segunda-feira, novembro 25, 2013

Contemporanea – Revista mensal






Lisboa, Maio de 1922 a Março de 1923
dir. José Pacheco
ed. Agostinho Fernandes
Imprensa Libanio da Silva
1.ª edição
apenas os 9 fascículos que constituem os vols. I, II e III (completos)
a este conjunto faltam os fascículos 10 (1924) a 13 (1926), o n.º espécime (Maio de 1915) e o n.º suplemento (Março de 1925)
30 cm x 22 cm (fascículos) / 30,8 cm x 23,5 cm (estojo)
numeração contínua por volumes: [8 págs. + 48 págs. + 1 folha em extra-texto] + [4 págs. + 48 págs. + 5 folhas em extra-texto + 4 págs.] + [8 págs. + 56 págs. + 1 folha em extra-texto + 1 encarte (publicidade à revista De Teatro) + 8 págs. em extra-texto (com numeração autónoma) + 4 págs. (índice do vol. I)] + [4 págs. + 4 págs. (com numeração autónoma) + 3 folhas em extra-texto + 36 págs. + 8 págs. + 8 págs. (com numeração autónoma)] + [4 págs. (com numeração autónoma) + 4 págs. (encarte nas quatro anteriores) + 48 págs. + 3 folhas em extra-texto] + [72 págs. + 10 págs. (publicidade e índice do vol. II) + 11 folhas em extra-texto] + [6 págs. + 48 págs. + 8 págs. (com numeração autónoma) + 6 págs. + 6 folhas em extra-texto] + [2 págs. + 64 págs. + 7 folhas em extra-texto + 1 folhinha (encarte publicitário à colecção de cadernos Novela de Sucesso)] + [52 págs. + 5 folhas em extra-texto + 2 encartes publicitários + 2 págs. (índice do vol. III)]
dístico: Revista feita expressamente para gente civilizada
profusamente ilustrados, impressos a cor sobre papéis diversos, capilhas com motivos gráficos e tipográficos modernistas de extrema elegância e bom gosto, sendo o n.º 3 uma combinação de arte serigráfica e pintura à mão
apresentam-se em cadernos soltos não aparados, protegidos por capilhas de papel-manteigueiro com dobras de reforço à cabeça e ao pé e uma pestana na contracapa
acondicionados num estojo de manufactura recente forrado a tela
exemplares estimados, capilhas com restauros nas dobras e nas lombadas; miolo limpo, quase todos os cadernos por abrir
os fascículos 1 e 2 ostentam o n.º 280 da tiragem especial limitada a 401 exemplares, sendo o primeiro fascículo nominal, propriedade de José Paulo Pinhão e assinado por José Pacheco
PEÇA DE COLECÇÃO
1.000,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da vasta lista de colaboradores que, repetidamente, fizeram esta publicação moderna, assinalem-se, entre escritores e artistas plásticos, os nomes de Almada, Fernando Pessoa, António Botto, Mário de Sá Carneiro, Diogo de Macedo, António Sardinha, Judith Teixeira, Raul Leal, Mário Saa, Columbano, António Soares, Américo Durão, Vergílio Correia, Eduardo Viana, Jorge Barradas, Martinho Nobre de Mello, Mily Possoz, Augusto Santa-Ritta, Eugénio de Castro, Aquilino Ribeiro, Virgínia Victorino, Manuel Ribeiro, Teixeira de Pascoaes, António Arroio, Leonardo Coimbra, Afonso Duarte, Dordio Gomes, Carlos Malheiro Dias, etc. Especial destaque para a inclusão de Cena do Ódio de Almada, Banqueiro Anarquista de Fernando Pessoa (mas também Mar Português e Soneto Já Antigo) e Arte de Bem Morrer de António Ferro.
Logo à partida, o responsável pela publicação, que bem sabia de que estofo eram feitos os consumidores portugueses de cultura, comentou em entrevista ao Diário de Lisboa (15 de Junho, 1922): «Eu não tenho grande confiança nem consideração pelo público de arte português. Além disso cá não está criado público de revistas, a não ser das outras que metem pernas. Um insucesso, artisticamente, não me feria nada.»
Bem se recordava José Pacheco como Lisboa-Portugal tinha sido hostil ao aparecimento de uma outra revista de vanguarda muito similar, a Orpheu! Acompanhando o curso de fechamento do país às alegrias trazidas pela República e a abertura ao autoritarismo totalitário, «A Contemporânea insinuou-se no espaço cultural português no início de Maio de 1915, com um número espécimen que se caracterizava pelo seu ecletismo: a arte, a literatura, o teatro, o desporto, a moda e a sociedade preenchiam as suas páginas. Valorizava, muito ao gosto da época, a imagem, entre reportagens fotográficas de sabor fim de século e algum grafismo “moderno” em que se ensaiavam Almada, Barradas, Eduardo Viana, Carlos Franco e José Pacheco. Acenava à ditadura de Pimenta de Castro com uma mão, com a outra saudava a Igreja, que passava por dificuldades várias, fragilizada pelas incursões jacobinas.
A Contemporânea propunha-se ser um lugar de agitação e de convergência de todos os que se interessavam pela arte em Portugal e que não dispunham de uma tribuna onde pudessem aferir opiniões, apresentar sugestões, trilhar novas sendas. Tinha os olhos postos nos movimentos vanguardistas da Europa, recusando dialecticamente a claustrofobia e a anemia que secularmente nos tolhiam. Preconizava no seu programa que os seus colaboradores seriam “as figuras mais brilhantes e variadamente individuais das nossas modernas correntes artísticas, desde as mais simples às mais complexas – todos quantos, desde o verso até à linha, sabem servir as curiosidades cultas e os interesses aristocratizados”. Pretendia ser uma “revista para gente civilizada, uma revista expressamente para civilizar gente”, terminologia e programa que, na opinião circunstanciada de António Braz de Oliveira, poderá ter muito bem a dedada eterna e “excessivamente lúcida” de Fernando Pessoa, nas margens de Orpheu.
Por razões políticas – o consulado de Pimenta de Castro foi derrubado poucos dias depois do aparecimento da Contemporânea – ou por motivos menos “públicos”, o projecto teve, então, uma falsa partida e só foi retomado sete anos mais tarde. Com efeito, em 1921, os jovens que tiveram o privilégio de viver na cidade de Paris – laboratório onde fertilizavam as experiências mais ousadas no domínio das letras e das artes – insurgiram-se contra a apatia e a inércia que eram lugar comum na Sociedade Nacional de Belas-Artes, cuja actividade estava circunscrita à organização de uma exposição anual. [...]» (Fonte: Daniel Pires, Dicionário da Imprensa Periódica Literária Portuguesa do Século XX (1900-1940), vol. I, Grifo, Lisboa, 1996)

