segunda-feira, março 31, 2014

Echos de um Atentado Bolchevista


SERGIO [JOAQUIM] PRINCIPE

Elvas, 1923
Tipografia Progresso, L.ª [Editor – Sergio J. Principe]
1.ª edição [única]
22,6 cm x 14,4 cm
272 págs.
exemplar em bom estado de conservação, com um discreto restauro no topo da capa; miolo irrepreensível, parcialmente por abrir
70,00 eur (IVA e portes incluídos)

Muito elegante edição, com vinhetas e capitulares de fantasia, numa obra que, embora testemunhando episódios, sobretudo relativos apenas a dois ou três anos da saga da República, é de grande importância, dada a escassez de primeiras fontes cobrindo os múltiplos pequenos incidentes que vieram a descambar na queda do poder nas mãos da extrema-direita, responsável pela manobra militar e civil do 28 de Maio de 1926. Sérgio Joaquim Príncipe (1880-1971), maçon e revolucionário, várias vezes preso político, tal como muitos outros sindicalistas sentiu-se atraído por um certo vigor na acção que o sidonismo pôs em marcha. Tendo estado, entre 1920 e 1922, na origem da obscura associação secreta de inspiração maçónica a Grande Ordem dos Cavaleiros do Patronato, sobreviveu a um atentado em plena rua, a 8 de Setembro de 1922, atribuído à Legião Vermelha, que o tinha na conta de traidor à classe operária. (Fonte: António Ventura, A Maçonaria no Distrito de Portalegre, Caleidoscópio, Lisboa, 2009)

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domingo, março 30, 2014

Oposição Democracia Bancarrota



JORGE VERNEX

[Braga], 1949
Edições Alvorada
1.ª edição
19,6 cm x 13,4 cm
80 págs.
exemplar muito manuseado mas aceitável, restauros na lombada; miolo limpo
inclui a cinta editorial
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Jorge Vernex, aliás Francisco de Matos Gomes (vd. Anuário Artístico e Literário de Portugal para 1948, Agência UPI, Lisboa), diz, na sucinta cinta promocional, tudo o que pensa sobre o visado, Norton de Matos, general e ex-grão-mestre da Maçonaria, então candidato presidencial pela oposição ao Estado Novo. O estilo é bilioso, o anticomunismo é primário.

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quinta-feira, março 20, 2014

Glória e Desengano do Herói


NUNO DE MONTEMOR
capa de Fernando Bento

Lisboa, 1949
Edição da «União Gráfica»
1.ª edfição
23 cm x 17,4 cm
64 págs.
subtítulo: Paiva Couceiro à Hora de Morrer
exemplar estimado, contracapa com vagos sinais de traça; miolo limpo, por abrir
20,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Água de Neve


NUNO DE MONTEMÓR
capa e ilust. Raquel R. [Roque] Gameiro Ottolini

Lisboa, 1933
Tip. da «União Gráfica» [ed. Autor ?]
3.ª edição
20,9 cm x 18 cm
120 págs.
subtítulo: Poema Pastoril
profusamente ilustrado
exemplar muito estimado; miolo limpo
assinatura de posse no frontispício
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da nota final, em que o autor enquadra o espírito do seu poema:
«[...] Quero [...] lembrar que, nas regiões da Beira que recebem a sombra azul da [serra da] Estrêla, ainda hoje, sôbre altares doirados e penhas musgosas, se erguem, modeladas por longínquos avós pastores, imagens que nós adoramos, de joelhos.
Consagrados escritores beirões, ainda vivos, esvrevem e falam, com amoroso orgulho, de ingénuos avós lavradores que esculpiam ou poetavam, e mesmo longe da Estrêla se encontram rústicos analfabetos que modelam de maneira a ganhar louvores de alguns dos nossos homens mais célebres nas letras e nas artes. [...]»

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O Irmão de Luzia


NUNO DE MONTEMOR
pref. Manuel, Arcebispo de Évora

Lisboa, 1928
Tip. da «União Gráfica»
1.ª edição
19,4 cm x 14,2 cm
384 págs.
exemplar estimado, pequenos falhas na lombada; miolo limpo
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

