terça-feira, fevereiro 26, 2013

Os Pregos na Erva [junto com] Depois de os Pregos na Erva




MARIA GABRIELA LLANSOL

Lisboa, s.d. [1962] / Porto, 1973
Portugália Editora / Afrontamento (ed. Autora)
1.ª edição (ambos)
[16,6 cm x 11,1 cm] + [20,9 cm x 14,5 cm]
196 págs. + [252 págs. + 1 folha em extra-texto]
capa (do 1.º livro): João da Câmara Leme
subtítulo (do 2.º livro): E Que Não Escrevia / – Dez Anos de Escrita /
exemplares em bom estado de conservação, com sinais de antiga humidade no 2.º livro; miolo limpo em ambos
120,00 eur

Trata-se dos dois primeiros livros da prosadora, em que é possível ver, desde logo, a sua evolução da narrativa romanesca convencional para uma construção literária fraccionada, ou por mosaicos textuais significantes. Quanto à biografia da Autora, basta ler a transcrição integral do seu discurso de “agradecimento” de um prémio literário que lhe foi atribuído em 1986:
«A atribuição do Prémio D. Dinis, da Casa de Mateus, ao meu livro Um Falcão no Punho, colocou-me numa situação nova e paradoxal.
Na realidade, é este o primeiro prémio, de incidência mais geral, que me é atribuído em vinte e cinco anos de vida literária. Vivia sem pensar nos prémios, e quase sem incentivo, porque me parecia irreal que mos atribuíssem. Percebo, na serenidade, o sentido e a lógica do meu caminho; entendo, sem formular juízos, as necessidades mundanas, na acepção patrística do termo, dos meios literários; compreendo uns e outros o suficiente para que esta situação que estou vivendo não fizesse parte dos meus objectos de espera. Mas isso, que eu não esperava, nem desejava, veio a acontecer-me, pois, sob a forma do imprevisível.
E encontro-me, assim, no novo.
Novo que é, no contexto do que venho escrevendo quase desde o início, um paradoxo. Tenho testemunhado, nos oito ou dez livros que até hoje publiquei, sobre a incompatibilidade radical entre o mundo dos Príncipes e o mundo das gentes. Incompatibilidade que, à medida que vou avançando na elucidação do objecto da minha visão, me parece não só radical mas igualmente insanável, uma espécie de ferida, marca destintiva que nos separa, entre os humanos, uns dos outros.
Chego a pensar que nos concebemos mal, que nos imaginámos disformes, tal é o espanto que suscita, na alma de quem vê, o poder: o facto de que o mundo “tal como é”, “assim”, carece de evidência.
Essa ferida não separa os ricos dos pobres, nem os opressores dos oprimidos, nem se traduz em níveis de rendimento, mesmo se historicamente a divisão a que me refiro tomou essas formas várias de disfarce. Não, essa ferida separa os atentos e os distraídos, os mornos dos intensos, os necessitados de misericórdia e os orgulhosos. Se, no que até hoje escrevi, algo deva ficar, desejaria que fosse isto:
Há uma história silenciosa dos intensos que, porque necessitados de misericórdia, não impuseram aos seus congéneres as cadeias da explicação, nem miragens para o desejo. Gostaria que sobrevivesse a afirmação que nós somos epifanias do mistério, e mistério que nos nossos balbuciamentos se desenrola.
O paradoxo é, assim, de eu estar dizendo precisamente aqui, ao aceitar e agradecer o gesto que para comigo tiveram, continuando eu sempre sem saber por que teve esse gesto em mim um seu destinatário. Tomo-o na sua acepção radical de fraternidade entre nós diante do sentido, como um momento em que partilhamos um dos bens da Terra, que, para mim, são cinco:
O conhecimento, a abundância, a generosidade, o prazer do amante e a alegria de viver.»

