segunda-feira, março 31, 2014

Echos de um Atentado Bolchevista


SERGIO [JOAQUIM] PRINCIPE

Elvas, 1923
Tipografia Progresso, L.ª [Editor – Sergio J. Principe]
1.ª edição [única]
22,6 cm x 14,4 cm
272 págs.
exemplar em bom estado de conservação, com um discreto restauro no topo da capa; miolo irrepreensível, parcialmente por abrir
70,00 eur (IVA e portes incluídos)

Muito elegante edição, com vinhetas e capitulares de fantasia, numa obra que, embora testemunhando episódios, sobretudo relativos apenas a dois ou três anos da saga da República, é de grande importância, dada a escassez de primeiras fontes cobrindo os múltiplos pequenos incidentes que vieram a descambar na queda do poder nas mãos da extrema-direita, responsável pela manobra militar e civil do 28 de Maio de 1926. Sérgio Joaquim Príncipe (1880-1971), maçon e revolucionário, várias vezes preso político, tal como muitos outros sindicalistas sentiu-se atraído por um certo vigor na acção que o sidonismo pôs em marcha. Tendo estado, entre 1920 e 1922, na origem da obscura associação secreta de inspiração maçónica a Grande Ordem dos Cavaleiros do Patronato, sobreviveu a um atentado em plena rua, a 8 de Setembro de 1922, atribuído à Legião Vermelha, que o tinha na conta de traidor à classe operária. (Fonte: António Ventura, A Maçonaria no Distrito de Portalegre, Caleidoscópio, Lisboa, 2009)

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quinta-feira, março 20, 2014

Água de Neve


NUNO DE MONTEMÓR
capa e ilust. Raquel R. [Roque] Gameiro Ottolini

Lisboa, 1933
Tip. da «União Gráfica» [ed. Autor ?]
3.ª edição
20,9 cm x 18 cm
120 págs.
subtítulo: Poema Pastoril
profusamente ilustrado
exemplar muito estimado; miolo limpo
assinatura de posse no frontispício
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da nota final, em que o autor enquadra o espírito do seu poema:
«[...] Quero [...] lembrar que, nas regiões da Beira que recebem a sombra azul da [serra da] Estrêla, ainda hoje, sôbre altares doirados e penhas musgosas, se erguem, modeladas por longínquos avós pastores, imagens que nós adoramos, de joelhos.
Consagrados escritores beirões, ainda vivos, esvrevem e falam, com amoroso orgulho, de ingénuos avós lavradores que esculpiam ou poetavam, e mesmo longe da Estrêla se encontram rústicos analfabetos que modelam de maneira a ganhar louvores de alguns dos nossos homens mais célebres nas letras e nas artes. [...]»

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O Irmão de Luzia


NUNO DE MONTEMOR
pref. Manuel, Arcebispo de Évora

Lisboa, 1928
Tip. da «União Gráfica»
1.ª edição
19,4 cm x 14,2 cm
384 págs.
exemplar estimado, pequenos falhas na lombada; miolo limpo
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

