quarta-feira, maio 28, 2014

A Rosa de Papel




AUGUSTO DE SANTA-RITA

Porto, 1917
Edição da «Renascença Portuguesa»
1.ª edição [única, segundo Richard C. Ramer]
24 cm x 17,7 cm
64 págs.
subtítulo: Mysterio n’um Cantico – Poêma Dramatico em Prosa e Verso
miolo impresso sobre papel superior de fabrico manual não aparado
capa impressa sobre semi-cartolina rugosa de fantasia não aparada
exemplar em bom estado de conservação
COM EXTENSA DEDICATÓRIA A ANTÓNIO FERRO ASSINADA PELO AUTOR
peça de colecção

280,00 eur (IVA e portes incluídos)

Filho do poeta Guilherme de Santa-Rita e irmão de Santa-Rita, Pintor, irá seguir uma linha estilística que vai do simbolismo tardio ao futurismo da Orpheu de Fernando Pessoa. Tendo falecido já nos anos 50 do século passado, pôs a sua arte praticamente ao serviço do saudosismo e da propaganda nacionalista do Estado Novo, que teve em António Ferro o seu mentor cultural.
O vertente poema veio a ser musicado por Rui Coelho e representado no Teatro de São Carlos.

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quarta-feira, maio 21, 2014

Brasil



JOÃO DE BARROS
JOSÉ OSORIO DE OLIVEIRA
GASTÃO DE BETTENCOURT

Lisboa, 1938 [a 1939]
Edições Europa
1.ª edição
29,6 cm x 24 cm
384 págs. + 25 cromos colados sobre cartolinas em extra-texto + 3 folhas em extra-texto
impresso sobre papel superior
texto a duas colunas profusamente ilustrado a cor e a preto, e em separado; capitulares desenhadas
encadernação editorial em tela gravada a seco e a ouro, lombada em pele igualmente gravada a seco e a ouro
exemplar estimado, apenas fragilizado no festo da pasta anterior; miolo limpo
180,00 eur (IVA e portes incluídos)

«Revelar e apresentar o Brasil contemporâneo em todos os seus aspectos e realidades, muitos dos quais desconhecidos ou mal conhecidos pela grande maioria dos portugueses, é o intuito primacial desta obra [...]» – assim abre o texto, que se estende numa ampla mostra do pitoresco, da diversidade cultural, da riqueza de recursos, do cosmopolitismo de um país já então em franco desenvolvimento.

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terça-feira, maio 20, 2014

Um e o Mesmo Livro



RAUL DE CARVALHO

Lisboa, 1984
Editorial Presença
1.ª edição
18 cm x 11,7 cm
64 págs. + 1 folha em extra-texto
capa impressa revestida por sobrecapa
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo limpo, pontualmente corrigido de gralhas tipográficas pela mão do Autor
valorizado pela dedicatória manuscrita do Autor a uma secretária do na altura «Ministro da Instrucção»
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se do último livro publicado em vida de Raul de Carvalho, que falecerá em Setembro desse fatídico ano de 1984. São particularmente significativos os versos finais: «[...] A luz acesa / O mar defronte / A testa baixa / O corpo doído / O sonho às voltas / E às avessas / A vida aqui / Tão mastigada / E tão comprometida / Que a gente pode / Dizer que não / À vida // As magras mãos / Magras se estendem / E – regressadas – / As mãos se cruzam // Estamos lúcidos / A hora passa.»

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Tampo Vazio


RAUL DE CARVALHO
[capa de Escada]

Lisboa, 1975
Moraes Editores
1.ª edição
20 cm x 15,5 cm
72 págs.
exemplar como novo
37,00 eur (IVA e portes incluídos)

Para o escritor italiano Carlo Vittorio Cattaneo (Colóquio / Letras, n.º 34, Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, 1976), reflectindo a propósito de Tampo Vazio, do facto de Raul de Carvalho «ser um dos mais notáveis poetas portugueses do pós-guerra, [...] dele sempre esperaríamos a “obra-prima” [que, para Cattaneo, este livro não é]. Diga-se, no entanto, que este livro merece ser lido, não apenas pelos trechos de mérito que contém mas também, e principalmente, pelo estranho senso de humor de que está impregnado.»

