domingo, setembro 29, 2013

Vida de Campo


M. [MATIAS] FERREIRA DE MIRA

Lisboa, 1939
Emprêsa Nacional de Publicidade
1.ª edição
19 cm x 13,2 cm
218 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

De seu nome completo Matias Boleto Ferreira de Mira (1875-1953), o médico “fundador” do Instituto de Investigação Científica Bento da Rocha Cabral foi também jornalista republicano activo. A sua colaboração literária estende-se pelos jornais A Luta, de Brito Camacho, e Diário de Notícias, e pela revista Seara Nova. Chamaram as atenções os seus textos didácticos de vulgarização, de que o vertente livro constitui exemplo.

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sábado, setembro 28, 2013

Le Prince, suivi du Traité des Conspirations et du Régicide



NICOLAS MACCHIAVELLI
trad. Charles Guiraudet
pref. R. Christian
ilust. Louis-William Graux e Achille Devéria

Paris, 1935
A l’Enseigne du Pot Cassé
[1.ª edição (da vertente tradução francesa)]
19,4 cm x 12,8 cm
200 págs.
ilustrado
luxuosamente impresso sobre papel avergoado de Bornéo
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
é o n.º 1.719 de uma tiragem limitada de 2.500 ex. + CXXV ex. + 25 ex. (A a Z)
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Esta edição de O Príncipe, para além do notável cuidado tipográfico, foi complementada com o menos conhecido Tratado das Conspirações e do Regicídio.

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terça-feira, setembro 24, 2013

Terrear [livro impresso e dactiloescrito]




ANTÓNIO RAMOS ROSA
pinturas de [Marcelino] Vespeira


Lisboa, 1964
Minotauro
1.ª edição
33,3 cm x 25 cm
28 págs.
inclui a reprodução de 3 pinturas
impresso sobre papel superior «fabricado especialmente para a edição» (meia-cartolina em algodão)
exemplar como novo, apenas o papel de cristal protector da capa apresenta um rasgão
é o n.º XVII da tiragem de 50 exemplares fora do mercado assinados pelo Autor junto do cólofon [a tiragem comum é de 350 exemplares]
COM DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR A URBANO TAVARES RODRIGUES NA CORTINA QUE OSTENTA DEDICATÓRIA IMPRESSA AO MESMO

[junto com 1 pasta de arquivo com o respectivo dactiloescrito]
31 cm x 24,5 cm
14 folhas A4 apenas escritas de um lado
alguns poemas apresentam emendas a tinta que são do punho do poeta; verificámos alterações da versão dactiloescrita para o livro impresso, quer de pormenor, quer de cortes de versos, quer do alinhamento dos poemas – a mais importante das quais reside na mudança do título do livro
o livro impresso apresenta mais 1 poema do que o dactiloescrito
exemplar em bom estado de conservação
750,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Sobre o Rosto da Terra [livro impresso e dactiloescrito]




ANTÓNIO RAMOS ROSA
posfácio de Vergílio Ferreira


Covilhã, 1961
Livraria Nacional
1.ª edição
21,1 cm x 14,3 cm
32 págs. + 2 extra-textos de Manuel Baptista
é o n.º 1 da colecção Pedras Brancas
exemplar bem conservado
o poema da pág. 7 tem indicações biográficas manuscritas [por ?]
COM DEDICATÓRIA DO AUTOR A URBANO TAVARES RODRIGUES

[junto com 1 pasta de arquivo com o respectivo dactiloescrito]
31 cm x 24,5 cm
13 folhas A4 apenas escritas de um lado
alguns poemas apresentam emendas a tinta que são do punho do poeta; verificámos alterações da versão dactiloescrita para o livro impresso, quer de pormenor, quer de cortes de versos, quer do alinhamento dos poemas – a mais importante das quais reside na mudança do título do livro
exemplar em bom estado de conservação
500,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Ocupação do Espaço [livro impresso e dactiloescrito autenticado]




ANTÓNIO RAMOS ROSA
prefácio de E. M. de Melo e Castro


Lisboa, 1963
Portugália Editora
1.ª edição
20,2 cm x 14,2 cm
LII págs. + 104 págs.
é o n.º 12 da Colecção Poetas de Hoje
composto manualmente em Elzevir na mítica Tipografia Ideal sita à Calçada de São Francisco; com um poema manuscrito reproduzido em zincogravura na cortina a seguir ao frontispício
impresso sobre papel avergoado, com as folhas de rosto e ante-rosto a duas cores
exemplar em bom estado de conservação