A nota prefacial a este livro, da autoria de D. Manuel Mendes da Conceição Santos, constitui notável exemplo de indesejada solicitação a depoimento, redigida na retórica beata recomendada pela Igreja aos seus agentes, mas de insofismável ignorância na matéria e desconforto no elogio. Abre assim:
«Ao enviarem-me da casa editora as folhas do novo livro de Nuno de Montemor, parte ainda em prova, recomendaram-me presteza nas palavras que houvesse de escrever á guisa de prefácio, porquanto urgia lançar o livro no mercado. Ora eu, atarefado como ando com variados trabalhos, não posso nesta altura percorrer com a devida atenção os diversos capitulos da obra, para dela me inteirar conscienciosamente.
Nada se perde por isso: fraco apreciador de belezas literarias, devo reconhecer em mim uma incompetencia especial quando se trata de romances, genero que não cultivei nunca e de que por conseguinte só posso falar como curioso. [...]
Não farei apreciação literária nem artistica; Nuno de Montemór tem o condão de interessar pelos seus escritos os actuais mestres da lingua, e êles a farão, se quiserem.
Por mim, gósto de estudar as obras literárias pelo lado moral, pois estou intimamente convencido de que uma obra prima de literatura, e em geral toda a produção artistica, faz muito bem ou muito mal, porque actua directamente sobre a sensibilidade, e imperceptivelmente arrasta o espírito na corrente que incarna, ou de alta inspiração virtuosa ou de baixa tendencia animalesca. [...]»
E segue dizendo que, apesar de insensível ao estilo, gosta da obra no aspecto em que a dita tenta repor a religião no lugar que ocupava antes da expulsão republicana das congregações, o que, diga-se de passagem, tem mais de político do que de moral...

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Rapazes e Moças da Estrela


NUNO DE MONTEMOR

Lisboa, 1959
União Gráfica
1.ª edição
19,6 cm x 14 cm
296 págs.
exemplar muito estimado; miolo limpo
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

«Pseudónimo do padre Joaquim Augusto Alvares de Almeida [1881-1964]. Poeta e romancista de cunho religioso e regionalista, utiliza às vezes com êxito temas e formas da tradição bíblica. No romance recorre aos dialectos raianos, aos cenários e personagens rústicos, que valem sobretudo pelo que têm de documental.
Sob os seus apelidos, Álvares de Almeida, colaborou com poesia na revista A Águia (n.º 41, 1915). Mas foi com o pseudónimo que alcançou, mais tarde, uma notoridade hoje esquecida.» (Dicionário Cronológico de Autores Portugueses, vol. III, Publicações Europa-América, Mem Martins, 1994)

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O Crime de um Homem Bom


NUNO DE MONTEMOR

Lisboa, 1945
União Gráfica
1.ª edição
19,6 cm x 14 cm
384 págs.
exemplar muito estimado; miolo limpo, parcialmente por abrir
27,00 eur (IVA e portes incluídos)


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O Estado Novo | União Nacional [junto com] União Nacional – Boletim de Inscrição




Lisboa, 1933
Imprensa Nacional de Lisboa
[1.ª edição]
[22 cm x 14 cm] + [13,8 cm x 21,8 cm (oblongo)]
64 págs. + 1 folha
subtítulo do caderno: Discurso do Sr. Doutor Oliveira Salazar (30 de Julho de 1930) – Estatutos da União Nacional – Constituição Política da República Portuguesa – Acto Colonial
acabamento com dois pontos em arame
exemplar estimado; miolo limpo
assinatura de posse na pág. 3 da brochura
peça de colecção
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

Documento que representa a súmula de uma época que teve Bismarck como modelo inspirador do Estado... Com boletim de inscrição.

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quarta-feira, março 19, 2014

Revoada Romantica



FIDELINO DE FIGUEIREDO
capa e ilust. de [Roberto] Nobre

Porto, s.d. [1929]
[edição do magazine] “Civilização”
1.ª edição *
18,1 cm x 11,8 cm
32 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Breve narrativa, entre a ficção e a crónica, mas espelho de um escritor vastamente culto.
* A BNP dava, em 1989, notícia da existência, na biblioteca da Faculdade de Letras de Lisboa, de uns «recortes de jornal» de Pernambuco datados de 1926, a que atribui o princeps desta novela.