A nota prefacial a este livro, da autoria de D. Manuel Mendes da Conceição Santos, constitui notável exemplo de indesejada solicitação a depoimento, redigida na retórica beata recomendada pela Igreja aos seus agentes, mas de insofismável ignorância na matéria e desconforto no elogio. Abre assim:
«Ao enviarem-me da casa editora as folhas do novo livro de Nuno de Montemor, parte ainda em prova, recomendaram-me presteza nas palavras que houvesse de escrever á guisa de prefácio, porquanto urgia lançar o livro no mercado. Ora eu, atarefado como ando com variados trabalhos, não posso nesta altura percorrer com a devida atenção os diversos capitulos da obra, para dela me inteirar conscienciosamente.
Nada se perde por isso: fraco apreciador de belezas literarias, devo reconhecer em mim uma incompetencia especial quando se trata de romances, genero que não cultivei nunca e de que por conseguinte só posso falar como curioso. [...]
Não farei apreciação literária nem artistica; Nuno de Montemór tem o condão de interessar pelos seus escritos os actuais mestres da lingua, e êles a farão, se quiserem.
Por mim, gósto de estudar as obras literárias pelo lado moral, pois estou intimamente convencido de que uma obra prima de literatura, e em geral toda a produção artistica, faz muito bem ou muito mal, porque actua directamente sobre a sensibilidade, e imperceptivelmente arrasta o espírito na corrente que incarna, ou de alta inspiração virtuosa ou de baixa tendencia animalesca. [...]»
E segue dizendo que, apesar de insensível ao estilo, gosta da obra no aspecto em que a dita tenta repor a religião no lugar que ocupava antes da expulsão republicana das congregações, o que, diga-se de passagem, tem mais de político do que de moral...

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Rapazes e Moças da Estrela


NUNO DE MONTEMOR

Lisboa, 1959
União Gráfica
1.ª edição
19,6 cm x 14 cm
296 págs.
exemplar muito estimado; miolo limpo
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

«Pseudónimo do padre Joaquim Augusto Alvares de Almeida [1881-1964]. Poeta e romancista de cunho religioso e regionalista, utiliza às vezes com êxito temas e formas da tradição bíblica. No romance recorre aos dialectos raianos, aos cenários e personagens rústicos, que valem sobretudo pelo que têm de documental.
Sob os seus apelidos, Álvares de Almeida, colaborou com poesia na revista A Águia (n.º 41, 1915). Mas foi com o pseudónimo que alcançou, mais tarde, uma notoridade hoje esquecida.» (Dicionário Cronológico de Autores Portugueses, vol. III, Publicações Europa-América, Mem Martins, 1994)

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O Crime de um Homem Bom


NUNO DE MONTEMOR

Lisboa, 1945
União Gráfica
1.ª edição
19,6 cm x 14 cm
384 págs.
exemplar muito estimado; miolo limpo, parcialmente por abrir
27,00 eur (IVA e portes incluídos)


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O Estado Novo | União Nacional [junto com] União Nacional – Boletim de Inscrição




Lisboa, 1933
Imprensa Nacional de Lisboa
[1.ª edição]
[22 cm x 14 cm] + [13,8 cm x 21,8 cm (oblongo)]
64 págs. + 1 folha
subtítulo do caderno: Discurso do Sr. Doutor Oliveira Salazar (30 de Julho de 1930) – Estatutos da União Nacional – Constituição Política da República Portuguesa – Acto Colonial
acabamento com dois pontos em arame
exemplar estimado; miolo limpo
assinatura de posse na pág. 3 da brochura
peça de colecção
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

Documento que representa a súmula de uma época que teve Bismarck como modelo inspirador do Estado... Com boletim de inscrição.

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quarta-feira, março 19, 2014

Revoada Romantica



FIDELINO DE FIGUEIREDO
capa e ilust. de [Roberto] Nobre

Porto, s.d. [1929]
[edição do magazine] “Civilização”
1.ª edição *
18,1 cm x 11,8 cm
32 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Breve narrativa, entre a ficção e a crónica, mas espelho de um escritor vastamente culto.
* A BNP dava, em 1989, notícia da existência, na biblioteca da Faculdade de Letras de Lisboa, de uns «recortes de jornal» de Pernambuco datados de 1926, a que atribui o princeps desta novela.

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A Luta pela Expressão



FIDELINO DE FIGUEIREDO

Lisboa, 1960
Edições Ática Limitada
2.ª edição [prólogo em 1.ª edição]
16,4 cm x 11,9 cm
208 págs.
subtítulo: Prolegómenos para uma Filosofia da Literatura
exemplar muito estimado; miolo limpo
assinatura de posse no canto superior esquerdo do frontispício
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Este livro surge num contexto em que os estudos filosóficos literários da escola de Ermatinger e do grupo da revista Helicon cedem a sua influência à ligeireza da “literatura comparada”, cujo interesse é para Fidelino de Figueiredo «quase novelesco, mas inesgotável e jamais susceptível de sistematização». E insurge-se mesmo contra a universalização do comparativismo, porque «[...] [desaparecem] as últimas esperanças de se chegar a alguma solução dos problemas gerais ou fundamentais da literatura. Tal amplitude estonteante equivale à decomposição estilística dos textos para apreender a essência do fenómeno literário. Dará trabalho para exércitos de eruditos, sustentará cátedras inúmeras e pretextará congressos sucessivos, suas excursões, seus discursos e seus banquetes, mas não contribuirá para o alargamento do verdadeiro saber, porque a sistematização filosófica esperará indefinidamente pela integração documental dos factos. [...]»

