quinta-feira, agosto 28, 2014

Ali Bàbá e os Quarenta Ladrões – Sindbad, o Marinheiro – O Cavalo Encantado



[CARLOS FREDERICO, adapt.
RAQUEL ROQUE GAMEIRO, ilust.]

Porto / Lisboa, 1946
Livraria Lello & Irmão – Editores / Aillaud & Lellos, Limitada
[1.ª edição]
25,9 cm x 18 cm
104 págs.
subtítulo: Dos célebres contos das Mil e Uma Noites
profusamente ilustrado a negro no corpo do texto e policromia sob a forma de cromos colados nalgumas páginas
impresso sobre papel superior
cartonagem editorial com lombada em tela gravada a negro, com folhas-de-guarda impressas
exemplar estimado; miolo limpo
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Versão juvenil, brilhantemente ilustrada pela filha do aguarelista Alfredo Roque Gameiro.

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quarta-feira, agosto 27, 2014

Cantares



EZRA POUND
trad. Augusto de Campos, Décio Pignatari e Haroldo de Campos
pref. e notas Haroldo de Campos
capa de Décio Pignatari

s.l. [Rio de Janeiro (Brasil)], 1960
Ministério da Educação e Cultura – Serviço de Documentação
[1.ª edição]
23,6 cm x 16,1 cm
2 págs. + 154 págs. + 2 folhas em extra-texto
ilustrado
impresso sobre papel superior
exemplar estimado; miolo limpo, com sinais de acidez nas duplas págs. 54-55, 72-73 e 146-147
valorizado pela marca de posse do poeta José Blanc de Portugal
40,00 eur (IVA e portes incluídos)


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The Cantos



EZRA POUND

Londres, 1954
Faber & Faber Limited
impresso por Sir Isaac Pitman and Sons Limited
1.ª edição
20,9 cm x 15 cm
576 págs.
encadernação editorial em tela com gravação a ouro na lombada e sobrecapa impressa a duas cores sobre papel amarelo de fabrico
exemplar estimado, sobrecapa com falhas e restauro; miolo limpo
valorizado pela assinatura de posse do escritor E. M. Melo e Castro
80,00 eur (IVA e portes incluídos)

Melo e Castro terá sido, em Portugal, o grande impulsionador da divulgação do poeta fascista Ezra Pound, através de cuidadas traduções assinadas pelos poetas experimentalistas brasileiros Augusto de Campos, Décio Pignatari, Haroldo de Campos e Lino Grunewald. Não cabe aqui expor a importância revolucionária da complexidade da composição poética com que Pound nos obriga a tê-lo em consideração, sem referir a sua retrógada ideologia totalitária, o seu ódio à democracia. Apesar disso.

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Do Caos à Ordem


EZRA POUND
trad. e pref. Daniel Pearlman e Luísa Campos
capa de Manuel Rosa

Lisboa, 1983
Assírio e Alvim – Cooperativa Editora e Livreira, CRL
1.ª edição
18,6 cm x 11,4 cm
56 págs.
subtítulo: Visões de Sociedade dos Cantares de Ezra Pound
composição linotipada
exemplar como novo, sem qualquer sinal de quebra na lombada
peça de colecção
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

A tradução desta escolha improvisada nos Cantos de Pound constituiu, nas tolas noites dos anos 80 alfacinhas, motivo de risota e de trocadilhos, um dos quais – sublinhando a alarvidade do termo «almorróidas» – engraçadíssimo: que se tratava do hemorroidal da alma...! Coisas que só acontecem nas casas editoras audaciosas...

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domingo, agosto 24, 2014

O Mysterio da Estrada de Cintra




EÇA DE QUEIROZ
RAMALHO ORTIGÃO

Lisboa, 1885
Livraria de António Maria Pereira, Editor
2.ª edição (em livro, «retocada e precedida d’um prefácio»)
20,2 cm x 14,4 cm
X págs. + 244 págs.
subtítulo: Cartas ao Diario de Noticias
encadernação modesta de amador em pele e papel de fantasia, com rótulo e gravação ouro na lombada
ligeiramente aparado, sem capas de brochura
exemplar estimado; miolo limpo
110,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se efectivamente da 3.ª edição do texto, dado que, além das edições em livro, o mesmo foi antes publicado em folhetins no Diário de Notícias. Porém, Eça de Queirós considerava este livro «emendado, quase refeito», e considerava isso de forma tão entusiástica que daqui lhe veio a ideia de um «novo» Fradique Mendes, vontade expressa em carta da época a Oliveira Martins.
Do livro propriamente, deve destacar-se o ser o primeiro assinado, sem reserva de coutadas, por dois escritores, e logo no género “policial”. Dizem eles num Prefácio que data de catorze anos volvidos sobre a edição princeps:
«[...] sem plano, sem methodo, sem escola, sem documentos, sem estylo, recolhidos á simples “torre de crystal da Imaginação”, desfechámos a improvisar este livro, um em Leiria, outro em Lisboa, cada um de nós com uma resma de papel, a sua alegria e a sua audacia. [...]» E aqui já encontramos três marcos de referência para qualquer escritor, que se queira, nos nossos dias: Imaginação (com letra grande), alegria e audácia. Mas há mais, nesse Prefácio:
«[...] a publicação d’este livro, fóra de todos os moldes até o seu tempo consagrados, pode conter, para uma geração que precisa de a receber, uma util lição de independencia.
A mocidade que nos succedeu, em vez de ser inventiva, audaz, revolucionaria, destruidora d’idolos, parece-nos servil, imitadora, copista, curvada de mais deante dos mestres. Os novos escriptores não avançam um pé que não pousem na pégada que deixaram outros. Esta pusilanimidade torna as obras tropegas, dá-lhes uma expressão estafada; e a nós, que partimos, a geração que chega faz-nos o effeito de sahir velha do berço e de entrar na arte de muletas. [...]»