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domingo, novembro 24, 2013

Memórias de Chaby



TOMAZ RIBEIRO COLAÇO
RAÚL DOS SANTOS BRAGA
vinheta de Fernando Bento

Lisboa, 1938
Editora Gráfica Portuguesa, Limitada
1.ª edição
24,6 cm x 19,8 cm
228 págs. + 24 folhas em extra-texto
ilustrado
sóbria encadernação em meia-francesa com cantos em pele, gravação a ouro em rótulo na lombada
aparado e carminado somente à cabeça
conserva as capas de brochura
exemplar muito estimado; miolo limpo
é o n.º 1.479 de uma tiragem declarada de 2.000 exemplares chancelados por Raul dos Santos Braga
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

António Augusto de Chaby Pinheiro (1873-1933) notabilizou-se como actor teatral, nomeadamente como cómico.

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terça-feira, novembro 19, 2013

Danças de Roda


FERNANDA DE CASTRO

Lisboa, 1921
Tip. Lusitania
1.ª edição
17 cm x 13,1 cm
64 págs.
impresso sobre papel avergoado
exemplar estimado, com pequenos restauros na capa; miolo limpo, com falhas marginais do papel nas folhas das págs. 12-13 e 15-16 sem afectar o texto
20,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Jardim


FERNANDA DE CASTRO
capa de Bernardo Marques

Lisboa, 1928
s.i. [ed. Autora]
1.ª edição
20,1 cm x 13,5 cm
96 págs.
impresso sobre papel superior avergoado
exemplar estimado, com pequenos golpes no bordo superior da capa; miolo limpo
assinatura de posse no frontispício
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da História da Literatura Portuguesa (António José Saraiva / Óscar Lopes, 15.ª ed., Porto Editora, Porto, 1989):
«[...] Pode dizer-se que a nova consciência literária surgida de vivências femininas principiou pela afirmação, com Florbela Espanca, da livre intimidade de mulher, e que atingiu com Irene Lisboa a sua primeira notável realização em prosa. Mas não podem deixar de assinalar-se precursoras como [entre outras] Fernanda de Castro [...].»
Uma mera curiosidade: o vertente livro leva impresso na portada dedicatória à escritora madeirense Luísa Grande (Luzia).