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Como dirigi a Bibliotheca Nacional


FIDELINO DE FIGUEIREDO

Lisboa, 1919
Livraria Clássica Editora, A. M. Teixeira
1.ª edição
22,5 cm x 15 cm
128 págs.
subtítulo: Fevereiro de 1918 a Fevereiro de 1919
exemplar estimado com restauro na lombada; miolo limpo parcialmente por abrir
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

Assim começa Fidelino:
«Escrevo estas breves linhas de introducção ao relatorio da minha direcção da Bibliotheca Nacional no dia em que, pela dissolução do Parlamento, de que fazia parte, se fecha o período da minha vida aberto pela revolução de Dezembro, chefiada por Sidonio Paes. A situação politica, que dessa revolução se derivou e que hoje está relegada para o mundo das recordações, fez-me chefe de gabinete da instrucção publica, director da Bibliotheca Nacional e deputado. Servi os dois cargos e o mandato parlamentar com desinteressada dedicação que foi sempre até ao sacrificio.
[...] Como me desempenhei do cargo de bibliothecario, que o Presidente Sidonio Paes e o Ministro da Instrucção me confiaram, digo-o no presente relatório, cujo conteúdo esteve para ser exposto na Camara dos Deputados sob a forma mais viva de interpellação a um ministro. Para que essa interpellação se não fizesse, envidaram-se diligencias activas que não excluiram ameaças. O golpe de Estado facilitou a realização do designio dos adversarios da justiça e dos que põem as rivalidades pessoaes e as solidariedades partidarias acima dos altos interesses do paiz. [...]»
É neste contexto, e numa Biblioteca ainda (mal) instalada no convento de São Francisco da Cidade, onde hoje se encontra a Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, que o erudito historiador e ensaísta desenvolve a sua primeira gestão. Voltará às mesmas funções mais tarde, em 1927.


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segunda-feira, março 17, 2014

Emmène-moi au bout du monde!...

BLAISE CENDRARS

Paris, 1956
Éditions Denoël
1.ª edição (tiragem comum)
18,5 cm x 11,9 cm
304 págs.
exemplar manuseado mas muito aceitável; miolo limpo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

De seu nome próprio Frédéric Louis Sauser, o aventureiro e escritor suíço é conhecido entre nós desde, pelo menos, a publicação em 1917 de um conjunto de poemas seus no Portugal Futurista. A sua atenção ao idioma português levou-o mesmo a pegar de frente o mais importante romance de Ferreira de Castro, A Selva, e, ao traduzi-lo para francês, a dar-lhe uma notável e invulgar volta, transformando-o numa peça literária merecedora de, a partir daí, voltar a ser trazida para português.
Da nota de contracapa:
«Pour la première fois dans son œuvre, Blaise Cendrars publie un roman ou le personnage central est une femme.
Comédienne vieillie, mais toujours triomphante, Thérèse va interpréter le rôle le plus étonnant de sa carrière: Madame l’Arsouille. C’est que ce rôle – ou presque – elle le joue quotidiennement dans l’existence. Aucune sensation, aucun vice ne lui est étranger. Ses amants, ses amis, se recrutent dans tous les milieux. Elle brûle non seulement les planches du Théâtre, mais celles de la Vie. Elle entraîne le lecteur parmi les drames, les jalousies, les rivalités des coulisses, et en même temps le fait pénétrer dans le Paris Interdit où souteneurs, drogués, artistes de génie, ratés, gens du monde et du demi se côtoient et sont mêlés, aujourd’hui à un fait divers crapuleux, demain à la plus brillante des générales. [...]»

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domingo, março 16, 2014

Almanaque Lello [para 1929]

KOL D’ALVARENGA [coord.]

Porto, s.d. [1928]
Livraria Chardron de Lello & Irmão, Lda.
[1.ª edição]
19,7 cm x 13,2 cm
36 págs. + 368 págs. + 56 págs. + 2 págs. em extratexto a cor + 1 recorte publicitário preso por fio entrançado
é o volume do 1.º ano da publicação
profusamente ilustrado
cartonagem editorial
exemplar em bom estado de conservação
raro quando assim completo com o recorte
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Elaborado à luz do popular modelo francês da livraria Hachette, é decisivamente o mais rico e interessante na multiplicidade da informação avulsa proporcionada.
Chame-se a atenção para as noventa e duas páginas atribuídas a anunciantes, cujas publicidades constituem hoje um incontornável documento, não só para a história das artes gráficas, mas também história do comércio e da indústria.

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Almanaque Lello [para 1930]


KOL D’ALVARENGA [coord.]