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A Aliança


RAUL DE CARVALHO

Lisboa, 1958
Edição do Autor
1.ª edição
21,7 cm x 13,9 cm
16 págs.
composto manualmente e impresso sobre papel superior na Tipografia Ideal sita à Calçada de São Francisco em Lisboa
acabamento com dois pontos em arame
exemplar estimado, perfurado por lepisma; miolo limpo, por abrir
tiragem declarada de apenas 250 exemplares
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

«[...] Versos (Poesia II) e A Aliança, ambos de 1958, revelam uma tendência ainda não claramente manifestada nos livros anteriores e que permanecerá como um fenómeno datado – uma preocupação com o transcendente, uma religiosidade que aspira à união mística e que se manifesta, nos poemas, como síntese de uma explícita herança cristã e de uma longínqua influência oriental, na linha de Thomas Merton, a quem Raul de Carvalho dedica A Aliança. [...]» (Maria Luísa Leal, «Notícia Biográfica Sobre Raul de Carvalho», in Obras de Raul de Carvalho, Editorial Caminho, Lisboa, 1993)

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Talvez Infância


RAUL DE CARVALHO
capa e grafismo de Espiga Pinto

Lisboa, 1968
Editora Ulisseia Limitada
1.ª edição
18,3 cm x 10,1 cm
62 págs.
impresso sobre papel superior, sobrecapa em papel de alcatrão
é o n.º 21 da prestigiada Colecção Poesia e Ensaio
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
carimbo editorial de «oferta» e assinatura de posse no ante-rosto
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

Segundo os autores da História da Literatura Portuguesa, António José Saraiva e Óscar Lopes (Porto Editora, 15.ª ed., Porto, 1989), Raul de Carvalho é um «[...] poeta de ritmo inestancável, pouco selectivo, mas borbulhante de fugas imaginativas e seguro em certas evocações da sua infância alentejana [...].»

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Homenagem a Afonso Duarte


aa.vv.
[Paulo Quintela, selec. poemas]

Coimbra, 1958
Atlântida
1.ª edição
21,4 cm x 15,3 cm
118 págs. + 11 folhas em extra-texto
subtítulo: 24 de Junho de 1956
ilustrado
exemplar estimado; miolo limpo
25,00 eur (IVA e portes já incluídos)

Figuram, entre os nomes promotores e que aqui celebram os cinquenta anos de vida literária, Alberto de Serpa, João José Cochofel, Paulo Quintela, Vitorino Nemésio, José Régio, Miguel Torga. O livrinho reúne tanto os discursos proferidos nesse dia de Junho em 1956, como alguns dos melhores versos de Afonso Duarte, conjunto também lido em público na altura.

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Lápides e Outros Poemas


AFONSO DUARTE

Lisboa, 1960
Iniciativas Editoriais
1.ª edição
20,3 cm x 13,2 cm
60 págs.
subtítulo: 1956-1957
composto manualmente em Elzevir na mítica Tipografia Ideal da Calçada de S. Francisco
impresso sobre papel superior
exemplar estimado; miolo limpo
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Poética que oscila entre o humanismo figurativo e devoto d’A Águia e dos presencistas e, mais tarde, a secura do neo-realismo.

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Post-Scriptum de um Combatente


AFONSO DUARTE

Coimbra, 1949
ed. Autor
1.ª edição
19,5 cm x 13,6 cm
64 págs.
composto manualmente em Elzevir
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
30,00 eur (IVA e portes já incluídos)

Diz-nos Cabral do Nascimento na 2.ª série das Líricas Portuguesas (Portugália Editora, Lisboa, s.d. [circa 1945]):
«[...] Pertenceu à geração da Águia, mas a sua poesia poucos ressaibos conserva, agora, da escola que êste grupo divulgou; ela tem-se renovado num sentido de aproximação das correntes mais modernas, sem prejuízo, todavia, da sua individualidade. Afonso Duarte foi fundador e director da revista Rajada. [...]» Revista, esta sim, marcada ainda pela estética saudosista do grupo do Porto.

