domingo, setembro 29, 2013

Vida de Campo


M. [MATIAS] FERREIRA DE MIRA

Lisboa, 1939
Emprêsa Nacional de Publicidade
1.ª edição
19 cm x 13,2 cm
218 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

De seu nome completo Matias Boleto Ferreira de Mira (1875-1953), o médico “fundador” do Instituto de Investigação Científica Bento da Rocha Cabral foi também jornalista republicano activo. A sua colaboração literária estende-se pelos jornais A Luta, de Brito Camacho, e Diário de Notícias, e pela revista Seara Nova. Chamaram as atenções os seus textos didácticos de vulgarização, de que o vertente livro constitui exemplo.

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sábado, setembro 28, 2013

O Príncipe


MAQUIAVEL
tradução de Berta Mendes
prefácio e notas de Manuel Mendes

Lisboa, 1945
Cosmos
1.ª edição
19,4 cm x 13,2 cm
XLVIII págs. + 216 págs.
na prestigiada colecção Biblioteca Cosmos dirigida por Bento de Jesus Caraça
exemplar muito estimado; miolo limpo, por abrir
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

«Raras obras haverá, por certo, que tenham exercido maior e mais prolongada influência no mundo, de há quatro séculos a esta parte [...]», assim abre Manuel Mendes à leitura de tão apaixonante livro.
Uma conhecida passagem do texto (de memória):
«[...] Em verdade, não há modo tão seguro de dominar a outrem como arruiná-lo. E quem se torne senhor de uma cidade acostumada a viver livre, e não a destrua, espere ser destruído por ela; porque ela sempre terá para se refugiar na rebelião o nome da liberdade e as antigas ordenações; os quais, nem pela passagem dos tempos, nem pelos benefícios, podem alguma vez olvidar-se. E por mais que se faça e se providencie, se não se desune ou dispersa os habitantes, não esquecerão estes nem aquele nome, nem aquelas leis, e bem depressa recorrerão a eles em qualquer eventualidade [...].»

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Le Prince, suivi du Traité des Conspirations et du Régicide



NICOLAS MACCHIAVELLI
trad. Charles Guiraudet
pref. R. Christian
ilust. Louis-William Graux e Achille Devéria

Paris, 1935
A l’Enseigne du Pot Cassé
[1.ª edição (da vertente tradução francesa)]
19,4 cm x 12,8 cm
200 págs.
ilustrado
luxuosamente impresso sobre papel avergoado de Bornéo
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
é o n.º 1.719 de uma tiragem limitada de 2.500 ex. + CXXV ex. + 25 ex. (A a Z)
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Esta edição de O Príncipe, para além do notável cuidado tipográfico, foi complementada com o menos conhecido Tratado das Conspirações e do Regicídio.

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terça-feira, setembro 24, 2013

Terrear [livro impresso e dactiloescrito]




ANTÓNIO RAMOS ROSA
pinturas de [Marcelino] Vespeira


Lisboa, 1964
Minotauro
1.ª edição
33,3 cm x 25 cm
28 págs.
inclui a reprodução de 3 pinturas
impresso sobre papel superior «fabricado especialmente para a edição» (meia-cartolina em algodão)
exemplar como novo, apenas o papel de cristal protector da capa apresenta um rasgão
é o n.º XVII da tiragem de 50 exemplares fora do mercado assinados pelo Autor junto do cólofon [a tiragem comum é de 350 exemplares]
COM DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR A URBANO TAVARES RODRIGUES NA CORTINA QUE OSTENTA DEDICATÓRIA IMPRESSA AO MESMO

[junto com 1 pasta de arquivo com o respectivo dactiloescrito]
31 cm x 24,5 cm
14 folhas A4 apenas escritas de um lado
alguns poemas apresentam emendas a tinta que são do punho do poeta; verificámos alterações da versão dactiloescrita para o livro impresso, quer de pormenor, quer de cortes de versos, quer do alinhamento dos poemas – a mais importante das quais reside na mudança do título do livro
o livro impresso apresenta mais 1 poema do que o dactiloescrito
exemplar em bom estado de conservação
750,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Sobre o Rosto da Terra [livro impresso e dactiloescrito]