[junto com 1 pasta de arquivo contendo o respectivo dactiloescrito integral]
35 cm x 24 cm
89 folhas maioritariamente A4 escritas quase todas apenas de um lado, figurando a assinatura de António Ramos Rosa em 6 delas
alguns poemas apresentam emendas a tinta que são do punho do poeta; por sua vez, da versão dactiloescrita para o livro impresso verificámos bastantes alterações (a começar pelo título primitivo), quer de pormenor quer de exclusão ou de acrescento de estâncias inteiras
todo o dactiloescrito se encontra abundantemente anotado a lápis por E. M. de Melo e Castro, que escreveu o longuíssimo estudo de abertura para o livro – julgamos tratar-se da cópia de trabalho do prefaciador, cuja grafia fica comprovadamente identificada por confronto com O Texto Manuscrito – Reproduções de Autógrafos de Poetas e Ficcionistas Portugueses Contemporâneos, Cooperativa Gráfica Espírito Santo, SCARL, s.l., Abril de 1977
4 dos poemas apresentam duas cópias em alguns aspectos distintas e com datação nas suas primeiras versões
exemplar em bom estado de conservação
1.500,00 eur (IVA e portes incluídos)


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A Construção do Corpo


ANTÓNIO RAMOS ROSA
capa de João da Câmara Leme

Lisboa, 1969
Portugália Editora
1.ª edição
20,3 cm x 14,2 cm
108 págs.
exemplar muito estimado; miolo limpo
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

«A Construção do Corpo representa o ponto de saturação de um estilo que dificilmente suportaria o prosseguimento da repetição das mesmas imagens e da sua organização segundo uma estrita linearidade. [...]
Sem renegar o fundamento da sua poética, [...] Ramos Rosa introduz elementos dinamizadores do discurso [...]. E, assim, a poesia de António Ramos Rosa, [...] sem deixar de ser uma poesia de austeridade e de silêncio, soube reacender o poder de surpresa e reforçar o peso significativo das palavras. [...]» (Gastão Cruz, A Poesia Portuguesa Hoje, Plátano Editora, Lisboa, 1973)

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Animal Olhar


ANTÓNIO RAMOS ROSA
capa de Raul da Vaza

Lisboa, 1975
Plátano Editora, S. A. R. L.
1.ª edição (livros reunidos)
20,6 cm x 14,7 cm
4 págs. + 208 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

São aqui reunidos e revistos pelo poeta os seus anteriores livros Ocupação do Espaço, Terrear e Estou Vivo e Escrevo Sol.

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Respirar a Sombra Viva


ANTÓNIO RAMOS ROSA
capa de Raul da Vaza

Lisboa, 1975
Plátano Editora, S. A. R. L.
1.ª edição (livros reunidos)
20,5 cm x 14,7 cm
240 págs.
exemplar como novo, sem qualquer sinal de quebra na lombada
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

São aqui reunidos e revistos pelo poeta os seus anteriores livros A Construção do Corpo, Nos Seus Olhos de Silêncio e A Pedra Nua.

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Entre o Pavor e a Esperança


LOYS MASSON
trad. do poeta António Ramos Rosa

Lisboa, 1959
Publicações Europa-América
1.ª edição
19,3 cm x 14 cm
2 págs. + 280 págs.
capa de Carlos Rafael
exemplar muito estimado
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

O cenário é o da II Guerra Mundial, já nem monarquias havia por força do esmagamento levado a cabo pelo Eixo militarista da Europa central, com a conivência, senão com o declarado apoio, precisamente de prosélitos de reis e cavaleiros – dos autênticos e dos da indústria. Mas os aliados também não foram melhor, e este romance de Masson disso nos fala, situando um grupo de prisioneiros numa ilha do Pacífico onde irão sofrer, a título experimental, os efeitos das poeiras radioactivas libertadas nos testes da bomba atómica.

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sexta-feira, setembro 20, 2013

Floradas na Serra

DINAH SILVEIRA DE QUEIROZ
capa de [Marcelino] Vespeira

Lisboa, 1958
Editora Ulisseia Limitada
[1.ª edição (em Portugal)]
20,2 cm x 13,6 cm
240 págs.
capa impressa a uma cor (preto) e relevo seco, revestida com sobrecapa
apresenta manchas periféricas nas dobras de ambas as badanas, mas no geral o miolo está limpo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

É o romance de estreia da Autora, que foi casada em segundas núpcias com o escritor diplomata Dário de Castro Alves. Publicado por cá quando sucessivas edições brasileiras e uma transposição cinematográfica já lhe haviam cimentado uma reputação cultural.