Porto, s.d. [1929]
Livraria Chardron de Lello & Irmão, Lda. Edit.
[1.ª edição]
19,7 cm x 13,2 cm
32 págs. + 352 págs. + 64 págs. + 1 folha em extra-texto (cor) + 1 recorte publicitário preso por fio entrançado
é o volume do 2.º ano da publicação
profusamente ilustrado
cartonagem editorial
exemplar estimado; miolo irrepreensível
peça de colecção
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Elaborado à luz do popular modelo francês da livraria Hachette, é decisivamente o mais rico e interessante na multiplicidade da informação avulsa proporcionada.
Chame-se a atenção para as páginas atribuídas a anunciantes, cujas publicidades constituem hoje um incontornável documento, não só para a história das artes gráficas, mas também história do comércio e da indústria.

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Corvos



LEITÃO DE BARROS, texto
JOÃO ABEL MANTA, desenhos


Lisboa, s.d. [década de 60, século XX]
Empresa Nacional de Publicidade
Editorial Notícias
1.ª edição [única]
2 volumes (completo)
21,7 cm x 15,8 cm
276 págs. + 258 págs.
subtítulo: Sobre a Nudez Nacional da Publicidade o Manto Diáfano da Tipografia...
profusamente ilustrados, texto a duas colunas numa simulação do local de origem onde surgiu publicado
exemplares estimados; miolo limpo (ambos)
valorizado pela dedicatória manuscrita do escritor ao jornalista Guedes de Amorim
47,00 eur (IVA e portes incluídos)

Reunião de crónicas satíricas que o realizador cinematográfico Leitão de Barros, durante a última década da sua vida, foi escrevendo para o Diário de Notícias. Dele diz-nos outro “farpista”, Armando Ferreira (cit. badana): «Como eu me sentiria vaidoso se tivesse tido a ideia, e o talento para escrever, com a mesma graça, estas “Farpas”, estes “Burros”, estes “Gatos”, urbanìsticamente transformados em “Corvos” do nosso tempo.»
João Abel Manta completa uma tão elevada verve com fortes caricaturas de sua pena.

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Gata Borralheira



[LEYGUARDA FERREIRA (contada ás crianças por)]
capa de Amorim
ilust. Alfredo Moraes

Lisboa, 1949
Edição Romano Torres
[1.ª edição]
19,8 cm x 13,4 cm
48 págs.
ilustrado a negro no corpo do texto
exemplar muito manuseado mas aceitável; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

O desejo de ascender na condição social constitui o substrato de um conto de fadas pueril que, quando na vida real, que se saiba, costuma estar na origem da cobiça, da inveja e da ganância. No cinema, tanto dá para as irrealidades da fábrica de sonhos Walt Disney como, para adultos, mais ou menos a mesma trama ingénua, tem descambado em filmes como Pretty Woman. Nuns, a bonita Cinderela, além de perder um sapato que lhe não pertencia, lança o príncipe fogoso num estado de desespero, à sua procura por montes e vales; no outro, é o homem rico e poderoso, que compra na rua aquilo que quer, e a dita passa mesmo da ralé para a alta roda sem contratempos de calçado.

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O Mundo de Amanhã


ANNIE WOOD BESANT
trad. Fernando de Castro

Lisboa, 1926
Livraria Clássica Editora de A. M. Teixeira & C.ª (Filhos)
1.ª edição
19 cm x 12,2 cm
272 págs.
exemplar estimado, capa empoeirada; miolo limpo, por abrir
discreta assinatura de posse no canto superior esquerdo do ante-rostp
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Obra teosófica da socialista e feminista que, na passagem do século XIX para o século XX, deixou marca como apoiante da independência da Irlanda e da Índia. Annie Besant (1847-1933) irá afastar-se da boa causa, após ter conhecido Helena Blavatski, mergulhando progressivamente numa espiritualidade metafísica que fez as delícias do poeta Fernando Pessoa (ele próprio tradutor de uma outra sua obra).

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quarta-feira, março 12, 2014

Como Nasceu A Portuguesa


TEIXEIRA LEITE
capa e grafismo de Tòssan

Lisboa, 1978
Edições Terra Livre / Secretaria de Estado da Comunicação Social
1.ª edição
20,5 cm x 14,8 cm
64 págs.
ilustrado
exemplar como novo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Segundo o articulista, A Portuguesa terá surgido num contexto de exaltação patriótica contra a afronta inglesa do Ultimatum.

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terça-feira, março 11, 2014

Sua Majestade a Rainha Senhora Dona Amélia


DOMINGOS MASCARENHAS
capa e capitulares de Manuel Lapa

Lisboa, 1951
Portugália
1.ª edição
33 cm x 23,5 cm
20 págs.
impresso sobre papel superior, miolo linotipado, capa em rotogravura
acabamento com um ponto em arame
exemplar estimado, capa com muito discretos restauros periféricos; miolo irrepreensível
é o n.º 365 da tiragem «limitada a 1.000 exemplares, todos numerados e rubricados pelo autor»
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Resenha histórica, em que Domingos Mascarenhas evidencia o pendor benemérito da rainha, num texto que houvera sido radiodifundido pela Emissora Nacional a 25 de Outubro de 1951, com especial realce para obras públicas que lhe são atribuídas, como, entre outras, o Instituto Bactereológico, o Instituto de Socorros a Náufragos, o Hospital Infantil do Rego, etc.

