quinta-feira, setembro 18, 2014

Dom Miguel II


A. [ANTÓNIO] PEREIRA DA CUNHA

Lisboa, 1869
Typographia – Rua do Bemformoso, 153
5.ª edição
20 cm x 13,7 cm
32 págs.
exemplar estimado, capa com restauros pontuais; miolo irrepreensível
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Uma passagem do texto do poeta e ficcionista romântico António Pereira da Cunha (1819-1890):
«[...] Portugal acha-se arrastado á condição mais ignobil.
Quasi que se tem vergonha de se haver nascido aqui.
Quando se compara o que fomos, e o que podiamos agora ser, com o que estamos sendo, sente-se que não é possivel descer-se mais, e que já não vae muito d’este marasmo á dissolução.
Estamos feitos um espectaculo de opprobrio para os paizes da Europa, a que deramos a lei, e mal podemos ser considerados ou como o simulacro de um reino, ou como a sombra de uma nação. [...]
O augusto neto dos nossos reis [D. Miguel II], que como se ía dizendo, se acha em Metz, a cuidar dos seus estudos, tem agora dezeseis annos, e é um joven de graciosa presença e nobre physionomia, e que possue em gráo superior o dom da fascinação. [...]»
E segue-se o elogio rasgado de um potencial pretendente ao trono português (durante os reinados de D. Luís I, D. Carlos I e D. Manuel II), que, segundo Pereira da Cunha, «Representa a applicação, a traducção em factos de todo aquelle corpo de doutrinas, que tem sido estabelecido com verdadeira claresa pelo partido legitimista, quer na tribuna parlamentar, quer pela imprensa periodica. [...]» Ou seja: uma monarquia retrógada em oposição a qualquer veleidade constitucional.

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