ANTÓNIO RAMOS ROSA
posfácio de Vergílio Ferreira


Covilhã, 1961
Livraria Nacional
1.ª edição
21,1 cm x 14,3 cm
32 págs. + 2 extra-textos de Manuel Baptista
é o n.º 1 da colecção Pedras Brancas
exemplar bem conservado
o poema da pág. 7 tem indicações biográficas manuscritas [por ?]
COM DEDICATÓRIA DO AUTOR A URBANO TAVARES RODRIGUES

[junto com 1 pasta de arquivo com o respectivo dactiloescrito]
31 cm x 24,5 cm
13 folhas A4 apenas escritas de um lado
alguns poemas apresentam emendas a tinta que são do punho do poeta; verificámos alterações da versão dactiloescrita para o livro impresso, quer de pormenor, quer de cortes de versos, quer do alinhamento dos poemas – a mais importante das quais reside na mudança do título do livro
exemplar em bom estado de conservação
500,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Ocupação do Espaço [livro impresso e dactiloescrito autenticado]




ANTÓNIO RAMOS ROSA
prefácio de E. M. de Melo e Castro


Lisboa, 1963
Portugália Editora
1.ª edição
20,2 cm x 14,2 cm
LII págs. + 104 págs.
é o n.º 12 da Colecção Poetas de Hoje
composto manualmente em Elzevir na mítica Tipografia Ideal sita à Calçada de São Francisco; com um poema manuscrito reproduzido em zincogravura na cortina a seguir ao frontispício
impresso sobre papel avergoado, com as folhas de rosto e ante-rosto a duas cores
exemplar em bom estado de conservação

[junto com 1 pasta de arquivo contendo o respectivo dactiloescrito integral]
35 cm x 24 cm
89 folhas maioritariamente A4 escritas quase todas apenas de um lado, figurando a assinatura de António Ramos Rosa em 6 delas
alguns poemas apresentam emendas a tinta que são do punho do poeta; por sua vez, da versão dactiloescrita para o livro impresso verificámos bastantes alterações (a começar pelo título primitivo), quer de pormenor quer de exclusão ou de acrescento de estâncias inteiras
todo o dactiloescrito se encontra abundantemente anotado a lápis por E. M. de Melo e Castro, que escreveu o longuíssimo estudo de abertura para o livro – julgamos tratar-se da cópia de trabalho do prefaciador, cuja grafia fica comprovadamente identificada por confronto com O Texto Manuscrito – Reproduções de Autógrafos de Poetas e Ficcionistas Portugueses Contemporâneos, Cooperativa Gráfica Espírito Santo, SCARL, s.l., Abril de 1977
4 dos poemas apresentam duas cópias em alguns aspectos distintas e com datação nas suas primeiras versões
exemplar em bom estado de conservação
1.500,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Estou Vivo e Escrevo Sol [livro impresso e dactiloescrito]




ANTÓNIO RAMOS ROSA

Lisboa, 1966
Editora Ulisseia
1.ª edição
18,3 cm x 10,2 cm
96 págs.
orientação gráfica do pintor Espiga Pinto
com sobrecapa em papel de alcatrão
é o n.º 11 da prestigiada Colecção Poesia e Ensaio
exemplar como novo

[junto com 1 pasta de arquivo com parte do respectivo dactiloescrito]
31 cm x 24,5 cm
17 folhas A4 + 2 folhas de formato diverso menor apenas escritas de um lado, figurando a assinatura de António Ramos Rosa em 1 delas e sendo a folha de rosto manuscrita [com o título original do livro]
alguns poemas apresentam emendas a tinta que são do punho do poeta; verificámos alterações da versão dactiloescrita para o livro impresso, quer de pormenor quer de cortes de versos – a mais importante reside na mudança do título do livro e na omissão de 1 poema inteiro, que no dactiloescrito figura logo na abertura
1 dos poemas apresenta duas cópias distintas permitindo ler na que julgamos mais antiga 7 versos não impressos em livro
exemplar em bom estado de conservação
350,00 eur (IVA e portes incluídos)


