terça-feira, julho 30, 2013

Report on Southern Africa


BASIL DAVIDSON

Londres, 1952
Jonathan Cape
[1.ª edição]
20,5 cm x 14 cm
286 págs. + 1 desdobrável (mapa)
encadernação editorial com sobrecapa
bem conservado
ideograma de posse na sobrecapa, na primeira folha de guarda e no frontispício
assinaturas de posse na primeira folha de guarda e no frontispício
20,00 eur (IVA e portes já incluídos)

É o relatório abrangente das lutas subjacentes ao apartheid, à escravatura, à humilhação dos “inferiores”. O ponto de vista é, apesar disso, o de um investigador das mutações levadas ao continente africano por um capitalismo embrionário e ainda incipiente, que sucedeu aos séculos de crua rapina.


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quarta-feira, julho 24, 2013

O Mundo Árabe e as Suas Relações Económicas com Portugal


JOSÉ FERNANDO TRINDADE MARTINEZ
pref. J. da Silva Cunha

Lisboa, 1958
Ministério do Ultramar – Junta de Investigações do Ultramar
1.ª edição
volume I [único publicado]
25,6 cm x 19,8 cm
328 págs. + 1 desdobrável em extra-texto
impresso sobre papel superior avergoado
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível, por abrir
35,00 eur (IVA e portes incluídos)


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O Mundo Árabo-Islâmico e o Ultramar Português


JOSÉ JÚLIO GONÇALVES

Lisboa, 1958
Ministério do Ultramar – Junta de Investigações do Ultramar
1.ª edição
25,6 cm x 19,4 cm
XVI págs. + 304 págs.
impresso sobre papel superior avergoado
exemplar estimado; miolo irrepreensível, por abrir
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

Estudo realizado no âmbito da cadeira de Política Ultramarina, regida à época por Adriano Moreira, no Instituto Superior de Estudos Ultramarinos.

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segunda-feira, julho 22, 2013

Cem Anos em Defesa da Economia Nacional, 1834-1934



JOAQUIM ROQUE DA FONSECA
capa do pintor Martins Barata
fotos de Mário Novais

Lisboa, 1934
s.i. (Associação Comercial de Lisboa ?)
1.ª edição
volume I [único publicado] (completo)
23,6 cm x 16,8 cm
400 págs. + 18 folhas em extra-texto
subtítulo: História da Associação Comercial de Lisboa
impresso sobre papel superior avergoado, ilustrações impressas em rotogravura a sépia
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo limpo, parcialmente por abrir, com sinais de antiga mancha húmida no bordo inferior das últimas folhas
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Fundada em 1834 sob o nome Associação Mercantil Lisbonense, tendo sido a primeira corporação económica do país (segundo Roque da Fonseca, que todavia refere o reinado de D. Dinis como data da «primeira manifestação de princípio associativo entre comerciantes»...), aqui se faz o historial de uma «[...] vida, ininterruptamente consagrada à defesa do Comércio e da Economia Nacional [...]».

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sexta-feira, julho 19, 2013

Olarias do Monte Sinay


JOSÉ QUEIROZ
ilust. Alberto de Sousa

Lisboa, 1913
Typographia Castro Irmão
1.ª edição
26,3 cm x 18,2 cm
6 págs. + X págs. + 124 págs. + 9 folhas em extra-texto
profusamente ilustrado no corpo do texto e em separado
impresso sobre papel superior avergoado, mancha tipográfica muito elegante enriquecida por cabeçalhos de capítulo e com boas margens de papel
exemplar estimado, com pequenos restauros nos bordos superior e inferior da lombada; miolo limpo
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

Com acerto nos diz José Queirós: «[...] É quasi regra em Lisboa estarem os azulejos fixados aos muros dos edificios e de suas dependencias mais ou menos perto das officinas que os produziam [...]» Assim como «[...] algumas ruas com nomes allusivos ao mister de que tratamos [por exemplo: Pátio do Tijolo, Travessa do Forno da Telha, ou Travessa do Oleiro] [...]» o levam a tirar interessantes conclusões acerca da distribuição, na capital, por dois núcleos distintos – Nossa Senhora do Monte e o Monte Sinai a Santa Catarina – de fabrico de loiça, azulejos e demais olaria, e cujos estilos identifica e inventaria, alguns dos quais remontando aos finais do século XVI.

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Jerónimo Rossi, Fidalgo Ceramista


VASCO VALENTE
pref. Luís Xavier da Costa

Gaia, 1931
Edições Pátria
1.ª edição
26 cm x 18,5 cm
108 págs. + 8 folhas em extra-texto
ilustrado
capa impressa a negro sobre cartolina gofrada verde-marinho com cromo oval colado, miolo a duas cores
exemplar estimado; miolo limpo, parcialmente por abrir
ocasionais carimbos da Sociedade de Língua Portuguesa
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

Jerónimo Rossi, nascido em Génova, notabilizou-se como ceramista portuense, cidade onde veio a falecer em 1821. O seu nome – e o de seu pai Francisco Rossi – encontra-se ligado à fundação da Fábrica de Loiça de Santo António do Vale de Piedade, em Vila Nova de Gaia. O vertente estudo, além de imagens dalgumas peças aí criadas, inclui a reprodução dos sucessivos contrastes identificadores.