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Rei Santo (D. Pedro V)


ROCHA MARTINS

Lisboa, 1907
João Romano Torres & C.ª
1.ª edição
2 volumes (completo)
24 cm x 17 cm
[568 págs. + 38 folhas em extra-texto] + [536 págs. + 31 folhas em extra-texto]
subtítulo: Chronica do Reinado de D. Pedro V
ilustrados
encadernações editoriais em tela gravada a negro, vermelho e ouro, com a marca de Paulino-Enc.
exemplares muito estimados; miolo limpo, restauro na folha das págs. 133-134 do segundo volume sem afectar a legibilidade do texto
85,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Legendas de Portugal



ROCHA MARTINS
desenhos de Stuart

Lisboa, 1928
Edição do Autor
1.ª edição
XIV volumes (cadernetas) encadernados em IV tomos
23 cm x 16,4 cm
tomo I: 2 págs. + [64 págs. + 5 folhas em extra-texto] + [112 págs. + 6 folhas em extra-texto] + [112 págs. + 8 folhas em extra-texto] + [112 págs. + 7 folhas em extra-texto]; tomo II: [112 págs. + 7 folhas em extra-texto] + [120 págs. + 6 folhas em extra-texto] + [116 págs. + 7 folhas em extra-texto]; tomo III: [116 págs. + 7 folhas em extra-texto] + [116 págs. + 7 folhas em extra-texto] + [116 págs. + 7 folhas em extra-texto (uma é dupla)]; tomo IV: [108 págs. + 6 folhas em extra-texto] + [96 págs. + 7 folhas em extra-texto] + [120 págs. + 7 folhas em extra-texto] + [60 págs. + 6 folhas em extra-texto]
subtítulos:
tomo I:
I – As Alminhas da Ponte (Porto); II – A Estátua do Suplício (Abrantes); Cativo Real (Angra); As Cinzas dos Justiçados (Aveiro); III – A Hoste Brigantina (Barcelos); A Alma de Cenáculo (Beja); A Excomunhão do Primaz (Braga); IV – Luta de Braganças (Bragança); Pelicano Real (Caldas da Rainha); A Primeira Invasão das Beiras (Castelo Branco)
tomo II:
V – Menagem do Alcaide (Coimbra); Os Imolados (Covilhã); O Cavaleiro Gil Fernandes (Elvas); VI – Os Chacinados (Estremoz); Manuelinho de Évora (Évora); A Execução do “Remexido” (Faro); VII – Manuel Fernandes Tomás (Figueira da Foz); O Brado Liberal (Funchal); A Honra do Guarda-Mór (Guarda)
tomo III:
VIII – Nossa Senhora da Oliveira (Guimarães); O Nobre Capitão-Mór (Horta); A Expedição Liberal (Lagos); IX – O Embaixador da Independência (Lamego); Auras de Aljubarrota (Leiria); A Mitra de Miranda (Miranda); X – Os Frades de Bostêlo (Penafiel); O Saque dos Marialvas (Pinhel); Al! Pelo Prior! (Ponta Delgada)
tomo IV:
XI – A Mãe de Nun’Alvares (Portalegre); O Porta-Bandeira de Tânger (Portimão); Os Ardís da “Flôr de Altura” (Santarém); XII – Justiça de D. João II (Setúbal); A Tomada de Chelb (Silves); A Sagração dos Infantes (Tavira); O Mestre de Cristo (Tomar); XIII – Sombras do Lethes (Viana do Castelo); A Fronda Transmontana (Vila Real); Grey dos Hermínios (Viseu); XIV – Os Mártires da Pátria (Lisboa)
profusamente ilustrados
encadernação editorial em tela, com as capilhas originais
exemplares como novos
110,00 eur (IVA e portes incluídos)

Quadros da História de Portugal tratados num estilo paternalista e algo ligeiro, glórias antigas contadas aos netos ao serão. De qualquer modo, é pedagógico, podendo suscitar a curiosidade de ir colher algures ensinamento mais fiável.

