. Pedro IV Imperador do Brasil aos 29 de Abril de 1826
exemplar manuseado mas aceitável, com restauro na lombada e falhas de papel na capa; miolo limpo
discreto carimbo de posse na capa e assinatura de posse no rosto
40,00 eur

Do Dicionário de História de Portugal (dir. Joel Serrão, vol. I, Iniciativas Editoriais, Lisboa, 1979):
«[...] A Carta não só não afirma o princípio da soberania popular, como concede ao rei um importantíssimo papel na ordenação constitucional. O rei é o único detentor do poder moderador, além de ser chefe do poder executivo, que exercita pelos seus ministros. Estes dois pontos bastariam para marcar as profundas diferenças que caracterizam a Carta Constitucional em relação à Constituição de 1822. A Carta estabelece um “governo monárquico, hereditário e representativo” [...].
O terceiro período de vigência da Carta iniciou-se com o golpe de Estado do ministro Costa Cabral que, no Porto, proclamou a restauração da Carta, a 27 de Janeiro de 1842. [...] Este terceiro período só terminou com a revolução republicana de 1910, que aboliu a Carta. [...] Durante ele a Carta Constitucional sofreu três revisões profundas – os Actos Adicionais de 1852, 1885 e 1896. [...]
O Acto Adicional de 1852 [incluído no vertente volume, assim como a Novissima Reforma Politica, Leis de 24 de Julho de 1885 (Appenso á Carta Constitucional) e o Decreto de 25 de Setembro de 1885 e Lei de 3 de Abril de 1896], decretado pelas cortes gerais e sancionado por D. Maria II, consta de 16 artigos e foi subscrito pelos ministros duque de Saldanha, Rodrigo da Fonseca Magalhães, António Luís Seabra, Fontes Pereira de Melo, Almeida Garrett e António Aloísio Jervis de Atouguia. O sentido geral deste 1.º Acto Adicional é o de aumentar a representatividade dos deputados pela instituição do sufrágio directo. [...]»

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A. B. da Costa Cabral. Apontamentos Historicos


[JOSÉ MARIA DE ALMEIDA E ARAUJO CORRÊA DE LACERDA]

Lisboa, 1844-1845
Typographia de Silva
1.ª edição [única]
2 tomos (completo)
21,8 cm x 15,7 cm
[278 págs. + 1 folha em extra-texto] + 716 págs.
ilustrado no tomo I com o retrato do biografado
encadernações uniformes antigas, um pouco gastas, em meia-inglesa de amador com ferros a ouro na lombada discretos mas elegantes
exemplares muito estimados, miolo irrepreensível
sem capas de brochura
200,00 eur

Ajuda-nos o incontornável Innocencio Francisco da Silva a identificar o autor da vertente biografia política do Cabral que suscitou a revolta de Maria da Fonte. Diz-nos, então, o sábio no tomo V do seu Diccionario Bibliographico Portuguez (Imprensa Nacional, Lisboa, 1860):
Que tal obra de D. José, ex-cónego regrante da Congregação de Santo Agostinho, e à data desta publicação tesoureiro-mor da Sé da Guarda, «[...] Sahiu sem o nome do auctor.» Repartindo-se pelos dois volumes «[...] a vida publica do ministro Costa Cabral, depois conde de Thomar [...]», no primeiro deles, e, no segundo, a compilação das «[...] provas e documentos justificativos, entre os quais se contém muitos de notavel interesse, e que fornecem subsidios valiosos para a historia politica de Portugal no periodo que decorre de 1820 em diante. [...]»
António Bernardo da Costa Cabral, para além da sua exaltada participação “esquerdista” nos primeiros surtos liberais, acabou como um “normalizador” ao serviço de D. Maria II na pasta da Justiça e como grão-mestre da Maçonaria.

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Memorias Escriptas pelo Conselheiro [...]



