domingo, agosto 17, 2014

Escolas ao Ar Livre


JOAQUIM DOMINGUES

Lisboa, 1922
Imprensa Municipal
1.ª edição
21,1 cm x 13,5 cm
2 págs. + 14 págs.
subtítulo: Duas palavras de propaganda
acabamento com um ponto em arame
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Discurso proferido no Congresso Municipalista Nacional em Junho de 1922 pelo então vereador da Câmara Municipal de Lisboa. Uma passagem da alocução:
«[...] [Quintão Meireles,] o ilustre clinico, que proficientemente descreveu a miseria fisica dos pequenos alunos das nossas escolas primarias. E das suas conclusões, sabiamente deduzidas, tirava-se este resultado apavorante: – 25 % dos alunos estão já tuberculisados – e 45 % encontram-se em estado que a sciencia médica considera pre-tuberculoso.
E o conferente para debelar o mal, para atacar esse perigo nacional, preconisava a creação de escolas ao ar livre como forma de tornar parte dessas creanças doentes em cidadãos sadíos, fortes e uteis á Patria. [...]»
E como tudo em Portugal, tamanha ideia, apesar de muito badalada nos jornais da época, obrigando o Estado a promessas de criação de espaços para o ensino especial dessas crianças necessitadas de cuidados, «[...] não passou de mais um pretexto para a venda dum elixir, para a conquista duma notoriedade que por meios proprios se ia tornando rebelde... E o certo é, que, até hoje, a respeito de Escolas ao ar livre, apenas: – artigos, entrevistas e algumas fotogravuras... [...]
Deixar a população infantil no estado sanitario em que se encontra, é conscientemente atirar com a raça e com a Nação para o abismo. [...]»

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