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A Moura Saluquia


VICTOR MENDES

Lisboa, s.d.
Livraria Editora J. Rodrigues & C.ª
3.ª edição
20,3 cm x 13,6 cm
16 págs.
subtítulo: Lenda Arabe
exemplar estimado; miolo limpo
valorizado pela dedicatória manuscrita do autor
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Lenda que inspira o nome da vila alentejana de Moura.

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quinta-feira, setembro 19, 2013

Um Homem na Rua


LEONEL COSME
capa de Fernando Marques

Lisboa, 1958 [aliás, 1959]
Orion
1.ª edição
18 cm x 11,8 cm
168 págs.
exemplar estimado, capa envelhecida; miolo limpo
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Foi o principal fundador e animador das publicações Imbondeiro (Sá da Bandeira – Angola), actividade que partilhou com Garibaldino de Andrade. Este é o seu primeiro livro, escritor que, embora nascido em Guimarães, por haver vivido três décadas em Angola, daí colhe o testemunho da formação da revolta contra o racismo do colonizador. Para além da sua influência junto dos intelectuais da escrita, também o cineclubismo e a rádio tiveram nele um cultor.

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A Dúvida


LEONEL COSME
capa de Fernando Marques

Sá da Bandeira (Angola), 1961
Imbondeiro
1.ª edição
16,8 cm x 12,4 cm
104 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Acerca deste livro escreveu, à época, Vitor Silva Tavares, no jornal O Intransigente [fonte: contracapa do n.º 29 da mesma Colecção Imbondeiro]:
«[...] Tem-se observado no escritor um alargamento da sua visão criadora que prenuncia o romancista já não muito distante. “A Dúvida” é prova cabal do enriquecimento e amadurecimento de Leonel Cosme, perdidas as hesitações iniciais e já confiante o seu fluxo narrativo. [...]»

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Graciano



LEONEL COSME
capa e desenhos de Fernando Marques

Sá da Bandeira (Angola), s.d. [1960]
Publicações Imbondeiro
2.ª edição
16,8 cm x 12,1 cm
32 págs.
é o n.º 2 da prestigiada Colecção Imbondeiro (sendo o n.º 1 de Garibaldino de Andrade, o co-fundador da editora)
acabamento com dois pontos em arame
exemplar estimado; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)


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A Ilha Está Cheia de Vozes


JOÃO MEDINA

Coimbra, 1971
Atlântida Editora
1.ª edição
17,5 cm x 12,5 cm
112 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Ficção bastante assertiva, plasmada no mito do solitário Robinson Crusoe. Uma passagem:
«[...] Nietzsche orgulhava-se de não ler jornais nem beber cerveja, no que tinha inteira razão. Quanto a mim, na impossibilidade de me orgulhar de me abster duma bebida que não aprecio, contento-me em repudiar os jornais. [...] Não me arrependo da decisão tomada, antes me congratulo de ter deixado o Processo Histórico a crescer sem que disso me aperceba pelas gazetas e periódicos, exceptuando naturalmente aquela porção mínima de conhecimento indirecto do Devir Universal que me é dado pela correspondência que mantenho com amigos, adeptos, correlegionários e compatriotas.
O jornal não é, como o pretendia Hegel, a oração matinal do filósofo mas o bocejo diário das boas consciências e o enfado ritual de todos os homens honestos. [...] Ninharias, ninharias! eis o tecido da imprensa diária, o alimento de milhares de homens que, findo o labor na fábrica ou no escritório, se metem no metropolitano, no eléctrico e no autocarro a caminho dos lares, digerindo embrutecidos o rol de bagatelas que enchem os matutinos e vespertinos... [...]»

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A Pérola


JOHN STEINBECK
trad. Mário Dionísio
capa de Manuel Correia

Lisboa, 1950
Publicações Europa-América
1.ª edição
18,3 cm x 13,2 cm
148 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Autor do cáustico As Vinhas da Ira e de Ratos e Homens, John Steinbeck aceitou o Nobel em 1962. A vertente novela colheu sempre o interesse e a aprovação de um público docente, dada a sua moralidade básica, a desse público, e a simplicidade estilística da dita.

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Ratos e Homens


JOHN STEINBECK
[António Pedro]
trad. Correia Alves
pref. António Pedro

Porto, 1957
Círculo de Cultura Teatral – Teatro Experimental Porto
1.ª edição
19,8 cm x 13,8 cm
104 págs.
exemplar estimado, com falta de papel no topo da lombada; miolo limpo
valorizado pela dedicatória manuscrita do tradutor ao crítico de teatro Duarte Ivo Cruz
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se do texto da adaptação cénica da obra-prima de Steinbeck, um texto que expõe a precaridade do trabalhador por conta de outrem perante os donos do mundo. A encenação esteve a cabo de António Pedro, entre os protagonistas sublinhe-se a presença do actor João Guedes, mas também dos poetas Egito Gonçalves e Vasco Lima Couto.