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domingo, fevereiro 24, 2013

Assembleia de Mulheres


NATÁLIA NUNES
capa de João da Câmara Leme

Lisboa, 1964
Portugália Editora
1.ª edição
19,6 cm x 13,6 cm
216 págs.
encadernação contemporânea meia-francesa em pele e tela encerada, com gravação a ouro na lombada, ostenta no verso da primeira folha-de-guarda o selo do encadernador Frederico d’Almeida
pouco aparado e carminado apenas à cabeça
conserva as capas de brochura
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
30,00 eur

Natália Nunes colhe este seu título numa obra de Aristófanes.

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domingo, fevereiro 17, 2013

A Paróquia de S. Jorge da Cidade de Lisboa



ROBERTO DIAS COSTA

Lisboa, 1939
[Sociedade Industrial de Tipografia, Lda.]
1.ª edição
23,7 cm x 16,8 cm
120 págs.
subtítulo: Subsídios para a sua história
ilustrado
impresso sobre papel superior
exemplar manuseado mas aceitável, com restauro na lombada; miolo limpo
20,00 eur


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segunda-feira, fevereiro 11, 2013

Sôbre o Romance Contemporâneo



ADOLFO CASAIS MONTEIRO
[capa de Fred Kradolfer]

Lisboa, 1940
Editorial “Inquérito”, Ld.ª
1.ª edição
19 cm x 12,4 cm
80 págs.
exemplar estimado; miolo limpo, parcialmente por abrir
17,00 eur

Do Dicionário Cronológico de Autores Portugueses (vol. IV, Publicações Europa-América, Mem Martins, 1998):
«[...] Como ensaísta, se, por um lado, os seus textos foram importante e oportuno alimento informativo e formativo numa época marcante para o meio cultural português, [...] traziam, por outro, uma renovada e assumida resposta às inquietações das camadas intelectuais então nascentes. [...]»

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O Romance e os Seus Problemas




ADOLFO CASAIS MONTEIRO

Lisboa / Rio de Janeiro, 1950
Livraria-Editôra da Casa do Estudante do Brasil
1.ª edição
19,4 cm x 13,8 cm
328 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
valorizado pela dedicatória manuscrita do Autor ao historiador de arte Mário Chicó
30,00 eur


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O Romance e os Seus Problemas



ADOLFO CASAIS MONTEIRO

Lisboa / Rio de Janeiro, 1950
Livraria-Editôra da Casa do Estudante do Brasil
1.ª edição
19,4 cm x 13,8 cm
328 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

«[...] Revendo, ordenando e recompondo ensaios, artigos e notas de critica escritos quase todos ao sabor da ocasião, entre 1928 e 1949, terá apenas a unidade que lhe possa conferir certo número de ideias que por força afloram constantemente. [...]» (do prefácio). E assim, depois de nos pôr a par das grandes generalidades que norteiam o seu pensamento ensaístico e de o aplicar na reflexão acerca de obras dalguns escritores universais de referência, como Tolstoi, Dostoievski, Tchekov, Proust, D. H. Lawrence ou Aldous Huxley, é a vez de juntar a essa lista contemporâneos brasileiros e portugueses, cujos livros lidos se tornam para nós mais claros de situar no tempo e no modo: Lins do Rego, Jorge Amado, Ciro dos Anjos, Régio, Rodrigues Miguéis, Torga, Branquinho da Fonseca, Almada, Redol, Carlos de Oliveira, Manuel da Fonseca, Castro Soromenho, Soeiro Pereira Gomes, e outros.

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A Moderna Poesia Brasileira




ADOLFO CASAIS MONTEIRO

São Paulo, 1956
Clube de Poesia
1.ª edição
19,1 cm x 13,4 cm
32 págs.
subtítulo: Conferência pronunciada na sessão de instalação do Curso de Poesia Contemporânea, do Clube de Poesia, no auditório da Biblioteca Municipal de São Paulo, em 13-9-1956
impresso sobre papel superior
exemplar estimado com restauro na lombada
valorizado pela dedicatória manuscrita do Autor ao poeta José Blanc de Portugal
25,00 eur

Após a sua ruptura com João Gaspar Simões na direcção da revista presença, e a expulsão do ensino secundário por motivos políticos, Casais Monteiro exilou-se no Brasil, onde falecerá em 1972 depois de aí deixar importante marca cultural. Não sem, por cá, a sua passagem pelo periódico Mundo Literário haver assombrado a censura ditatorial de Salazar.