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Urgente


FERNANDA DE CASTRO

Lisboa, 1989
Guimarães Editores
1.ª edição
21,7 cm x 15,6 cm
80 págs.
impresso sobre papel superior
exemplar muito estimado, sujidade superficial na capa; miolo irrepreensível, por abrir
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da nota de leitura, assinada pela romancista Fernanda Botelho, para os serviços de aquisição de obras para as Bibliotecas Itinerantes da Fundação Calouste Gulbenkian:
«Não temos aqui nenhuma escrita automática, nada dessa poesia a que eu darei a designação de poesia de “facilidade catártica”. [...] Mas esta presença no presente e no futuro não se efectua em termos de hermetismo. São, porém, de grande actualidade os tópicos focalizados: o stress, a tecnologia, a terceira idade, o tempo (a falta de), as horas de ponta, a poluição, um materialismo absorvente, a permissividade, a massificação turística, etc., etc. Fernanda de Castro estava bem informada sobre o tempo em que vive os seus últimos anos da sua vida e achou urgente testemunhar. [...] Poesia cinética, dada a imediatez da imagem realçada pela limpidez do verbo, poesia descritiva e narrativa de grande densidade e intenso fulgor. Poesia, ainda, voltada para um sentido social de justiça e de humanismo, legando-nos quadros de rua e retratos de gente maltratada pela vida no tempo e no espaço [...].»

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Os Que Se Divertem


LUZIA
capa e ilust. Bernardo Marques

Lisboa, 1929
s.i. [ed. Autora]
3.ª edição [1.ª edição ilustrada]
22 cm x 16,5 cm
308 págs.
subtítulo: A Comedia da Vida
ilustrado no corpo do texto
exemplar muito estimado, com discretos restauros periféricos na capa; miolo irrepreensível
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Pseudónimo de Luísa Grande, autora madeirense com algum relevo epocal no domínio da crónica literária. (Fonte: Anuário dos Escritores, 2, Portvcale, Porto, 1942)

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Varanda dos Meus Amores


NORBERTO DE ARAUJO

Paris – Lisboa, s.d. [1922]
Livrarias Aillaud e Bertrand
1.ª edição
18,6 cm x 12,2 cm
148 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se do segundo livro de Araújo, autor cuja escrita António José Saraiva e Óscar Lopes, na sua História da Literatura Portuguesa (Porto Editora, 15.ª ed., Porto, 1989), classificam como «populismo lisboeta»: «Com todos os inconvenientes de qualquer esquematização, é, contudo, possível agrupar vários ficcionistas em que, deste ou daquele modo, se cruzam certa continuidade do naturalismo, certo populismo (quer dizer, uma ostensiva simpatia por tipos populares e vagabundos), por vezes certo psicologismo ou certa preocupação ética. [...]»

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Novela do Amor Humilde



NORBERTO DE ARAUJO
capa de Stuart

Paris – Lisboa, 1925
Livrarias Aillaud & Bertrand
1.ª edição
18 cm x 12 cm
308 págs.
encadernação editorial em tela encerada com gravação e ouro e relevo seco nas pastas e na lombada
conserva a capa anterior de brochura
exemplar estimado, com leve acidez apenas nas folhas-de-guarda; miolo limpo
25,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Legendas de Lisboa


NORBERTO ARAÚJO
desenhos de Martins Barata

Lisboa, 1943 [aliás, 1944]
Secretariado da Propaganda Nacional
1.ª edição
26 cm x 20 cm
224 págs.
profusamente ilustrado em todas as capitulares de entrada de capítulo, sendo impressas a negro sobre fundo amarelo
encadernação da época em meia-francesa com cantos em pele e elegante gravação a ouro na lombada
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo limpo
exibe o ex-libris dos condes do Bonfim colado no verso da capa
65,00 eur (IVA e portes incluídos)

Dedicou-se o autor «[...] à carreira do jornalismo, onde em pouco tempo chegou a co-proprietário do jornal diário A Manhã. Foi aí que, em 1917, depois de breve passagem pelo jornal O Mundo, revelou todos os seus dotes no campo da crónica, da reportagem e da entrevista, dotes que evidenciaria, até morrer, no Diário de Lisboa.
Registe-se como digna nota, a actividade de ulissipógrafo [...].» (Dicionário Cronológico de Autores Portugueses, vol. III, Publicações Europa-América, Mem Martins, 1994)

