quarta-feira, setembro 10, 2014

Africa Occidental – Noticias e Considerações


FRANCISCO TRAVASSOS VALDEZ

Lisboa, 1864
Imprensa Nacional
1.ª edição
tomo I [único publicado]
23 cm x 14,8 cm
2 págs. + X págs. + XXIV págs. + 408 págs. + 18 folhas em extra-texto + 1 dupla folha em extra-texto
ilustrado
exemplar envelhecido no exterior e com restauros ocasionais na capa e na lombada; miolo limpo por abrir, com sinais difusos de oxidação do papel
180,00 eur (IVA e portes incluídos)

Obra inicialmente publicada em inglês, em 1861, que a Inglaterra acolheu como um novo Livingstone, teve do então ministro da Marinha português o aval para que «[...] fosse impressa com urgencia, na imprensa nacional, querendo dar-lhe a maior publicidade possivel, por ser bom que se espalhem as idéas, planos e reflexões que o auctor apresenta no seu livro a respeito das nossas colonias da Africa occidental, seu commercio licito, minas, agricultura, emprezas de algodão e colonisação ou emigração [...]»
Refere-se a ele largamente Inocêncio Francisco da Silva no seu Diccionario Bibliographico Portuguez (tomo IX, Imprensa Nacional, Lisboa, 1870):
«Francisco Travassos Valdez, sexto filho do primeiro conde de Bomfim José Lucio Travassos Valdez, e de sua mulher D. Jeronyma Emilia Godinho Valdez. N. na villa (hoje cidade) de Setubal, a 29 de Outubro de 1825. Fez os seus estudos na Eschola Polytechnica de Lisboa, os quaes não pôde concluir em razão de haver no anno de 1844 tomado parte nas tentativas da revolução começada em Torres-novas para derribar o ministerio do sr. Costa Cabral, depois conde de Thomar. Em 1846 foi despachado para o logar de Correio assistente na cidade de Elvas, que exerceu durante curto praso, por haver sobrevindo a lucta civil, em que tomou egualmente parte, abraçando o partido da Junta do Porto, e servindo militarmente como official em diversos corpos, até ser em Junho de 1847 aprisionado pelas forças inglezas, juntamente com toda a divisão do commando do Conde das Antas. Recolhido a Lisboa por virtude da amnistia dada pelo governo, viveu particularmente entregue ao cultivo das letras, até que instigado pelos desejos de correr mundo, e escrever os resultados de suas viagens, alcançou ser em 1851 nomeado arbitro por parte de Portugal na Commissão mixta luso-britannica estabelecida em Loanda para julgar em ultima instancia os casos de trafico de escravatura. N’este emprego, e no de Administrador interino do Correio central de Angola prestou assiduo serviço, até que deteriorada a saude pelas febres do paiz, e extincta a Commissão, cujo membro era, pela nova creação da Relação de justiça, houve de voltar para Lisboa. [...]»
São no vertente volume minuciosamente abordados, nos seus aspectos históricos, geográficos e multiculturais, os seguintes lugares de passagem: Porto Santo, Madeira, Canárias, Cabo Verde, Senegal e Guiné portuguesa.

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