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Os Grandes Amores de Portugal


ROCHA MARTINS
capas de Alberto de Sousa e Raquel Gameiro Ottolini

Lisboa, s.d.
Edição do Autor
1.ª edição
24 fascículos (2 séries) enc. em 4 vols.
18,5 cm x 12,4 cm
24 x [64 págs. + 1 folha em extra-texto] + 8 págs. (publicidade) no 4.º fasc. – 2.º vol.
títulos incluídos:
vol. I – Linda Inês; Desvario de Rainha; Flôr de Altura; A Amada do Camareiro; O Drama de Vila Viçosa; Relicário de Paixão
vol. II – Senhora de Fazer Bem; Sóror Mariana; Sombra de Rei; Madre Paula; Dona Flor da Murta; O Bichinho de Conta
vol. III – O Sangue de Inês de Castro; A Neta da Rainha Santa; A Madrasta de D. João III; As Paixões do Venturoso; O Drama de Santa Engrácia; D. Guiomar de Marialva
vol. IV – A Freira de D. Afonso VI; Maria da Penha; O Desterrado; As Cómicas de El-Rei: A Gamarra – Margarida do Monte – A Petronilla – A Esteireira; A Távora; A Amada de D. João VI
encadernações editoriais em tela encerada com gravação a ouro nas pastas e nas lombadas
conservam todas as capas de brochura
exemplares em bom estado de conservação; miolo limpo
95,00 eur (IVA e portes incluídos)

Quadros históricos, que Rocha Martins banaliza ao gosto popular, sem grandes preocupações de método nem rigor, cedendo à mitificação, mas de indesmentível pedagogia.

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segunda-feira, março 10, 2014

Eneida Portugueza




JOAÕ FRANCO BARRETO

Lisboa, 1763
Na Officina de Antonio Vicente da Silva
2.ª edição
2 volumes (completo)
15,1 cm x 10,3 cm
[14 págs. (frontispício, prólogo e argumento) + 2 págs. (brancas) + 374 págs. (livros I a VI, dicionário e licenças)] + [8 págs. (frontispício, sonetos e cont. do argumento) + 422 págs. (livros VII a XII e dicionário) + 2 págs. (brancas)]
subtítulo: Com os argumentos de Cosmo Ferreira de Brum, e com o Diccionario de todos os nomes proprios, e fabulas, que neftes feis livros de Virgilio fe contém, e a explicaçaõ delles, para melhor intelligencia do Poeta
encadernações semelhantes, da época, inteiras em pele com elegante gravação a ouro nas lombadas
pouco aparados, corte carminado em ambos
exemplares em bom estado de conservação; miolo limpo
PEÇA DE COLECÇÃO
255,00 eur (IVA e portes incluídos)

«João Franco Barreto, Licenceado em Direito Canonico pela Universidade de Coimbra. Depois de seguir por algum tempo a vida militar, foi Secretario da embaixada mandada a França por el-rei D. João IV; e ultimamente, depois de enviuvar, tomou ordens ecclesiasticas, e exerceu as funcções de Vigario da vara no Barreiro, sendo nomeado para este cargo em 1648. – N. em Lisboa no anno de 1600; os seus biographos não apontam a data do obito, porém sabe-se que ainda vivia em 1674. [...]
Posto que a traducção da Eneida por Barreto seja em demasia paraphrastica, e que muitas vezes não reproduza fielmente o sentido do original, em razão das difficuldades da rima, a que o traductor quiz subjeitar-se, todavia, a pureza e correcção de linguagem, com que foi escripta, juntas á louçania do estylo, e a uma versificação quasi sempre fluida e harmoniosa, fazem, e farão sempre com que este trabalho não seja de todo esquecido, apezar de terem apparecido depois outras versões sem duvida mais perfeitas. [...]» (Inocêncio Francisco da Silva, Diccionario Bibliographico Portuguez, tomo III, Imprensa Nacional, Lisboa, 1859)

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Cinza do Lar


JOÃO DE ARAÚJO CORREIA
capa de Tossan

Régua, 1970
Imprensa do Douro Editora
2.ª edição («revista pelo autor»)
19,3 cm x 12,9 cm
208 págs.
exemplar estimado, sem qualquer sinal de quebra na lombada, a cartolina da capa apresenta ténues picos de acidez; miolo irrepreensível, por abrir
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da primeira edição, com acerto escreveu João Ameal no órgão propagandístico do regime, o Diário da Manhã:
«[...] Adivinha-se [...] uma sensibilidade delicada, quase mórbida, atenta e vibrátil a todos os tristes espectáculos da vida, e que recalca num humorismo de caricatura fria – como certas expressões de dor se endurecem num rictus de sorriso aparente. [...]»