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Poesia: Programa para o Concreto


ALEXANDRE PINHEIRO TORRES

Lisboa, 1966
Editora Ulisseia
1.ª edição
18 cm x 10 cm
216 págs.
orientação gráfica do pintor Espiga Pinto
com sobrecapa em papel de alcatrão
é o n.º 10 da prestigiada Colecção Poesia e Ensaio
em estado muito aceitável, com ligeira falta de papel no canto superior direito da folha branca que antecede o ante-rosto
obra importante para a história do neo-realismo
25,00 eur

Reúne ensaios acerca das obras de Murilo Mendes, Sophia de Mello Breyner Andresen, João Cabral de Melo Neto, Alexandre O’Neill, João José Cochofel, António Reis, Afonso Duarte, José Gomes Ferreira e António Ramos Rosa.

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O Livro de Amor



JOÃO DE DEUS

Lisboa, 1930
s.i. (Arthur Brandão & C.ª / Imprensa Portugal-Brasil)
1.ª edição (antológica)
17,6 cm x 12,3 cm
336 págs. + 2 folhas em extra-texto
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo, com mancha de antiga humidade no canto superior esquerdo do segundo extra-texto
30,00 eur

Do Dicionário Cronológico de Autores Portugueses (vol. II, Publicações Europa-América, Mem Martins, 1990):
«[...] Escrevendo “com uma mão no coração”, não se encontra na sua poesia nada de tétrico ou de lamuriento. Servindo-se de um vocabulário restrito, em que aparecem repetidamente palavras como lua, ave, nuvem, perfume, lágrima, exprime os sentimentos de um modo espontâneo e directo, quase infantil, numa linguagem muito próxima da oralidade.
É um poeta do amor-adoração e a sua poesia não é mais do que a sublimação dos impulsos eróticos. [...]»
Aqui, numa vasta antologia, celebra-se o primeiro centenário do seu nascimento, o poeta algarvio.

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O Festival de João de Deus



aa.vv.

Lisboa, 1905
Antiga Casa Bertrand – José Bastos – Editor
1.ª edição [única]
20,1 cm x 14,4 cm
XXXII págs. + 508 págs. + 3 extra-textos (sendo o que vem junto da portada uma caricatura do Poeta da autoria de Rafael Bordalo Pinheiro)
subtítulo: Poesias, Estudos litterarios, manifestações da Imprensa e collectividades scientificas, na Celebração do LXV anniversario do Poeta, pela Mocidade das Escholas com um Escorso biographico de João de Deus por Theophilo Braga
encadernação modesta de amador em tela azul com gravação a ouro na pasta anterior e na lombada
conserva as capas de brochura, aparado somente à cabeça
exemplar muito estimado; miolo limpo
no ante-rosto assinatura de posse do pintor e miniaturista Alfredo Marçal Brandão (1852-1918)
PEÇA DE COLECÇÃO
60,00 eur (IVA e portes incluídos)

