segunda-feira, setembro 29, 2014

A Barata, Loira


ARMANDO FERREIRA
capa de F. [Francisco] Valença

Lisboa, 1940
Livraria Editora Guimarães & C.ª
1.ª edição (1.º milhar)
19,1 cm x 13,2 cm
232 págs.
subtítulo: Quadradinhos caricaturais da vida lisboeta, aí por alturas do 2.º quartel do século XX, ligados por um fio de romance sentimental
exemplar estimado, contracapa suja; miolo limpo
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Armando Ferreira (1893-1968), romancista de costumes. Será um modo eufemístico para classificar um escritor de sátira social que roça por vezes a pura risota. São verdadeiros quadros caricaturais da vida lisboeta, ligados por um fio de ficção sentimental e distribuídos avulso: sociedade burguesa, sociedade chic e sociedade popular. No vertente livro, escrito logo em 1940, é de sublinhar uma hilariante visita à Exposição do Mundo Português.

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Bird’s Eye View of Portugal



[ANÓNIMO]
capa de Bernardo Marques

Lisboa, s.d. [circa 1950]
S. N. I. [Secretariado Nacional da Informação, Cultura Popular e Turismo]
s.i. [1.ª edição ?]
texto em inglês
17 cm x 12,2 cm
2 págs. + 112 págs. + 2 págs. + 24 págs. em extra-texto (reproduções fotográficas) + 1 desdobrável (mapa, grande formato)
ilustrado
impresso sobre papel superior avergoado
exemplar estimado, apresenta uma pequena etiqueta colada na contracapa; miolo limpo
22,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Guia do Turista de Lisboa | Guia del Turista en Lisboa | Guide-book for Tourists in Lisbon



[MANUEL DOS SANTOS
ASCENÇÃO ARAUJO]
capa de Ascenção Araujo
ilust. Rocha Vieira

Lisboa, 1929
Edição e Propriedade de Manuel dos Santos e Ascenção Araujo
[1.ª edição]
trilingue Português / Castelhano / Inglês
25,9 cm x 19,6 cm
84 págs.
profusamente ilstrado
impresso sobre papel do Prado
carminado à cabeça
exemplar estimado; miolo limpo, com alguns picos de acidez nas primeiras e nas últimas páginas
17,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Catorze Anos de Política do Espírito [catálogo]


[ANTÓNIO FERRO
OLIVEIRA SALAZAR]
EDUARDO FREITAS DA COSTA
THOMAZ DE MELLO
MANUEL LAPA

Lisboa, 1948
Edições SNI – Secretariado Nacional da Informação
1.ª edição
25,3 cm x 18,8 cm
32 págs. + 1 folha em extra-texto + 1 desdobrável em extra-texto + 106 págs. (não numeradas)
profusamente ilustrado
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

Importante documento para a compreensão dos mecanismos suaves de estabilização da populaça, que – identificando-se, ou nem por isso, com o que viram na exposição –, domesticada sob a tirania dos brandos costumes, permitiu não só estes catorze anos do poderio crescente de um núcleo restrito de famílias, mas todos os anos que se lhes seguiram até 1974. Os mecanismos fortes, esses, foram as polícias secretas e as forças militares e para-militares... cujas salas de exposição davam pelo nome de calabouços, entre os quais pontificaram, na brutalidade da sua pedagogia, as fortelezas de Peniche e Caxias e o valhacouto da Rua António Maria Cardoso.

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terça-feira, setembro 23, 2014

Diccionario Poetico, para Uso dos que Principião a Exercitar-se na Poesia Portugueza



CANDIDO LUSITANO

Lisboa, 1794
Na Of. de Simão Thaddeo Ferreira
2.ª edição
2 tomos encadernados em 1 volume (completo)
20,6 cm x 15 cm
[6 págs. + 16 págs. + 482 págs.] + [2 págs. + 252 págs. + 6 págs.]
subtítulo: Obra Igualmente Util ao Orador Principiante
encadernação da época inteira em pele com ferros a ouro e nervuras na lombada
apresenta pequenas esfoladelas na pele da pasta anterior
miolo muito bem conservado, fresco e limpo, boas margens pouco aparadas
tem colado no verso da pasta anterior etiqueta de posse de Maurício Pinto [ou Pinho ?]
160,00 eur (IVA e portes incluídos)

Francisco José Freire de seu verdadeiro nome, é figura central da Arcádia Lusitana, padre da Congregação de S. Filipe Néri, agiu sempre contra o Iluminismo.
Nota: O tomo II será provavelmente uma variante de impressão cujas últimas vinte e oito páginas apresentam erro de numeração à cabeça, conforme nos foi possível cotejar com um outro exemplar nosso conhecido.

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Noções Syntheticas de Poetica


JOSÉ GONÇALVES LAGE

Coimbra, 1880
Imprensa da Universidade
[1.ª edição]
18,5 cm x 12,9 cm
184 págs.
subtítulo: Coordenadas para Uso dos Seus Discipulos
encadernação modesta antiga meia-inglesa com ferros a ouro na lombada
sem capas de brochura
em bom estado de conservação, apenas alguns picos de humidade
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Foi pároco em Trás-os-Montes, a sua distinção como teólogo reflectiu-se sempre nas obras por si escritas, o que fez de, pelo menos, três delas compêndios aprovados pela Junta Consultiva de Instrução Pública. A vertente é uma dessas, sendo as outras uma gramática e um breviário de literatura clássica. (Fonte: Inocêncio Francisco da Silva / Brito Aranha, Diccionario Bibliographico Portuguez, tomo XII, Imprensa Nacional, Lisboa, 1884.)
Livro de estudo e curiosidade para os que se pretendem poetas.A segunda metade do volume dá-nos uma panorâmica de Exemplos de Composições Poéticas que cobre a história da poesia portuguesa de Camões a João de Deus.