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A Construção do Corpo


ANTÓNIO RAMOS ROSA
capa de João da Câmara Leme

Lisboa, 1969
Portugália Editora
1.ª edição
20,3 cm x 14,2 cm
108 págs.
exemplar muito estimado; miolo limpo
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

«A Construção do Corpo representa o ponto de saturação de um estilo que dificilmente suportaria o prosseguimento da repetição das mesmas imagens e da sua organização segundo uma estrita linearidade. [...]
Sem renegar o fundamento da sua poética, [...] Ramos Rosa introduz elementos dinamizadores do discurso [...]. E, assim, a poesia de António Ramos Rosa, [...] sem deixar de ser uma poesia de austeridade e de silêncio, soube reacender o poder de surpresa e reforçar o peso significativo das palavras. [...]» (Gastão Cruz, A Poesia Portuguesa Hoje, Plátano Editora, Lisboa, 1973)

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Animal Olhar


ANTÓNIO RAMOS ROSA
capa de Raul da Vaza

Lisboa, 1975
Plátano Editora, S. A. R. L.
1.ª edição (livros reunidos)
20,6 cm x 14,7 cm
4 págs. + 208 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

São aqui reunidos e revistos pelo poeta os seus anteriores livros Ocupação do Espaço, Terrear e Estou Vivo e Escrevo Sol.

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Respirar a Sombra Viva


ANTÓNIO RAMOS ROSA
capa de Raul da Vaza

Lisboa, 1975
Plátano Editora, S. A. R. L.
1.ª edição (livros reunidos)
20,5 cm x 14,7 cm
240 págs.
exemplar como novo, sem qualquer sinal de quebra na lombada
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

São aqui reunidos e revistos pelo poeta os seus anteriores livros A Construção do Corpo, Nos Seus Olhos de Silêncio e A Pedra Nua.

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Entre o Pavor e a Esperança


LOYS MASSON
trad. do poeta António Ramos Rosa

Lisboa, 1959
Publicações Europa-América
1.ª edição
19,3 cm x 14 cm
2 págs. + 280 págs.
capa de Carlos Rafael
exemplar muito estimado
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

O cenário é o da II Guerra Mundial, já nem monarquias havia por força do esmagamento levado a cabo pelo Eixo militarista da Europa central, com a conivência, senão com o declarado apoio, precisamente de prosélitos de reis e cavaleiros – dos autênticos e dos da indústria. Mas os aliados também não foram melhor, e este romance de Masson disso nos fala, situando um grupo de prisioneiros numa ilha do Pacífico onde irão sofrer, a título experimental, os efeitos das poeiras radioactivas libertadas nos testes da bomba atómica.

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Círculo Aberto


ANTÓNIO RAMOS ROSA
capa de José Araújo

Lisboa, 1979
Editorial Caminho, SARL
1.ª edição
18,5 cm x 13,1 cm
76 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)


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sexta-feira, setembro 20, 2013

Floradas na Serra

DINAH SILVEIRA DE QUEIROZ
capa de [Marcelino] Vespeira

Lisboa, 1958
Editora Ulisseia Limitada
[1.ª edição (em Portugal)]
20,2 cm x 13,6 cm
240 págs.
capa impressa a uma cor (preto) e relevo seco, revestida com sobrecapa
apresenta manchas periféricas nas dobras de ambas as badanas, mas no geral o miolo está limpo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

É o romance de estreia da Autora, que foi casada em segundas núpcias com o escritor diplomata Dário de Castro Alves. Publicado por cá quando sucessivas edições brasileiras e uma transposição cinematográfica já lhe haviam cimentado uma reputação cultural.