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Caminho de Consortes


JOÃO DE ARAÚJO CORREIA

Régua, 1971
Imprensa do Douro Editora
2.ª edição
19,4 cm x 13 cm
160 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo, por abrir
valorizado pela dedicatória manuscrita do Autor
25,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Outro Mundo


JOÃO DE ARAÚJO CORREIA

Porto, 1980
Brasília Editora
1.ª edição
19,1 cm x 13,4 cm
152 págs.
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo limpo
ostenta colado no ante-rosto o ex-libris do músico Andrónico Poêjo
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da História da Literatura Portuguesa (António José Saraiva / Óscar Lopes, 15.ª ed., Porto Editora, Porto, 1989):
«[...] De entre aqueles que, a partir do regionalismo, tão cultivado desde o século passado [XIX], se ergueram a formas superiores de ficção realista, destaca-se João de Araújo Correia [...], um dos nossos melhores contistas, que assimila à mais correntia e elegante prosa a fala oral dos seus aldeãos, e se tornou capaz, como poucos, de organizar a narrativa de modo a dispensar a mínima nota judicativa extrínseca à acção, convertendo muitas vezes o próprio narrador rural da primeira pessoa em personagem bem caracterizada e que se mexe à nossa vista. O mundo social, admiravelmente notado,  dos seus livros [...] abrange a aristocracia duriense dos fins da Monarquia, brasileiros, doutores, burgueses alcandorados, padres aburguesados, caseiros, almocreves e outros tipos populares. Temática dominante: superstições, luta pela terra, caça ao lucro pelo logro, sujeição das mulheres à tutela masculina, culto dos figurões locais, ritualização doméstica dos objectos hereditários. [...]»

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Três Meses de Inferno



JOÃO DE ARAÚJO CORREIA

Lisboa, 1947
Portugália Editora
1.ª edição
19,3 cm x 12,5 cm
228 págs.
composto manualmente em Elzevir e Futura
exemplar estimado; miolo limpo
30,00 eur (IVA e portes já incluídos)

Reunião de crónicas de «[...] um dos nossos melhores contistas, que assimila à mais correntia e elegante prosa a fala oral dos seus aldeãos, e se tornou capaz, como poucos, de organizar a narrativa de modo a dispensar a mínima nota judicativa extrínseca à acção [...]. O mundo social, admiravelmente notado, dos seus livros [...] abrange a aristocracia duriense dos fins da Monarquia, brasileiros, doutores, burgueses alcandorados, padres aburguesados, caseiros, almocreves e outros tipos populares. Temática dominante: superstições, luta pela terra, caça ao lucro pelo logro, sujeição das mulheres à tutela masculina, culto dos figurões locais, ritualização doméstica dos objectos hereditários. [...]» (António José Saraiva / Óscar Lopes, História da Literatura Portuguesa, 15.ª ed., Porto Editora, Porto, 1989).

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Terra Ingrata



JOÃO DE ARAÚJO CORREIA

Lisboa, 1946
Portugália Editora
1.ª edição
18,5 cm x 13,1 cm
240 págs.
belíssima encadernação com o selo de Raúl de Almeida («encad. dour.») inteira em pano com motivos florais, rótulo de pele gravado a ouro e colado na lombada
pouco aparado
conserva as capas de brochura
exemplar estimado; miolo limpo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)


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quarta-feira, março 05, 2014

Physiologia do Saloio


[ANTÓNIO MARIA DA CUNHA PEREIRA DE SOTTO-MAYOR]

Lisboa, 1858
Livraria Central
[1.ª edição]
16,3 cm x 10,9 cm
64 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
dedicatória de posse no ante-rosto
peça de colecção
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

O autor (1827-1883) – segundo a nota caligrafada que constitui a firma de posse – foi diplomata, mais precisamente encarregado oficial de negócios em Washington, e, para além deste raro divertimento ou chacota em torno das raças lusitanas, deixou-nos uma apreciável história dos Estados Unidos.

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terça-feira, março 04, 2014

De Sacrosancto | Missæ Sacrificio | Decisiones



JOANNE CLERICATO
[GIOVANNI MARÍA CHIERICATO, 1633-1717]

[Veneza], 1727
Andream Poleti
4.ª edição [edição original: circa 1706]
22,5 cm x 17,3 cm
28 págs. (frontispício, dedicatória, introduções e índice do argumento) + 516 págs.
texto impresso a uma e duas colunas
encadernação da época inteira em pele, lombada com vinhetas de florália e rótulos gravados a ouro
corte carminado, boas margens de papel
exemplar muito estimado; miolo limpo com sinais de antiga mancha no canto inferior direito da primeira centena de páginas, papel sonante
ostenta no verso do rosto a assinatura de posse de Sacadura Botte, provavelmente antepassado do administrador colonial Teodorico César de Sande Pacheco de Sacadura Botte
PEÇA DE COLECÇÃO
185,00 eur (IVA e portes incluídos)

Autor também conhecido pelos seus ensinamentos matrimoniais e sexuais, no âmbito de uma literatura moralista típica da Contra-Reforma.