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Banhos de Sol


AMÍLCAR DE SOUSA
pref. Samuel Maia

Porto, 1937
Livraria Civilização – Editora
1.ª edição
18 cm x 12,2 cm
240 págs.
encadernação editorial em tela com gravação a ouro nas pasta anterior e lombada
exemplar bem conservado; miolo limpo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Interessante livro de divulgação das virtudes higiénicas do naturismo, mas também da boa saúde moral e do regresso do Homem à comunhão com a Natureza. A questão da hoje reconhecida perigosidade da exposição à luz solar ainda aqui não vem a talhe, era na época assunto ainda não estudado. Aliás, é precisamente a ideia rousseauniana do bom “selvagem” a interagir ao ar livre o que sobressai das reflexões deste autor, e não, de facto, qualquer exibicionismo decorativo por via do bronzeado.

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segunda-feira, setembro 22, 2014

O Bibliophilo – Miscellanea Poetica e Litteraria


Porto, 1907 e 1909
Godinho de Castro – Editor
1.ª edição
2 números (completo)
20,5 cm x 14,4 cm
30 págs. + 32 págs.
subtítulo: Collaborada[o] pelos nossos mais distinctos escriptores
n.º 1: em brochura; n.º 2: modesta encadernação da época com lombada em pele gravada a ouro, aparado e carminado somente à cabeça, conserva a capa anterior de brochura
acondicionados num estojo de fabrico recente forrado a papel marmoreado
exemplares muito estimados; miolo limpo
75,00 eur (IVA e portes incluídos)

Voluminhos integralmente dedicados, respectivamente, ao visconde de Almeida Garrett e a Camilo Castelo Branco. De Garrett, para além de uma breve biografia, não assinada, é reeditado o texto «Os Figueiredos»; de Camilo são juntas as raridades «Bordoada Sacrilega», «As Raças Latinas», «As Maias» (co-autoria de Pinho Leal) e «As Duas Actrizes».

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domingo, setembro 21, 2014

Com o sol em cada sílaba


EUGÉNIO DE ANDRADE
fotografia por Dario Gonçalves

Lisboa, 1991
Publicações Dom Quixote
1.ª edição
23,1 cm x 15,5 cm
48 págs. + 1 folha em extra-texto
impresso sobre papel superior avergoado
conserva a cinta promocional
exemplar estimado, capa com sinais de exposição continuada à luz; miolo limpo
27,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Antologia Breve seguida de Da Palavra ao Silêncio


EUGÉNIO DE ANDRADE
pref. Óscar Lopes
capa (sobre fotografias de José Paulo Abreu e José Rodrigues) e grafismo de Armando Alves
vinheta de Armando Vieira Santos

Porto, 1972
Editorial Inova Limitada
1.ª edição
22,4 cm x 14,5 cm
96 págs. + 4 págs. em extra-texto (prefácio)
exemplar estimado; miolo limpo
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Compilação elaborada pelo próprio poeta – e são alguns dos seus melhores versos de sempre –, que lhe acrescentou uma montagem de declarações por si feitas em entrevistas concedidas a vários periódicos.

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Catalogo da Exposição de Arte Popular Portuguesa no Secretariado da Propaganda Nacional


LUÍS CHAVES
CARDOSO MARTHA

Lisboa, 1936
Edições SPN
1.ª edição
23,4 cm x 17,9 cm
2 págs. + 78 págs. + 13 folhas em extra-texto
ilustrado em separado
exemplar estimado; miolo limpo
22,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Portugal de Hoje



NOËL DE ARRIAGA
[UNIÃO NACIONAL]
capa e ilust. Júlio Gil

Lisboa, 1956
Campanha Nacional de Educação de Adultos
1.ª edição
16,4 cm x 11,5 cm
188 págs. + 20 págs. em extra-texto
ilustrado no corpo do texto e em separado
exemplar estimado; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Livro que a União Nacional fez publicar na Colecção Educativa do Plano de Educação Popular. A ideia é mostrar como a ditadura para além da ditadura responsável pelo golpe de Estado a 28 de Maio de 1926, e como o seu obreiro, Oliveira Salazar, estiveram na génese de uma nação que passou a definir-se, não pelos valores humanos e plurais da liberdade de opinião e do livre-arbítrio, mas por uma encenação estatística do progresso material: tantas estradas, tantas pontes, tantas barragens, tantos hospitais, tantas prisões... principalmente prisões e forças policiais; marinha mercante, forças armadas, controlo corporativista do trabalho e dos tempos livres, etc. Na linha da frente de todos os aspectos da vida do país encontram-se a disciplina beata, a subjugação à ordem dominante, a obrigatória gratidão por parte do povo dominado, as famílias-modelo, os filhos-família, a criadagem barata vinda da província...