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A Moura Saluquia


VICTOR MENDES

Lisboa, s.d.
Livraria Editora J. Rodrigues & C.ª
3.ª edição
20,3 cm x 13,6 cm
16 págs.
subtítulo: Lenda Arabe
exemplar estimado; miolo limpo
valorizado pela dedicatória manuscrita do autor
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Lenda que inspira o nome da vila alentejana de Moura.

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quinta-feira, setembro 19, 2013

Um Homem na Rua


LEONEL COSME
capa de Fernando Marques

Lisboa, 1958 [aliás, 1959]
Orion
1.ª edição
18 cm x 11,8 cm
168 págs.
exemplar estimado, capa envelhecida; miolo limpo
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Foi o principal fundador e animador das publicações Imbondeiro (Sá da Bandeira – Angola), actividade que partilhou com Garibaldino de Andrade. Este é o seu primeiro livro, escritor que, embora nascido em Guimarães, por haver vivido três décadas em Angola, daí colhe o testemunho da formação da revolta contra o racismo do colonizador. Para além da sua influência junto dos intelectuais da escrita, também o cineclubismo e a rádio tiveram nele um cultor.

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A Ilha Está Cheia de Vozes


JOÃO MEDINA

Coimbra, 1971
Atlântida Editora
1.ª edição
17,5 cm x 12,5 cm
112 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Ficção bastante assertiva, plasmada no mito do solitário Robinson Crusoe. Uma passagem:
«[...] Nietzsche orgulhava-se de não ler jornais nem beber cerveja, no que tinha inteira razão. Quanto a mim, na impossibilidade de me orgulhar de me abster duma bebida que não aprecio, contento-me em repudiar os jornais. [...] Não me arrependo da decisão tomada, antes me congratulo de ter deixado o Processo Histórico a crescer sem que disso me aperceba pelas gazetas e periódicos, exceptuando naturalmente aquela porção mínima de conhecimento indirecto do Devir Universal que me é dado pela correspondência que mantenho com amigos, adeptos, correlegionários e compatriotas.
O jornal não é, como o pretendia Hegel, a oração matinal do filósofo mas o bocejo diário das boas consciências e o enfado ritual de todos os homens honestos. [...] Ninharias, ninharias! eis o tecido da imprensa diária, o alimento de milhares de homens que, findo o labor na fábrica ou no escritório, se metem no metropolitano, no eléctrico e no autocarro a caminho dos lares, digerindo embrutecidos o rol de bagatelas que enchem os matutinos e vespertinos... [...]»

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A Pérola


JOHN STEINBECK
trad. Mário Dionísio
capa de Manuel Correia

Lisboa, 1950
Publicações Europa-América
1.ª edição
18,3 cm x 13,2 cm
148 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Autor do cáustico As Vinhas da Ira e de Ratos e Homens, John Steinbeck aceitou o Nobel em 1962. A vertente novela colheu sempre o interesse e a aprovação de um público docente, dada a sua moralidade básica, a desse público, e a simplicidade estilística da dita.

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Ratos e Homens


JOHN STEINBECK
[António Pedro]
trad. Correia Alves
pref. António Pedro

Porto, 1957
Círculo de Cultura Teatral – Teatro Experimental Porto
1.ª edição
19,8 cm x 13,8 cm
104 págs.
exemplar estimado, com falta de papel no topo da lombada; miolo limpo
valorizado pela dedicatória manuscrita do tradutor ao crítico de teatro Duarte Ivo Cruz
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se do texto da adaptação cénica da obra-prima de Steinbeck, um texto que expõe a precaridade do trabalhador por conta de outrem perante os donos do mundo. A encenação esteve a cabo de António Pedro, entre os protagonistas sublinhe-se a presença do actor João Guedes, mas também dos poetas Egito Gonçalves e Vasco Lima Couto.