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domingo, julho 14, 2013

A Universidade e o Espírito Científico


ORLANDO RIBEIRO

Lisboa, 1949
s.i. [ed. Autor ?]
1.ª edição
19,3 cm x 13,1 cm
44 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
ocasionais carimbos da Sociedade de Língua Portuguesa
valorizado pela dedicatória manuscrita do Autor a Victor Buescu
20,00 eur

Uma passagem desta oração de sapientia:
«[...] Até ao século XVIII, as Universidades eram escolas de preparação profissional ou de educação da mocidade. Repositórios de uma ciência feita, representavam não raro a inércia da tradição oposta ao espírito especulativo e à curiosidade renovadora. Os maiores nomes da Ciência e da Filosofia eram-lhe estranhos, quando não adversos, e a investigação cultivava-se principalmente nas Academias e Sociedades científicas, que consagravam os sábios mas não asseguravam, entre os jovens, a iniciação e a continuidade do saber. Só em 1809, com a fundação da Universidade de Berlim, se adoptou definitivamente o conceito de Universidade como organismo criador da Ciência, que ràpidamente se espalhou nos países de língua germânica mas apenas no princípio deste século obteve aceitação universal. [...]»

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Arqueologia Scalabitana


FRANCISCO NOGUEIRA DE BRITO
capa de Alberto de Sousa

Lisboa, 1917
Associação dos Arqueologos Portuguezes
1.ª edição
25,4 cm x 18,3 cm
28 págs. + 6 folhas em extra-texto
subtítulo: Relatorio da Excursão Que a Associação dos Arqueologos Portuguezes Fez a Santarem no Dia 9 de Julho de 1916
ilustrado
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
17,00 eur

Acervo de património em apoio à Comissão de Salvação dos Monumentos de Santarém.

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Santarém – Princesa das Nossas Vilas


A. AREOSA FEIO
pref. [Gustavo de] Matos Sequeira
desenhos de F. Vilela

Santarém, 1929
J. Cardoso da Silva
1.ª edição
25,1 cm x 18 cm
104 págs. + 25 folhas em extra-texto + 1 desdobrável em extra-texto
profusamente ilustrado no corpo do texto e em separado
exemplar estimado, com restauro na lombada; miolo limpo
20,00 eur

Minucioso guia para o visitante com interesse erudito pela História.

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sexta-feira, julho 12, 2013

Sombra de Fumo


AUGUSTO GIL

Coimbra, 1915
Moura Marques, Livreiro Editor
1.ª edição
21 cm x 16,1 cm
28 págs. + 116 págs.
encadernação luxuosa inteira em pele com gravação decorativa a ouro em ambas as pastas, utilizando um arranjo com vinhetas tipográficas, lombada com nervuras igualmente decorada, folhas de guarda em papel de fantasia e seixas gravadas a ouro
conserva as capas de brochura
exemplar em bom estado de conservação
aparado e brunido a ouro à cabeça
assinatura de posse na pág. 7 do primeiro caderno
150,00 eur (IVA e portes incluídos)

Livro conscientemente dedicado «Á memória piedosa e doce de João de Deus», no qual assume Augusto Gil essa influência poética. Eugénio de Castro e António Correia de Oliveira seriam poetas do mesmo modo citáveis numa leitura comparada.

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O Canto da Cigarra


AUGUSTO GIL
capa e ilust. Stuart Carvalhais

Lisboa, s.d. [circa 1956]
Portugália Editora
5.ª edição [1.ª edição ilust. Stuart]
19,6 cm x 13,1 cm
156 págs.
subtítulo: Sátiras às Mulheres
profusamente ilustrado
impresso a duas cores sobre papel superior
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo limpo
assinatura de posse no canto superior esquerdo do ante-rosto
27,00 eur

Interessante “actualização” gráfica de um livro do início do século XX, «o melhor de Augusto Gil» (segundo a Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira), e também das melhores intervenções do desenhador.

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sexta-feira, julho 05, 2013

Balada das Vinte Meninas



MATILDE ROSA ARAÚJO
capa e ilustrações de Cristina Malaquias

Lisboa, s.d. [1977]
Plátano Editora
1.ª edição ilustrada
14 cm x 16 cm (oblongo)
16 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
17,00 eur

Poema retirado da obra O Livro da Tila.