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Emigração




JOÃO CARLOS BECKERT D’ASSUMPÇÃO
capa e ilust. Leonor Bettencourt

Lisboa, 1956
Campanha Nacional de Educação de Adultos
[1.ª edição]
16,5 cm x 11,3 cm
192 págs. + 5 folhas em extra-texto
ilustrado no corpo do texto a preto e em separado a cor
exemplar muito estimado; miolo limpo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

A emigração ora referida é, sobretudo, a que levou milhares de portugueses para o Brasil, a Argentina e a Venezuela. A pedagogia aqui contida, no vertente voluminho, visava dissuadir quem se via obrigado a ir ganhar sustento do outro lado do Atlântico, aliciando-os com a colonização por terras do império: «[...] para África, para Angola ou Moçambique, porque ali também é Portugal, porque ali podemos sentir o mesmo amor pela terra como o sentimos aqui. Lá fala-se o português, lá as pessoas que encontras no caminho e as que são terras vizinhas, são portuguesas também. E agora, agora que as nossas províncias se desenvolvem e progridem de dia para dia, que se prepara para facilitar a vida aos que foram [...]» –
Para os funcionários que embarcavam neste logro de el dorado oferecia o Estado Novo, entre outras benesses (casas baratas, criadagem recrutada entre os autóctones, etc.), três patrióticos meses de férias anuais na metrópole e patrióticas diuturnidades para engordar a legítima reforma. Claro que o sonho rapidamente veio a transformar-se no pesadelo da guerra colonial...

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quinta-feira, setembro 18, 2014

Album 19 de Setembro



ANTONIO AUGUSTO DE PORTUGAL

Lisboa, 1895
Imprensa Libanio da Silva
1.ª edição
36,5 cm x 28 cm
20 págs.
subtítulo: Tributo de Homenagem a Dom Miguel II representante da Legitimidade Portugueza
ilustrado no corpo do texto
impresso sobre pepel superior, composto manualmente
encadernação de amador em linho cru, gravação a negro na pasta anterior
conserva as capas de brochura
exemplar estimado, restauro tosco nas capas de brochura; miolo limpo
90,00 eur (IVA e portes incluídos)

Publicação alusiva ao aniversário natalício de D. Miguel II.

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Dom Miguel II


A. [ANTÓNIO] PEREIRA DA CUNHA

Lisboa, 1869
Typographia – Rua do Bemformoso, 153
5.ª edição
20 cm x 13,7 cm
32 págs.
exemplar estimado, capa com restauros pontuais; miolo irrepreensível
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Uma passagem do texto do poeta e ficcionista romântico António Pereira da Cunha (1819-1890):
«[...] Portugal acha-se arrastado á condição mais ignobil.
Quasi que se tem vergonha de se haver nascido aqui.
Quando se compara o que fomos, e o que podiamos agora ser, com o que estamos sendo, sente-se que não é possivel descer-se mais, e que já não vae muito d’este marasmo á dissolução.
Estamos feitos um espectaculo de opprobrio para os paizes da Europa, a que deramos a lei, e mal podemos ser considerados ou como o simulacro de um reino, ou como a sombra de uma nação. [...]
O augusto neto dos nossos reis [D. Miguel II], que como se ía dizendo, se acha em Metz, a cuidar dos seus estudos, tem agora dezeseis annos, e é um joven de graciosa presença e nobre physionomia, e que possue em gráo superior o dom da fascinação. [...]»
E segue-se o elogio rasgado de um potencial pretendente ao trono português (durante os reinados de D. Luís I, D. Carlos I e D. Manuel II), que, segundo Pereira da Cunha, «Representa a applicação, a traducção em factos de todo aquelle corpo de doutrinas, que tem sido estabelecido com verdadeira claresa pelo partido legitimista, quer na tribuna parlamentar, quer pela imprensa periodica. [...]» Ou seja: uma monarquia retrógada em oposição a qualquer veleidade constitucional.

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quarta-feira, setembro 10, 2014

Africa Occidental – Noticias e Considerações


FRANCISCO TRAVASSOS VALDEZ

Lisboa, 1864
Imprensa Nacional
1.ª edição
tomo I [único publicado]
23 cm x 14,8 cm
2 págs. + X págs. + XXIV págs. + 408 págs. + 18 folhas em extra-texto + 1 dupla folha em extra-texto
ilustrado
exemplar envelhecido no exterior e com restauros ocasionais na capa e na lombada; miolo limpo por abrir, com sinais difusos de oxidação do papel
180,00 eur (IVA e portes incluídos)

