segunda-feira, maio 06, 2013

Epistolário Ibérico. Cartas de Pascoaes e Unamuno


TEIXEIRA DE PASCOAES
MIGUEL DE UNAMUNO

prefácios de Joaquim de Carvalho e Manuel Garcia Blanco
nota final de Joaquim de Montezuma de Carvalho


Nova Lisboa (Angola), 1957
Câmara Municipal de Nova Lisboa
1.ª edição
23,9 cm x 16,7 cm
XXVIII págs. + 68 págs.
capa do pintor Mello Júnior
caricatura de Cabrera
encadernação modesta em sintético com ferros a ouro na lombada, folhas de guarda em papel de fantasia
miolo elegantemente serrilhado no corte
conserva as capas de brochura
exemplar como novo
70,00 eur

Da nota final de Joaquim de Montezuma de Carvalho:
«O rumor de homens como Teixeira de Pascoaes e Don Miguel de Unamuno ecoará pelo sempre dos séculos vindouros. Foram ondas gigantes que se destacaram no mar da vulgaridade do tempo seu contemporâneo. Individualizaram-se dos elementos que uniformizam a humanidade como anónima sinfonia de instintos, tendências primitivas, baixas paixões animais, pequenos e grandes egoísmos, pequenas e grandes vaidades. Deixaram esta humanidade de via reduzida, caseira, amiga do bom-senso e escrava do lugar-comum, que apenas vive à altura do nariz e glorifica a mediocridade, e trocaram-na por uma de transcendente grandeza, onde a contínua revelação do ser se descarna na luta dos ideais, agoniza, se sublima e quase faz esquecer a sua miserável condição terrena. Esta apenas é um pretexto para a conquista dos espaços espirituais, um alimento circunstancial que por simpatia e evasão os tenta a mais alto. Vivem de insatisfação criadora. Baniram a paralisia mental. O seu reino é o do amor-guerra. E no clima do inconformismo, da revisão crítica do que o homem deve aceitar e repudiar, na busca quichotesca da verdade e da justiça, nessa correria de loucos que estão e não estão loucos, ei-los que destroem velhos ídolos e com mais razão e poesia criam outros. São novos escultores da Humanidade. [...]»

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