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Casas da Câmara de Lisboa



LUÍS PASTOR DE MACEDO
NORBERTO DE ARAÚJO
pref. Álvaro Salvação Barreto
capa e grafismo de José Espinho

Lisboa, 1951
Edição da Câmara Municipal de Lisboa
1.ª edição
29,5 cm x 23 cm
222 págs. + 6 págs. + 52 folhas em extra-texto (algumas impressas nas duas faces) + 14 desbobráveis em extra-texto
subtítulo: Do Século XII à Actualidade
profusamente ilustrado
impresso a duas cores sobre papel superior creme
exemplar como novo, sem qualquer quebra na lombada e por abrir
55,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Camões Não Foi Bem Como Aquilino o Viu



NORBERTO DE ARAUJO

Lisboa, 1949
[ed. Autor ?]
1.ª edição
19,6 cm x 13 cm
64 págs. + 6 folhas em extra-texto
subtítulo: Conferência proferida na Camara Municipal de Lisboa em 4 de Julho de 1949
ilustrado
exemplar manuseado mas aceitável; miolo limpo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Breve ensaio em torno do grande Lírico, cuja vida Aquilino muito pejorativamente efabulou: «[...] Aquilino Ribeiro, em quarenta páginas de “D. Constantino de Bragança”, traçou um Camões que ele encontrou ou julgou encontrar em si, nas suas leituras, durante o passeio pelas alamedas da História, e pelas ilhas dos amores do poeta. Julgo que não foi feliz.
Mas, depois, insistiu. Numa centena de páginas de “Camões, Camilo, Eça e alguns mais” [...] Aquilino apresenta o mesmo Camões, pelas mesmas ruas da amargura, como se a Camões não houvesse sobejado amargura.
[...] Aquilino dá-nos agora um Camões, mais do que desgraçado – miserável, a roçar pela indignidade, e, para tanto, ele, Aquilino, rebusca, escabicha, profunda com uma lâmpada de mau azeite, escalpeliza cruelmente, ainda que com bisturi de ouro. [...]»
Norberto Araújo, por seu turno, clarifica e nobilita a vida de miséria, sim: de miséria que levou Camões, a poucos meses de falecer, confessar por carta a D. Francisco de Almeida: «[...] assim acabarei a vida, e verão todos que fui tão afeiçoado à minha Pátria, que não sòmente me contentei de morrer nela, mas de morrer com ela.»

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sexta-feira, novembro 15, 2013

Fumos de Ópio


CLAUDE FARRÈRE
trad. e pref. de Teixeira Leite

capa de João Carlos [Celestino Gomes]

Lisboa, 1949
Editorial Enciclopédia, Lda.
[1.ª edição]
19 cm x 12,5 cm
216 págs.
exemplar em muito bom estado
20,00 eur (IVA e portes já incluídos)

Pseudónimo de Frédéric-Charles Bargone. Trata-se do segundo livro do autor, que, por um outro título seu, veio a receber o Prémio Goncourt no ano seguinte (1905).
Uma passagem:
«[...] O pesadelo. Ninguém, a não ser o fumador de ópio, sabe o que é o pesadelo.
Sei de pessoas que dizem: Esta noite tive um sonho terrível: as paredes aproximavam-se uma da outra e esmagavam-me. Ou, então: caía num precipício. Ou, ainda: via minha mulher e meus filhos torturados, sem que eu os pudesse socorrer. – E essas pessoas põem as mãos diante dos olhos, e exclamam horrorizadas: Que pesadelo!
No meu pesadelo, não há precipício, nem paredes, nem mulher, nem filhos. Não há nada. Há o vácuo, o nada e a escuridão. Há a assustadora realidade da morte – tão próxima, tão próxima, que o condenado que espera a guilhotina, não vê a eternidade tão próxima como eu. [...]»

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quinta-feira, novembro 14, 2013

Ao Soldado Desconhecido



AFFONSO LOPES VIEIRA

Lisboa, s.d. [Março de 1921 (data do poema)]
Imp. Libanio da Silva
[1.ª edição]
25,7 cm x 19,3 cm
4 págs.
subtítulo: Morto em França
composto manualmente e impresso a duas cores
folha-volante dobrada ao meio
exemplar como novo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

«Sem discursos, sem frases, / sem alexandrinos [...]», assim iniciam os versos uma homenagem que o poeta vende por «um tostão», «a favor de um orfão da guerra».

