quinta-feira, setembro 19, 2013

A Ilha Está Cheia de Vozes


JOÃO MEDINA

Coimbra, 1971
Atlântida Editora
1.ª edição
17,5 cm x 12,5 cm
112 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Ficção bastante assertiva, plasmada no mito do solitário Robinson Crusoe. Uma passagem:
«[...] Nietzsche orgulhava-se de não ler jornais nem beber cerveja, no que tinha inteira razão. Quanto a mim, na impossibilidade de me orgulhar de me abster duma bebida que não aprecio, contento-me em repudiar os jornais. [...] Não me arrependo da decisão tomada, antes me congratulo de ter deixado o Processo Histórico a crescer sem que disso me aperceba pelas gazetas e periódicos, exceptuando naturalmente aquela porção mínima de conhecimento indirecto do Devir Universal que me é dado pela correspondência que mantenho com amigos, adeptos, correlegionários e compatriotas.
O jornal não é, como o pretendia Hegel, a oração matinal do filósofo mas o bocejo diário das boas consciências e o enfado ritual de todos os homens honestos. [...] Ninharias, ninharias! eis o tecido da imprensa diária, o alimento de milhares de homens que, findo o labor na fábrica ou no escritório, se metem no metropolitano, no eléctrico e no autocarro a caminho dos lares, digerindo embrutecidos o rol de bagatelas que enchem os matutinos e vespertinos... [...]»

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