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Ratos e Homens


JOHN STEINBECK
trad. Erico Veríssimo
capa de Bernardo Marques

Lisboa, s.d.
Livros do Brasil, Limitada
[1.ª edição]
16,1 cm x 11,1 cm
exemplar como novo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)


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segunda-feira, setembro 09, 2013

Nocturno



AUGUSTO BARREIROS
capa do pintor Costa Pinheiro

Lisboa, 1954
Editorial Adastra (de Alberto Baroeth)
1.ª edição
19,9 cm x 13,7 cm
64 págs.
exemplar muito estimado; miolo limpo
valorizado pela dedicatória manuscrita do Autor
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Augusto Manuel Serrão de Faria do Souto Barreiros (1922-2012), figura proeminente e grande proprietário na Golegã, onde o cavalo e os toiros são a essência cultural da lezíria. Deixou vasta obra literária, em que a monografia etnográfica abunda, tendo mesmo recebido o diplomas e medalhas de mérito «pela sua acção no fomento e expansão do folclore ribatejano». (Fonte: Dicionário Cronológico de Autores Portugueses, vol. V, Publicações Europa-América, Mem Martins, 2000)

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Ele e Eu


AUGUSTO PINTO
capa e ilust. [José] Tagarro

Lisboa, 1925
Seara Nova
1.ª edição
23 cm x 15,1 cm
48 págs.
ilustrado
exemplar estimado; miolo limpo
assinatura de posse no frontispício
17,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Homens do Dia e Mulheres da Noite




REINALDO FERREIRA (REPORTER X)

Porto, 1926
Albatroz Editora
1.ª edição
19,4 cm x 13 cm
208 págs.
subtítulo: Lenine – Mussolini – Raquel Meller – Rasputine – Mata-Hari
exemplar muito manuseado, mas aceitável como peça de colecção, com restauros na capa; miolo limpo
valorizado pela dedicatória manuscrita do Autor a Cristiano de Lima
35,00 eur (IVA e portes já incluídos)

Do texto de abertura:
«[...] é preciso que eu os previna, que as minhas “memórias” são apenas reportagens, reportagens que se espalharam, como cartas de jogar lançadas ao vento e hoje se reunem em baralhos.
Dessas reportagens, o maior número são as inéditas, as proïbidas, as que eu fiz na antecipada certeza de que não seriam bem acolhidas pelos jornais. São as “fotos” impressionadas à franco-atirador; surprezas dos alçapões; bisbilhotices e inquéritos conseguidos nos subterráneos da minha vida de reporter andante [...].»

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Memórias Extraordinárias do Major Calafaia


REINALDO FERREIRA (REPORTER X)
prefácio de Mário Domingues

Lisboa, 1945
Vida Mundial Editora
1.ª edição
20 cm x 13 cm
140 págs.
subtítulo: Páginas Desconhecidas
exemplar manuseado mas aceitável, contracapa um pouco suja, restauros toscos ao longo do bordo da capa; miolo limpo
20,00 eur (IVA e portes já incluídos)

Num país em que «a grande massa dos leitores apenas se interessa pela notícia do larápio e o anúncio da criada de servir», como afirma o escritor Mário Domingues no seu texto de apresentação, o prolixo Reinaldo Ferreira via-se espartilhado num ofício que, ou ele o transcendia pela delirante imaginação, ou havia de procurar equilíbrio compensatório na ficção propriamente dita. Sabemos que nem sempre isto foi assim fácil, dando, por um lado, origem a um exercício de assumida falta de factualidade jornalística, com resultados literariamente brilhantes e de vasto sarcasmo, e por outro lado, um rol de contos, memórias, novelas em que o género “policial” avulta. Ainda Mário Domingues: «[...] Mais do que “reporter”, foi, portanto, Reinaldo Ferreira um admirável novelista de ficção como se nêle se reünissem um Jack London, com todo o impeto das suas aventuras, e um Edgar Wallace com tôda a técnica do surpreendente. [...]»