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O Mysterio da Estrada de Cintra



EÇA DE QUEIROZ
RAMALHO ORTIGÃO


Lisboa, 1894
Livraria de António Maria Pereira, Editor
3.ª edição (em livro, «emendada e precedida d’um prefácio»)
18,5 cm x 12,3 cm
XII págs. + 196 págs. + 4 págs. (anúncios)
subtítulo: Cartas ao «Diario de Noticias»
encadernação editorial com gravação a preto e ouro
exemplar estimado; miolo limpo
35,00 eur (IVA e portes incluídos)


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O Crime do Padre Amaro



MAFALDA MENDES DE ALMEIDA
ARTUR PORTELA
[filho]


Lisboa, 1978
Moraes Editores
1.ª edição
19,9 cm x 14 cm
196 págs.
subtítulo: Adaptação teatral do romance de Eça de Queiroz
capa Luís Duran / João Abel Manta
exemplar como novo, sem qualquer sinal de quebra na lombada
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Texto destinado a ser, então, levado à cena no Teatro Maria Matos.

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Eça de Queiroz – O Homem e o Artista


JOÃO GASPAR SIMÕES

Lisboa / Rio de Janeiro, 1945
Dois Mundos Editora Lda. (Livros do Brasil, Lda. / Livros de Portugal, Lda.)
1.ª edição
24,2 cm x 16,8 cm
672 págs. + 16 folhas em extra-texto
exemplar manuseado, mas em bom estado; miolo limpo com rasto de xilófago sem afectar o texto, parcialmente por abrir
assinatura de posse na folha de ante-rosto
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Ensaio crítico-literário ainda hoje de referência para os estudiosos, somente superado pelas obras do espanhol Ernesto Guerra da Cal.

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Oliveira Martins e Eça de Queiroz



JOSÉ OSORIO DE OLIVEIRA
carta posf. Severo Portela

Lisboa, 1923
Edições Lusitania
2.ª edição
20,3 cm x 14,3 cm
84 págs. + 1 folha em extra-texto
exemplar manuseado mas aceitável; miolo limpo, parcialmente por abrir
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Filho da escritora Ana de Castro Osório, irmão mais novo de João de Castro Osório, foi reconhecido o seu labor na divulgação da literatura oriunda das colónias, com especial relevo a de Cabo Verde. Na nota editorial a esta segunda edição reconhece-se com muito acerto a sua procura no mercado: «[...] O publico que lê Oliveira Martins e Eça de Queiroz por si só garante a venda de qualquer livro que sôbre êles se escreva, independentemente do seu valor. [...]»

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Para Onde Nos Leva a Política Económica do Governo?


[NORTON DE MATOS]
Serviços Centrais da Candidatura do General

Lisboa, 1949
Serviços Centrais da Candidatura do Sr. General Norton de Matos
1.ª edição
19,3 cm x 12,8 cm
120 págs.
subtítulo: Razões económicas de uma crítica
exemplar como novo, por abrir
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

«Os princípios em que se fundamenta a política económica do Governo são os mesmos que caracterizaram a política económica de Guerra do corporativismo – defesa dos interesses privilegiados dos altos monopólios capitalistas e ataque ao bem estar do povo trabalhador e da classe média. [...]» Assim abre o vertente texto, num ataque fundamentado ao fascismo de Salazar.

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A Divida Portugueza


M.[IGUEL] E.[DUARDO] LOBO DE BULHÕES

Lisboa, 1867
Typographia Portugueza
1.ª edição
22,9 cm x 15 cm
112 págs.
exemplar estimado, restauro na lombada; miolo limpo
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Lobo de Bulhões (1830-1894), que foi membro da Academia das Ciências de Lisboa e sócio-fundador da Sociedade de Geografia, na qualidade profissional de chefe da contabilidade do Ministério dos Negócios da Marinha deixou-nos esta importante resenha acerca do estado das finanças públicas nacionais, problema cuja origem ele atribui a uma época anterior à sua: «Em Portugal a divida fundada, na accepção genuina da expressão, teve principio no fim do seculo passado. [...]» Isto dito para serenar os ânimos dos credores, porque «[...] Vogaram no estrangeiro idéias falsas a respeito do nosso estado financeiro [...]», acredita ele na suficiência da exposição que aqui faz, no vertente opúsculo, para «[...] [responder] logicamente ás accusações infundadas que affectavam o credito de Portugal. [...]»