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A Luta pela Expressão



FIDELINO DE FIGUEIREDO

Lisboa, 1960
Edições Ática Limitada
2.ª edição [prólogo em 1.ª edição]
16,4 cm x 11,9 cm
208 págs.
subtítulo: Prolegómenos para uma Filosofia da Literatura
exemplar muito estimado; miolo limpo
assinatura de posse no canto superior esquerdo do frontispício
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Este livro surge num contexto em que os estudos filosóficos literários da escola de Ermatinger e do grupo da revista Helicon cedem a sua influência à ligeireza da “literatura comparada”, cujo interesse é para Fidelino de Figueiredo «quase novelesco, mas inesgotável e jamais susceptível de sistematização». E insurge-se mesmo contra a universalização do comparativismo, porque «[...] [desaparecem] as últimas esperanças de se chegar a alguma solução dos problemas gerais ou fundamentais da literatura. Tal amplitude estonteante equivale à decomposição estilística dos textos para apreender a essência do fenómeno literário. Dará trabalho para exércitos de eruditos, sustentará cátedras inúmeras e pretextará congressos sucessivos, suas excursões, seus discursos e seus banquetes, mas não contribuirá para o alargamento do verdadeiro saber, porque a sistematização filosófica esperará indefinidamente pela integração documental dos factos. [...]»

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Como dirigi a Bibliotheca Nacional


FIDELINO DE FIGUEIREDO

Lisboa, 1919
Livraria Clássica Editora, A. M. Teixeira
1.ª edição
22,5 cm x 15 cm
128 págs.
subtítulo: Fevereiro de 1918 a Fevereiro de 1919
exemplar estimado com restauro na lombada; miolo limpo parcialmente por abrir
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

Assim começa Fidelino:
«Escrevo estas breves linhas de introducção ao relatorio da minha direcção da Bibliotheca Nacional no dia em que, pela dissolução do Parlamento, de que fazia parte, se fecha o período da minha vida aberto pela revolução de Dezembro, chefiada por Sidonio Paes. A situação politica, que dessa revolução se derivou e que hoje está relegada para o mundo das recordações, fez-me chefe de gabinete da instrucção publica, director da Bibliotheca Nacional e deputado. Servi os dois cargos e o mandato parlamentar com desinteressada dedicação que foi sempre até ao sacrificio.
[...] Como me desempenhei do cargo de bibliothecario, que o Presidente Sidonio Paes e o Ministro da Instrucção me confiaram, digo-o no presente relatório, cujo conteúdo esteve para ser exposto na Camara dos Deputados sob a forma mais viva de interpellação a um ministro. Para que essa interpellação se não fizesse, envidaram-se diligencias activas que não excluiram ameaças. O golpe de Estado facilitou a realização do designio dos adversarios da justiça e dos que põem as rivalidades pessoaes e as solidariedades partidarias acima dos altos interesses do paiz. [...]»
É neste contexto, e numa Biblioteca ainda (mal) instalada no convento de São Francisco da Cidade, onde hoje se encontra a Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, que o erudito historiador e ensaísta desenvolve a sua primeira gestão. Voltará às mesmas funções mais tarde, em 1927.


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domingo, março 16, 2014

Almanaque Lello [para 1930]


KOL D’ALVARENGA [coord.]

Porto, s.d. [1929]
Livraria Chardron de Lello & Irmão, Lda. Edit.
[1.ª edição]
19,7 cm x 13,2 cm
32 págs. + 352 págs. + 64 págs. + 1 folha em extra-texto (cor) + 1 recorte publicitário preso por fio entrançado
é o volume do 2.º ano da publicação
profusamente ilustrado
cartonagem editorial
exemplar estimado; miolo irrepreensível
peça de colecção
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Elaborado à luz do popular modelo francês da livraria Hachette, é decisivamente o mais rico e interessante na multiplicidade da informação avulsa proporcionada.
Chame-se a atenção para as páginas atribuídas a anunciantes, cujas publicidades constituem hoje um incontornável documento, não só para a história das artes gráficas, mas também história do comércio e da indústria.