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Cinco Mil Francos por Mês


REYNALDO FERREIRA [Repórter X]
capa de Jorge Barradas

Lisboa, 1926
Empresa Diario de Noticias
1.ª edição
19,3 cm x 12,9 cm
96 págs.
exemplar manuseado mas aceitável com pequenas falhas na lombada; miolo limpo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)


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A Morte do Alfarrabista



MICHAEL INNES
trad. Carlos Gomes da Costa
capa de Edmundo Muge

Lisboa, 1963
Editorial Minerva (de Manuel Rodrigues)
1.ª edição
16,2 cm x 10,7 cm
208 págs.
corte carminado
exemplar muito estimado; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

John Innes Mackintosh Stewart, nascido em Edimburgo, criou o conhecido inspector Appleby que, no vertente inquérito, para além dos habituais misteriosos crimes a resolver, têm estes a particularidade de sucederem num meio em que as falsificações de pinturas e manuscritos os entrelaçam.

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domingo, setembro 08, 2013

Portugal – Its Land and People



W. [WILLIAM] H. [HENRY] KOEBEL
ilust. S. [Susanna] Roope Dockery

Londres, 1909
Archibald Constable and Co. Ltd.
1.ª edição
24,5 cm x 17 cm
XVIII págs. + 408 págs. + 21 folhas em extra-texto
profusamente ilustrado em separado a negro (reprod. fotográficas) e a cor (reprod. aguarelas)
impresso em papel tipo couché
encadernação editorial em tela encerada com gravação na pasta anterior e na lombada
aparado e dourado somente à cabeça
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
95,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se de um importante documento para a literatura de viagem em Portugal, escrito por William Henry Koebel (1872-1923), que nos legou, em livro próprio, um outro testemunho da sua passagem pela Madeira, num registo romântico admirável. No vertente livro, quer Lisboa quer o Porto são amplamente descritos, ocupando mais de metade do volume, que se estende ainda pelo Alentejo; nem a “festa” da tourada foi esquecida, e tem o seu capítulo.
A aguarelista Susanna Roope Dockery (1856-1927), nascida no Porto, numa família ligada ao comércio portuário local, embora tendo casado com um diplomata de Leeds, nunca porém desligou o seu imaginário das figuras populares do norte de Portugal, e chegou mesmo, em 1899, a ter tido a oportunidade de exibir o seu trabalho em Lisboa.

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sábado, setembro 07, 2013

Pequeno Dicionário de Riscos de Incêndio


M. B. G. [MANUEL DE BETTENCOURT E GALVÃO]

Lisboa, 1950
Imp. Lucas & C.ª [ed. Autor]
1.ª edição
17,5 cm x 13,1 cm
192 págs.
exemplar manuseado mas aceitável; miolo limpo
assinatura de posse de Luís de Oliveira Guimarães
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

O autor deste actualíssimo dicionário encontra-se ligado à Causa Monárquica, contando, nas obras de sua autoria, Ao Serviço d’El-Rei (Cadernos Políticos).

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quinta-feira, setembro 05, 2013

Ecce Homo


FREDERICO NIETZSCHE
trad. e pref. José Marinho

Lisboa, 1952
Guimarães & C.ª Editores
1.ª edição
19,1 cm x 12,3 cm
196 págs.
subtítulo: Como Se Chega a Ser o Que Se É
exemplar estimado; miolo limpo
valorizado pela dedicatória manuscrita do filósofo José Marinho a António Luiz Gomes (mais provavelmente trata-se do filho do dirigente republicano homónimo)
discreta assinatura de posse no frontispício
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Do Prefácio do tradutor:
«[...] Não se limita Nietzsche a denunciar uma crise da filosofia desde a lógica à ética, desde a teoria do conhecimento à antropologia, não se limita a demonstrar, antes mostra e exibe dramática, e até sarcàsticamente, essa crise nos próprios fundamentos, na intrínseca relação do ser e do saber. Para Nietzsche – e por que caminhos surpreendentes e por vezes perturbantes no-lo denuncia! – a causa da filosofia não é a da inteligência ou do espírito que se separam do ser do homem, da sua existência concreta, o pensamento só vale quando nele se joga todo o homem que filosofa e, mais que isso, quando todo o humano é tido em conta. Para Nietzsche, a filosofia não é só, e apenas, coisa mental, intelectual. [...]»