Reunião das participações com que, pelos 65 anos de idade, homenagearam o poeta algumas escolas e colectividades do país, e intelectuais como, à cabeça Teófilo Braga, Tomás Ribeiro, Eugénio de Castro, Gonçalves Crespo, Alberto Pimentel, Júlio Dantas, Guerra Junqueiro, Sampaio Bruno, Heliodoro Salgado, Magalhães Lima, Ramalho Ortigão, Eça de Queirós, Diogo de Macedo ou António Nobre. A edição em livro desse reconhecimento colectivo acabou por ser póstumo.
Para além do «[...] seu apostolado do ensino popular, [as] luctas ferrenhas contra a Cartilha Maternal, tendo de reagir com réplicas em prosa e verso aos professores rotineiros, fizeram que se esquecesse o poeta das Flores do Campo e das Folhas Soltas, para admirarem o luminoso pedagogista. [...]» (da nota de abertura) Mas também a ele se deve um passo para a modernidade, contra o intocável António Feliciano de Castilho, a ele se deve, pois, «[...] a primeira condenação pública da escola ultra-romântica, defendendo um lirismo “purificado”, ligado à tradição dos cancioneiros galego-portugueses, às cantigas populares do romanceiro e a certos aspectos do Camões lírico. [...]» (in Dicionário Cronológico de Autores Portugueses, vol. II, Publicações Europa-América, Mem Martins, 1990)

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Germinal



ÉMILE ZOLA

Paris, 1885
1.ª edição
Charpentier et Cie, Éditeurs
17,8 cm x 12,2 cm
4 págs. + 592 págs.
encadernação modesta da época em meia-inglesa com discretos ferros a ouro, com algum desgaste no papel de fantasia
sem capas de brochura
miolo em bom estado de conservação, apenas marcado pelo envelhecimento natural do papel
ostenta o selo de venda da Livraria Ferin no canto superior esquerdo do verso da pasta anterior; e o elegante carimbo de posse, também da época, no canto superior direito da folha de ante-rosto
invulgar peça de colecção
220,00 eur

Trata-se da autêntica primeira edição desta obra de referência para o século XIX europeu, dado ainda não ter impressa no frontispício qualquer referência aos milhares da tiragem.
Num momento em que os ideais comunistas, anarquistas e socialistas, amplamente debatidos em Londres no primeiro congresso da Associação Internacional dos Trabalhadores, começavam a entrar na vida quotidiana do operariado ocidental, um escritor francês já então de renome, Zola, entrega-se ele próprio à vida numa mina de carvão onde as condições infra-humanas de existência de toda a comunidade mineira, e consequente revolta e greve geral selvagem, darão origem à obra-prima do realismo naturalista.

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domingo, fevereiro 10, 2013

A Verdade Sôbre Afonso Costa


ALBERTO GUIMARÃES

Lisboa, 1935
ed. Autor
1.ª edição
19 cm x 12,7 cm
260 págs.
exemplar manuseado, com restauro na lombada, mas aceitável; miolo limpo
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Violento libelo contra o político republicano:
«[...] Era assim, ambicioso, ávido de dinheiro, cruel no assalto à bôlsa alheia, o homem que hoje se permite, lá de longe, atacar a obra financeira de Salazar, como se uma pessoa sem escrúpulos, que não recuou ante as mais torpes falcatruas, como adiante iremos demonstrando, tivesse autoridade moral para se arvorar em crítico de quem tem dado as mais belas provas de inteireza de carácter e honestidade de processos, tanto na sua vida pública como na particular. [...]»

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Affonseida


OCTAVIO DE MEDEIROS
capa de Emmerico [Nunes]

Lisboa, 1925
ed. Autor / Imprensa Lucas & C.ª
1.ª edição
25,5 cm x 20,1 cm
4 págs. + 132 págs.
subtítulo: Poema Heroe-Comico
exemplar com restauro nas capa e lombada; miolo limpo e fresco
peça de colecção
50,00 eur

Em seis Cantos de saborosas oitavas o Autor arruma de vez a História sua contemporânea. O motivo de anedota é o então mais alto representante do republicanismo, Afonso Costa. E o conhecido “atentado” de que este foi “vítima” em 1915 é, pois, assim descrito:

«[...] Seguia o meu Doutor tranquillamente
P’ra o palácio alugado á presidencia,
Onde iria tratar d’um caso urgente,
Qualquer questão d’uma alta transcendencia.
E, como ser modesto é mais decente,
Illudindo os pacóvios na apparencia,
Seguiu n’um carro electrico fechado
Que ao pisar deixou logo excommungado!

