sexta-feira, agosto 30, 2013

«O Reino da Estupidez» e a Reforma Pombalina



LUÍS DE ALBUQUERQUE
[FRANCISCO DE MELO FRANCO]

Coimbra, 1975
Atlântida Editora, S. A. R. L. / Vértice
1.ª edição
17 cm x 12 cm
136 págs.
exemplar como novo
25,00 eur (IVA e portes já incluídos)

Luís de Albuquerque contextualiza, neste seu esplêndido ensaio, a circunstância histórico-político-religiosa em que, sob o pseudónimo Fabrício Cláudio Lucrécio, foi posto a circular o manuscrito de um longo poema – O Reino da Estupidez –, ainda hoje legível dada a sua acutilante e sarcástica sabedoria. Escrito durante o período que é de hábito designar-se por viradeira, ou regresso da treva pré-iluminista com o reinado de D. Maria I, documenta como as ideias pedagógicas de Verney e de Ribeiro Sanches foram atiradas ao lixo por beatos e ignorantes (ou vice-versa). Melo Franco, que foi médico e autor, entre outras obras, de um dos primeiros tratados portugueses de puericultura, viu-se, por delito de ideias, humilhado pela Inquisição e relegado para o manicómio. O poema aqui em estudo, e integralmente reproduzido na segunda parte do livro, é, de par com O Hissope de António Diniz da Cruz e Silva, um libelo de coragem na denúncia da superstição e da hipocrisia.

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