Obra inicialmente publicada em inglês, em 1861, que a Inglaterra acolheu como um novo Livingstone, teve do então ministro da Marinha português o aval para que «[...] fosse impressa com urgencia, na imprensa nacional, querendo dar-lhe a maior publicidade possivel, por ser bom que se espalhem as idéas, planos e reflexões que o auctor apresenta no seu livro a respeito das nossas colonias da Africa occidental, seu commercio licito, minas, agricultura, emprezas de algodão e colonisação ou emigração [...]»
Refere-se a ele largamente Inocêncio Francisco da Silva no seu Diccionario Bibliographico Portuguez (tomo IX, Imprensa Nacional, Lisboa, 1870):
«Francisco Travassos Valdez, sexto filho do primeiro conde de Bomfim José Lucio Travassos Valdez, e de sua mulher D. Jeronyma Emilia Godinho Valdez. N. na villa (hoje cidade) de Setubal, a 29 de Outubro de 1825. Fez os seus estudos na Eschola Polytechnica de Lisboa, os quaes não pôde concluir em razão de haver no anno de 1844 tomado parte nas tentativas da revolução começada em Torres-novas para derribar o ministerio do sr. Costa Cabral, depois conde de Thomar. Em 1846 foi despachado para o logar de Correio assistente na cidade de Elvas, que exerceu durante curto praso, por haver sobrevindo a lucta civil, em que tomou egualmente parte, abraçando o partido da Junta do Porto, e servindo militarmente como official em diversos corpos, até ser em Junho de 1847 aprisionado pelas forças inglezas, juntamente com toda a divisão do commando do Conde das Antas. Recolhido a Lisboa por virtude da amnistia dada pelo governo, viveu particularmente entregue ao cultivo das letras, até que instigado pelos desejos de correr mundo, e escrever os resultados de suas viagens, alcançou ser em 1851 nomeado arbitro por parte de Portugal na Commissão mixta luso-britannica estabelecida em Loanda para julgar em ultima instancia os casos de trafico de escravatura. N’este emprego, e no de Administrador interino do Correio central de Angola prestou assiduo serviço, até que deteriorada a saude pelas febres do paiz, e extincta a Commissão, cujo membro era, pela nova creação da Relação de justiça, houve de voltar para Lisboa. [...]»
São no vertente volume minuciosamente abordados, nos seus aspectos históricos, geográficos e multiculturais, os seguintes lugares de passagem: Porto Santo, Madeira, Canárias, Cabo Verde, Senegal e Guiné portuguesa.

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Escravatura: A Empresa de Saque – O Abolicionismo (1810-1875)


JOSÉ CAPELA
grafismo de João Machado

Porto, Outubro de 1974
Edições Afrontamento (ed. José Soares Martins)
1.ª edição
19,3 cm x 12,4 cm
308págs.
ilustrado
exemplar muito estimado, apresenta um vinco na capa, embora sem qualquer sinal de quebra na lombada; miolo limpo
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

Algumas passagens do ensaio:
«[...] Antes de Marcelo Caetano, já Oliveira Martins [...] justificara a escravidão com a inferioridade das raças índias do Brasil e das africanas. A guerra teria estado na origem da escravidão desde toda a antiguidade e foi também “a causa imediata da escravização dos indígenas no Ultramar”. O carácter próprio da escravatura moderna não lhe advém da espécie de cativeiro duro imposto a vencidos, mas sim de: “A exploração e o comércio do negro, como máquina de trabalho, eis aí o que é peculiar dos tempos modernos, e não o facto da existência de classes na condição de escravos dentro de uma sociedade”.
O mesmo autor acha que não temos de que nos envergonhar por termos sido os primeiros no tráfico, porque “sem negros, o Brasil não teria existido; e sem escravos nação alguma começou”. [...]
Não há dúvida que se génio houve no Infante foi o de negociante que soube arquitectar, prever e esperar uma exploração inteiramente nova de tráfico intercontinental, a uma escala jamais observada. E que agia calculadamente está patente no facto de, logo aos primeiros resultados da expedição, ter a coroa portuguesa requerido ao Papa a legitimação da empresa, o que fez a Eugénio IV. [...]
A primeira [bula] autoriza o rei de Portugal a atacar, conquistar e subjugar pagãos e outros infiéis, a capturar seus bens e territórios; a reduzir suas pessoas à escravatura perpétua e a transferir as suas terras e propriedades para o rei de Portugal e seus sucessores. [...]»
Até à sua extinção, a escravatura manter-se-ia como a maior, quase única, fonte de receitas públicas, nas colónias africanas. [...]»

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terça-feira, setembro 09, 2014

Discurso proferido no Theatro de S. João da cidade do Porto na noite de 19 de Maio de 1900 em que as Associações Commerciaes, Industriaes e Agricolas da mesma cidade festejaram solemnemente o 4.º Centenario do Descobrimento do Brazil


ANTONIO CANDIDO
pref. colect. Miguel Pinto Martins, José Monteiro da Silva, visconde de Alvellos, António Pereira Pinto Carvalhal, Francisco Cardoso, Miguel Augusto de Faria Mascarenhas, Augusto Vicente da Cunha Brochado e Joaquim Leite do Carvalho

Porto, 1900
Typographia do «Commercio do Porto»
1.ª edição
31 cm x 23 cm
12 págs. + 1 folha em extra-texto + 34 págs.
encadernação recente inteira em tela com a capa de brochura espelhada
não aparado
conserva o vegetal de protecção do retrato do orador
impresso sobre papel superior encorpado
exemplar estimado; miolo limpo, papel amarelecido na primeira e última páginas
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

Se, quando proferido no Porto, o discurso do jurisconsulto e deputado monárquico António Cândido Ribeiro da Costa (1850-1922) correspondeu à solicitada homenagem aos descobridores do Brasil, esta sua impressão tipográfica satisfaz os desejos de os amarantinos fixarem a palavra do seu conterrâneo, não sem lhe acrescentarem laudatória nota de abertura.

