quinta-feira, julho 24, 2014

Ferro Velho



LEONEL DE PARMA CARDOSO

Lisboa, 1936
[ed. Autor]
1.ª edição
19,8 cm x 13,1 cm
164 págs. + 9 folhas em extra-texto
ilustrado no corpo do texto e em separado
exemplar estimado; miolo limpo, por abrir
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

«Leonel de Parma Cardoso, licenciado em Ciências Económicas e Financeiras, funcionário superior das Alfândegas, nasceu em 9 de Setembro de 1898, em Caldas da Rainha. A sua actividade artística desenvolveu-se em duas vertentes principais: letras (poesia e prosa) e artes plásticas, expressas nas mais variadíssimas técnicas: aguarela, guache, óleo, escultura, medalhística e cerâmica. O seu primeiro contacto com o público data de Setembro de 1917 numa exposição de caricaturas na sua terra natal em Caldas da Rainha, a que se seguiram muitas outras, individuais e colectivas, tendo participado em vários salões de humoristas e da Sociedade Nacional de Belas-Artes. É de salientar que, no conjunto da sua obra, o seu poder imaginativo se revela sobretudo através de numerosas figuras de cerâmica que criou e que reflectem a influência do meio em que nasceu. Os seus bonecos, caracterizados por uma tipologia folclórica, são modelados num espírito mordaz que realça, nos seus traços, as particularidades mais relevantes das diversas camadas da sociedade observadas sem indulgência. Grande parte destas peças foram reproduzidas nas fábricas Bordalo Pinheiro e Belo em Caldas da Rainha. O humorismo é uma constante na sua obra, expresso sobretudo na caricatura, modalidade com que principiou a sua actividade artística aos 18 anos e à qual dedicou os últimos anos da sua vida. [...] A sua actividade literária não se confinou a estes domínios, tendo publicado em 1936 a sua primeira obra de prosa, o Ferro Velho, que comparou a uma “manta de retalhos”[,] título que aplicou num dos seus opúsculos de poesia editado em 1960, seguindo-se, nesta forma de expressão, os Farrapos d’Alma, em 1976. Como autor teatral Leonel Cardoso escreveu, em colaboração com Augusto de Carvalho, uma revista de costumes locais De Luva Branca (1937), para a qual pintou os cenários e desempenhou o papel de um dos “compères”. Em 1972, começou a dedicar-se à medalhística, tendo modelado cerca de 40 peças [...]. Tendo mantido uma intensa actividade artística durante praticamente toda a sua vida, Leonel Cardoso veio a falecer, em Lisboa, no dia 18 de Novembro de 1987.» (MatrizNet, catálogo colectivo on-line, Instituto dos Museus e da Conservação)

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