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O Mundo de Amanhã


ANNIE WOOD BESANT
trad. Fernando de Castro

Lisboa, 1926
Livraria Clássica Editora de A. M. Teixeira & C.ª (Filhos)
1.ª edição
19 cm x 12,2 cm
272 págs.
exemplar estimado, capa empoeirada; miolo limpo, por abrir
discreta assinatura de posse no canto superior esquerdo do ante-rostp
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Obra teosófica da socialista e feminista que, na passagem do século XIX para o século XX, deixou marca como apoiante da independência da Irlanda e da Índia. Annie Besant (1847-1933) irá afastar-se da boa causa, após ter conhecido Helena Blavatski, mergulhando progressivamente numa espiritualidade metafísica que fez as delícias do poeta Fernando Pessoa (ele próprio tradutor de uma outra sua obra).

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quarta-feira, março 12, 2014

Como Nasceu A Portuguesa


TEIXEIRA LEITE
capa e grafismo de Tòssan

Lisboa, 1978
Edições Terra Livre / Secretaria de Estado da Comunicação Social
1.ª edição
20,5 cm x 14,8 cm
64 págs.
ilustrado
exemplar como novo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Segundo o articulista, A Portuguesa terá surgido num contexto de exaltação patriótica contra a afronta inglesa do Ultimatum.

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terça-feira, março 11, 2014

Rei Santo (D. Pedro V)


ROCHA MARTINS

Lisboa, 1907
João Romano Torres & C.ª
1.ª edição
2 volumes (completo)
24 cm x 17 cm
[568 págs. + 38 folhas em extra-texto] + [536 págs. + 31 folhas em extra-texto]
subtítulo: Chronica do Reinado de D. Pedro V
ilustrados
encadernações editoriais em tela gravada a negro, vermelho e ouro, com a marca de Paulino-Enc.
exemplares muito estimados; miolo limpo, restauro na folha das págs. 133-134 do segundo volume sem afectar a legibilidade do texto
85,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Legendas de Portugal



ROCHA MARTINS
desenhos de Stuart

Lisboa, 1928
Edição do Autor
1.ª edição
XIV volumes (cadernetas) encadernados em IV tomos
23 cm x 16,4 cm
tomo I: 2 págs. + [64 págs. + 5 folhas em extra-texto] + [112 págs. + 6 folhas em extra-texto] + [112 págs. + 8 folhas em extra-texto] + [112 págs. + 7 folhas em extra-texto]; tomo II: [112 págs. + 7 folhas em extra-texto] + [120 págs. + 6 folhas em extra-texto] + [116 págs. + 7 folhas em extra-texto]; tomo III: [116 págs. + 7 folhas em extra-texto] + [116 págs. + 7 folhas em extra-texto] + [116 págs. + 7 folhas em extra-texto (uma é dupla)]; tomo IV: [108 págs. + 6 folhas em extra-texto] + [96 págs. + 7 folhas em extra-texto] + [120 págs. + 7 folhas em extra-texto] + [60 págs. + 6 folhas em extra-texto]
subtítulos:
tomo I:
I – As Alminhas da Ponte (Porto); II – A Estátua do Suplício (Abrantes); Cativo Real (Angra); As Cinzas dos Justiçados (Aveiro); III – A Hoste Brigantina (Barcelos); A Alma de Cenáculo (Beja); A Excomunhão do Primaz (Braga); IV – Luta de Braganças (Bragança); Pelicano Real (Caldas da Rainha); A Primeira Invasão das Beiras (Castelo Branco)
tomo II:
V – Menagem do Alcaide (Coimbra); Os Imolados (Covilhã); O Cavaleiro Gil Fernandes (Elvas); VI – Os Chacinados (Estremoz); Manuelinho de Évora (Évora); A Execução do “Remexido” (Faro); VII – Manuel Fernandes Tomás (Figueira da Foz); O Brado Liberal (Funchal); A Honra do Guarda-Mór (Guarda)
tomo III:
VIII – Nossa Senhora da Oliveira (Guimarães); O Nobre Capitão-Mór (Horta); A Expedição Liberal (Lagos); IX – O Embaixador da Independência (Lamego); Auras de Aljubarrota (Leiria); A Mitra de Miranda (Miranda); X – Os Frades de Bostêlo (Penafiel); O Saque dos Marialvas (Pinhel); Al! Pelo Prior! (Ponta Delgada)
tomo IV:
XI – A Mãe de Nun’Alvares (Portalegre); O Porta-Bandeira de Tânger (Portimão); Os Ardís da “Flôr de Altura” (Santarém); XII – Justiça de D. João II (Setúbal); A Tomada de Chelb (Silves); A Sagração dos Infantes (Tavira); O Mestre de Cristo (Tomar); XIII – Sombras do Lethes (Viana do Castelo); A Fronda Transmontana (Vila Real); Grey dos Hermínios (Viseu); XIV – Os Mártires da Pátria (Lisboa)
profusamente ilustrados
encadernação editorial em tela, com as capilhas originais
exemplares como novos
110,00 eur (IVA e portes incluídos)

