quarta-feira, dezembro 03, 2014

Dez Contos em Papel


ANDRÉ BRUN

Lisboa, 1917
Guimarães & C.ª – Editores
3.ª edição
20,1 cm x 13 cm
208 págs.
encadernação modesta em papel de fantasia e tela com elegantes, embora discretos, ferros a ouro na lombada
exemplar estimado; miolo limpo
sem capas de brochura
COM DEDICATÓRIA ASSINADA E DATADA PELO AUTOR
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se do primeiro livro do dramaturgo e humorista, escritor que também nos legou ligeiras, mas importantes, memórias do convívio entre militares nas trincheiras da Primeira Grande Guerra. Aliás, Brun serve-se logo do prefácio à 1.ª edição para, no estilo sarcástico que lhe é mais querido, desfazer qualquer equívoco acerca das suas hipotéticas pretensões intelectuais:
«Este livro não é destinado, por mais que as más lingoas o afirmem, a perturbar o equilibrio europeu ou a traser novas luses para o Espirito do seculo que – felizmente para ele! – não carece da minha insignificante candeia.
Tem dois fins, alem do indice, fim comum de todos os livros á excepção dos que têm o indice no principio. O mais curioso é que são dois fins póstumos. Eu me explico.
O primeiro é enriquecer, após a minha morte, os meus herdeiros e os meus editôres, que, com os proventos auferidos das sucessivas reimpressões que este livro ha de ter, poderão gosar horas amenas e deleitosas no “regaço do luxo e da opulencia”, como se diz n’um hino que os mandriões costumam cantar para incitar os tôlos ao trabalho.
O segundo é lançar, também depois da minha morte, a confusão no espirito do douto varão que ha de pronunciar o meu elogío histórico na Academia de Sciencias, varão que eu ignoro quem seja e que talvês, á semelhança da bala que havia de matar Napoleão, ainda não esteja fundido a estas horas. [...]»

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