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O Ditador das Finanças



LEOPOLDO NUNES
pref. Armindo Monteiro

Lisboa, 1930
s.i. [ed. Autor]
1.ª edição
18,6 cm x 12,3 cm
232 págs.
encadernação modesta de amador em tela encerada e sóbria gravação a ouro na lombada
aparado, sem capas de brochura
exemplar estimado; miolo limpo
assinatura de posse no frontispício
valorizado pela dedicatória manuscrita do Autor
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se do elogio do governo no domínio das finanças, e portanto da política de intoxicação totalitária dos direitos e liberdades dos cidadãos.

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A Reorganização Financeira


[OLIVEIRA SALAZAR]

Coimbra, 1930
Coimbra Editora, Ld.ª
1.ª edição
23,5 cm x 15,9 cm
XII págs. + 560 págs.
subtítulo: Dois Anos no Ministério das Finanças, 1928-1930
sóbria encadernação recente em carneira e papel de fantasia, com gravação a ouro na lombada
não aparado
conserva as capas de brochura, que se encontram perifericamente marcadas por sinais de lepisma
exemplar estimado; miolo limpo
145,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se de um dos mais raros livros deixados por Salazar, em início de carreira.

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Finanças de Ontem e de Hoje pelo Doutor [...]


AGUEDO DE OLIVEIRA, sub-secretário de Estado das Finanças

Lisboa, 1934
Edições SPN
[1.ª edição]
19,4 cm x 15,1 cm
32 págs.
acabamento com dois pontos em arame
exemplar estimado; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

A filosofia expendida neste folheto estriba-se, logo à partida, na seguinte afirmação:
«[...] O dinheiro foi e será o nervo da guerra e o músculo da paz; tudo quanto se diga ou escreva a êste propósito está dito e redito, escrito e reproduzido. [...]
Não estranhem pois que, tendo a Nação um estatuto que corporiza o sentido jurídico do Portugal renovado e progressivo, se possa escrever sobre finanças, parecendo fácil encontrar, à primeira vista, um nexo de intimidade, uma profunda relação de dependência entre o acidente político e o incidente financeiro; entre esta manifestação da vontade nacional, as contas, os meios e o crédito do país; entre a superstrutura constitucional e o esqueleto da economia do Estado, – entre a Constituïção de 1933 e as finanças. [...]»

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sábado, agosto 23, 2014

Historia de Portugal



A.[LEXANDRE] HERCULANO

Lisboa, 1853, 1864, 1858 e 1862
Em Casa da Viuva Bertrand e Filhos
2.ª edição (excepto tomo II: 3.ª edição)
4 tomos (completo)
21,8 cm x 14,5 cm
[XVI págs. + 520 págs.] + [IV págs. + 518 págs.] + [IV págs. + 454 págs.] + [XX págs. + 2 págs. + 488 págs.]
subtítulo: Desde o Começo da Monarchia até o Fim do Reinado de Affonso III*
encadernações homogéneas da época, em meia-inglesa com elegante gravação a ouro nas lombadas
pouco aparados
sem capas de brochura
exemplares muito bem conservados; miolo fresco, papel sonante
180,00 eur (IVA e portes incluídos)

Ainda hoje, trata-se de uma História de Portugal incontornável, quer pelo mérito da investigação, quer pela sua perspectiva política laica, quer pelo estilo literário de que Herculano se socorre para nos colocar no cerne dos eventos. Fala-nos ele, em Advertência, das dúvidas suscitadas na altura da recepção à edição original:
«[...] Vindo pela primeira vez á luz publica, o presente volume suscitou vivas polémicas sobre a critica das fontes historicas aproveitadas como legitimas ou rejeitadas como impuras no processo da narração. No meio, porém, dessas discussões ardentes e não raro apaixonadas, nunca se pôs em duvida a existencia dos variados monumentos indicados como abonadores das doutrinas do livro. [...]
A nossa historia, mais ainda do que a de outras nações da Europa, para surgir da sombra das lendas á luz clara da realidade, carece de indagações profundas, e de apreciações sinceras e desinteressadas. Será trabalho mais util, embora mais difficil, do que certas generalisações e philosophias da historia, hoje de moda, em que se generalisa o erroneo ou o incerto, e se tiram conclusões absolutas de factos que se reputam conformes entre si, e que, provavelmente, mais de uma vez os estudos sérios virão mostrar serem diversos, quando não contrarios. [...]»

* O subtítulo surge somente da terceira edição em diante.