Quadros da História de Portugal tratados num estilo paternalista e algo ligeiro, glórias antigas contadas aos netos ao serão. De qualquer modo, é pedagógico, podendo suscitar a curiosidade de ir colher algures ensinamento mais fiável.

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Os Grandes Amores de Portugal


ROCHA MARTINS
capas de Alberto de Sousa e Raquel Gameiro Ottolini

Lisboa, s.d.
Edição do Autor
1.ª edição
24 fascículos (2 séries) enc. em 4 vols.
18,5 cm x 12,4 cm
24 x [64 págs. + 1 folha em extra-texto] + 8 págs. (publicidade) no 4.º fasc. – 2.º vol.
títulos incluídos:
vol. I – Linda Inês; Desvario de Rainha; Flôr de Altura; A Amada do Camareiro; O Drama de Vila Viçosa; Relicário de Paixão
vol. II – Senhora de Fazer Bem; Sóror Mariana; Sombra de Rei; Madre Paula; Dona Flor da Murta; O Bichinho de Conta
vol. III – O Sangue de Inês de Castro; A Neta da Rainha Santa; A Madrasta de D. João III; As Paixões do Venturoso; O Drama de Santa Engrácia; D. Guiomar de Marialva
vol. IV – A Freira de D. Afonso VI; Maria da Penha; O Desterrado; As Cómicas de El-Rei: A Gamarra – Margarida do Monte – A Petronilla – A Esteireira; A Távora; A Amada de D. João VI
encadernações editoriais em tela encerada com gravação a ouro nas pastas e nas lombadas
conservam todas as capas de brochura
exemplares em bom estado de conservação; miolo limpo
95,00 eur (IVA e portes incluídos)

Quadros históricos, que Rocha Martins banaliza ao gosto popular, sem grandes preocupações de método nem rigor, cedendo à mitificação, mas de indesmentível pedagogia.

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segunda-feira, março 10, 2014

Eneida Portugueza




JOAÕ FRANCO BARRETO

Lisboa, 1763
Na Officina de Antonio Vicente da Silva
2.ª edição
2 volumes (completo)
15,1 cm x 10,3 cm
[14 págs. (frontispício, prólogo e argumento) + 2 págs. (brancas) + 374 págs. (livros I a VI, dicionário e licenças)] + [8 págs. (frontispício, sonetos e cont. do argumento) + 422 págs. (livros VII a XII e dicionário) + 2 págs. (brancas)]
subtítulo: Com os argumentos de Cosmo Ferreira de Brum, e com o Diccionario de todos os nomes proprios, e fabulas, que neftes feis livros de Virgilio fe contém, e a explicaçaõ delles, para melhor intelligencia do Poeta
encadernações semelhantes, da época, inteiras em pele com elegante gravação a ouro nas lombadas
pouco aparados, corte carminado em ambos
exemplares em bom estado de conservação; miolo limpo
PEÇA DE COLECÇÃO
255,00 eur (IVA e portes incluídos)