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Um Esquema do Cancioneiro Popular Português


AFONSO DUARTE

Lisboa, 1948
Seara Nova
1.ª edição
19,4 cm x 12,6 cm
80 págs.
subtítulo: Seguido de uma Recolha de Provérbios, Adágios ou Sentenças
exemplar com sinais de foxing na capa e nas primeiras e últimas folhas mas muito estimado
na pág. 17 tem uma breve, mas significativa, anotação a lápis em rodapé
no verso da capa tem colado selo de posse «Biblioteca de Gilberto de Moura»
40,00 eur (IVA e portes já incluídos)


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Coimbra Cheia de Graça


ALBERTO DE MONSARAZ
capa de Maria da Conceição da Costa Lobo

Coimbra, 1951
Coimbra Editora, Limitada
1.ª edição
19,5 cm x 14 cm
88 págs.
exemplar manuseado mas aceitável; miolo limpo
27,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Fim da Civilização Ocidental e Nascimento da Civilização Ecuménica


LUSOL (MARIOTE)

Espinho / Porto, 1942
Edição do Autor [Violeta Primorosa – F. Alves Vieira (dep.) / Livraria Tavares Martins (dep.)]
1.ª edição
20 cm x 13,5 cm
176 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

Lusol / Mariote são pseudónimos do padre Amadeu Cerqueira de Vasconcelos (Porto, 1879-1952), que também assinou sob o intrigante nome Remy Susoe e, por vezes, Remy Lusol. Quanto ao vertente livro, trata-se de uma obra de propaganda anti-maçónica, dividida em duas conferências e um texto à data inédito, com títulos significativos: «Explicação Antropológica da Crise da Civilização» (proferida na Sociedade de Geografia), a que se segue «A Idade Maçónica» (proferida na sede da Legião Portuguesa) e, finalmente, «Uma Execução Histórica», diatribe insultuosa contra um crítico da primeira conferência.

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O Anno Scientifico e Industrial de 1903 – 1.º anno



AMADEU DE VASCONCELLOS (MARIOTTE)

Porto, 1904
Livraria Lopes & Cia. editores
Typographia Universal
1.ª edição [única]
19 cm x 12,6 cm
8 págs. + 522 págs.
subtítulo: Principaes Descobertas Scientificas de 1903
profusamente ilustrado com uma centena de gravuras
encadernação editorial
exemplar estimado; miolo limpo
valorizado pela assinatura do Autor
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

De seu nome completo Amadeu Cerqueira de Vasconcelos, e que assinou também sob os pseudónimos Mariotte e Remy Lusol, sendo padre numa época em que ainda mais acentuadamente persistia a ideia de incompatibilidade entre religião e ciência, foi, apesar disso, um importante divulgador de uma objectividade que fazia recuar a superstição. Acérrimo inimigo da Maçonaria, é no jornal católico Novidades que, durante catorze anos, prestará ao conhecimento um serviço inestimável.

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O Anno Scientifico e Industrial



AMADEU DE VASCONCELLOS (MARIOTTE)

Porto, 1904
Typographia Universal
Livraria Depositaria de Figueirinhas Junior
1.ª edição [única]
19 cm x 12,5 cm
8 págs. + 522 págs.
subtítulo: Principaes Descobertas Scientificas de 1903
profusamente ilustrado com uma centena de gravuras
encadernação modesta da época meia-inglesa com gravação a ouro na lombada
capas um pouco gastas mas muito aceitável; miolo limpo
conserva a capa anterior de brochura
valorizado pela assinatura do Autor
35,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Internacionalismo – Trotsky e Staline


CUNHA LEAL

Lisboa, 1928
Tipografia Formosa [ed. Autor]
1.ª edição
18,8 cm x 13,3 cm
42 págs. + 1 folha em extra-texto
subtítulo: Conferencia realisada no Teatro de São Luiz no dia 6 de Dezembro
exemplar estimado; miolo limpo
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Uma breve passagem do texto:
«[...] Cada um destes homens tem um temperamento particular que torna impossivel o poderem comprehender-se. Staline tem uma mentalidade de burocrata metodico, Trotsky tem uma mentalidade de aventureiro ousado. [...]»
Resta acrescentar que o ódio do “burocrata metódico” Staline aos seus adversários políticos fez dele um dos mais óbvios criminosos do século XX, tendo, por exemplo, sido ele mesmo o mandante do assassinato de Trotsky no México em Agosto de 1940.

