sexta-feira, agosto 15, 2014

Voyage au Bout de la Nuit



LOUIS-FERDINAND CÉLINE

Paris, 1932 [1933]
Denoël et Steele
[2.ª edição]
19 cm x 12 cm
624 págs.
exemplar em muito bom estado, conserva por abrir a cinta promocional, cuja frase constitui um dos elementos que ajuda a distinguir esta da edição original; a indicação «118e édition» no canto superior direito na capa remete para o número de títulos no catálogo do editor, e não para a presente tiragem
peça de colecção
180,00 eur (IVA e portes incluídos)

Autor proclamadamente anti-semita, o que o levou às hostes nazis. Condenado como colaboracionista após o final da II Guerra Mundial, só não foi executado devido à intervenção de Malraux e de Sartre.
O seu perdão deu muito dinheiro a ganhar à França através da editora que passou a representá-lo em exclusivo: a Gallimard.
Da apresentação do tradutor português Aníbal Fernandes para a edição frenesi (Lisboa, 1997):
«[...] parece, contudo, pacífica a aceitação de Viagem ao Fim da Noite como sua obra-prima. Tem páginas admiráveis, uma construção romanesca sólida, ainda sem aquele melhor-e-pior que já perturba Morte a Crédito, sem dar aquela sensação de desperdício de um enorme talento que nos atinge em tantas páginas da sua obra futura. Céline vem dizermos que todo o homem faz a sua viagem. E vê-a irremediavelmente comprometida com as regiões obscuras da noite – progressiva penetração na miséria e nas vilezas humanas –, quando o homem “já não tem em si música suficiente para fazer dançar a vida”, quando toda a sua juventude morre “num silêncio de verdade”. “Quando a vida nos mostrou tudo quanto pode exigir de cautela, crueldade, malícia para podermos mantê-la melhor ou pior a 37º”, e nos vemos “esclarecidos, bem colocados para compreender todas as sacanices que um passado encerra. Basta que a respeito de tudo e em tudo nos contemplemos escrupulosamente a nós próprios e àquilo a que chegámos quanto a imundície. Acabou-se o mistério, acabou-se a tolice, devorámos toda a nossa poesia uma vez que vivemos até esse momento. É nada de nada, a vida.” “Será talvez isto o que procuramos vida fora, só isto, o maior dos pesares possível para chegarmos a ser nós próprios antes de morrer.”»

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