O carro vae ruidoso e corre a nove;
Nem sequér nas paragens tem demóra;
Guardando o seu lugar ninguem se móve,
Nenhum receio as fáces descolóra;
Mas eis que a acção diabólica promóve
Que, estalando, um manip’lo sálte fóra!
De súbito as faiscas tudo aclaram;
N’um arrastado estrondo as ródas páram!

Julgando ver seu termo alli chegado,
Que de suppostas bombas já recúa,
O destemido Affonso apavorado
Salta por la ventana e cahe na rua!
Permanéce na terra inanimado
Até que a multidão que tumultua
Lhe acóde, p’ra que alli não desfalleça,
Pois tem tremenda brécha na cabeça!

Já corre na cidade a infausta nova
Que o nosso Redemptor está moribundo...
Tem a fronte p’ra o céu e os pés p’ra a cóva;
Diz com pallidas mãos o adeus ao mundo...
Mas eis que uma esperança se renova:
– “Está salvo!” – diz o povo e, em tom jocundo
Pergunta: – “Qual é coisa, qual é ella,
Que entra p’la porta e fóge p’la janella?” – [...]»

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Afonso Costa


A. H. DE OLIVEIRA MARQUES
capa de Manuel Dias

Lisboa, 1972
Editora Arcádia, S. A. R. L.
1.ª edição
20,5 cm x 14,4 cm
432 págs. + 16 págs. em extra-texto
exemplar como novo
30,00 eur

Da nota de contracapa:
«Afonso Costa [...] o seu nome simbolizou toda uma política, mesmo um regime, até. [...] arauto de uma situação e o estadista que, acaso, mais a radicou em sete anos apenas de acção intermitente, mas fecunda.»

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Discursos [...]


AFFONSO COSTA

Lisboa, 1908
Livraria Classica Editora de A. M. Teixeira & Ct.ª
1.ª edição [em brochura autónoma]
22,4 cm x 14,9 cm
90 págs.
subtítulo: [...] proferidos nas sessões de 13 e 19 de Maio de 1908 na Camara dos Deputados – Attittude do partido republicano perante o novo reinado e Necessidade da extincção do juízo de instrucção criminal
exemplar estimado; miolo limpo, parcialmente por abrir
assinatura de posse do coronel Bento Roma na capa e no frontispício
35,00 eur

Reúne o presente volume dois discursos particularmente contundentes do republicano, e futuro líder do país, Afonso Costa, enquanto representante republicano na Câmara dos Deputados durante o regime monárquico.

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sexta-feira, fevereiro 08, 2013

Cidade do Salvador



DARWIN BRANDÃO
MOTTA E SILVA
pref. Jorge Amado
ilust. Carlos Bastos

São Paulo, 1958
Companhia Editora Nacional
1.ª edição
27,1 cm x 20,3 cm
XVI págs. + 240 págs.
subtítulo: Caminho do Encantamento
profusamente ilustrado
capa em serigrafia sobre cartolina preta, miolo impresso a duas cores sobre papel superior creme, com «planejamento gráfico e direção técnica de Theobaldo de Nigris e Rubens de Barros Lima»
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
é o n.º 69 de uma tiragem não declarada
55,00 eur

Em referência à cidade, São Salvador da Baía, diz-nos no prefácio Jorge Amado:
«[...] Não se trata de homens [os autores do livro] que souberam ver, trata-se de homens que viveram a Bahia, homens de lá, e que a revelam aos leitores em sua inteireza. [...] É todo assim êste livro: pleno da côr e do cheiro da Bahia – essa côr e êsse cheiro de mulata agreste, com tabuleiro de doces ou pote de água sôbre a cabeça, o torso nu e os dentes abertos num sorriso, do seu dengue sensual, de sua negra e densa beleza antiga e mágica. Guia de candomblés e monumentos, de ruas e praças, de coisas do passado e do presente, do mar e da montanha, é um livro indispensável, de agora em diante, aos que vão à Bahia pela primeira vez, atraídos pela fama da cidade. [...]»