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domingo, maio 18, 2014

As Três Pessoas



POLÍBIO GOMES DOS SANTOS

Coimbra, 1938
Portugália
1.ª edição
23,5 cm x 16,7 cm
60 págs.
impresso sobre papel avergoado
composto manualmente
COM DEDICATÓRIA DO AUTOR
exemplar muito estimado, apresenta na pág. 55 pequena correcção manuscrita de uma gralha tipográfica
peça de colecção
170,00 eur (IVA e portes incluídos)

É o «quarto volume das edições da “Portugália”», fundada pelo escritor Augusto dos Santos Abranches (ajudado por José Marmelo e Silva), e é também o único livro publicado em vida pelo Autor.

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Voz Que Escuta


POLÍBIO GOMES DOS SANTOS
apresentações de Paulo Quintela e Joaquim Namorado
capa de [Victor] Palla

Coimbra, 1944
Novo Cancioneiro
1.ª edição
23,6 cm x 17,8 cm
38 págs. + 1 folha em extra-texto
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
120,00 eur (IVA e portes incluídos)

Livro inédito póstumo, a cujo conjunto de poemas fora atribuído, em 1939, um prémio literário nos jogos florais da Universidade.

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Poemas


POLÍBIO GOMES DOS SANTOS
nota de abertura de Carlos de Oliveira
prefácio de José Marmelo e Silva
poema homenagem de Vitorino Nemésio
nota de badana de Fernando Namora


Porto, 1981
Limiar
1.ª edição [da obra reunida]
20,5 cm x 12,4 cm
96 págs.
direcção literária do poeta Egito Gonçalves
direcção gráfica de Armando Alves
exemplar como novo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

A par do poeta Carlos de Oliveira, foi um dos expoentes da geração contemporânea da II Guerra Mundial, e da resistência a uma sociedade pantanosa. Esta edição, para além do extenso estudo que é o prefácio de Marmelo e Silva, junta os seus dois únicos livros publicados: As Três Pessoas e Voz Que Escuta.

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sexta-feira, maio 16, 2014

A Paixão



ALMEIDA FARIA
capa de João da Câmara Leme

Lisboa, 1965
Portugália Editora
1.ª edição
20,6 cm x 12,5 cm
184 págs.
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo limpo, por abrir
ostenta um discreto carimbo de posse heráldico no frontispício
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

É o texto inaugural do que veio a ser a Tetralogia Lusitana, obra (ou conjunto de obras) cuja construção se prolongou até 1983. Romance de inspiração poética – que não liricista, mas sim acompanhando os pressupostos literários de objectividade textual do grupo Poesia 61.

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Trilogia Lusitana [junto com] Cavaleiro Andante