«João Franco Barreto, Licenceado em Direito Canonico pela Universidade de Coimbra. Depois de seguir por algum tempo a vida militar, foi Secretario da embaixada mandada a França por el-rei D. João IV; e ultimamente, depois de enviuvar, tomou ordens ecclesiasticas, e exerceu as funcções de Vigario da vara no Barreiro, sendo nomeado para este cargo em 1648. – N. em Lisboa no anno de 1600; os seus biographos não apontam a data do obito, porém sabe-se que ainda vivia em 1674. [...]
Posto que a traducção da Eneida por Barreto seja em demasia paraphrastica, e que muitas vezes não reproduza fielmente o sentido do original, em razão das difficuldades da rima, a que o traductor quiz subjeitar-se, todavia, a pureza e correcção de linguagem, com que foi escripta, juntas á louçania do estylo, e a uma versificação quasi sempre fluida e harmoniosa, fazem, e farão sempre com que este trabalho não seja de todo esquecido, apezar de terem apparecido depois outras versões sem duvida mais perfeitas. [...]» (Inocêncio Francisco da Silva, Diccionario Bibliographico Portuguez, tomo III, Imprensa Nacional, Lisboa, 1859)

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Caminho de Consortes


JOÃO DE ARAÚJO CORREIA

Régua, 1971
Imprensa do Douro Editora
2.ª edição
19,4 cm x 13 cm
160 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo, por abrir
valorizado pela dedicatória manuscrita do Autor
25,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Outro Mundo


JOÃO DE ARAÚJO CORREIA

Porto, 1980
Brasília Editora
1.ª edição
19,1 cm x 13,4 cm
152 págs.
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo limpo
ostenta colado no ante-rosto o ex-libris do músico Andrónico Poêjo
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da História da Literatura Portuguesa (António José Saraiva / Óscar Lopes, 15.ª ed., Porto Editora, Porto, 1989):
«[...] De entre aqueles que, a partir do regionalismo, tão cultivado desde o século passado [XIX], se ergueram a formas superiores de ficção realista, destaca-se João de Araújo Correia [...], um dos nossos melhores contistas, que assimila à mais correntia e elegante prosa a fala oral dos seus aldeãos, e se tornou capaz, como poucos, de organizar a narrativa de modo a dispensar a mínima nota judicativa extrínseca à acção, convertendo muitas vezes o próprio narrador rural da primeira pessoa em personagem bem caracterizada e que se mexe à nossa vista. O mundo social, admiravelmente notado,  dos seus livros [...] abrange a aristocracia duriense dos fins da Monarquia, brasileiros, doutores, burgueses alcandorados, padres aburguesados, caseiros, almocreves e outros tipos populares. Temática dominante: superstições, luta pela terra, caça ao lucro pelo logro, sujeição das mulheres à tutela masculina, culto dos figurões locais, ritualização doméstica dos objectos hereditários. [...]»

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Três Meses de Inferno



JOÃO DE ARAÚJO CORREIA

Lisboa, 1947
Portugália Editora
1.ª edição
19,3 cm x 12,5 cm
228 págs.
composto manualmente em Elzevir e Futura
exemplar estimado; miolo limpo
30,00 eur (IVA e portes já incluídos)

Reunião de crónicas de «[...] um dos nossos melhores contistas, que assimila à mais correntia e elegante prosa a fala oral dos seus aldeãos, e se tornou capaz, como poucos, de organizar a narrativa de modo a dispensar a mínima nota judicativa extrínseca à acção [...]. O mundo social, admiravelmente notado, dos seus livros [...] abrange a aristocracia duriense dos fins da Monarquia, brasileiros, doutores, burgueses alcandorados, padres aburguesados, caseiros, almocreves e outros tipos populares. Temática dominante: superstições, luta pela terra, caça ao lucro pelo logro, sujeição das mulheres à tutela masculina, culto dos figurões locais, ritualização doméstica dos objectos hereditários. [...]» (António José Saraiva / Óscar Lopes, História da Literatura Portuguesa, 15.ª ed., Porto Editora, Porto, 1989).