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A Águia do Marão


ANTONIO CABRAL

Lisboa, 1943
Livraria Popular de Francisco Franco
1.ª edição
19,1 cm x 12,5 cm
288 págs.
subtítulo: O Grande Orador António Candido – O único vencido dos «Vencidos da Vida» – Cartas inéditas – Política de outrora...
exemplar estimado; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Assim abre o Prefácio de António Cabral:
«Foi Camilo Castelo-Branco, o escritor incomparável, quem lhe deu o nome – A Águia do Marão.
E António Cândido águia era, pelos altos vôos da eloqüência, pelo bater das azas possantes, nas elevadas regiões da Beleza e nas cumeadas da Arte. Eu nunca ouvi, na tribuna, palavra mais elegante, dicção mais perfeita, expressão mais fluente, voz mais poderosa e mais nobre. Assunto em que êle cravasse a garra pujante, era assunto apurado, tirado a limpo: era assunto esgotado. [...]»
Biografia literária do homem público, que fez parte do grupo de onze intelectuais conhecido por Vencidos da Vida, não particularmente enaltecidos por Cabral, apesar do inequívoco valor das suas figuras centrais (Eça de Queirós, Ramalho Ortigão, Oliveira Martins, Guerra Junqueiro): «[...] Dos Vencidos da Vida, em conjunto, nada proveio, senão a digestão de bons jantares e o esfuziar da alegria de rapazes, que, em plena mocidade, queriam viver e gozar os doces prazeres da existência. Nem sequer, nos seus ágapes fraternos, discutiam a política de então. [...]» Do biografado – que certamente lhes não ficaria atrás – lembra, desde logo no referido Prefácio, a sua (certamente estulta) passagem pelos salões literários dessa senhora das letras, que foi Maria Amália Vaz de Carvalho...

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O Único Vencido da Vida Que Também o Foi da Morte


VEVA DE LIMA

Lisboa, 1945
Livraria Luso-Espanhola, Ld.ª
1.ª edição
18,2 cm x 15,6 cm
250 págs. + 5 extra-textos com retratos a preto e branco
gravação a prata sobre a cartolina negra da capa, miolo serrilhado no corte
exemplar muito estimado; miolo limpo
carimbo e rubrica de «Conto | 2.º Prémio | Jogos Florais - II Semana Universitária - Lisboa 1945», e assinatura de posse da premiada nas folhas de ante-rosto
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Carlos de Lima Mayer, companheiro de Eça de Queirós, é aqui retratado pela filha, assim como o generalizado ambiente de salão de uma época literária a todos os títulos notável.

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domingo, setembro 07, 2014

Cinco Figuras


AUGUSTO DE CASTRO
desenhos de Abel Manta e Benito Prieto

Lisboa, s.d. [circa 1962]
Empresa Nacional de Publicidade
1.ª edição
25,3 cm x 17,5 cm
124 págs. + 5 folhas em extra-texto
ilustrado
impresso em papel marfim de gramagem superior
com sobrecapa
exemplar estimado, pequenos defeitos na sobrecapa; miolo limpo
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

Reunião de uma conferência e quatro discursos proferidos pelo Autor entre 1950 e 1962, que, como jornalista, foi director do Diário de Notícias. Textos límpidos acerca de Garrett, José Estêvão, Camilo, Junqueiro e Gregório Marañon. Refere-lhe o Dicionário Cronológico de Autores Portugueses (vol. III, Publicações Europa-América, Mem Martins, 1994) o «[...] seu estilo ágil, flexuoso e ritmicamente sensual [...]». E que dele «[...] se pode dizer, de certo modo, que queimou um enorme talento nessa pira implacável e devoradora que são os jornais. [...]»

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As Mulheres e as Cidades


AUGUSTO DE CASTRO
ilustrações de Júlio Gil

Lisboa, 1958
Empresa Nacional de Publicidade
2.ª edição
25,5 cm x 17,6 cm
152 págs. + 10 folhas em extra-texto
profusamente ilustrado no corpo do texto e em separado
linotipado num correctíssimo Garamond e impresso sobre papel superior
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
é o n.º 211 de uma tiragem assinada pelo Autor
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da nota de abertura que o próprio Autor assina:
«[...] Há certamente quem viaje pelo simples prazer de catalogar estações de caminho de ferro, catedrais, praças, álbuns, paisagens e quartos de hotel. Como há pessoas que supõem ter amado – só porque, na vida, murmuraram ao ouvido de cem mulheres a mesma fria e estúpida palavra. Há certamente cada vez mais gente que, com frenesi e prodigalidade, se desloca; há cada vez menos sente que viaja. E paralelamente, se, no jaz-band da vida de hoje, o prazer banal e fácil da aventura faz de cada homem um enfastiado coleccionador de fraquezas femininas – mais rara, cada dia, se torna na alma humana, a flor doce e dolorosa do amor. O Baedeker, a caravana, o turismo transformaram a civilização em todo o Mundo na mesma pardacenta e fonográfica monotonia. O tango, a garçonnière, o impudor e a facilidade do flirt tiraram à paixão humana toda a aventura, toda a fantasia, toda a sublime ilusão da impaciência, do perigo e da conquista. [...]
Há cidades, como certas mulheres, que respiram um misterioso fluido de encanto e sedução. [...]
Sempre que chego a uma cidade que não conheço, procuro surpreender o seu sono, errando de noite pelas ruas ermas, sentindo-a respirar e palpitar. A noite é a hora furtiva do abandono e da posse. Há cidades que têm o sono ligeiro e sensual, como Paris; cidades que ressonam, como Londres; cidades que têm insónias, como Madrid. Mas nunca vi dormir uma cidade como Córdova – nua e branca, ao luar. [...]
São os homens que fazem a cultura duma raça – mas são as mulheres que fazem a civilização dum povo. A alma das cidades é sempre uma alma feminina. [...]»