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O Povo e os Poetas Portugueses


AFFONSO LOPES VIEIRA

Lisboa, 1910
[ed. Autor]
Associação de Escolas Moveis (depositária)
1.ª edição
19,4 cm x 13,3 cm
2 págs. + 66 págs.
subtítulo: Conferência lida pelo autor no Teatro D. Maria II em 12 de Janeiro de 1910
ilustrado
composto manualmente em Elzevir
impresso sobre papel avergoado
exemplar com a capa manchada e sinais de traça à superfície; miolo irrepreensível
30,00 eur (IVA e portes incluídos)


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O Meu Adeus


AFFONSO LOPES-VIEIRA

Lisboa, 1900
Typographia da Companhia Nacional Editora
1.ª edição
29 cm x 19,9 cm
46 págs.
encadernação recente em tela com cromo em pele e ferros a ouro; miolo por abrir, com pequena falha de papel no canto inferior direito da folha 25-26, muito limpo
sem capas de brochura
ex-libris de Raul de Oliveira no verso da pasta frontal
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

É um dos primeiros livros do Autor, que inicia a sua vida cultural ligado ao grupo de A Águia, portanto ao saudosismo poético, ao sebastianismo filosófico e ao nacionalismo tradicionalista. Todavia, não cairá no excesso de se tornar cúmplice do golpe militar de 1926 e do que se lhe seguiu.

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quarta-feira, novembro 13, 2013

No Leilão Ameal



[GUSTAVO] MATOS SEQUEIRA
nota de abertura de Luís Derouet

desenhos de Alberto Sousa

Lisboa, 1924
Emprêsa Editora e de Publicidade A Peninsular Ld.ª
1.ª edição
20,7 cm x 15,2 cm
66 págs.
subtítulo: Crónica Amena de uma Livraria a Menos – 31 de Março a 16 de Abril de 1924
todas as páginas apresentam cercaduras decorativas, vinhetas ou caricaturas
exemplar estimado; miolo limpo
discreta assinatura de posse no rodapé do frontispício
tiragem declarada de 500 exemplares «destinados aos bibliófilos»
PEÇA DE COLECÇÃO

65,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se de uma das mais gostosas e cómicas descrições do que é um leilão, a sua assistência de ávidos licitantes, o esgrimir de ofertas, etc. Inicialmente publicado nas colunas do jornal O Mundo, esta sua forma em livro constitui peça para guardar e levar até ao futuro... que é aquilo que os coleccionadores mais conscientes afinal fazem ao pagar fortunas por raridades que, de outro modo, esfumar-se-iam na devoradora espiral do tempo. Para aqueles desconhecedores do meio e das manhas de uma sessão leiloeira, Matos Sequeira intercala nas suas crónicas jornalísticas versos que dão o tom e a nota:
«Com o “Esteves” prègando à mão direita,
e à mão esquerda o Pinheiro,
(apregoando os lotes o primeiro
e o segundo lançando-os em Receita),
muito bem pendurado num charuto,
nesta praça é quem faz de Inteligente,
e mete medo à gente
arregalando o seu olhinho arguto.
Êle e os livros tratam-se por tu
e, basta haver quem pague,
é capaz de vender, como um Barbou,
um livro de mortalhas Zig-Zag. [...]»

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Principios de Hygiene




[ANÓNIMO]

Paris, 1924
Cruz Vermelha Portugueza (Imp. E. Pigelet)
s.i.
17,9 cm x 9,9 cm
32 págs.
subtítulo: Reprodução da brochura da comissão americana de preservação contra a tuberculose (fundação Rockefeller)
impresso a cor
acabamento com dois pontos em arame
profusamente ilustrado
exemplar estimado; miolo limpo
peça de colecção
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Interessante manual de aconselhamento prático de saúde pública. O tema central é a tuberculose. Algumas das recomendações poderão ser hoje consideradas obsoletas, mas no essencial constitui um bom auxiliar.

