sexta-feira, agosto 09, 2013

Bastardos do Sol


URBANO TAVARES RODRIGUES
capa de Victor Palla

Lisboa, 1959
Editora Arcádia Limitada
1.ª edição
18 cm x 10,9 cm
148 págs.
exemplar n.º 108 de uma tiragem comprovada pela Sociedade Portuguesa de Escritores (que será encerrada em 1965 após assalto policial)
exemplar estimado; miolo limpo
inclui a cinta editorial
assinatura de posse no ante-rosto
25,00 eur (IVA e portes já incluídos)

Do prefácio à 4.ª edição, que João de Melo assina em 1987:
«No ponto em que o seu ideário pugna e procede à retomada dos princípios ideológicos do chamado realismo socialista, consideram-no, alguns, como herança (embora reformulada) do quadro estabelecido pelos romancistas de 40, a maioria dos quais pontifica ainda na década seguinte: a sociedade camponesa como cenário, o prenúncio, ainda que já diluído, do herói colectivo, a problematização do mundo rural e operário enquanto base determinista de uma superestrutura social, política e ideológica muito mais ampla. Mas naquele sentido em que a acção deste romance se desloca ao encontro de outros sujeitos e paradigmas da hierarquia social (...) e quando, sobretudo, Bastardos do Sol implica uma nova estrutura, uma utilização problemática de um novo tempo narrativo e uma re-codificação do espaço até aí pouco experimentada – então, sim, está-se perante uma obra de viragem realista e perante uma proposta que prepara o advento do existencialismo, numa prova já fundamental e não necessariamente teórica.» (Urbano Tavares Rodrigues – 50 Anos de Vida Literária, aa.vv., Edições Asa, Porto, 2003)

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