ALMEIDA FARIA
ilustrações de Mário Botas

Lisboa, 1982 e 1983
Imprensa Nacional – Casa da Moeda
2.ª edição e 1.ª edição
2 volumes (completo)
24,2 cm x 15,3 cm
[408 págs. + 3 folhas em extra-texto] + [248 págs. + 1 folha em extra-texto]
capas impressas a duas cores reproduzindo nas costas fotografias do Autor por Isolde Ohlbaum, sendo a do segundo volume revestida por sobrecapa reproduzindo o desenho do extra-texto mas com uma paleta de cores estranhamente (?!) diferente
exemplares muito estimados; miolo limpo
valorizados pelas dedicatórias manuscritas do Autor
70,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se de uma tetralogia que acabou desdobrada em trilogia mais um romance autonomizado em volume. Da trilogia conheciam-se igualmente edições próprias para A Paixão (1965), Cortes (1978) e Lusitânia (1980). Sintetiza Luís Carmelo (ver Projecto Vercial):
«[...] O leitmotiv ficcional de toda a trama é delimitado por um núcleo doméstico, uma casa fechada sobre si própria numa vila rural, habitada por grandes proprietários alentejanos. A domus escolhida reflecte uma tradição que se esvai rapidamente, dominada que é por claros sinais de degenerescência de um determinado ciclo de poder. Ao fim e ao cabo, esse ciclo não é apenas rural e, ao longo da Tetralogia, a ideia de ruptura e de corte expandir-se-á a nível de todo o país, nomeadamente na crise aberta pelo legado colonial, nas várias lucubrações geracionais, na hipertrofia do passado, enfim, no sonho que sucede à repetição ritual do quotidiano irremissível. Este desafio que a Tetralogia tenta pôr a nu assume sobretudo a natureza de uma desagregação, ou do percurso de um itinerário limiar onde, ao mesmo tempo que a grande casa inicial definha e se esvai, o espaço-tempo romanesco se amplia. Deste modo, os personagens divergem, cruzam países, continentes, alteridades quase irredutíveis, de tal modo que, no palco final da Tetralogia, pouco mais emergirá que o perfil gasto de Lusitânia, uma terra inteiramente à deriva e a braços com o secreto imobilismo de séculos. [...]»

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O Romantismo em Portugal



JOSÉ-AUGUSTO FRANÇA
trad. (do francês) Francisco Bronze, revista pelo autor

Lisboa, Fevereiro de 1974 a Abril de 1975
Livros Horizonte, Lda.
1.ª edição (em português)
6 volumes (completo)
18,3 cm x 12,5 cm
1.398 págs. (numeração contínua)
subtítulos: Estudo de Factos Socioculturais: 1 – Os Anos de Inocência | Os Anos de Loucura (I); 2 – Os Anos de Loucura (II); 3 – Os Anos da Razão (I); 4 – Os Anos da Razão (II); 5 – Os Anos de Contestação (I); 6 – Os Anos de Contestação (II) | Os Anos de Sobrevivência | Conclusão
exemplares em bom estado de conservação; miolo limpo
valorizados pela dedicatória manuscrita no primeiro volume do Autor ao escritor e camilianista Alexandre Cabral
90,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se do mais estimulante estudo feito acerca da influência do Romantismo – não só literário, nem pictórico, mas sobretudo sócio-político – na história do século XIX português.

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domingo, maio 11, 2014

Compendio | das Minas, | dedicado | ao Serenissimo Senhor | D. Joaõ, | Principe do Brazil






JOSÉ ANTONIO DA ROSA, Sargento Môr, e Lente de Artilheria na Real Academia Militar

Lisboa, 1794
Na R. Typ. de Joaõ Antonio da Silva Impreffor de Sua Mageftade
2.ª edição («segunda impreffaõ»)
19,9 cm x 13,2 cm
2 págs. + 6 págs. (frontispício e dedicatória) + 268 págs. + 6 págs. (índice) + 7 desdobráveis em extra-texto entre as págs. 106 e 107 (tábuas) + 15 desdobráveis em extra-texto no final do volume (estampas)
ilustrado
exemplar em bom estado de conservação, lombada gasta; miolo muito fresco e limpo
encontra-se por encadernar conservando a capa de papel de protecção e os rótulos primitivos
acondicionado num estojo próprio forrado a linho, de execução recente
peça de colecção
380,00 eur (IVA e portes incluídos)

José António da Rosa, natural de Mourão, nasceu em 1745, tendo falecido em Lisboa no ano de 1830. «Filho de pequenos lavradores [...], assentou praça em 1761 no Regimento de Artilharia do Alentejo, sendo cabo de esquadra em 1770 e furriel em 1772. [...]» E é como militar de carreira, que «Em 1789 foi nomeado lente da terceira cadeira de Artilharia, do terceiro ano da Academia Real de Fortificação, Artilharia e Desenho, que acabava de ser instituída, ficando agregado ao Regimento de Artilharia da Corte, com o posto de capitão efectivo. A cadeira dizia respeito ao estudo das minas e contra-minas e a sua aplicação ao ataque e defesa das praças, tendo dado origem à publicação em 1791 do livro Compêndio das Minas. [...]
Beresford fê-lo comandante-geral da Artilharia em Maio de 1809, o que não foi mais do que o confirmar no antigo cargo de inspector. No ano seguinte foi promovido a marechal de campo.
Em 1815 foi nomeado para o Conselho de Guerra, e no ano seguinte foi promovido a tenente-general, o que o levou a ser feito Cavaleiro Fidalgo da Casa Real em 1819.
Em 1821 foi eleito deputado às Cortes Constituintes pelo Alentejo, sendo conhecido pela assiduidade nas votações e silêncio nos debates.» (Henrique de Campos Ferreira Lima, «O Tenente-General José António da Rosa, no 1.º centenário da sua morte [...]», separata da Revista de Artilharia, Lisboa, 1930)