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segunda-feira, fevereiro 04, 2013

Depois da Guerra – Portugal e o Tratado de Paz




[JOÃO LOPES] CARNEIRO DE MOURA

Lisboa, 1918 [aliás, 1919]
Imprensa Nacional
1.ª edição
23,8 cm x 18,3 cm
272 págs.
exemplar estimado, com a capa empoeirada; miolo limpo
valorizado pela dedicatória manuscrita do Autor
60,00 eur

Obra importante para o Direito Internacional, e cuja autoria – Carneiro de Moura foi um advogado que exerceu cargos de chefia no Ministério do Interior até 1927 – nos garante a idoneidade de quem nos legou, entre outras obras, O Século XIX em Portugal – História Política, Literária, Económica, Artística e Militar dos Últimos Cem Anos, ou, outro exemplo, A Mulher e a Civilização – Estudo Histórico, Económico e Jurídico da Evolução Paralela dos Sexos, ou, ainda, A Administração Colonial Portuguesa, ou Direito Industrial Português Sistematizado, etc., etc.

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O Seculo XIX em Portugal




[JOÃO LOPES] CARNEIRO DE MOURA

Lisboa, 1901
Typographia da Papelaria Palhares – Palhares & Ct.ª
1.ª edição
21,6 cm x 15,9 cm
496 págs.
subtítulo: Historia politica, litteraria, economica, artistica e militar dos ultimos cem annos – I. O periodo interrevolucionario de 1789 a 1848
encadernação da época inteira em pele, com rótulo e gravação a ouro na lombada; chama-se a atenção para os motivos gráficos de ambas as pastas
pouco aparado, mas sem as capas de brochura
exemplar muito estimado, com vagos sinais de traça no pé do festo; miolo limpo
60,00 eur

Começando na acção governativa do marquês de Pombal, Carneiro de Moura estende a sua panorâmica histórica até à revolta da Maria da Fonte. E tanto os aspectos sócio-políticos como os culturais são por ele abordados numa linguagem simples e objectiva, que se complementa com apontamentos menos conhecidos da chamada “pequena história”.

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domingo, fevereiro 03, 2013

Retalhos da Vida de um Médico



FERNANDO NAMORA
pref. Gregório Marañón

sobrecapas de Sebastião Rodrigues

Lisboa, s.d. [circa 1963]
Editora Arcádia Limitada
10.ª edição e 2.ª edição
2 volumes (completo)
18,8 cm x 12,5 cm
296 págs. + 352 págs.
encadernações editoriais em tela gravada a negro nas pastas anteriores e nas lombadas, com sobrecapa impressa a duas cores directas
exemplares muito estimados; miolo limpo
37,00 eur (IVA e portes incluídos)

Adaptado para cinema por Jorge Brum do Canto, nos anos 60, e retalhado em série televisiva em finais de 79, é um romance construído sobre a experiência pessoal do autor, que foi médico, numa óptica neo-realista muito chã.

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O Homem Disfarçado



FERNANDO NAMORA
capa de Armando Bruno

nota na contracapa por Urbano Tavares Rodrigues

Lisboa, s.d. [1957]
Editora Arcádia Limitada
[1.ª edição]
19,3 cm x 12 cm
312 págs.
cartonagem editorial
exemplar estimado; miolo limpo
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Diz-nos Urbano Tavares Rodrigues:
«[...] é talvez a mais funda e completa descarnação de uma consciência que o nosso século viu em Portugal. Homem enleado nas viscosas “comédias sociais” – nunca entre nós tão aguda e lucidamente denunciadas por dentro – rico, triunfante, considerado, guindado ao jardim de interesses e regalias da classe dominante, mas intimamente amargurado, perplexo e nauseado de si, das suas máscaras, da sua plasticidade, da sua “conivência” [...].»