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Rvth Peregrina, | sevs svccessos, e boa ventv- | ra, moralizada sobre a letra do | fagrado Texto, & fua hiftoria



IOAM CARDOSO, frei

Lisboa, 1628
Na officina de Geraldo da Vinha
1.ª edição
[tomo I]
20 cm x 15 cm
16 págs. (frontispício, licenças, sonetos e epigramas de António de Paiva, advertência e dedicatórias) + 329 folhas impressas retro-verso (658 págs.) + 1 folha (erratas)
texto impresso a uma e duas colunas
encadernação da época inteira em pergaminho, título e data manuscritos a ferrogálica na lombada, folhas-de-guarda restauradas
exemplar muito estimado; miolo limpo, com sinais de lepisma no canto inferior direito das margens na primeira centena de folhas sem afectar o texto, manchas de gordura nas cinco primeiras folhas
duplo carimbo de posse brasonado no frontispício
PEÇA DE COLECÇÃO
720,00 eur (IVA e portes incluídos)

Frei João Cardoso «foi primeiramente Conego regular de Sancto Agostinho, depois Franciscano da provincia dos Algarves, e a final passou para o estado de Presbytero secular, em que viveu muitos annos. Viajou pela Allemanha, Hespanha, e por muitos outros reinos da Europa. – N. em Portalegre [?], e m. em Lisboa a 8 de Maio de 1655. [...]
Só passados vinte e seis annos depois da publicação d’esta [Ruth Peregrina], é que se imprimiu:
Segunda parte da convertida Peregrina, em discursos moraes e predicaveis, etc. Ibi, por Manuel da Silva 1654. [...]» (Inocêncio Francisco da Silva, Diccionario Bibliographico Portuguez, Imprensa Nacional, Lisboa, 1859)
A folha-de-rosto ostenta impresso em xilogravura o escudo-de-armas de D. Afonso de Noronha, «do Confelho de eftado de fua Mageftade», a quem o livro está dedicado.

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segunda-feira, março 03, 2014

Decisionvm | Dn. Iosephi Lv- | dovici Asisiensis, iv- | risconsvlti clarissimi, Cav- | sarvm Pervsinarvm, et Rotæ | Lvcensis, nunquam coniunctim in | Germania editarum



[GIUSEPPE LUDOVISI]

[Frankfurt], 1607
[A cargo e à custa de] Rvlandiorvm / Ioannis Saurii
1.ª edição (na Alemanha)
tomo I *
texto em latim
18,3 cm x 12,2 cm
16 págs. (frontispício, nota ao leitor e argumento da obra) + 538 págs. + 92 págs. (não numeradas, índice remissivo)
subtítulo: Continens Decisiones Pe- | rvsinas, in dvas partes | ab autore diuifas
encadernação antiga inteira em pele marmoreada, com elegante gravação de vinhetas e florália a ouro na lombada pontuando as casas entre-nervuras
aparado e carminado no corte das folhas
exemplar muito estimado, roído no bordo inferior do lombo; miolo fresco e sonante, com ocasionais sublinhados
assinatura de posse no verso do frontispício
PEÇA DE COLECÇÃO
350,00 eur (IVA e portes incluídos)

Obra de grande interesse filosófico e teológico.

* O tomo II (tomus posterior) desta obra foi publicado no mesmo ano e tem como co-autor Girolamo Magoni (1530-1596).

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domingo, março 02, 2014

Escola | Moral, Politica, | Christãa, e Juridica. | Dividida em quatro | palestras. | Nas quaes | lem de prima as quatro virtudes cardeaes



DIOGO GUERREIRO CAMACHO DE ABOIM

Lisboa Ocidental, 1733
No Officina de Antonio de Sousa da Sylva
1.ª edição
29,9 cm x 22 cm
28 págs. (rosto, dedicatória, proémios, plano da obra, licenças e índice geral) + 524 págs. + 2 págs. (privilégio real)
encadernação da época inteira em pele, lombada com nervuras e gravação a ouro
pouco aparado, boas margens, carminado no corte
mancha impressa a uma e a duas colunas
exemplar muito estimado, com sinais de traça nas folhas-de-guarda, e no canto superior direito e no rodapé das primeiras sete folhas, sem afectar o texto, assim como na encadernação; miolo limpo, papel sonante
discreta assinatura de posse ao rés do frontispício
peça de colecção
650,00 eur (IVA e portes incluídos)

Doutor, Familiar do Santo Ofício, Camacho Aboim era «natural de Ourique no Alemtejo. Formou‑se em Direito Civil, e tendo servido varios logares de magistratura, morreu no de Desembargador da Casa da Supplicação [Porto] em 15 d’Agosto de 1709, aos 48 annos de edade. [...] Além d’esta escreveu Guerreiro e publicou varias obras de jurisprudencia em latim, as quaes são bem conhecidas, e foram varias vezes reimpressas. [...]» (Inocêncio Francisco da Silva, Diccionario Bibliographico Portuguez, tomo II, Imprensa Nacional, Lisboa, 1859).
Obra póstuma, de virtudes – que são a prudência, a justiça, a fortaleza e a temperança –, está dedicada pelo impressor António de Sousa da Silva ao rei D. João V, no interesse do Estado e da boa inspiração do monarca ao legislar.

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