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Homens e Païsagens Que Eu Conheci


AUGUSTO DE CASTRO

Lisboa, 1941
Livraria Clássica Editora de A. M. Teixeira & C.ª (Filhos)
2.ª edição (ampliada)
19 cm x 12,3 cm
340 págs.
exemplar muito estimado; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Fumo do Meu Cigarro


AUGUSTO DE CASTRO

Lisboa, 1964
Sociedade de Expansão Cultural
6.ª edição
19,1 cm x 12 cm
252 págs.
exemplar como novo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Inicialmente publicado em 1916, reúne crónicas jornalísticas acerca dos mais diversos assuntos, sendo de sublinhar aquelas em que Augusto de Castro tece breves retratos de escritores, como seja Augusto Gil, Teixeira de Queirós, Ramalho Ortigão, Sampaio Bruno, Ricardo Jorge, ou o desenhador Manuel de Macedo.

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Há 83 Anos em Veneza


AUGUSTO DE CASTRO

Lisboa, s.d. [1966, seg. BNP]
Livraria Bertrand
1.ª edição
19 cm x 12,3 cm
280 págs.
exemplar estimado, capa com ligeiros vincos; miolo limpo
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Augusto de Castro Sampaio Corte-Real (1883-1971), que foi jornalista e diplomata, tendo assim tido a oportunidade de relatar acontecimentos e entrevistar os principais actores políticos, tanto da I como da II Guerras Mundiais, junta no vertente livro um núcleo de crónicas e de reflexões em torno das artes do século XX. A morte do genial Wagner em 1883 dá início a uma fiada de lembranças de toda uma época, segundo Castro, «sem estilo». Ou, mais concisamente, também segundo ele: «O século XX herdou a dispersão doutrinária, a desordem de consciência, o tumulto social, a inquietação moral, o individualismo político e estético do século XIX. O nosso século herdou o pior do romantismo. A democratização da influência, o desnivelamento do poder, o materialismo, a ascensão das massas, o desequilíbrio produzido pelo tremor de terra de duas guerras destruíram todas as formas de solidariedade espiritual. O estilo é uma dessas formas. Uma época que não criou um estilo estético não criou uma idealização da vida. [...] O que se chama estilo moderno é, na arquitectura como na arte em geral, a anarquia ou a sobreposição de linguagens, em que a procura do “diverso”, muito mais do que da originalidade, domina a inspiração. [...]»
Veio a chamar-se a isto pós-modernismo, mas, em 1966, era ainda demasiado cedo para um nome de escola.

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sábado, setembro 06, 2014

Mémoires


SAINT-SIMON

Paris, s.d. [1930]
Bibliothèque Larousse
s.i.
2 tomos
20,4 cm x 13,9 cm
2 x [2 págs. + 192 págs. + 16 págs (publicidade) + 2 págs. + 1 extra-texto]
subtítulo: Sur le Règne de Louis XIV et la Régence
exemplares em bom estado, mostrando ligeiros sinais de antiga humidade; em parte por abrir; ostentam ambos selo branco de posse «Leandro Alves / Redondo» nos frontispícios
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

De seu nome Louis de Rouvroy (1675-1755), o duque de Saint-Simon foi militar, diplomata e cortesão. O seu legado escrito é um modelo de memorialismo, tanto pela sua eficácia histórica como pela verve como trata as intrigas dos seus inimigos.

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Noites de Insomnia Offerecidas a Quem Não Póde Dormir



CAMILLO CASTELLO BRANCO

Porto – Braga, Janeiro a Dezembro de 1874
Livraria Internacional de Ernesto Chardron e Eugenio Chardron
1.ª edição
12 números (completo) encadernados em 4 volumes
15,4 cm x 11,2 cm
[3 x 100 págs.] + [3 x 100 págs.] + [3 x 100 págs.] + [3 x 100 págs.]
encadernações homogéneas antigas com lombada em tela elegantemente gravada ouro, pastas em papel de fantasia marmoreado
pouco aparados
sem capas de brochura
exemplares estimados, restauro tosco nas últimas folhas do n.º 8 [vol. 3]; miolo limpo e fresco
assinaturas de posse nos ante-rosto, frontispício e pág. 1 do n.º 1
120,00 eur (IVA e portes incluídos)