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sexta-feira, maio 09, 2014

Os Grandes Amores de Portugal


ROCHA MARTINS
capas de Alberto de Sousa e Raquel Gameiro Ottolini

Lisboa,
Edição do Autor
1.ª edição
24 fascículos (2 séries) enc. em 4 vols.
18,5 cm x 12,4 cm
24 x [64 págs. + 1 folha em extra-texto] + 8 págs. (publicidade) no 4.º fasc. – 2.º vol.
títulos incluídos:
vol. I – Linda Inês; Desvario de Rainha; Flôr de Altura; A Amada do Camareiro; O Drama de Vila Viçosa; Relicário de Paixão
vol. II – Senhora de Fazer Bem; Sóror Mariana; Sombra de Rei; Madre Paula; Dona Flor da Murta; O Bichinho de Conta
vol. III – O Sangue de Inês de Castro; A Neta da Rainha Santa; A Madrasta de D. João III; As Paixões do Venturoso; O Drama de Santa Engrácia; D. Guiomar de Marialva
vol. IV – A Freira de D. Afonso VI; Maria da Penha; O Desterrado; As Cómicas de El-Rei: A Gamarra – Margarida do Monte – A Petronilla – A Esteireira; A Távora; A Amada de D. João VI
encadernações editoriais em tela encerada com gravação a ouro nas pastas e nas lombadas
aparados somente à cabeça, conservam todas as capas de brochura
exemplares em bom estado de conservação; miolo limpo
assinaturas de posse nos frontispícios dos quatro volumes
95,00 eur (IVA e portes incluídos)

Quadros históricos, que Rocha Martins banaliza ao gosto popular, sem grandes preocupações de método nem rigor, cedendo à mitificação, mas de indesmentível pedagogia.

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terça-feira, maio 06, 2014

Técnologia do Linho


MANUEL D’OLIVEIRA MATOS SEQUEIRA

Lisboa, 1945
Universidade Técnica de Lisboa – Instituto Superior de Agronomia
1.ª edição
27 cm x 21,5 cm
6 folhas + 99 folhas
subtítulo: Considerações sôbre a maceração – Relatório final do Curso de Engenheiro Agrónomo
impressão a mimeógrafo apenas numa face
exemplar estimado; miolo limpo
valorizado pela dedicatória manuscrita do Autor
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trabalho académico realizado num contexto em que o Ministério da Economia procurava reactivar a cultura e tratamento da fibra do linho, impedindo o seu declínio acentuado, devido aos deficientes métodos até então empregados na respectiva maceração.

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Vida Conjugal



JOÃO GASPAR SIMÕES
capa de Mário Eloy

Porto, 1936
Edições Presença
1.ª edição
19 cm x 12,4 cm
8 págs. + 316 págs.
subtítulo: Uma História de Província – II
exemplar estimado; miolo limpo
valorizado pela dedicatória manuscrita do Autor
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

É o segundo volume do díptico Uma História de Província, num estilo proustiano aligeirado e sem a carga introspectiva que faz do escritor de Em Busca do Tempo Perdido um criador de excepção.