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Historia de Portugal


A. [ALEXANDRE] HERCULANO

Lisboa, 1846, 1847, 1849 e 1853
Em Casa da Viuva Bertrand e Filhos
1.ª edição (todos os volumes)
4 tomos (completo)
22,1 cm x 15 cm [excepto tomo quarto: 21,3 cm x 14,2 cm]
[XIV págs. + 2 págs. + 520 págs.] + [6 págs. + 518 págs.] + [6 págs. + 458 págs.] + [2 págs. + XX págs. + 2 págs. + 490 págs.]
encadernações dissemelhantes antigas em meia-inglesa com gravação a ouro e relevo seco nas lombadas, tendo sido restauradas as dos três primeiros tomos
pouco aparados, corte carminado nos três primeiros tomos
sem capas de brochura
exemplares estimados; miolo limpo
460,00 eur (IVA e portes incluídos)


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sexta-feira, agosto 22, 2014

Manual de Ginástica Infantil



ALBERTO FELICIANO MARQUES PEREIRA, cap.
pref. Mário de Gusmão Madeira, governador civil de Lisboa
notas elogiosas de Sarmento Rodrigues (ministro do Ultramar), Luiz Pinto Coelho (comissário nacional da Mocidade Portuguesa) e Braga Paixão (director-geral do Ensino do Ultramar)
ilust. Álvaro Duarte e Eduardo Coelho

Lisboa, 1951
[ed. Autor]
1.ª edição
I parte*
24,1 cm x 19,1 cm
8 págs. + 352 págs.
subtítulo: Doutrina e didáctica
profusamente ilustrado
impresso sobre papel superior de fabrico na Companhia do Prado
exemplar estimado, capa um pouco suja; miolo limpo
carimbos do Lisboa Ginásio Clube na capa e no frontispício
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Livro de grande utilidade, acima do fim a que se destinava, para a compreensão histórica e sociológica actual dos pressupostos de organização e disciplina colectiva no Estado Novo.

* A segunda e a terceira partes foram publicadas em múltiplos breves livros autónomos, sendo a segunda constituída por dez volumes e a terceira por seis volumes.

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A Arte em Moçambique / Art in Mozambique





ALBERTO FELICIANO MARQUES PEREIRA

Lisboa, 1966
s.i. [sob o patrocínio do governador-geral da província, na pessoa do general José Augusto da Costa Almeida, e da Igreja católica, na pessoa do arcebispo de Lourenço Marques, Dom Custódio Alvim Pereira]
[1.ª edição (única)]
bilingue (português / inglês): versão inglesa de Joaquim da Silva Godinho
35 cm x 26 cm (álbum)
4 págs. + 2 págs. + 52 págs. + 568 págs.
profusamente ilustrado a preto e a cor
encadernação editorial em tela finamente gravada a ouro em ambas as pastas e na lombada
exemplar como novo; miolo limpo
ostenta o ex-libris de Luis de Castro Santos na primeira folha-de-guarda
220,00 eur (IVA e portes já incluídos)

Trata-se de um historial da presença portuguesa naquelas paragens e, sobretudo e com especial evidência, do acervo da obra arquitectónica civil, militar e religiosa implantada pelo colonizador. Aquilo que o autor designa por «arte na sublimação das virtudes da raça [branca]» esmaga neste acervo, à sobreposse, as páginas dedicadas à «arte negra», «habitações nativas» e à dança e música locais.

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quinta-feira, agosto 21, 2014

Manual de Instrução Cívica do Cidadão Português



[ANÓNIMO]
pref. Mário Braga

Lisboa, 1980
Terra Livre – Secretaria de Estado da Comunicação Social
1.ª edição
20,5 cm x 14,7 cm
164 págs.
exemplar como novo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Seguindo uma linha de pensamento pedagógico que vinha do Manual Político de Trindade Coelho, entendeu o Estado português, no pós-25 de Abril, mandar proceder à elaboração de um tipo de livro de estudo há muito arredado das salas de aula. Norma republicana, esta, de substituir a cadeira de Religião e Moral pela sua versão laica.

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Modernas Tendências da Educação



IRENE LISBOA
ilustrações de Ilda Moreira

Lisboa, 1942
Edições Cosmos
1.ª edição
18,9 cm x 13 cm
116 págs.
ilustrado no corpo do texto
composto manualmente em Elzevir
cartonagem editorial, com folhas-de-guarda impressas
exemplar estimado; miolo irrepreensível
20,00 eur (IVA e portes já incluídos)

Da Introdução da autora:
«[...] Os próprios jornais e as pessoas ilustradas apenas se preocupam com o analfabetismo, como se aí estivesse a mola de tôda a educação.
Não é, porém, de analfabetismo que aqui vamos tratar. A ler, tôda a escola hoje ensina, em mais ou menos tempo. Qualquer criança que cumpra o quatriénio das nossas escolas primárias fica apta a percorrer um jornal e a escrever uma carta. Não é, portanto, contra o analfabetismo que iremos travar peleja. Não é êsse o único benefício (o de o debelar) que os verdadeiros pedagogos atribuem à escola, ao seu espírito e à sua função. Consideram-na capaz de ajudar à educação integral da criança: de lhe fornecer meios de a desenvolver em todos os sentidos, mentalmente, física e moralmente.
O intuito dêste livrinho é, pois, o de apresentar uma porção de quadros de escolas em que as crianças são postas em condições de aprender muita coisa alegremente e com actividade. Descrever-se-á nêle a vida de algumas escolas novas, dando-se o relêvo preciso aos fins que elas teem em vista. [...]»

