quinta-feira, outubro 31, 2013

Novos Contos da Montanha



MIGUEL TORGA
capa de Victor Palla

Coimbra, 1945
Coimbra Editora
2.ª edição
19,3 cm x 13,9 cm
2 págs. + 206 págs.
exemplar n.º 919 de uma tiragem não declarada, autenticado com o carimbo do Autor
exemplar muito estimado; miolo limpo
importa sublinhar que a vertente edição acrescenta à anterior, não somente uma capa distinta, mas ainda um incontornável texto dedicado ao «Querido Leitor»
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

Inclui o conto «O Alma-Grande», que recentemente os herdeiros de Torga inviabilizaram de ser republicado na antologia O Festim da Aranha – Histórias em Estado de Crueldade... (Assírio & Alvim, Lisboa, 2008) da autoria do conhecido tradutor Aníbal Fernandes, que, a propósito do habitual minimalismo gráfico nas primeiras edições do escritor, nos diz: «[...] Um dos conceitos férreos de Torga teve a ver com exigências fulcrais que lhe prolongavam a justa medida das palavras até ao seu invólucro físico: capas de elegância ultrapurista. O seu êxito foi todo feito dentro de uma austeridade branca, só com o título, o nome do autor e a palavra Coimbra no habitual lugar do editor, anunciados numa recusa a todos os maneirismos e a todas as soluções gráficas do grande consumo. [...]» Nesta perspectiva, a capa desta segunda edição, assinada por Victor Palla, constitui inconfundível e saudável excepção.
Num outro plano, Torga é também aí apontado pelo seu anti-semitismo primário, à leitura atenta dessa história de «olho por olho», de «vendetta pura e simples entre judeus»:
«[...] Torga tinha escrito Contos da Montanha em 1941, que deixou de circular em Portugal porque a polícia política o retirou do mercado. Como resposta, deu a outro livro o título Novos Contos da Montanha, onde o “novos” mantinha viva a memória do anterior. As pessoas compravam-no e faziam a pergunta: “novos” porquê? E não ficava assim esquecido aquele acto de censura. Este Novos... é de 1944 e tinha a abri-lo «O Alma-Grande». Quem viveu nessa época pode compreender melhor a coragem de alguém completamente surdo ao horror dos noticiários radiofónicos, que em pleno Holocausto efectuado pelos nazis, e num Portugal invadido por judeus em desespero e em fuga para a América, tantos deles ajudados (sabe-se agora) pelo humanista Aristides de Sousa Mendes, publicava uma história com tão negra e desumana visão de uma comunidade daquela raça; de alguns judeus, de facto, que no país cristão Portugal se regiam da pior maneira pelo Pentateuco, avessos ao Cristo filósofo e reformador das durezas do Velho Testamento. [...]»

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Orfeu Rebelde


MIGUEL TORGA

Coimbra, 1958
ed. Autor
1.ª edição
19,6 cm x 13,9 cm
88 págs.
exemplar estimado mas com a capa oxidada; miolo limpo, por abrir
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da sua poesia diz-nos Cabral do Nascimento (ver Líricas Portuguesas, 2.ª série, Portugália Editora, Lisboa, s.d. [circa 1945]):
«[...] Expressão forte, directa, violenta por vezes. Preocupação do problema religioso, para cuja solução, no entanto, o poeta não abranda o ímpeto da revolta – instintiva e permanente. Isto não invalida a circunstância de a sua poesia poder ser, nalguns casos, amável e sensível como a de qualquer poeta português.»

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Pensão Central


MIGUEL TORGA
capa de Paulo-Guilherme

Lisboa, s.d. [circa 1955]
Fomento de Publicações, L.da
1.ª edição (neste formato)
16,5 cm x 11,5 cm
48 págs.
é o n.º 3 da Colecção “Novela”
exemplar estimado; miolo limpo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Inclui contos colhidos nas obras Rua e Pedras Lavradas.