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segunda-feira, novembro 11, 2013

Chão de Oferta


RUY [DUARTE] DE CARVALHO
capa de Víctor Silva

Luanda, 1972
Culturang – Centro Cultural de Angola, Limitada
1.ª edição
19,5 cm x 18 cm
2 págs. + 80 págs.
exemplar muito estimado; miolo limpo
discreta rubrica de posse no frontispício
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

É um dos grandes poetas angolanos contemporâneo. Já aqui, na sua estreia em livro, se mostrava o que aí vinha. Por exemplo: «Olha-me este país [a] esboroar-se / em chagas de salitre / e os muros, negros, dos fortes / roídos pelo vegetar / da urina e do suor / da carne virgem mandada / cavar glórias e grandeza / do outro lado do mar. // Olha-me a história de um país perdido: / marés vazantes de gente amordaçada, / a ingénua tolerância aproveitada / em carne. [...]» Mas o que aí vinha, verdadeiramente, era o soberbo Exercícos de Crueldade, publicado pela casa editora & etc em 1978...

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sexta-feira, novembro 08, 2013

Chronica | delrey | D. Pedro I [...]



FERNAÕ LOPES

Lisboa, 1760 [igual à edição de 1735, ed. Francisco da Costa]
Na Officina de Pedro Ferreira
2.ª edição
19,8 cm x 14,5 cm
12 págs. + 292 págs.
subtítulo: Defte nome, e dos de Portugal o oitavo | cognominado O Justiceiro. | Na forma em que a efcreveo Fernaõ Lopes, pri- | meiro Chronifta Mòr defte Reyno. | Copiada fielmente do feu original antigo, dada à luz, e | accrefcentada de novo defde o feu nafcimento até | fer Rey; e outras acçoens, e noticias de | que feu Author naõ trata. | E offerecida | ao Serenissimo Senhor Infante | D. Pedro | pelo padre | Jozé Pereira Abayam. | Presbytero do Habito de São Pedro.
encadernação da época inteira em pele mosqueada, com nervuras, rótulo gravado e colado na lombada
pouco aparado, resíduos de antigo carminado no corte, primeira e última folhas de protecção recentes
exemplar estimado; miolo limpo
PEÇA DE COLECÇÃO
360,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Para Quando Festivais de Arte em Portugal? [junto com] Primeiro Diálogo Sobre Arte Moderna


HUMBERTO D’ÁVILA
JOSÉ-AUGUSTO FRANÇA

Lisboa, Março [e Abril ?] de 1957
Tempo Presente (ed. Autores)
1.ª edição
2 números (completo)
19 cm x 13,3 cm
[40 págs. + 4 págs. em extra-texto] + [36 págs. + 4 págs. em extra-texto]
colecção Cadernos do Tempo Presente, dirigida por José Neves Águas
ilustrados em separado
exemplares estimados; miolo no geral limpo, apresentando os extra-textos sinais de oxidação com especial incidência no n.º 2
50,00 eur (IVA e portes já incluídos)

Convém não confundir este Tempo Presente com a revista Tempo Presente, que teve início em Maio de 1959, dirigida por Fernando Guedes, e que deu voz ao que de mais reaccionário pululava nas letras pátrias de então. Os vertentes cadernos vinham desenvolver, num modelo graficamente menos luxuoso mas com idêntica proposta cultural, os magníficos Uni-, Bi-, Tri-, Tetra- e Pentacórnio, cujo último número datava de Dezembro de 1956.

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Memórias Para o Ano 2000


JOSÉ-AUGUSTO FRANÇA

Lisboa, 2000
Livros Horizonte, Lda.
1.ª edição
24 cm x 17,1 cm
388 págs. + 16 págs. em extra-texto
ilustrado
exemplar muito estimado; miolo limpo
35,00 eur (IVA e portes já incluídos)

Da nota do Autor na contracapa, demarcando-se da muita banalidade que vê à sua volta:
«[...] Trata-se de cinquenta ou mesmo setenta anos de memórias pouco usuais. Pois não é verdade que os Portugueses não têm memórias, têm saudades? A um desenho firme que os separe das coisas, preferem eles uma pintura vaga que a elas os colem... [...]»

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Natureza Morta


JOSÉ-AUGUSTO FRANÇA
capa de Victor Palla

Lisboa, 1961
Editora Arcádia Limitada
2.ª edição
18,1 cm x 10,4 cm
222 págs.
exemplar como novo, sem qualquer sinal de quebra na lombada
é o n.º 2.054 da tiragem comprovada pela Sociedade Portuguesa de Escritores
17,00 eur (IVA e portes já incluídos)

Primeiro romance do então conhecido ensaísta, datado de 1949, obra conforme ao neo-realismo vigente, de antes do surrealismo ter tomado meia geração à sua conta. Dois anos volvidos, e já França dominará o meio intelectual lisboeta com as suas edições Córnio (Uni-, Bi-, Tri-, Tetra- e Penta-) de teor mais vanguardista, já França redigirá o seu Balanço das Actividades Surrealistas e o mais que se lhe seguiu...