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Minas de San Francisco



FERNANDO NAMORA
capa de Manuel Ribeiro de Pavia

Lisboa, 1952
Editorial Inquérito Limitada
2.ª edição, refundida
19 cm x 12,6 cm
376 págs.
exemplar estimado mas com a capa um pouco envelhecida, miolo limpo
COM DEDICATÓRIA ASSINADA PELO AUTOR
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

Romance que talvez devesse ser comparado com Vofrâmio de Aquilino Ribeiro, escrito poucos anos antes... A esta nova versão do livro foi atribuído o Prémio Ricardo Malheiros. A capa, por sua vez, mereceu referência no catálogo do Museu do Neo-Realismo, Ilustração & Literatura Neo-Realista (Vila Franca de Xira, 2008).

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Casa da Malta


FERNANDO NAMORA
capa de [Victor] Palla

Coimbra, 1945
Coimbra Editora
1.ª edição
19,1 cm x 13,5 cm
8 págs. + 136 págs. + 24 págs.
exemplar em bom estado de conservação, miolo limpo
apresenta o carimbo «Oferta do Glucol Vitaminado Bial» na cortina do Índice
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

Tendo sido Namora também médico, afigura-se-nos natural que uma empresa de medicamentos haja escolhido uma obra sua para ofertas “vitaminadas”. A marca do laboratório Bial dá-nos uma ideia de como já vem de longe a estreita colaboração entre indústrias – neste caso a editorial e a farmacêutica – no sentido de haver sempre, à mão dos delegados de propaganda médica, “prendas” disponíveis.
As últimas vinte e quatro páginas do livro reúnem, do ponto de vista da história da crítica literária, uma importante compilação de recortes da imprensa da época acusando a recepção dos, à data, primeiros nove títulos da colecção Novos Prosadores. Colecção esta cuja iniciativa, apesar de partir de um editor entre os quais associados se encontrava Salazar, foi determinante para a expressão editorial do neo-realismo português.

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Casa da Malta



FERNANDO NAMORA
capa e ilust. Manuel Ribeiro de Pavia

Lisboa, 1952
Editorial Inquérito Limitada
3.ª edição
19 cm x 12,4 cm
200 págs.
ilustrado
composto manualmente em elzevir e impresso na Imprensa Libânio da Silva
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR AO EMPRESÁRIO TEATRAL LOPO LAUER
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

Do Prefácio do autor à 5.ª edição desta novela:
«[...] verificou-se que, no seu primeiro estádio, o novo humanismo pôs de lado as personagens burguesas, o cenário burguês, todo o farto e belo mundo das agruras sentimentais, dos problemas mundanos de consciência individual, da arte como divertimento, da arte deliciada e irresponsável, numa pressa de reabilitar as camadas sociais até aí mal prezadas pela literatura. Era o timbre salutar de todas as reacções que procuram gravar, sem demora, a sua mensagem e que, no empenho em reagir contra os excessos das precedentes, orientam-se de começo, também excessivamente, num sentido oposto. Mas quanto era legítimo esse empenho! A guerra fizera emergir, cruamente, realidades fundamentais até aí escamoteadas: a pobreza, a servidão, as lavas de um poder corrupto; as massas tomavam a iniciativa da sua promoção, forçando os muros da indiferença burguesa, com a qual o artista pactuava; este tinha, enfim, o ensejo de denunciar os compromissos com as classes favorecidas e, desse modo, o ângulo de focagem dos problemas, como a sua expressão, haviam de ser outros. Em vez dos sonhos e dramas de alguns, o artista era solicitado por uma realidade experimentada e sofrida pela maioria e esta descoberta estimuladora, cujo ardor mal doseado era uma espécie de rastilho da esperança, impelia a arte para os temas em que pudesse exercer, com mais eficácia, o seu papel reivindicador. Ora entre nós é o homem rústico que representa a panorâmica social mais caracterizável e mais urgente. Por aí, sensatamente, se começou; a partir daí, e no momento oportuno, os escritores neo-realistas alargaram a sua visão, desmentindo que fossem estreitas e boçais as suas fronteiras, tanto mais que o inventário só se elucida quando se contrastam o meio citadino e o meio rural. [...]»