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domingo, outubro 27, 2013

Noções Geraes Sobre a Construção de Minas Militares e Sapas



ANTONIO GONÇALVES DOS SANTOS

Lisboa, 1913
Papelaria Fernandes & C.ª
[1.ª edição]
16,3 cm x 10,6 cm
92 págs. + 2 págs. (erratas)
subtítulo: Para os concursos aos postos de primeiros e segundos sargentos de sapadores-mineiros
ilustrado
exemplar estimado; miolo limpo
discreta rubrica no canto superior direito da capa
17,00 eur (IVA e portes incluídos)


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O Quartel do Regimento de Lippe



ALFREDO FERREIRA DO NASCIMENTO

Lisboa, 1955
Câmara Municipal de Lisboa (separata da «Revista Municipal»)
[1.ª edição]
28,9 cm x 22,4 cm
12 págs. + 4 págs. em extra-texto
ilustrado
exemplar estimado; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Sem prova documental, contradiz o autor informações vagas de que o quartel sito à Calçada da Ajuda, onde está instalado o Regimento de Infantaria n.º 1, teria sido mandado edificar, em 1763, pelo conde de Lippe.

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sábado, outubro 05, 2013

Tristão


THOMAS MANN
trad. Hildegard Bettencourt e Fernando Lopes Graça

Lisboa, Maio de 1941
Editorial «Inquérito», Ld.ª
1.ª edição
18,8 cm x 12,5 cm
80 págs.
exemplar estimado, com sinais de foxing na capa e na contracapa; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Tristão alude ao mito romântico wagneriano de Tristão e Isolda. Novela escrita em 1903, por um jovem autor que veio a ser nobilitado e considerado, no plano expressivo, como um herdeiro de Goethe ou de Heine, e, na profundidade da sua reflexão literária, posto a par de Kant. Se durante a Primeira Guerra Mundial foi apologista do confronto bélico e das “razões alemãs”, já durante a Segunda – que, entre outros crimes nazis, teve por objectivo o genocídio dos não-arianos – Mann, depois de fugir para os Estados Unidos, assume-se como agente democrático da propaganda difundida via BBC-Londres.

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Nós Portugueses Somos Castos


PEDRO HOMEM DE MELLO
na capa vinheta de Almada Negreiros

Lisboa, 1967
Edições Ática
1.ª edição
19,5 cm x 14 cm
96 págs.
capa impressa a duas cores e relevo seco
impresso sobre papel superior
exemplar muito estimado, sem qualquer sinal de quebra na lombada; miolo irrepreensível
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

Livro que reflecte um grande desalento por parte do escritor. Uma passagem do poema «Jardim Pesado»:
«Jardim pesado a abarrotar dinheiro.
Amor? Não há. Apenas ordenado...
Nada é claro, ali dentro, e verdadeiro
Sincero, imaculado. [...]»

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quarta-feira, outubro 02, 2013

Le Portugal et Ses Colonies



CHARLES VOGEL

Paris, 1860
Guillaumin et Cie, Libraires-Éditeurs
1.ª edição
22,2 cm x 14 cm
XII págs. + 644 págs.
subtítulo: Tableau politique et commercial de la Monarchie portugaise dans son état actuel – Avec des Annexes et des Notes supplémentaires
encadernação antiga meia-inglesa em pele e cantos também em pele, pouco aparado e sem capas de brochura
exemplar estimado; miolo limpo mas com restauros toscos nalgumas falhas marginais de papel nas seguintes folhas: rosto (III-IV), 67-68, 101-102, 123-124, 151-152, 155-156, 197-198, 251-252, 279-280, 401-402, 451-452, 501-502, 571-572 e 611-612
ostenta o carimbo da biblioteca do extinto Ministério do Ultramar nos rodapés das págs. 47, 201, 299, 301, 351, 353, 601, 634 e 644
90,00 eur (IVA e portes incluídos)

Estudo de notória importância levado a cabo por Charles-Louis Vogel, centrando-se em torno dos factos históricos que advieram dos Descobrimentos marítimos portugueses. Portugal e todas as suas antigas possessões ultramarinas são aqui descritas do ponto de vista histórico, geográfico, económico e corográfico.

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