sexta-feira, agosto 15, 2014

Instrucção Publica e Governo


FRANCISCO JOAQUIM DE ALMEIDA FIGUEIREDO

Lisboa, 1854
Imprensa [Typ.] Commercial
1.ª edição
20,6 cm x 13,1 cm
112 págs. + 58 págs.
exemplar muito estimado com restauros na lombada e nas falhas de papel da capa e contracapa; miolo irrepreensível
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Em apêndice ao corpo principal do estudo, o Autor – que, segundo o Diccionario Bibliographico de Inocêncio (tomo II, Imprensa Nacional, Lisboa, 1859), foi médico-cirurgião – juntou-lhe o texto autónomo «Instrucção Publica Medica». À luz dos melhores exemplos vindos do estrangeiro, há na vertente brochura uma proposta completa de reforma do “sistema” educativo. E no seu preâmbulo feroz contra a governação vigente, afirma em palavras universais mesmo nada datadas:
«[...] A omnipotencia ministerial, longe de ser o agente dos dictames da sciencia governativa, da prosperidade publica [...], tem desvairado no arbitrio, despenhando-se nas demasias de uma vontade apaixonada. De sobejo é tempo que semelhante absolutismo feneça [...].» E segue fazendo a apologia da «propagação da instrucção publica, das sciencias e de suas applicações à variedade das artes e das industrias. [...]
Nunca além do poder, se encarou o paiz; nunca o estado servio de ponto de apoio, do centro promotor, do progresso individual e social. Tem-se empunhado o poder, como meio de acquisição de fins privados, de clientela: tem-se sido governo, mas não se tem governado. A governação, tem sido convertida em uma espécie d’Igreja militante, em que só são admittidos os iniciados nos misterios da seita theocratica do poder, que fazendo-se a donataria exclusiva do paiz, se tem collocado, por esse exclusivismo mesmo, muito longe de poder governar, curando como lhe cumpria dos interesses publicos. [...]»

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089