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segunda-feira, maio 05, 2014

Histoires Comme Ça


RUDYARD KIPLING
trad. Robert d’Humières e Louis Fabulet
ilust. Rudyard Kipling

Paris, s.d.
Librairie Ch. [Charles] Delagrave
3.ª edição
texto em francês
23,7 cm x 18,5 cm
4 págs. + 208 págs.
subtítulo: Pour les petits
profusamente ilustrado
encadernação editorial em tela gravada a negro e ouro na pasta anterior e na lombada, relevo seco na pasta posterior
corte carminado
exemplar manuseado mas aceitável; miolo limpo, papel por vezes com picos de acidez
47,00 eur (IVA e portes incluídos)

Histórias juvenis de sabor indiano e fabuloso, beneficiando da experiência vivencial do poeta, que nasceu (1865) em Bombaim, então colónia inglesa.

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domingo, maio 04, 2014

Antologia Poética


ANTÓNIO OSÓRIO
capa de Rogério Petinga

Lisboa,1994
Quetzal Editores
1.ª edição
21 cm x 13 cm
XXIV págs. + 328 págs.
exemplar estimado; miolo irrepreensível
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR
30,00 eur (IVA e portes incluídos)


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O Lugar do Amor


ANTÓNIO OSÓRIO
capa de José Alberto Fontes
plano gráfico do poeta Luís Amaro

Porto, 1981
Gota de Água – Iniciativas Culturais, S.C.R.L.
1.ª edição
19,9 cm x 14,6 cm
154 págs.
subtítulos: [inclui:] A Teia Dupla [e] Felicidade da Pintura
exemplar estimado; miolo limpo
é o n.º 1.208 de uma tiragem declarada de 1.300 exemplares
valorizado pela dedicatória manuscrita do Autor ao compositor e encenador Luís Sande Freire (Casa da Comédia) e à actriz Hermínia Tojal (Companhia Nacional de Teatro)
45,00 eur (IVA e portes incluídos)


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O Lugar do Amor


ANTÓNIO OSÓRIO
capa de José Alberto Fontes
plano gráfico do poeta Luís Amaro

Porto, 1981
Gota de Água – Iniciativas Culturais, S.C.R.L.
1.ª edição
19,9 cm x 14,4 cm
154 págs.
subtítulos: [inclui:] A Teia Dupla [e] Felicidade da Pintura
exemplar estimado; miolo limpo
é o n.º 136 de uma tiragem declarada de 1.300 exemplares
35,00 eur (IVA e portes incluídos)


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A Ignorância da Morte


ANTÓNIO OSÓRIO
prefácio de Eugénio Lisboa

Lisboa, 1978
[ed. Autor]
1.ª edição
19,9 cm x 13,4 cm
XVI págs. + 196 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
valorizado pela dedicatória manuscrita do Autor à actriz Hermínia Tojal
45,00 eur (IVA e portes incluídos)


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A Ignorância da Morte

ANTÓNIO OSÓRIO
prefácio de Eugénio Lisboa
capa e sobrecapa de F. C.

Lisboa, 1982
Editorial Presença, Lda.
2.ª edição (revista)
18,3 cm x 11,6 cm
204 págs.
exemplar como novo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Poeta tardio, no sentido em que só pelos 40 e tal anos de idade dá a conhecer a sua poesia (A Raiz Afectuosa, ed. Autor, Lisboa, 1972). Este foi, em 1978, o seu segundo, e colheu do poeta e exegeta Joaquim Manuel Magalhães aplauso e mesmo direitos de exemplo para as gerações coevas e as futuras. Senão, leiamo-lo:
«[...] Ainda não sei bem como falar de bom-gosto, depois de esse conceito ter sido a base de todo o discurso reaccionário tentando opor-se aos impulsos da arte ligada às efectivas vanguardas de entre as duas guerras. Há, por um lado, todo o peso dessa tradição do desmando, da escrita em abismo, cuja fulguração atravessa o nosso século literário. Ela tornou a palavra bom-gosto uma espécie de visco na boca dos académicos e das delicodoces almas dadas aos encontros devaneantes. Mas também ela, por outro lado, mesmo nas suas propostas de mais catastrófica vocação, vive de uma tensão, de uma escolha de um tecido de relações, de uma busca do menos gasto pelo tempo que são algo a que a expressão bom-gosto, num desígnio renovado, se poderia aplicar. O bom-gosto não como um padrão, mas como uma chegada. Não como um código, mas como uma disponibilidade. Não um enregelamento, mas o modo mais fulgurante por onde a superação se efectiva e sobrepõe ao dessoramento dos estilos, assumindo esta palavra em vez daquela, esta construção em vez da outra: enfim, uma obstinação em não chafurdar no lugar-comum dos outros. Mesmo que defendendo a ironia de expressar o lugar-comum do tempo, que pelo menos essa ironia o torne um lugar-comum apenas seu. É isto que subentendo ao tentar usar “bom-gosto” para definir a contenção da escrita de António Osório. [...]
Bom-gosto que é, neste caso, rasura verbal, rejeição, visível trabalho da escolha, acertamento dos ritmos, ausência de monotonia vocabular. Esta ausência de repetições excessivas de palavras, que não deixam de se tornar obsessivamente inúteis em muitos dos nossos mais aceites poetas contemporâneos, revela uma imaginação verbal notável, sobretudo se tivermos em conta a extensão do volume que estamos a referir. [...]» (In Os Dois Crepúsculos – Sobre poesia portuguesa actual e outras crónicas, A Regra do Jogo, Porto / Lisboa, 1981)


