sexta-feira, dezembro 26, 2014

Defesa da Edição Crítica de Fernando Pessoa [junto com] Colóquio / Letras n.º 125-126


CLEONICE BERARDINELLI
IVO CASTRO
Teresa Rita Lopes, et alli


Lisboa, 1993 e Julho-Dezembro 1992
ed. Autores
Fundação Calouste Gulbenkian
1.ª edição (ambos)
[23,6 x 16,9 cm] + [24,5 cm x 17 cm]
106 págs. + [344 págs. + 15 folhas em extra-texto]
exemplares bem conservados; miolo limpo
valorizada a brochura pela dedicatória manuscrita de Ivo Castro
45,00 eur (IVA e portes já incluídos)

O início da publicação, nos anos 90 do século passado, de uma edição crítica do legado literário de Fernando Pessoa originou nos meios académicos portugueses, lá entre os “profissionais” pessoanos, acesas polémicas e ajustes de antigas contas, ao que parece igualmente académicas. Teresa Rita Lopes, prenhe de «intenção aparentemente exterminadora e totalitária» (Ivo Castro), abre as hostilidades no órgão da Gulbenkian declarando «imprópria para consumo» a edição em análise. Análise que se exibe, desde logo, com presunção maculada pelo erro de uma data. Diz ela: «A primeira edição com pretensões a completa da obra em verso de Pessoa, a da Ática, surgiu em 1944, nove anos depois da morte do poeta.» De facto, tinham passado apenas 7 anos, a Ática dá início ao referido projecto com o volume Poesias cujo cólofon indica Setembro de 1942 para o fecho da impressão... Números – o 9 ou o 7 – que, no caso de Fernando Pessoa, não devem ser atirados à toa. O pormenor tem o seu significado hermético... Quanto ao confronto filológico, há que ler, com inteligência, os textos agora juntos.

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