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O Problema Nacional Português Visto da Belgica, França e Suiça


JOÃO ANTÓNIO CORREIA DOS SANTOS, coronel

Lisboa, 1927
Tipografia da Escola Militar
1.ª edição
21,2 cm x 15,8 cm
148 págs.
subtítulo: A Educação pela Instrução
exemplar estimado, discreto restauro no pé da lombada; miolo irrepreensível
valorizado pela dedicatória manuscrita do Autor
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

O coronel de infantaria Correia dos Santos (1874-1949), que foi docente no Colégio Militar e assistente na Faculdade de Ciências de Lisboa (área de Química), foi o fundador do Laboratório Farmacológico de Lisboa. Das «Conclusões acêrca do ensino e da educação» uma passagem:
«Quem observe com algum cuidado a vida das sociedades modernas nota á evidencia, que as questões de ensino se encontram misturadas com todos os problemas que se prendem com o desenvolvimento e a própria existencia das nações. Mas a virtude social do ensino reside menos nos programas e nos métodos do que na educação. O mestre tem de lutar em condições muito dificeis para conseguir desenvolver a par das dificuldades intelectuais, as qualidades morais, que estimulam a iniciativa individual, formam os espiritos justos e livres, as consciencias rectas e as vontades firmes.
É muito delicada e dificil a missão do educador, sobretudo numa sociedade corrupta e indisciplinada. [...]»

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História da Pedagogia



aa.vv.

Porto, 1931 [capa de 1935]
Editora – Livraria Educação Nacional de António Figueirinhas
[1.ª edição]
19,2 cm x 12,3 cm
4 págs. + 336 págs.
exemplar estimado, com discretos restauros na lombada; miolo limpo
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Obra redigida pelo colectivo da casa editora, em que as matérias expostas vão sendo regularmente intercaladas com questionários a propósito.

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segunda-feira, agosto 18, 2014

Do Ensino da Filosofia nos Liceus



SANT’ANNA DIONISIO

Porto, s.d. [1930]
Edição da Renascença Portuguesa
1.ª edição
24,2 cm x 16,5 cm
24 págs.
exemplar estimado, capa envelhecida e suja; miolo limpo
valorizado pela dedicatória manuscrita do Autor
20,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Museu-Biblioteca de Vila Viçosa


SANT’ANNA DIONÍSIO
ilust. António-Lino

Lisboa, 1947
Fundação da Casa de Bragança [Editorial Ática]
1.ª edição
24 cm x 18,8 cm
208 págs. + 12 folhas em extra-texto
profusamente ilustrado a negro (zincogravuras) no corpo do texto
impresso sobre papel superior avergoado
estampas extra-texto impressas em rotogravura
exemplar estimado; miolo limpo
discreta assinatura de posse no canto superior esquerdo da última página
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Detalhada monografia da casa ducal e de toda a região envolvente e monumentos de Vila Viçosa, que o próprio autor considera «como uma espécie de post-scriptum do 2.º volume do Guia de Portugal», que Raul Proença havia dado à estampa em 1927 num notável plano de publicações da Biblioteca Nacional de Lisboa.

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domingo, agosto 17, 2014

Escolas ao Ar Livre


JOAQUIM DOMINGUES

Lisboa, 1922
Imprensa Municipal
1.ª edição
21,1 cm x 13,5 cm
2 págs. + 14 págs.
subtítulo: Duas palavras de propaganda
acabamento com um ponto em arame
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Discurso proferido no Congresso Municipalista Nacional em Junho de 1922 pelo então vereador da Câmara Municipal de Lisboa. Uma passagem da alocução:
«[...] [Quintão Meireles,] o ilustre clinico, que proficientemente descreveu a miseria fisica dos pequenos alunos das nossas escolas primarias. E das suas conclusões, sabiamente deduzidas, tirava-se este resultado apavorante: – 25 % dos alunos estão já tuberculisados – e 45 % encontram-se em estado que a sciencia médica considera pre-tuberculoso.
E o conferente para debelar o mal, para atacar esse perigo nacional, preconisava a creação de escolas ao ar livre como forma de tornar parte dessas creanças doentes em cidadãos sadíos, fortes e uteis á Patria. [...]»
E como tudo em Portugal, tamanha ideia, apesar de muito badalada nos jornais da época, obrigando o Estado a promessas de criação de espaços para o ensino especial dessas crianças necessitadas de cuidados, «[...] não passou de mais um pretexto para a venda dum elixir, para a conquista duma notoriedade que por meios proprios se ia tornando rebelde... E o certo é, que, até hoje, a respeito de Escolas ao ar livre, apenas: – artigos, entrevistas e algumas fotogravuras... [...]
Deixar a população infantil no estado sanitario em que se encontra, é conscientemente atirar com a raça e com a Nação para o abismo. [...]»