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Ratos e Homens


JOHN STEINBECK
trad. Erico Veríssimo
capa de Bernardo Marques

Lisboa, s.d.
Livros do Brasil, Limitada
[1.ª edição]
16,1 cm x 11,1 cm
exemplar como novo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Noite Sem Lua


JOHN STEINBECK
trad. e pref. Pedro M. Figueiredo
capa de Querubim [Lapa]
ilust. Costa Pinheiro

Lisboa, 1955
Editora Ulisseia, Limitada
1.ª edição
18,7 cm x 12,5 cm
180 págs.
ilustrado
exemplar estimado; miolo limpo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Novela escrita e publicada em sucessivas traduções por toda a Europa (1942), durante a ocupação nazi, alude ao drama de uma pequena cidade nórdica tomada de assalto de surpresa, e cujos pacíficos habitantes têm que construir uma rede de luta armada.

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segunda-feira, setembro 09, 2013

Nocturno



AUGUSTO BARREIROS
capa do pintor Costa Pinheiro

Lisboa, 1954
Editorial Adastra (de Alberto Baroeth)
1.ª edição
19,9 cm x 13,7 cm
64 págs.
exemplar muito estimado; miolo limpo
valorizado pela dedicatória manuscrita do Autor
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Augusto Manuel Serrão de Faria do Souto Barreiros (1922-2012), figura proeminente e grande proprietário na Golegã, onde o cavalo e os toiros são a essência cultural da lezíria. Deixou vasta obra literária, em que a monografia etnográfica abunda, tendo mesmo recebido o diplomas e medalhas de mérito «pela sua acção no fomento e expansão do folclore ribatejano». (Fonte: Dicionário Cronológico de Autores Portugueses, vol. V, Publicações Europa-América, Mem Martins, 2000)

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Ele e Eu


AUGUSTO PINTO
capa e ilust. [José] Tagarro

Lisboa, 1925
Seara Nova
1.ª edição
23 cm x 15,1 cm
48 págs.
ilustrado
exemplar estimado; miolo limpo
assinatura de posse no frontispício
17,00 eur (IVA e portes incluídos)


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domingo, setembro 08, 2013

Portugal – Its Land and People



W. [WILLIAM] H. [HENRY] KOEBEL
ilust. S. [Susanna] Roope Dockery

Londres, 1909
Archibald Constable and Co. Ltd.
1.ª edição
24,5 cm x 17 cm
XVIII págs. + 408 págs. + 21 folhas em extra-texto
profusamente ilustrado em separado a negro (reprod. fotográficas) e a cor (reprod. aguarelas)
impresso em papel tipo couché
encadernação editorial em tela encerada com gravação na pasta anterior e na lombada
aparado e dourado somente à cabeça
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
95,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se de um importante documento para a literatura de viagem em Portugal, escrito por William Henry Koebel (1872-1923), que nos legou, em livro próprio, um outro testemunho da sua passagem pela Madeira, num registo romântico admirável. No vertente livro, quer Lisboa quer o Porto são amplamente descritos, ocupando mais de metade do volume, que se estende ainda pelo Alentejo; nem a “festa” da tourada foi esquecida, e tem o seu capítulo.
A aguarelista Susanna Roope Dockery (1856-1927), nascida no Porto, numa família ligada ao comércio portuário local, embora tendo casado com um diplomata de Leeds, nunca porém desligou o seu imaginário das figuras populares do norte de Portugal, e chegou mesmo, em 1899, a ter tido a oportunidade de exibir o seu trabalho em Lisboa.

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quinta-feira, setembro 05, 2013

Água Forte



CARLOS LEAL (DE MELO)
pref. Octaviano Sá
capa de Arnaldo Ressano

Lisboa, 1941
Livraria Popular de Francisco Franco
1.ª edição
19,6 cm x 14,3 cm
344 págs.
subtítulo: Memórias
ilustrado
exemplar muito manuseado mas aceitável; miolo limpo
discreto carimbo na pág. 2 com as iniciais de anterior proprietário
20,00 eur (IVA e portes já incluídos)

Num Prólogo, que é igualmente uma peça de admiração pelo republicano Manuel Teixeira-Gomes, diz-nos o autor (que também foi actor):
«[...] tenho levado a vida a rir, embora a rir já tenha chorado; sim, porque se o rir faz bem, o chorar também nos alivia muitas vezes as dôres de alma.
Neste presente volume, a-pesar-de tôdas as ilusões sofridas, – vibram, ainda, as fibras do meu patriotismo e da minha fé republicana; a fé que anima o meu espírito dando alento aos meus sentimentos de democrata e liberal. Mas aquela Liberdade que não é negada pelos próprios prelados.
O nosso simpático Cardial Cerejeira, numa sua formidável pastoral, que honraria um Papa, – orou em Fátima pela liberdade dos povos; – porém, quando do trespasse da magnífica oração para a letra de forma, o zêlo eliminou a palavra Liberdade, certamente como nociva da Ordem e talvez do Pudor. [...]»