JOAQUIM DA COSTA E SILVA

Lisboa, 1823
Na Typograf. de Antonio Rodrigues Galhardo
1.ª edição
20,6 cm x 14,7 cm
32 págs.
acabamento em cadernos soltos com com duas laçadas de linha, tal como circulou na época
acondicionado numa modesta pasta de cartolina
exemplar muito estimado; miolo limpo
27,00 eur

Rol curricular dos serviços públicos prestados pelo autor (Costa e Silva foi tesoureiro-mor do Erário Régio), que, não se servindo dos «adornos da Eloquencia, naõ poucas vezes enganosos», mas sim da fria inumeração factual, vem reclamar justiça para a sua pessoa: «Os Serviços feitos ao Estado nunca prescrevem, seja qual for o tempo em que se praticáraõ. A Razaõ o dicta, o Interesse Publico o aconselha, para o exemplo. [...]
Se o esquecimento, e a desattençaõ fossem a recompensa de tantas fadigas, seguir-se-hia, ficar sujeito ás tristes, e deploraveis Leis da Indigencia, quem teve ao seu alcance repetidos, e abundantes meios de ser rico, ficando pobre; ou a dirigir supplicas (productos de indifferença) á Generosidade Estrangeira, que antes rejeitou, e que ainda detesta. [...]»

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segunda-feira, abril 15, 2013

O Burro Philosopho ou Theatro das Humanas Chimeras



J. [JOAQUIM] M. [MÁXIMO] VIRGINIANO GOMES

Porto, 1856
Editor Ignacio Correia / Typographia Commercial
1.ª edição
17,9 cm x 11,8 cm
64 págs.
caderno cosido à linha com papel rústico protector em substituição da capa
exemplar muito estimado; miolo limpo
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da portada:
«O Burro Philosopho é um Dialogo entre dois Brutos, representando as Humanas tontices n’um theatro de relva. O Burro foi academico em Salamanca, onde tomou Bórla e Capêlo, e donde sahio um dos sabios do seculo. O outro Bruto tambem é uma Besta, que bebeu os seus principios da Eschola da Natureza, e é um grande vogal a par do erudito Asno. Ambos estes philosophantes não soffrem que os Brutos se chamem irracionaes, sendo firmes á Lei que lhes taxou o CREADOR; e que o Homem se chame racional sendo rebelde á verdade, e um apostata de DEOS e da Razão.
O Burro não louva senão virtude e verdade, e censura tudo que ha grande entre os homens, a não ser fundado n’estas bases. [...]
Emfim são duas bestas illuminadas, que pezando o homem em balança, acham que está muitas braças abaixo da Rasão, e que merece chicote heroico.»
Tanto Inocêncio Francisco da Silva como Henrique de Campos Ferreira Lima (As Parodias na Literatura Portuguesa, Solução Editora, Lisboa, 1930) não citam a vertente sátira.

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O Tolo por Arte, | e o | Sabio por Geito [...] [inclui] O Sabio por Geito, | ou | tomo segundo | do | Anti-machiavelismo [...]




JOÃO PEDRO DO VALLE

Lisboa, 1794
Na Of. de Simão Thaddeo Ferreira
2.ª edição [Inocêncio, I e VIII, 677]
14,7 cm x 9,8 cm
[16 págs. + 206 págs.] + 216 págs.
subtítulo: Dois tomos em hum só volume, | ou o | Anti-machiavelismo, | Nova Sciencia, e Arte, para que cada | hum dos homens poffa efcapar aos | derrimentos da fociedade: | Obra muito neceffaria para quem defeja viver no | Mundo com Amigos, Honra, e Paz
encadernação da época inteira em pele, com rótulo e vinhetas gravados a ouro na lombada
aparado
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo, papel sonante
PEÇA DE COLECÇÃO
155,00 eur

Colhe-se no Diccionario Bibliographico Portuguez de Inocêncio Francisco da Silva (tomo I, Imprensa Nacional, Lisboa, 1858) a seguinte informação:
«Antonio Felix Mendes, professor da lingua latina, Academico da Academia Latina e Portugueza, etc. - N. no logar de Pernes, districto de Santarem, a 14 de Janeiro de 1706, e m. em Lisboa no anno de 1790. [...]» Além de duas obras, «[...] que sahiram com o seu nome, attribuem‑se‑lhe [outras] duas [...], que foram ambas publicadas com o de João Pedro do Valle. [...]»