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O Anti-Christo



FREDERICO NIETZCHE
trad. Carlos José de Menezes

Lisboa, 1916
Guimarães & C.ª – Editores
[1.ª edição ?]
20,5 cm x 13,7 cm
162 págs.
subtítulo: Estudo critico sobre a crença christã
exemplar estimado; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Palavras de Nietzsche no capítulo conclusivo:
«[...] Os allemães impediram na Europa a ultima grande colheita de cultura que é possivel alcançar: a da Renascença. Comprehende-se finalmente, chega-se por fim a comprehender o que era a Renascença? A transmutação dos valores christãos; a tentativa emprehendida com todos os meios, com todos os instinctos, com todo o genio, para dar a victoria aos valores contrarios, aos valores nobres... [...]
Que succedeu? Um frade allemão, Luthero, chegou a Roma. Este frade, sobrecarregado com todos os instinctos de vingança de um sacerdote desgraçado, rebellou-se em Roma contra a Renascença... Em vez de comprehender, cheio de reconhecimento, o prodigio que se effectuára, o christianismo vencido na sua mesma séde, o seu odio não soube tirar d’este espectaculo senão o seu proprio alimento. O homem religioso não pensa senão em si mesmo. Luthero viu a corrupção do papado, quando devia aperceber-se do contrario; a antiga corrupção, o peccatum originale, o christianismo não estava já sentado na cadeira papal. Estava substituido pela vida, o triumpho da vida, o grande sim com respeito a todas as coisas elevadas, bellas e audazes!... E Luthero restabeleceu a Egreja: atacou-a... [...] Estes allemães, confesso-o, são meus inimigos, desprezo n’elles toda a especie de sugidade de ideias e de valores, de fraqueza ante a probidade de cada sim e de cada não. Ha mil annos approximadamente que obscureceram e embrulharam tudo em que tocaram com as suas mãos, teem sobre a consciencia todas as coisas feitas a meio – nas suas tres oitavas partes! – de que se queixa a Europa, e egualmente pesa sobre a sua consciencia a especie mais enxovalhada do christianismo que possa existir, a mais incuravel, o protestantismo... Se não se acaba com o christianismo, serão os allemães que terão a culpa... [...]
A Egreja christã não economizou a sua corrupção por parte alguma [...]. Supprimir uma miseria era contrario ao seu mais profundo utilitarismo; viveu de miserias, creou miserias para se eternizar... [...]»

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Água Forte



CARLOS LEAL (DE MELO)
pref. Octaviano Sá
capa de Arnaldo Ressano

Lisboa, 1941
Livraria Popular de Francisco Franco
1.ª edição
19,6 cm x 14,3 cm
344 págs.
subtítulo: Memórias
ilustrado
exemplar muito manuseado mas aceitável; miolo limpo
discreto carimbo na pág. 2 com as iniciais de anterior proprietário
20,00 eur (IVA e portes já incluídos)

Num Prólogo, que é igualmente uma peça de admiração pelo republicano Manuel Teixeira-Gomes, diz-nos o autor (que também foi actor):
«[...] tenho levado a vida a rir, embora a rir já tenha chorado; sim, porque se o rir faz bem, o chorar também nos alivia muitas vezes as dôres de alma.
Neste presente volume, a-pesar-de tôdas as ilusões sofridas, – vibram, ainda, as fibras do meu patriotismo e da minha fé republicana; a fé que anima o meu espírito dando alento aos meus sentimentos de democrata e liberal. Mas aquela Liberdade que não é negada pelos próprios prelados.
O nosso simpático Cardial Cerejeira, numa sua formidável pastoral, que honraria um Papa, – orou em Fátima pela liberdade dos povos; – porém, quando do trespasse da magnífica oração para a letra de forma, o zêlo eliminou a palavra Liberdade, certamente como nociva da Ordem e talvez do Pudor. [...]»