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quarta-feira, setembro 04, 2013

Crónicas da Serra


IRENE LISBOA
capa de Alice Jorge

Lisboa, s.d. [1958, conf. Isabel Allegro de Magalhães, in Colóquio / Letras, n.º 131]
Livraria Bertrand, S. A. R. L.
1.ª edição
19,1 cm x 12,4 cm
232 págs.
exemplar manuseado mas aceitável, com pequena falha de papel no bordo inferior da lombada; miolo limpo
30,00 eur (IVA e portes já incluídos)

Das notas de badana, assim caracteriza Mário Dionísio essa escritora, que foi Irene do Céu Vieira Lisboa:
«Todo esse mundo de gente anónima que ela soube ver, não de fora nem de dentro, mas lado a lado, todo “o cansaço e a pobreza disto de viver” que ela deixou vivo em centos de páginas revelam a elaboração secreta e paciente duma técnica em que mais e mais atentaremos. A força da construção sob a desordem aparente, como o profundo amor sob o azedume da superfície, é que lhe deram o lugar inconfundível – e insubstituível – que para sempre cabe na nossa literatura.»

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domingo, setembro 01, 2013

O Mistério da Múmia Sussurrante



ALFRED HITCHCOCK
trad. Carolina de Oliveira e Sá
capa e ilust. José Cambraia

Lisboa, 1971
Livraria Clássica Editora – A. M. Teixeira & C.ª (Filhos), Lda.
1.ª edição
18,8 cm x 12,4 cm
268 págs.
ilustrado
cartonagem editorial
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
17,00 eur (IVA e portes incluídos)


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O Mistério da Aranha de Prata



ALFRED HITCHCOCK
trad. Elísio Baldinho
capa e ilust. Eugénio Silva

Lisboa, 1978
Livraria Clássica Editora – A. M. Teixeira & C.ª (Filhos), Lda.
1.ª edição
18,4 cm x 12,1 cm
244 págs.
ilustrado
cartonagem editorial
exemplar estimado; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Ásia Portuguesa



MANUEL DE FARIA E SOUSA
trad. Isabel Ferreira do Amaral Pereira de Matos e (outro nome) Maria Vitória Garcia Santos Ferreira
pref. M. Lopes d’Almeida

Porto, 1945-1947
Livraria Civilização – Editora
2.ª edição
6 volumes (completo)
22,3 cm x 15 cm
[XXXII págs. + 368 págs. + 9 folhas em extra-texto] + [376 págs. + 3 folhas em extra-texto] + [360 págs. + 3 folhas em extra-texto] + [416 págs. + 3 folhas em extra-texto] + [362 págs. + 1 folha em extra-texto] + [648 págs. +
exemplares estimados; miolo limpo, parcialmente por abrir o vol. I e totalmente por abrir todos os outros volumes
rubricas de posse nas págs. I, III e frontispício somente do vol. I
145,00 eur (IVA e portes já incluídos)

«Manuel de Faria e Sousa [1590-1649], Cavalleiro da Ordem de Christo, e Commendador pensionario da commenda do Rodão; celebre e incansavel escriptor, cujas obras (quasi todas em lingua castelhana) pertencem á polygraphia. Foi poeta, critico, historiador, philologo, moralista; e um dos homens mais eruditos do seu seculo, gosando por aquelles tempos de uma elevadissima reputação litteraria que, longe de conservar‑se intacta, diminuiu consideravelmente com o correr das annos, e com o progresso do bom gosto e dos estudos criticos. [...]» A Ásia Portuguesa teve edição princeps em três tomos de grande formato, postumamente, por diligência do seu filho Pedro de Faria e Sousa, no que concerne o primeiro tomo, e do impressor António Craesbeeck de Melo para os dois restantes, respectivamente em 1666, 1674 e 1675. Do primeiro tomo fez-se uma segunda edição em 1703, para cuja qualidade inferior à da edição primitiva Inocêncio alerta. (Fonte: Inocêncio Francisco da Silva, Diccionario Bibliographico Portuguez, tomo V, Imprensa Nacional, Lisboa, 1860)

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