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domingo, abril 14, 2013

As Dictaduras (I) – O Regimen Revolucionario (II) [junto com] A Constituição (III) – Finanças (IV)



BAZILIO TELLES

Famalicão, 1911 / Porto, 1911
Typographia Minerva – Editora / Livraria Moreira – Editora
1.ª edição (ambos)
[18 cm x 11,6 cm] + [18,3 cm x 11,8 cm]
88 págs. + 72 págs.
exemplares estimados, com pequenos restauros nas capas; miolo limpo
ocasionais carimbos da biblioteca da Sociedade de Língua Portuguesa em ambos
assinatura de posse do professor Agostinho de Campos (1870-1944) na capa do primeiro volume
60,00 eur


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As Dictaduras (I) – O Regimen Revolucionario (II)



BAZILIO TELLES

Famalicão, 1911
Typographia Minerva – Editora
1.ª edição
17,7 cm x 11,5 cm
88 págs.
exemplar com a capa envelhecida mas aceitável; miolo limpo
discreta assinatura de posse no rosto
30,00 eur

Consta a parte II do volume de uma proposta de medidas revolucionárias de emergência («Summula dos Decretos») pelo autor enviada a Teófilo Braga na manhã de 8 de Outubro de 1910. Nunca ele obteve do Governo Provisório de então a mínima concordância; aí consta o célebre parágrafo 12 a sugerir um «Decreto punindo com a pena de morte summaria quem quer que seja surprehendido a roubar, a matar ou a forçar a casa alheia».

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Introdução ao Problema do Trabalho Nacional (III)



BAZILIO TELLES

Porto, 1902
Livraria Chardron
1.ª edição
19 cm x 12,2 cm
232 págs. + VIII págs.
exemplar muito estimado; miolo limpo
ostenta na capa uma rubrica de posse e no frontispício carimbo de entrada em biblioteca particular
25,00 eur


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A Questão Religiosa (V)



BAZILIO TELLES

Porto, 1913
Livraria Moreira – Editores
1.ª edição
19,8 cm x 13,2 cm
88 págs.
exemplar com a capa muito oxidada, com falhas de papel restauradas em tosco; miolo limpo
22,00 eur

Em suma, aqui se trata do mais radical posicionamento da República perante o culto católico, que Basílio Teles resume numa proposta de «bazes geraes em que o entendimento recíproco é acceitavel, e não seria talvez difficil d’ultimar rapidamente»:
«[...] Ficam supprimidas, nos orçamentos do Estado e dos corpos administrativos, quaesquer despezas para cultos; [...]
Fica supprimido o ensino religioso nas escolas officiaes, o da história das religiões exceptuado. [...]
Deixam de ser reconhecidas pelo Estado quaesquer prestações, incluindo as consuetudinárias, dos parochianos, aos seus párochos como subvenção cultual, ou cultual e pessoal ao mesmo tempo. [...]
Serão revertidos para o Estado e corporações administrativas, cabendo ao ministério da Justiça o seu arrolamento e avaliação, todos os bens immobiliários e mobiliários até aqui affectos ou destinados ao culto público da religião cathólica, á sustentação, residência, instrucção e recreio dos seus ministros, alumnos ecclesiásticos e demais pessoal da Egreja, desde que se prove não pertencerem a particulares ou a corporações com individualidade jurídica. [...]
Serão equiparados, para effeitos tributários, os bens ou valores affectos ao culto cathólico [...].»
Etc., etc.