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quarta-feira, setembro 04, 2013

Crónicas da Serra


IRENE LISBOA
capa de Alice Jorge

Lisboa, s.d. [1958, conf. Isabel Allegro de Magalhães, in Colóquio / Letras, n.º 131]
Livraria Bertrand, S. A. R. L.
1.ª edição
19,1 cm x 12,4 cm
232 págs.
exemplar manuseado mas aceitável, com pequena falha de papel no bordo inferior da lombada; miolo limpo
30,00 eur (IVA e portes já incluídos)

Das notas de badana, assim caracteriza Mário Dionísio essa escritora, que foi Irene do Céu Vieira Lisboa:
«Todo esse mundo de gente anónima que ela soube ver, não de fora nem de dentro, mas lado a lado, todo “o cansaço e a pobreza disto de viver” que ela deixou vivo em centos de páginas revelam a elaboração secreta e paciente duma técnica em que mais e mais atentaremos. A força da construção sob a desordem aparente, como o profundo amor sob o azedume da superfície, é que lhe deram o lugar inconfundível – e insubstituível – que para sempre cabe na nossa literatura.»

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domingo, setembro 01, 2013

O Mistério da Aranha de Prata



ALFRED HITCHCOCK
trad. Elísio Baldinho
capa e ilust. Eugénio Silva

Lisboa, 1978
Livraria Clássica Editora – A. M. Teixeira & C.ª (Filhos), Lda.
1.ª edição
18,4 cm x 12,1 cm
244 págs.
ilustrado
cartonagem editorial
exemplar estimado; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Ásia Portuguesa



MANUEL DE FARIA E SOUSA
trad. Isabel Ferreira do Amaral Pereira de Matos e (outro nome) Maria Vitória Garcia Santos Ferreira
pref. M. Lopes d’Almeida

Porto, 1945-1947
Livraria Civilização – Editora
2.ª edição
6 volumes (completo)
22,3 cm x 15 cm
[XXXII págs. + 368 págs. + 9 folhas em extra-texto] + [376 págs. + 3 folhas em extra-texto] + [360 págs. + 3 folhas em extra-texto] + [416 págs. + 3 folhas em extra-texto] + [362 págs. + 1 folha em extra-texto] + [648 págs. +
exemplares estimados; miolo limpo, parcialmente por abrir o vol. I e totalmente por abrir todos os outros volumes
rubricas de posse nas págs. I, III e frontispício somente do vol. I
145,00 eur (IVA e portes já incluídos)

«Manuel de Faria e Sousa [1590-1649], Cavalleiro da Ordem de Christo, e Commendador pensionario da commenda do Rodão; celebre e incansavel escriptor, cujas obras (quasi todas em lingua castelhana) pertencem á polygraphia. Foi poeta, critico, historiador, philologo, moralista; e um dos homens mais eruditos do seu seculo, gosando por aquelles tempos de uma elevadissima reputação litteraria que, longe de conservar‑se intacta, diminuiu consideravelmente com o correr das annos, e com o progresso do bom gosto e dos estudos criticos. [...]» A Ásia Portuguesa teve edição princeps em três tomos de grande formato, postumamente, por diligência do seu filho Pedro de Faria e Sousa, no que concerne o primeiro tomo, e do impressor António Craesbeeck de Melo para os dois restantes, respectivamente em 1666, 1674 e 1675. Do primeiro tomo fez-se uma segunda edição em 1703, para cuja qualidade inferior à da edição primitiva Inocêncio alerta. (Fonte: Inocêncio Francisco da Silva, Diccionario Bibliographico Portuguez, tomo V, Imprensa Nacional, Lisboa, 1860)

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