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Despedida Breve


JOSÉ-AUGUSTO FRANÇA

Lisboa, 1958
Publicações Europa-América
1.ª edição
16,2 cm x 11 cm
240 págs.
subtítulo: E Outros Contos
é o n.º 18 da colecção Os Livros das Três Abelhas
exemplar estimado; miolo limpo
assinatura de posse no canto superior direito do ante-rosto
25,00 eur (IVA e portes já incluídos)

Escreveu Urbano Tavares Rodrigues em 2010, em recensão para a Fundação Calouste Gulbenkian:
«Alguns destes contos [...] são verdadeiras obras-primas. É, por exemplo, o caso de Despedida Breve que tão bem descreve a atmosfera provinciana da casa de duas irmãs solitárias, uma muito doente e a outra apaixonada pelo médico que a vai ver, de quem se tornou amante e que vai casar com uma herdeira rica.
Belíssimos são os três contos enigmáticos e poéticos de atmosfera colonial africana, que alternam um realismo inicial chocarreiro e muito costumbrista com cenas grandiosas e mágicas. [...]»

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quinta-feira, novembro 07, 2013

Variações em Sousa


FERNANDO ASSIS PACHECO
capa de Augusto T. Dias


Lisboa, 1987
Hiena Editora
2.ª edição
20,5 cm x 14,5 cm
48 págs.
exemplar novo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Reúne aqui o Autor duas plaquettes impressas a expensas do mesmo, em stencyl electrónico, que inicialmente circularam, uma em 1984 e a outra em 1986, sob os títulos Variações em Sousa e A Bela do Bairro e Outros Poemas. E é, de facto, o poema que dá título a esta segunda aquele por nós escolhido como ilustração da verve de Assis Pacheco:
«Ela era muito bonita e benza-a Deus
muito puta que era sempre à espera
dos pagantes à janela do rés-do-chão
mas eu teso e pior que isso néscio desses amores
tenho o quê? quinze anos
tenho o quê uns olhos com que a vejo
que se debruçava mostrando os peitos
que a amei como se ama unicamente
uma vez um colo branco e até as jóias
que ela punha eram luzentes semelhando estrelas
eu bato o passeio à hora certa e amo-a
de cabelo solto e tudo não parece
senão o céu afinal um pechisbeque

ainda agora as minhas narinas fremem
turva-se o coração desmantelado
amando-a amei-a tanto e sem vergonha
oh pecar assim de jaquetão sport e um cigarro
nos queixos a admiração que eu fazia
entre a malta não é para esquecer nem lá ao fundo
como então puxo as abas da farpela
lentamente caminho para ela
a chuva cai miúda
e benza-a Deus que bonita e que puta
e que desvelos a gente
gastava em frente do amor»

Há ainda uma questão que deve ser aqui lembrada: Em finais dos anos 70 e início de 80 do século passado, o falecido Assis Pacheco, ao serviço de O Jornal, alimentava uma coluna jornalística que ainda hoje poderia servir de modelo a muito noticiário de publicação de livros. Chamava-se «Bookcionário», e perdeu-se-lhe o rasto como se perde tudo neste mundo quando os interessados se desinteressam, ou morrem, ou mudam de ramo. Nós, não esquecemos. Nem essa simpática coluna, nem o seu intuito, nem o estilo. – Os presentes verbetes de leitura, na nossa loja, em apoio das respectivas fichas técnicas, tomaram daí a antiga inspiração.

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telemóvel: 919 746 089

Catalabanza, Quilolo e Volta


FERNANDO ASSIS PACHECO
capa de Júlio

Coimbra, 1976
Centelha
[1.ª edição]
18 cm x 11,7 cm
78 págs.
exemplar estimado; miolo muito limpo
55,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se, de facto, da actualização aumentada do livro Câu Kiên: um Resumo, que havia saído em edição do Autor durante a vigência da ditadura (1972), o que o fez optar então por topónimos que remetiam a acção algures para a Indochina, onde uma outra guerra colonial igualmente bárbara e sem escrúpulos se desenrolava. A linguagem, essa, qualquer seja a versão que leiamos, é acusatória e desesperada. Um exemplo, o poema «O Garrote»:
«Ribeiras limpas acudi-me.
Vou ficar vivo encostado
a esta memória de trampa.
Os meus olhos já foram brilhantes.
Sei fazer alguns versos mas nem sempre.
Eu narrador me confesso.
A guerra lixou tudo.