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A Raiz Afectuosa


ANTÓNIO OSÓRIO
posfácio de Maria da Glória Padrão
capa de Mário Botas

Porto, 1984
Gota de Água
2.ª edição (revista)
20,6 cm x 14,9 cm
100 págs.
subtítulo: 1965-1971
exemplar em bom estado de conservação
valorizado pela dedicatória manuscrita do Autor à fotógrafa Ana Esquivel
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

Reedição do primeiro livro de versos do Autor, datada essa de 1972, uma época que contou com as suas ligações à oposição ao regime fascista...

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Anteu – Cadernos de Cultura


Lisboa, Fevereiro e Maio de 1954
dir. António Osório, Fausto Denis, José Leitão da Graça, Pedro Tamen e Rogério Fernandes
colecção completa (2 números)
24,5 cm x 19,6 cm
16 págs. + 24 págs.
composto manualmente em Elzevir
exemplares em bom estado de conservação, o segundo fascículo por abrir
150,00 eur (IVA e portes incluídos)

Colaboração, entre outros, e para além dos próprios orientadores da publicação, de Cristovam Pavia, João Palma-Ferreira, Tomaz Kim e Maria Valupi. Rogério Fernandes assina, no segundo fascículo, uma luminosa crítica ao livro do surrealista Manuel de Lima, Malaquias ou a História de um Homem Bàrbaramente Agredido, que Luiz Pacheco acabara de publicar na sua editora Contraponto.

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sexta-feira, maio 02, 2014

Annuaire de Thérapeutique de Matière Médicale de Pharmacie et d’Hygiène pour 1880, 1882, 1883



A. [APOLLINAIRE] BOUCHARDAT
J. BOUCHARDAT

Paris, 1880, 1882 e 1883
Librairie Germer Baillière et Cte.
1.ª edição
3 volumes avulsos
14,3 cm x 9,7 cm
[2 págs. + 304 págs.] + [4 págs. + 320 págs.] + [4 págs. + 340 págs.]
encadernações de amador, da época, em pele e papel de fantasia, com gravação a ouro na lombada
exemplares estimados, capas um pouco gastas no corte do cartão; miolo limpo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Apollinaire Bouchardat (1809-1886), conhecido farmacêutico e higienista francês, notabilizou-se pelo seu método de tratamento da diabetes, antes da descoberta da insulina.

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quinta-feira, maio 01, 2014

Ecos da Semana de Botelho, 1928-1950


JOSÉ-AUGUSTO FRANÇA

Lisboa, 1989
Fundação Calouste Gulbenkian – Centro de Arte Moderna
1.ª edição
29,7 cm x 20,9 cm (álbum)
240 págs. [não numeradas]
exemplar muito estimado; miolo limpo
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

Compila um significativo conjunto de colaborações de Carlos Botelho no semanário humorístico Sempre Fixe. De inspiração bordaliana, viveu aos trambolhões entre uma forte vontade satírica e a censura estatal. Botelho não foi excepção nesse castigo, antes pelo contrário.

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