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Carestia da Vida nos Campos


BAZILIO TELLES

Porto, 1904 [aliás, 1903]
Livraria Chardron de Lello & Irmão, Editores
1.ª edição
18,8 cm x 12,2 cm
428 págs.
subtítulo: Cartas a um lavrador
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo limpo
25,00 eur

Construído sob a forma simples de cartas ao povo, explicando conceitos correntes, o seu autor, apesar de republicano ministeriável, fez-se nomeadamente notar, em 1911, pela sua polémica proposta da reposição da pena de morte.

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quarta-feira, abril 03, 2013

Sua Excelência


LUÍS DE STTAU MONTEIRO
capa de Luís Osório

Lisboa, 1971
Edições Ática
1.ª edição
19,6 cm x 13,8 cm
152 págs.
exemplar em muito bom estado de conservação, sem qualquer sinal de quebra na lombada; miolo limpo
assinatura de posse no frontispício
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da nota do autor na badana:
«Não devia esta peça ser editada antes de subir à cena por motivos que se tornarão evidentes a quem a ler. Acontece, porém, que à data em que escrevo estas linhas, anda ela em observação pelas repartições adequadas [refere-se Sttau Monteiro aos serviços da Censura] sem que os responsáveis pelas mesmas atinem com razão para a autorizar, o que me leva a desistir de a ver representada e, por isso mesmo, a editá-la – tenho, destas coisas, um longo saber de experiência feito... [as reticências do autor aludiam, para os menos distraídos do país em que viviam, às anteriores passagens pela prisão, acusado de delito de liberdade de pensamento e injúrias ao regime vigente].
Mesmo que outro tempo não venha no nosso tempo, ficam as peças a atestar que fizemos o que devíamos e podíamos fazer.»

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E Se For Rapariga Chama-se Custódia



LUÍS DE STTAU MONTEIRO

Lisboa, 1966
Distribuições Movimento, Lda. / ed. Autor
1.ª edição
17,7 cm x 12,9 cm
68 págs.
exemplar muito estimado; miolo limpo
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Excerto reproduzido na contracapa:
«Dois quilómetros de estrada... O que um homem não pensa em dois quilómetros! Às vezes vê-se a vida inteira... Trinta e um anos de trabalho para se chegar ao fim com uma bicicleta e as mãos vazias. Se eu tiver um bocado de sorte, ainda posso trabalhar mais uns anos... talvez dez, talvez quinze... para comer todos os dias, para ter sempre fome e para chegar ao fim como estou agora. Dois quilómetros a pensar nisto e chega-se a casa perdido... [...]»

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Todos os Anos, Pela Primavera



LUÍS DE STTAU MONTEIRO
capa de IC

Lisboa, 1969
Guimarães Editores
3.ª edição
20,2 cm x 15,1 cm
112 págs.
encadernação em pele e papel de fantasia com sóbria gravação a ouro na lombada
ligeiramente aparado somente à cabeça e carminado
conserva as capas de brochura, lombada estampada em página própria no final do livro
exemplar estimado; miolo limpo
assinatura de posse no ante-rosto
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Segundo Domingos Monteiro (fichas de leitura do serviço de aquisições para as Bibliotecas Itinerantes da Fundação Calouste Gulbenkian, 3 de Fevereiro, 1964), este «Livro [é] dúbio nas intenções mas em todo o caso representativo duma época, e como tal, digno de figurar com todas as reservas (algumas cenas são dum realismo chocante) nas nossas Bibliotecas. [...]» Domingos Monteiro, por seu turno, ele próprio também representativo da mesma época – mas pela negativa –, acabou saneado do(s) cargo(s) que desempenhava na Fundação logo que, em 1974, o 25 de Abril veio dar voz aos trabalhadores, precisamente, desse serviço de bibliotecas.