«Houve um periodo na vida de Camillo em que muito se lhe azedou o espirito, sahindo impressivamente para fóra d’aquella serenidade de que deixara memoria assignalada quando teve de passar alguns mezes na cadeia por delictos do coração. [...]
As Noites de Insomnia [...] pertencem a esse periodo [....].
Ha de tudo n’estes livrinhos preciosos, onde se reflecte, tanto ou mais que nos romances, a sua individualidade; onde se antemostram os expedientes e recursos da sua faina de escriptor profissional; por onde se aprehendem os instrumentos da sua laboração; por onde se pode, finalmente, fazer relatorio da abundancia, variedade e complexidade dos seus conhecimentos, dispostos por ventura sem ordem, mas a que elle dava toda a harmonia, quando se tornava preciso, pela força do talento.
Ha de tudo, de tudo se escreve em cosmorama: ha episodios antigos que revestem feições novas, interessando como se fossem palpitantes da actualidade do noticiario do dia; ha anedoctas, que são verdadeiras syntheses dos ridiculos humanos; ha revelações de factos, que escapando a historiadores de monta, auctorisavam a que por ellas se assentasse em soluções positivas, de alcance politico e social; ha notas alegres, das que, provocando sorrisos, chegam a ser o castigo de situações impertinentes; ha criticas acerbas, repletas de pessonalismo, que ficarão para castigo eterno de personagens evidentes – e dominando tudo isto, como atmosphera apropriado a todas estas cousas, paira dominante e empolgante o bom humor camiliano, que ás minimas insignificancias imprime a nota da curiosidade e do interesse, tornando-se senhor absoluto e absorvente da attenção dos leitores. [...]» (Sérgio de Castro, Camillo Castello Branco – Typos e Episodios da Sua Galeria, vol. II, Parceria António Maria Pereira, Lisboa, 1914)

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O Judeu



CAMILLO CASTELLO-BRANCO

Porto, 1866
Em Casa de Viuva Moré – Editora
1.ª edição
2 tomos encadernados em 1 volume
18,5 cm x 12,9 cm
262 págs. + 276 págs.
subtítulo: Romance Historico
encadernação da época em meia-inglesa com lombada em pele gravada a ouro e papel marmoreado nas pastas, folhas-de-guarda em papel de fantasia com motivos de florália
pouco aparado
sem capas de brochura
exemplar estimado; miolo limpo, papel ocasionalmente acidulado
assinaturas de posse em ambos os frontispícios
145,00 eur (IVA e portes incluídos)

«Romance historico em dois volumes, sendo a unica romantisação, merecedora d’este nome em literatura de valor, que se fez em Portugal da santa Inquisição, da vida, costumes e... artes dos christãos novos, e da individualidade, ainda pouco definida, antes complicada por criticos a que falta o censo critico, de Antonio José da Silva, o notavel comediographo, o successor directo de Gil Vicente [...].
Com a historia de Herculano e com as chronicas do Cavalleiro d’Oliveira no seu curiosissimo Amusement Periodique [Recreação Periódica], Camillo, jogando com o seu enorme talento, produziu um estudo valioso, valendo mais, para traçar o perfil litterario, moral e politico do Judeu, a sua admiravel intuição [...].» (Sérgio de Castro, Camillo Castello Branco – Typos e Episodios da Sua Galeria, vol. I, Parceria António Maria Pereira, Lisboa, 1914)

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Dispersos de Camilo



[CAMILO CASTELO BRANCO]
JÚLIO DIAS DA COSTA, comp. e notas

Coimbra, 1924 a 1929
Imprensa da Universidade
1.ª edição (todos os volumes)
5 volumes (completo)
22,8 cm x 16,8 cm
[XVI págs. + 592 págs. + 13 folhas em extra-texto] + [4 págs. + 656 págs. + 12 folhas em extra-texto] + [VIII págs. + 530 págs. + 10 folhas em extra-texto] + [4 págs. + 610 págs. + 6 folhas em extra-texto] + [2 págs. + XIV págs. + 314 págs. + 5 folhas em extra-texto]
subtítulos:
vol. I – Crónicas (1848-1852)
vol. II – Crónicas (1853-1856)
vol. III – Crónicas (1857-1885)
vol. IV – Artigos (1846-1889)
vol. V – Romances (1848-1863)
exemplares estimados, algum desgaste na capa e na lombada do vol. V; miolo limpo, vols. I, III e IV por abrir
rubrica de posse na capa do vol. V
210,00 eur (IVA e portes incluídos)

Notável trabalho de reunião daquela miuçalha que também faz de um escritor um extraordinário escritor. Também aquilo que um escritor vai deixando pelo caminho ao sabor da circunstância é crucial para a compreensão de uma personalidade o mais das vezes complexa, e mesmo retorcida. Apenas um exemplo das pérolas aqui juntas, assinada pelo maior cultor da língua portuguesa, a propósito de um dos nossos maiores dicionaristas:
«Candido de Figueiredo –
Parece que se retirou da milicia activa das lettras amenas quando levava a semana em meio.
Vê-se que o sr. Candido de Figueiredo não tinha a vocação litteraria bem pronunciada até ao martyrio.
Eu queria ver o seu talento bem premiado, ou que elle sahisse d’esta cafraria com a chave que Gilbert inguliu.
Dizem-me que elle advoga no Alemtejo. Faz bem. A suprema vingança que um poeta pode tirar d’esta sociedade é provar a candura dos ladroens que a roubam e dos assassinos que lhe anavalham a barriga.
Vingue-se o illustre auctor do Tasso, e membro da sociedade aziatica.»