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Terra Ingrata



JOÃO DE ARAÚJO CORREIA

Lisboa, 1946
Portugália Editora
1.ª edição
18,5 cm x 13,1 cm
240 págs.
belíssima encadernação com o selo de Raúl de Almeida («encad. dour.») inteira em pano com motivos florais, rótulo de pele gravado a ouro e colado na lombada
pouco aparado
conserva as capas de brochura
exemplar estimado; miolo limpo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)


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quarta-feira, março 05, 2014

Physiologia do Saloio


[ANTÓNIO MARIA DA CUNHA PEREIRA DE SOTTO-MAYOR]

Lisboa, 1858
Livraria Central
[1.ª edição]
16,3 cm x 10,9 cm
64 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
dedicatória de posse no ante-rosto
peça de colecção
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

O autor (1827-1883) – segundo a nota caligrafada que constitui a firma de posse – foi diplomata, mais precisamente encarregado oficial de negócios em Washington, e, para além deste raro divertimento ou chacota em torno das raças lusitanas, deixou-nos uma apreciável história dos Estados Unidos.

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terça-feira, março 04, 2014

De Sacrosancto | Missæ Sacrificio | Decisiones



JOANNE CLERICATO
[GIOVANNI MARÍA CHIERICATO, 1633-1717]

[Veneza], 1727
Andream Poleti
4.ª edição [edição original: circa 1706]
22,5 cm x 17,3 cm
28 págs. (frontispício, dedicatória, introduções e índice do argumento) + 516 págs.
texto impresso a uma e duas colunas
encadernação da época inteira em pele, lombada com vinhetas de florália e rótulos gravados a ouro
corte carminado, boas margens de papel
exemplar muito estimado; miolo limpo com sinais de antiga mancha no canto inferior direito da primeira centena de páginas, papel sonante
ostenta no verso do rosto a assinatura de posse de Sacadura Botte, provavelmente antepassado do administrador colonial Teodorico César de Sande Pacheco de Sacadura Botte
PEÇA DE COLECÇÃO
185,00 eur (IVA e portes incluídos)

Autor também conhecido pelos seus ensinamentos matrimoniais e sexuais, no âmbito de uma literatura moralista típica da Contra-Reforma.

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Rvth Peregrina, | sevs svccessos, e boa ventv- | ra, moralizada sobre a letra do | fagrado Texto, & fua hiftoria



IOAM CARDOSO, frei

Lisboa, 1628
Na officina de Geraldo da Vinha
1.ª edição
[tomo I]
20 cm x 15 cm
16 págs. (frontispício, licenças, sonetos e epigramas de António de Paiva, advertência e dedicatórias) + 329 folhas impressas retro-verso (658 págs.) + 1 folha (erratas)
texto impresso a uma e duas colunas
encadernação da época inteira em pergaminho, título e data manuscritos a ferrogálica na lombada, folhas-de-guarda restauradas
exemplar muito estimado; miolo limpo, com sinais de lepisma no canto inferior direito das margens na primeira centena de folhas sem afectar o texto, manchas de gordura nas cinco primeiras folhas
duplo carimbo de posse brasonado no frontispício
PEÇA DE COLECÇÃO
720,00 eur (IVA e portes incluídos)

Frei João Cardoso «foi primeiramente Conego regular de Sancto Agostinho, depois Franciscano da provincia dos Algarves, e a final passou para o estado de Presbytero secular, em que viveu muitos annos. Viajou pela Allemanha, Hespanha, e por muitos outros reinos da Europa. – N. em Portalegre [?], e m. em Lisboa a 8 de Maio de 1655. [...]
Só passados vinte e seis annos depois da publicação d’esta [Ruth Peregrina], é que se imprimiu:
Segunda parte da convertida Peregrina, em discursos moraes e predicaveis, etc. Ibi, por Manuel da Silva 1654. [...]» (Inocêncio Francisco da Silva, Diccionario Bibliographico Portuguez, Imprensa Nacional, Lisboa, 1859)
A folha-de-rosto ostenta impresso em xilogravura o escudo-de-armas de D. Afonso de Noronha, «do Confelho de eftado de fua Mageftade», a quem o livro está dedicado.