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As Mãos de Abraão Zacut



LUÍS DE STTAU MONTEIRO
capa de Alberto Gomes

Lisboa, Fevereiro de 1968
Edições Ática, Lda.
1.ª edição
19,4 cm x 13,7 cm
192 págs.
subtítulo: Peça em 2 actos
exemplar estimado, contracapa com alguma sujidade; miolo limpo
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Mesmo em 1968, num país europeu (Portugal) sob a pata de uma ditadura de inspiração germanófila que tardava em ser derrubada, não era despropositado insistir que tinha havido um holocausto lá onde o capitalismo resolvia a sua crise expropriando e matando os judeus.

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terça-feira, abril 02, 2013

Um Homem Não Chora



LUIZ DE STTAU MONTEIRO

Lisboa, 1960
Ática Limitada
1.ª edição
19,2 cm x 14,4 cm
172 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

De seu nome Luís Infante de La Cerda Sttau Monteiro, filho do embaixador de Portugal em Londres, foi novelista, dramaturgo brechtiano, tradutor e jornalista, perseguido pelo regime ditatorial de Salazar e preso, em 1967, na sequência da publicação de duas peças de teatro que denunciavam as atrocidades desse regime e o absurdo da guerra colonial. Ao vertente livro, de estreia, se lhe quisermos atribuir uma filiação literária estrangeira para além da crua observação do real português de uma burguesia tolhida por tiques ridículos, mais do que noutros angry young men, será em John Osborne que deveremos colher lição.

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Peças Em Um Acto


LUÍS DE STTAU MONTEIRO

Lisboa, 1966
Editorial Minotauro, Lda.
1.ª edição
19,9 cm x 13,5 cm
144 págs. + 1 extra-texto que reproduz uma litografia de Daumier
capa do pintor João Vieira
inclui 2 peças: A Guerra Santa e A Estátua, e uma Nota Explicativa
exemplar estimado
peça de colecção
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Livro apreendido pela polícia política do Estado Novo em circunstâncias particularmente vergonhosas, dando origem ao encerramento da casa editora, que, depois de ver as instalações seladas, acabou com as caves-armazém criminosamente inundadas. Sttau Monteiro será preso, paga do regime pela sátira à ditadura e à guerra colonial.

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A Guerra Santa / A Estátua


LUÍS DE STTAU MONTEIRO

s.l. [Lisboa], s.d. [1966 ou 1967 ?]
s.i. [Editorial Minotauro]
sem indicação de nome de tipografia
edição clandestina do livro Peças Em Um Acto (após apreensão deste)
18,8 cm x 12,7 cm
144 págs.
exemplar manuseado mas aceitável; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Livre Câmbio e Desenvolvimento Económico



MIRIAM HALPERN PEREIRA

Lisboa, 1971
Edições Cosmos
1.ª edição
22,6 cm x 16,4 cm
444 págs. + 15 desdobráveis em extra-texto + 1 folha encarte (errata)
subtítulo: Portugal na segunda metade do século XIX
ilustrado
cartonagem editorial
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
carimbos de posse de Adriano Trigo de Sousa na primeira folha-de-guarda e na primeira página, assinatura do mesmo no ante-rosto
27,00 eur

Uma passagem da Introdução:
«[...] Nas obras de economistas e políticos surge após a crise [de 1876] um desencantamento equivalente ao da geração literária de 1870 [os vencidos da vida]. Multiplicam-se as críticas à política fontista, a Regeneração é definida como uma política económica exclusivamente absorvida pelo melhoramento dos meios de transporte, com desprezo pelo desenvolvimento da agricultura e da indústria do país. Desperdícios de dinheiro em trabalhos públicos, actividades especulativas e corrupção dos governos bastariam para explicar a falência de uma política assente em empréstimos externos.
Este conceito de Regeneração, difundido em seguida pela propaganda republicana, persistiu até aos nossos dias. [...]»
No mais, o profundo ensaio de Halpern Pereira estuda, no período histórico em epígrafe, naquilo em que ela falhou, uma economia nacional proeminentemente agrária.

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