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Obolo ás Creanças


CAMILLO CASTELLO BRANCO
FRANCISCO MARTINS [DE MORAES] SARMENTO
JOAQUIM FERREIRA MOUTINHO

desenho (capa ?) de José d’Almeida e Silva

Porto, 1887
Imprensa Portugueza [et alli]
1.ª edição [única]
24,4 cm x 16,4 cm
24 págs. + LXXXVIII págs. + 2 págs. + 182 págs.
ilustrado
exemplar manuseado e envelhecido pelo tempo mas muito aceitável; restauro tosco na lombada; miolo limpo
peça de colecção
140,00 eur (IVA e portes incluídos)

Colectânea de participações avulsas, tanto literárias como gráficas e tipográficas, com o fim de obter auxílio financeiro para o Real Hospital de Crianças Maria Pia e para a Creche de São Vicente de Paulo. Entre elas, encontram-se dois raros textos de Camilo em primeira edição (em livro) ambos: «A Maior Dor Humana» e «As Favas Negras».

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quinta-feira, setembro 04, 2014

As Palavras Interditas


EUGÉNIO DE ANDRADE

Lisboa, 1951
Centro Bibliográfico
1.ª edição
19,1 cm x 13,5 cm
56 págs.
da colecção Cancioneiro Geral
composto manualmente em Elzevir
exemplar estimado, capa manchada; miolo limpo, papel acidulado
55,00 eur (IVA e portes incluídos)

Livro de poemas, que Mário Cesariny, em polémica pública, denunciou como plágio de poemas seus ainda inéditos, que terá enviado a Eugénio de Andrade. A acusação de Cesariny, injusta e mal fundamentada, como veio na altura a demonstrar-se, pretextando um verdadeiro circo de ruidosos insultos entre surrealistas e a crítica literária, acabou desfeita pelo poeta acusado, ponto por ponto, vírgula a vírgula, data a data. (Fonte: Maria de Fátima Marinho, O Surrealismo em Portugal, Imprensa Nacional – Casa da Moeda, Lisboa, 1987)

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quarta-feira, setembro 03, 2014

Antologia da Novíssima Poesia Portuguesa




MARIA ALBERTA MENÉRES
E. M. DE MELO E CASTRO
[capa de Escada]

Lisboa, 1959
Livraria Morais Editora
1.ª edição
20,1 cm x 16 cm
XXVIII págs. + 378 págs. + 1 folha em extra-texto + 6 desdobráveis em extra-texto
encadernação meia-francesa em pele com cantos também em pele, gravada a ouro na lombada
pouco aparado e carminado à cabeça
conserva as capas de brochura
exemplar estimado; miolo limpo
90,00 eur (IVA e portes incluídos)

É ainda hoje a única antologia poética panorâmica de referência para o que em língua portuguesa se escreveu após a Segunda Guerra Mundial, principalmente na sua 3.ª edição. Dizem-nos os compiladores, precisamente nas Notas Iniciais dessa edição: «[...] 1945 não marca em Portugal nenhuma revolução ou movimento estético especial. Marca antes, o começo de uma nova tomada de consciência do modo de estar no mundo, que a pouco e pouco foi chegando até nós, alterando decisivamente o mundo em que desde então se vive. [...]»
As suas «três edições [aliás, irão ser quatro] podem ser até consideradas como três fases de uma só Antologia, revelando no seu conjunto um trabalho em processo, de um constante empenhamento e risco vivenciais.»
Para além da rectidão na escolha de autores representados e poemas, há a sublinhar o precioso trabalho dos índices cronológico-descritivos com a proveniência dessas escolhas. Também, ainda hoje, nada de melhor ou sequer semelhante se fez pela Poesia portuguesa.

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Segredo


PEDRO HOMEM DE MELLO
pref. João Gaspar Simões
ilust. Carlos Carneiro

Porto, 1953
Lello & Irmão – Editores
2.ª edição
19,4 cm x 13 cm
112 págs. + 1 folha em extra-texto
impresso a duas cores sobre papel superior
todas as páginas repetem a elegante cercadura de florália da capa
exemplar estimado, contracapa suja; miolo limpo, corte das folhas serrilhado
ocasionais carimbos de posse da Sociedade de Língua Portuguesa
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Diz o crítico João Gaspar Simões:
«[...] Sim: a poesia de Pedro Homem de Mello é essencialmente musical. Mas não é musical porque insiste em insinuar-se-nos através do ritmo. É musical porque evita a comunicação discursiva: tal qual como a música se serve de símbolos sonoros para exprimir o pensamento interior do músico, assim a poesia de Homem de Mello se serve de puras chaves verbais, que nada dizem discursivamente, mas tudo deixam adivinhar através do seu desenho melódico. [...]»

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Eu Hei-de Voltar um Dia


PEDRO HOMEM DE MELLO
posfácio de João Gaspar Simões
capa de Almada [Negreiros]

Lisboa, 1966
Edições Ática
1.ª edição
19,6 cm x 14,5 cm
136 págs.
impresso sobre papel superior avergoado
exemplar estimado; miolo limpo
assinatura de posse na folha de ante-rosto
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

Gaspar Simões nota, com perspicácia, como a poesia de Homem de Mello «[...] [não deve] grande coisa à cultura, e especialmente à cultura estrangeira [...]», mas impôs-se, apesar disso, «[...] no meio dos líricos que importaram lá de fora alguns dos mais importantes factores de modernização da poesia nacional. [...]»

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