É curioso como se bebia
água podre.
Não falando no vinho, muito.
Durante os ataques doía-me um joelho.
Estou pronto, pensei.
Ninguém me conhece.
Os ratos são felizes.

Vocês não sabem como se perde a tusa.
De resto não serve para nada.
A melhor noite que eu tive
em Nambuangongo foi com uma garrafa de whisky.
Sei fazer versos mas doem.
Ninguém me conhecia dentro do arame.
[...]
Suponho que a violência tem os dias contados.
Se não é assim é parecido.
Eu vi-os sair do quartel
com as alpergatas nas últimas.
Vai ali o Ocidente, escrevi.
Vai beber água podre.

E depois há um que pisa uma armadilha.
Houve um que pisou uma armadilha!
Sei fazer versos. Ou seja: nada.
O coto em sangue.
Neste ponto o narrador sofreia a imaginação.
Ninguém disse que me conhecia.
Conheço um rato, está em cima duma viga.
Serve para a gente olhar.»

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quarta-feira, novembro 06, 2013

Nós Matámos o Cão-Tinhoso!


LUÍS BERNARDO HONWANA
desenhos de Bertina

Lourenço Marques, 1964
s.i.
1.ª edição
18 cm x 12,2 cm
136 págs.
ilustrado
exemplar manuseado, capa com sinais de desgate; miolo limpo
peça de colecção
75,00 eur (IVA e portes já incluídos)

É um dos grandes livros da resistência cultural moçambicana. Honwana é o Luandino da “contra-costa”, ou, como muito bem sublinha Manuel Ferreira (ver Literaturas Africanas de Expressão Portuguesa, Instituto de Cultura Portuguesa, vol. II, Lisboa, 1977):
«[...] A grande revelação [...]. Pode dizer-se que, com ele, se retoma a estrada real da narrativa moçambicana [...]. Excelente narrador, experiência pessoal vivida na sua própria condição de negro, Luís Bernardo Honwana, apesar da sua juventude (as narrativas foram redigidas algumas, cremos, por volta de 18 anos de idade) faz do universo moçambicano o centro da análise das suas narrativas. A relação dialética colonizado / colonizador é dada, pelas formas mais subtis, através de várias personagens e situações. Situações de exploração, de incompreensão, de injustiça, de alienação, desalienação, e do sonho e da esperança. [...]»

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Nós Matámos o Cão-Tinhoso!


LUIS BERNARDO HONWANA
grafismo de João Machado

Porto, 1972
Afrontamento
2.ª edição (revista)
18,2 cm x 10,4 cm
152 págs.
exemplar como novo
22,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Cães da Mesma Ninhada


ASCÊNCIO DE FREITAS
capa de Jorge Garizo do Carmo

Beira (Moçambique), 1960
Notícias da Beira
1.ª edição
18,8 cm x 13,8 cm
192 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
assinaturas de posse no frontispício e nas págs. 15, 67, 85, 99 e 145
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

Livro de estreia de Ascêncio Gomes de Freitas, escritor e jornalista nascido na Gafanha da Nazaré, mas radicado em Moçambique desde 1948, onde viveu até 1978. Irá destacar-se a sua escrita, cujo reconhecimento está expresso na merecida atribuição de prémios literários como o do PEN Club...

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Taúlo


CONDE CHIOCO
pref. Ovídio Cordeiro
capa e ilust. José Pádua

Beira (Moçambique), s.d. [circa 1973]
M. Salema & Carvalho, Lda.
1.ª edição
21,5 cm x 16,3 cm
136 págs.
subtítulo: Crónica da Vida no Mato
ilustrado no corpo do texto
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Relatam-se aqui acontecimentos datados de 1939 a 1941, ocorridos em Tete, época ainda distante da desgraça que trouxeram as lutas anticoloniais e a vontade do branco em construir a mega-barragem de Cabora Bassa. «É um relato simples e despretencioso dos problemas[,] das dificuldades e dos riscos que os funcionários administrativos tinham de enfrentar naquela época, da dedicação dos cipais e, de uma maneira geral, das populações nativas para com aqueles mesmos funcionários que eram tidos como chefes, conselheiros e amigos.» (Nota na badana)

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