segunda-feira, abril 15, 2013

O Burro Philosopho ou Theatro das Humanas Chimeras



J. [JOAQUIM] M. [MÁXIMO] VIRGINIANO GOMES

Porto, 1856
Editor Ignacio Correia / Typographia Commercial
1.ª edição
17,9 cm x 11,8 cm
64 págs.
caderno cosido à linha com papel rústico protector em substituição da capa
exemplar muito estimado; miolo limpo
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da portada:
«O Burro Philosopho é um Dialogo entre dois Brutos, representando as Humanas tontices n’um theatro de relva. O Burro foi academico em Salamanca, onde tomou Bórla e Capêlo, e donde sahio um dos sabios do seculo. O outro Bruto tambem é uma Besta, que bebeu os seus principios da Eschola da Natureza, e é um grande vogal a par do erudito Asno. Ambos estes philosophantes não soffrem que os Brutos se chamem irracionaes, sendo firmes á Lei que lhes taxou o CREADOR; e que o Homem se chame racional sendo rebelde á verdade, e um apostata de DEOS e da Razão.
O Burro não louva senão virtude e verdade, e censura tudo que ha grande entre os homens, a não ser fundado n’estas bases. [...]
Emfim são duas bestas illuminadas, que pezando o homem em balança, acham que está muitas braças abaixo da Rasão, e que merece chicote heroico.»
Tanto Inocêncio Francisco da Silva como Henrique de Campos Ferreira Lima (As Parodias na Literatura Portuguesa, Solução Editora, Lisboa, 1930) não citam a vertente sátira.

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