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segunda-feira, março 03, 2014

Decisionvm | Dn. Iosephi Lv- | dovici Asisiensis, iv- | risconsvlti clarissimi, Cav- | sarvm Pervsinarvm, et Rotæ | Lvcensis, nunquam coniunctim in | Germania editarum



[GIUSEPPE LUDOVISI]

[Frankfurt], 1607
[A cargo e à custa de] Rvlandiorvm / Ioannis Saurii
1.ª edição (na Alemanha)
tomo I *
texto em latim
18,3 cm x 12,2 cm
16 págs. (frontispício, nota ao leitor e argumento da obra) + 538 págs. + 92 págs. (não numeradas, índice remissivo)
subtítulo: Continens Decisiones Pe- | rvsinas, in dvas partes | ab autore diuifas
encadernação antiga inteira em pele marmoreada, com elegante gravação de vinhetas e florália a ouro na lombada pontuando as casas entre-nervuras
aparado e carminado no corte das folhas
exemplar muito estimado, roído no bordo inferior do lombo; miolo fresco e sonante, com ocasionais sublinhados
assinatura de posse no verso do frontispício
PEÇA DE COLECÇÃO
350,00 eur (IVA e portes incluídos)

Obra de grande interesse filosófico e teológico.

* O tomo II (tomus posterior) desta obra foi publicado no mesmo ano e tem como co-autor Girolamo Magoni (1530-1596).

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domingo, março 02, 2014

Escola | Moral, Politica, | Christãa, e Juridica. | Dividida em quatro | palestras. | Nas quaes | lem de prima as quatro virtudes cardeaes



DIOGO GUERREIRO CAMACHO DE ABOIM

Lisboa Ocidental, 1733
No Officina de Antonio de Sousa da Sylva
1.ª edição
29,9 cm x 22 cm
28 págs. (rosto, dedicatória, proémios, plano da obra, licenças e índice geral) + 524 págs. + 2 págs. (privilégio real)
encadernação da época inteira em pele, lombada com nervuras e gravação a ouro
pouco aparado, boas margens, carminado no corte
mancha impressa a uma e a duas colunas
exemplar muito estimado, com sinais de traça nas folhas-de-guarda, e no canto superior direito e no rodapé das primeiras sete folhas, sem afectar o texto, assim como na encadernação; miolo limpo, papel sonante
discreta assinatura de posse ao rés do frontispício
peça de colecção
650,00 eur (IVA e portes incluídos)

Doutor, Familiar do Santo Ofício, Camacho Aboim era «natural de Ourique no Alemtejo. Formou‑se em Direito Civil, e tendo servido varios logares de magistratura, morreu no de Desembargador da Casa da Supplicação [Porto] em 15 d’Agosto de 1709, aos 48 annos de edade. [...] Além d’esta escreveu Guerreiro e publicou varias obras de jurisprudencia em latim, as quaes são bem conhecidas, e foram varias vezes reimpressas. [...]» (Inocêncio Francisco da Silva, Diccionario Bibliographico Portuguez, tomo II, Imprensa Nacional, Lisboa, 1859).
Obra póstuma, de virtudes – que são a prudência, a justiça, a fortaleza e a temperança –, está dedicada pelo impressor António de Sousa da Silva ao rei D. João V, no interesse do Estado e da boa inspiração do monarca ao legislar.

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