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Portugal Imperial


SANTOS PINHEIRO
ilust. Júlio Santos, Calvet de Magalhães, Fernando Bento e Ruth Tavela de Sousa
fotog. Mário Novais

Lisboa, s.d.
Livraria Bertrand, S. A. R. L. (depositários)
4.ª edição
23,2 cm x 17,4 cm
350 págs. + 1 folha em extra-texto
subtítulo: Leituras para o Ensino Técnico Profissional
profusamente ilustrado no corpo do texto
cartonagem editorial
exemplar estimado, ligeira esfoladela na contracapa ; miolo limpo
assinatura de posse no frontispício
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Selecta de textos escolares, inclui autores de tão diversos quadrantes estéticos quanto políticos. Para além dos habituais clássicos escolhidos, Salazar, o cardeal Cerejeira, o padre Moreira das Neves, Marcelo Caetano, António Ferro, Hipólito Raposo, João Ameal, Nuno de Montemor, Carlos Malheiro Dias, Luís Chaves, Nemésio ou António Sardinha convivem “democraticamente” (?) com Ferreira de Castro, Raul Brandão, Castro Soromenho, Aquilino, Magalhães Lima, Eduardo Teófilo, Miguel Torga e, até, Alves Redol.

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Geografia de Portugal



PEDRO DE CARVALHO
capa de Laura Costa

Porto, s.d. [1956, seg. BNP]
Porto Edirora, Ld.ª / Empresa L. Fluminense, Ld.ª (dist.)
[s.i.]
24,6 cm x 18,8 cm
84 págs. + 20 págs. em extra-texto + 1 desdobrável em extra-texto
subtítulo: Ensino Primário e Exame de Admissão
profusamente ilustrado a negro e a cor
cartonagem editorial
exemplar estimado; miolo limpo
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Manual escolar, muito claro na sua pedagogia, que o auxílio das ilustrações ajuda a memorizar. Da publicidade na contracapa: «Um trabalho a cores, com a mais perfeita e exacta colecção de mapas em trabalhos do género. Veja um exemplar e compare com os trabalhos similares.»

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A Personalidade Juridica das Egrejas


ALBERTO MARTINS DE CARVALHO

Coimbra, 1927 [aliás, 1926]
Imprensa Academica
1.ª edição
23,3 cm x 15,7 cm
68 págs.
subtítulo: Notas ao decreto n.º 11:887 precedidas e seguidas d’algumas palavras – Diplomas posteriores áquele decreto
exemplar estimado; miolo limpo
27,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Instrucção Primaria segundo o novo Programma Official


[SOPHIA ROSA DA SILVA*]

Lisboa, 1878
Lallemant Frères, Typ. – Fornecedores da Casa de Bragança
[1.ª edição]
18,7 cm x 12,8 cm
122 págs.
I parte*
subtítulo: Ensino Elementar
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
peça de colecção
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

«Elementos de Grammatica», «Elementos de Arithmetica», «Elementos de Moral» e «Doutrina Christã», eram na altura as preocupações primárias do sistema de ensino.

* Segundo a BNP, atribuindo-lhe nome de autor, esta obra teve, em 1879, uma segunda parte subtitulada Ensino Complementar.

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sexta-feira, agosto 15, 2014

História de Portugal


JAYME DE SÉGUIER

Lisboa,
Livrarias Aillaud & Bertrand (deposit.)
16.ª edição
19,2 cm x 13 cm
138 págs.
profusamente ilustrado no corpo do texto
cartonagem editorial
exemplar muito estimado; miolo limpo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Jaime de Amorim Sieuve de Séguier (1860-1932):
«Jornalista, poeta, crítico literário e tradutor. [...]
Além da sua produção poética – que nessa qualidade figura ao lado de toda uma galeria de versejadores inspirados mais pela retórica de raiz parnasiana do que por um verdadeiro sentido poético –, publicou também contos nas revistas O Ocidente e Arte, e traduziu várias comédias [...]. Mas é, na verdade, pelo seu talento como cronista que os nossos historiadores da literatura conferem um lugar a Jaime de Séguier [...].
Em 1882, a sua nomeação como cônsul de Portugal em Bordéus levou-o a abandonar a actividade literária. [...]» (Dicionário Cronológico de Autores Portugueses, vol. II, Publicações Europa-América, Mem Martins, 1990)
Como actividade mais propriamente pedagógica, deve-se, a este neto de Rodrigues Sampaio, o Dicionário Prático Ilustrado (ed. Jornal do Comércio, Rio de Janeiro), feliz adaptação do modelo de Larousse.

