quinta-feira, outubro 09, 2014

Discurso nas Solemnissimas Exequias de Fontes



ALVES MENDES

Porto, 1887
Imprensa Civilisação
1.ª edição
27,8 cm x 18,1 cm
60 págs.
subtítulo: Mandadas celebrar pelo Centro Regenerador do Porto na Real Egreja da Lapa aos 28 de Março de 1887
impresso sobre papel superior
exemplar estimado, com restauro na lombada; miolo limpo, parcialmente por abrir, com algum foxing nas págs. 40-41
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se de António Maria de Fontes Pereira de Melo o objecto do discurso de António Alves Mendes da Silva Ribeiro (1838-1904), discurso que está muito aquém de uma outra apreciação, assinada esta por João Rialto (Guilherme de Azevedo), no Álbum das Glórias de Rafael Bordalo Pinheiro (frenesi, Lisboa, 2003), e cuja transcrição, por melhor, em parte aqui segue:
«[...] O sr. Fontes tem sido ministro e presidente do Conselho muitas vezes e continuará a sê-lo ainda por largos anos. É chefe do Partido Regenerador, e ao mesmo tempo que é chefe, é ele próprio o programa, o que lhe dá uma vantagem manifesta sobre o partido progressista, seu adversário principal. Em lugar de estar obrigado a uma lista de preceitos exarados em meia folha de papel almaço, está unicamente obrigado ao cumprimento da sua vontade, o que lhe deixa muito maior liberdade de acção.
Feitas todas as estradas que constam do plano geral do Ministério das Obras Públicas, e promovidos a generais de brigada todos os que, pelo uso inalterável do bigode e pêra durante trinta anos, se mostrem aptos para subir a tal posto, o papel político do sr. Fontes – segundo o modo crítico por que a sua personalidade deve ser encarada – estará findo na história.
Passará então ao estado crónico de relíquia [...].
Mais tarde, daqui a largos anos, o sr. Fontes entrará no reino da glória. O seu primeiro acto, ao achar-se na presença do Padre Eterno, será pedir a palavra e mandar para o trono do Altíssimo os dois seguintes projectos de lei: 1.º –  para ser autorizado a contrair um empréstimo destinado a transformar a Via Láctea numa linha férrea de via reduzida; 2.º – para levantar os fundos necessários para chamar ao serviço as reservas das milícias celestiais.»

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