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As Botas de Meu Pai


MATILDE ROSA ARAÚJO
ilust. Maria Keil

Lisboa, 1977
Livros Horizonte
1.ª edição
23,1 cm x 15,7 cm
32 págs.
profusamente ilustrado
exemplar manchado, mas aceitável; miolo limpo
valorizado pela dedicatória manuscrita da Autora
17,00 eur


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Joana Ana


MATILDE ROSA ARAÚJO
ilust. Maria Keil

Lisboa, 1981
Livros Horizonte
1.ª edição
23 cm x 16,1 cm
32 págs.
profusamente ilustrado
impresso a cor sobre papel superior
exemplar estimado; miolo limpo
valorizado pela dedicatória manuscrita da Autora
27,00 eur


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Os Quatro Irmãos


MATILDE ROSA ARAÚJO
ilust. Ana Leão

Lisboa, 1983
Livros Horizonte
1.ª edição
23 cm x 16 cm
32 págs.
profusamente ilustrado
impresso a cor sobre papel superior
exemplar estimado, capa ligeiramente suja no canto superior esquerdo; miolo limpo
valorizado pela extensa dedicatória manuscrita da Autora
20,00 eur


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A Escola do Rio Verde


MATILDE ROSA ARAÚJO
ilust. Romeu Costa

Lisboa, s.d. [circa 1980]
Livros Horizonte
1.ª edição
23 cm x 16 cm
32 págs.
profusamente ilustrado
impresso a cor sobre papel superior
exemplar estimado; miolo limpo
valorizado pela extensa dedicatória manuscrita da Autora
25,00 eur


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terça-feira, julho 02, 2013

¡Harpo Habla!


HARPO MARX
c/ Rowland Barber
trad. Paloma Villegas [castelhano]
ilustrações de Susan Marx


Barcelona, 1988
Montesinos
1.ª edição
22 cm x 15 cm
384 págs.
encadernação editorial em tela com sobrecapa
exemplar como novo
25,00 eur

Trata-se das memórias do mais calado dos irmãos Marx. Harpista exímio, mas também actor hilariante, este seu livro mostra o que é uma Vida séria levada a brincar.

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segunda-feira, julho 01, 2013

A Feira da Ladra no Séc. XVI e na Actualidade



LUIZ ROBERTO DE BARROS MOTT

Lisboa, 1973
Ocidente
1.ª edição
24 cm x 17,6 cm
48 págs.
exemplar como novo
20,00 eur

Separata da revista Ocidente, fundada por Manuel Múrias e Álvaro Pinto e então dirigida por Maria Amélia de Azevedo Pinto. Periódico que «[...] Deu à luz inéditos de autores consagrados, organizou dossiers de relevo [entre os quais o vertente é de crucial importância, por levar em conta o estudo histórico de um dos mais relevantes e genuíno ponto de encontro do pequeno comércio popular que os pobres destinam, afinal, a outros pobres], ilustrou as suas páginas com iconografia notável. Foi, porém, insensível aos movimentos literários seus contemporâneos [facto que se deveu ao conservadorismo dos seus colaboradores e à sua respectiva pretensão ao estatuto de “alta cultura”] – o neo-realismo e, especialmente, o surrealismo, por exemplo, foram silenciados, devido à sua postura estético-política, de sinal contrário ao dos responsáveis pela revista. [...]» (fonte: Daniel Pires, Dicionário da Imprensa Periódica Literária Portuguesa do Século XX – 1941-1974, vol. II, 1.º tomo, Grifo, Lisboa, 1999).

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Tempo de Vésperas


ADRIANO MOREIRA

Lisboa, 1971
Sociedade de Expansão Cultural
1.ª edição
18,9 cm x 12,2 cm
200 págs.
impresso sobre papel superior
exemplar estimado; miolo irrepreensível
22,00 eur


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Universidade Nova



MARCELO CAETANO

Coimbra, 1943
Separata de “Estudos”
1.ª edição
23,4 cm x 16,2 cm
28 págs.
subtítulo: O Problema das Relações entre Professores e Estudantes
exemplar estimado, com discreto restauro na lombada; miolo limpo
carimbos de posse do médico Gil Cabral na capa e, no ante-rosto, do Centro Universitário da Mocidade Portuguesa de Coimbra
17,00 eur

Ainda recentemente com razão afirmou Adriano Moreira, num telejornal, que a atitude do Estado perante o ensino estava a reduzir-se à gestão de relações mercantis entre um prestador de um serviço – o Ministério da Educação – e uma clientela específica – o conjunto dos alunos; e que, por este vil caminho, perder-se-á de uma vez por todas o sentido e obrigação de formar gente apta por via da passagem do conhecimento. Marcello, que semelhantemente fez parte do mesmo escol de princípios ideológicos, dizia mais ou menos isso há sete décadas: «[...] Nesta hora angustiosíssima em que uma crise gigantesca ameaça os destinos da nobre Europa que durante milénios ditou ao Mundo as leis do espírito, as nossas Universidades não poderiam deixar-se reduzir a frias repartições onde professores-funcionários se dedicassem à preparação técnica de umas centenas de simples candidatos a funcionários também. [...]»

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Páginas Inoportunas



MARCELO CAETANO

Lisboa, s.d. [1959 ?]
Livraria Bertrand
[1.ª edição]
19,1 cm x 12,4 cm
XVI págs. + 348 págs.
exemplar manuseado mas aceitável; miolo limpo
25,00 eur

Livro que reúne ideias políticas que importa conhecer, até porque o ideólogo, na década seguinte, substituiu Salazar dando-lhe continuidade.

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