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Instrucção Publica e Governo


FRANCISCO JOAQUIM DE ALMEIDA FIGUEIREDO

Lisboa, 1854
Imprensa [Typ.] Commercial
1.ª edição
20,6 cm x 13,1 cm
112 págs. + 58 págs.
exemplar muito estimado com restauros na lombada e nas falhas de papel da capa e contracapa; miolo irrepreensível
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Em apêndice ao corpo principal do estudo, o Autor – que, segundo o Diccionario Bibliographico de Inocêncio (tomo II, Imprensa Nacional, Lisboa, 1859), foi médico-cirurgião – juntou-lhe o texto autónomo «Instrucção Publica Medica». À luz dos melhores exemplos vindos do estrangeiro, há na vertente brochura uma proposta completa de reforma do “sistema” educativo. E no seu preâmbulo feroz contra a governação vigente, afirma em palavras universais mesmo nada datadas:
«[...] A omnipotencia ministerial, longe de ser o agente dos dictames da sciencia governativa, da prosperidade publica [...], tem desvairado no arbitrio, despenhando-se nas demasias de uma vontade apaixonada. De sobejo é tempo que semelhante absolutismo feneça [...].» E segue fazendo a apologia da «propagação da instrucção publica, das sciencias e de suas applicações à variedade das artes e das industrias. [...]
Nunca além do poder, se encarou o paiz; nunca o estado servio de ponto de apoio, do centro promotor, do progresso individual e social. Tem-se empunhado o poder, como meio de acquisição de fins privados, de clientela: tem-se sido governo, mas não se tem governado. A governação, tem sido convertida em uma espécie d’Igreja militante, em que só são admittidos os iniciados nos misterios da seita theocratica do poder, que fazendo-se a donataria exclusiva do paiz, se tem collocado, por esse exclusivismo mesmo, muito longe de poder governar, curando como lhe cumpria dos interesses publicos. [...]»

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Elementos de Projecções


[JOÃO PILOTO]

Paris – Lisboa – Rio de Janeiro – S. Paulo – Belo Horizonte
Livrarias Aillaud e Bertrand / Livraria Francisco Alves – Paulo de Azevedo & C.ª
3.ª edição
18,3 cm x 12,1 cm
VIII págs. + 404 págs.
encadernação editorial em tela gravada a negro em ambas as pastas e na lombada
exemplar muito estimado; miolo limpo
assinatura de posse no ante-rosto
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Do Prefácio do autor:
«[...] A nossa obra compreenderá as projecções ortogonais, tratando êste volume do ponto, recta e plâno, mudança de lugar dos planos de projecção, intersecções de planos e de rectas com planos, rotações e rebatimentos, perpendicularidades, ângulos e curvas plânas, fornecendo assim todos os princípios necessários, para entrar francamente no que se refere à classificação geral das superfícies e sua representação descritiva, traçado dos sólidos geométricos, secções plânas, planificações e transformadas, tangências, intersecções das superfícies, etc.»

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Céline


PHILIPPE MURAY

Paris, 1981
Éditions du Seuil
1.ª edição
20,5 cm x 14 cm
242 págs.
exemplar muito estimado; miolo limpo
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Recusando omitir o escritor Louis-Ferdinand Céline da história da cultura europeia do século XX, o importante ensaista francês Philippe Muray (1945-2006) também não deixa de relembrar-nos o anti-semitismo do romancista, «ses centaines de pages d’appel au meurtre», assim como os nomes de outros que souberam à época dissimular o seu colaboracionismo, enquanto faziam a corte à mesa de oficiais nazis de Weimar, como Giono, Montherlant, ou Cocteau. «[...] Céline [...] n’avait pas grand-chose de commun, même dans son ignominie, avec les écrivains collaborateurs des années 40. Aurait-il davantage à voir avec les nouveaux nazis qui, aujourd’hui, un peut partout, reprennent confiance, empestent à nouveau l’air de leurs celtitudes, grécitudes, suscitent des débats, gagnent du terrain, se font réaccepter, discuter, attaquer, réintégrer, défient les morts des camps de venir prouver que les chambres à gaz ont existé. [...]
[...] Dans le télescope agité de ses romans et de ses pamphlets, s’ouvre, se dissipe, se précise la fresque du monde qu’une guerre sans fin ensemblise. Nous n’avons sûrement pas encore vu le pire. Céline a été, ou a dit, le pire. En ce sens, il nous attend encore.»