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Casa da Malta




FERNANDO NAMORA
sobrecapa de Victor Palla
desenho na badana por Lima de Freitas


Lisboa, s.d. [1961 ?]
Editora Arcádia Limitada
5.ª edição
19 cm x 12,5 cm
240 págs.
subtítulo: Nova Edição com um Prefácio do Autor sobre a Situação deste Livro no Neo-Realismo
encadernação editorial com sobrecapa
exemplar muito estimado, sobrecapa empoeirada; miolo limpo
carimbo de posse no frontispício
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Apesar de tratar-se de uma edição bastante adiantada desta novela, o anunciado – logo sobre a portada – longo e histórico texto introdutório faz dela uma referência completmentar da edição princeps. Também não por acaso editor e capista optam por uma réplica gráfica que constitui chamada de atenção para a capa original da Coimbra Editora em 1945... uma casa editora que, contando Oliveira Salazar entre os sócios fundadores, foi porta-estandarte do neo-realismo ortodoxo nos anos imediatos ao pós-guerra.
Do importante Prefácio do autor:
«[...] verificou-se que, no seu primeiro estádio, o novo humanismo pôs de lado as personagens burguesas, o cenário burguês, todo o farto e belo mundo das agruras sentimentais, dos problemas mundanos de consciência individual, da arte como divertimento, da arte deliciada e irresponsável, numa pressa de reabilitar as camadas sociais até aí mal prezadas pela literatura. Era o timbre salutar de todas as reacções que procuram gravar, sem demora, a sua mensagem e que, no empenho em reagir contra os excessos das precedentes, orientam-se de começo, também excessivamente, num sentido oposto. Mas quanto era legítimo esse empenho! A guerra fizera emergir, cruamente, realidades fundamentais até aí escamoteadas: a pobreza, a servidão, as lavas de um poder corrupto; as massas tomavam a iniciativa da sua promoção, forçando os muros da indiferença burguesa, com a qual o artista pactuava; este tinha, enfim, o ensejo de denunciar os compromissos com as classes favorecidas e, desse modo, o ângulo de focagem dos problemas, como a sua expressão, haviam de ser outros. Em vez dos sonhos e dramas de alguns, o artista era solicitado por uma realidade experimentada e sofrida pela maioria e esta descoberta estimuladora, cujo ardor mal doseado era uma espécie de rastilho da esperança, impelia a arte para os temas em que pudesse exercer, com mais eficácia, o seu papel reivindicador. Ora entre nós é o homem rústico que representa a panorâmica social mais caracterizável e mais urgente. Por aí, sensatamente, se começou; a partir daí, e no momento oportuno, os escritores neo-realistas alargaram a sua visão, desmentindo que fossem estreitas e boçais as suas fronteiras, tanto mais que o inventário só se elucida quando se contrastam o meio citadino e o meio rural. [...]»

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Cana ao Vento



BASTOS XAVIER
capa de Roalves

Coimbra, 1944
Coimbra Editora. Limitada
1.ª edição
19,2 cm x 13,7 cm
2 págs. + 316 págs.
exemplar manuseado mas aceitável; miolo limpo
peça de colecção
27,00 eur

Inserido na colecção neo-realista Novos Prosadores, o engenheiro civil José de Bastos Xavier surge aqui como um dos pioneiros desse movimento literário. Embora a BNP o dê como autor de meia dúzia de livros, não consta nem do Dicionário Cronológico de Autores Portugueses nem da História da Literatura Portuguesa... Somente a Casa do Povo de Valongo do Vouga, ao que leva a crer, lhe deu a importância de merecer uma reedição do vertente livro, em 2002.

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