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Bagatelles pour un Massacre


LOUIS-FERDINAND CÉLINE

Paris, 1938
Les Éditions Denoël
1.ª edição
22,8 cm x 14,8 cm
384 págs.
exemplar estimado, capa suja; miolo limpo
PEÇA DE COLECÇÃO
210,00 eur (IVA e portes incluídos)

«Das obras completas de Céline fizeram-se desaparecer três livros: Bagatelles pour un Massacre, L’École des Cadavres, Les Beaux Draps. São clássicos da literatura clandestina. Mesmo os alfarrabistas, que conhecem bem os escolhos recuperáveis da literatura, e que vivem desse conhecimento, não os expõem; um rótulo tacitamente respeitado proíbe-os à exposição, como as publicações pornográficas. Dentro de alguns anos só por milagre alguém poderá encontrá-los. Mil páginas de irritados malentendidos, de palavras abusivas, de contra-sensos, de belezas dispersas e intuições fulgurantes irão perder-se. E tudo estará pronto para instaurar sem prejuízo a lenda de Céline.» (Pol Vandromme, in Céline, Vão Navios Cheios de Fantasmas..., trad. Aníbal Fernandes, Hiena Editora, Lisboa, 1986)

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Mea Culpa suivi de La Vie et l’Œuvre de Semmelweis


LOUIS-FERDINAND CÉLINE

Paris, 1937 [aliás, 1936]
Denoël et Steele
impresso por L. Bellenand et Fils
1.ª edição*
18,7 cm x 12,3 cm
128 págs.
exemplar estimado da tiragem comum; miolo limpo
peça de colecção
85,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da badana da tradução portuguesa de Manuel João Gomes (Antígona, Lisboa, 1989):
«[...] Mea Culpa é um ensaio. Um ensaio aparentemente escrito por uma das muitas personagens celinianas.
O pretexto era falar contra a União Soviética que tinha acabado de visitar. Mas o texto vai mais longe. Fala contra o Homem, contra os outros, contra a solidariedade humana, contra a felicidade, contra o progresso, contra o humanismo.
Para Céline, a Revolução Comunista prova exactamente isso: que não é possível corrigir a maldade humana, que todas as revoluções são uma impostura... Quem tinha razão eram os padres da igreja que pregavam a insignificância do homem e o convidavam a sofrer, a humilhar-se, sem lhe alimentarem quaisquer ilusões de felicidade.
“O Homem nunca teve, no ar ou na terra, senão um só tirano: ele próprio!... Nunca terá outros...”, diz textualmente Céline que acaba a profetizar uma “grande barrela”: a Esperança, a Ideia de Revolução acabarão por destruir o Mundo. Isso para Céline, é positivo: a Terra, nesse dia, será livre. Finalmente.
Mas sendo Céline nazi, as suas críticas ao homem e à sociedade ficarão para a história das inutilidades. [...]»

* A indicação «21me édition» no canto superior direito na capa remete para o número de títulos no catálogo do editor, e não para a presente tiragem.

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Voyage au Bout de la Nuit



LOUIS-FERDINAND CÉLINE

Paris, 1932 [1933]
Denoël et Steele
[2.ª edição]
19 cm x 12 cm
624 págs.
exemplar em muito bom estado, conserva por abrir a cinta promocional, cuja frase constitui um dos elementos que ajuda a distinguir esta da edição original; a indicação «118e édition» no canto superior direito na capa remete para o número de títulos no catálogo do editor, e não para a presente tiragem
peça de colecção
180,00 eur (IVA e portes incluídos)

Autor proclamadamente anti-semita, o que o levou às hostes nazis. Condenado como colaboracionista após o final da II Guerra Mundial, só não foi executado devido à intervenção de Malraux e de Sartre.
O seu perdão deu muito dinheiro a ganhar à França através da editora que passou a representá-lo em exclusivo: a Gallimard.
Da apresentação do tradutor português Aníbal Fernandes para a edição frenesi (Lisboa, 1997):
«[...] parece, contudo, pacífica a aceitação de Viagem ao Fim da Noite como sua obra-prima. Tem páginas admiráveis, uma construção romanesca sólida, ainda sem aquele melhor-e-pior que já perturba Morte a Crédito, sem dar aquela sensação de desperdício de um enorme talento que nos atinge em tantas páginas da sua obra futura. Céline vem dizermos que todo o homem faz a sua viagem. E vê-a irremediavelmente comprometida com as regiões obscuras da noite – progressiva penetração na miséria e nas vilezas humanas –, quando o homem “já não tem em si música suficiente para fazer dançar a vida”, quando toda a sua juventude morre “num silêncio de verdade”. “Quando a vida nos mostrou tudo quanto pode exigir de cautela, crueldade, malícia para podermos mantê-la melhor ou pior a 37º”, e nos vemos “esclarecidos, bem colocados para compreender todas as sacanices que um passado encerra. Basta que a respeito de tudo e em tudo nos contemplemos escrupulosamente a nós próprios e àquilo a que chegámos quanto a imundície. Acabou-se o mistério, acabou-se a tolice, devorámos toda a nossa poesia uma vez que vivemos até esse momento. É nada de nada, a vida.” “Será talvez isto o que procuramos vida fora, só isto, o maior dos pesares possível para chegarmos a ser nós próprios antes de morrer.”»

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