sexta-feira, outubro 31, 2014

O Tio Damião


JOÃO DE LEMOS

Lisboa, 1886
Editor – José Mesquita
1.ª edição
15,5 cm x 11,7 cm
4 págs. + 148 págs.
subtítulo: Poemeto Lyrico
exemplar estimado
com etiqueta de posse de Octaviano Sá colada no verso da capa dianteira
20,00 eur (IVA e portes incluídos)


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telemóvel: 919 746 089

Cancioneiro – Flores e Amores / Religião e Patria / Impressões e Recordações


JOÃO DE LEMOS

Lisboa, 1858, 1859 e 1866
Escriptorio do Editor
1.ª edição (todos)
3 volumes (completo)
16 cm x 11,2 cm
[XII págs. + 262 págs.] + [VIII págs. + 276 págs.] + [X págs. + 280 págs.]
modestas encadernações uniformes da época em meia-inglesa com discretos ferros a ouro nas lombadas
exemplares em bom estado de conservação
90,00 eur (IVA e portes incluídos)

Diz o Dicionário Cronológico de Autores Portugueses [vol. II, Publicações Europa-América, Mem Martins, 1990] que o autor terá sido «[...] um dos poetas mais conhecidos do seu tempo, integrando-se na chamada segunda geração romântica [...]»; católico conservador e miguelista, porta-estandarte do culto da saudade e de «[...] um patriotismo de teor passadista, uma melancolia vazada em estruturas métricas e estróficas convencionais [...]», João de Lemos «pertenceu àquela geração de poetas que municiavam os serões românticos da Regeneração com uma poesia feita para ser recitada e cantada ao piano, numa atmosfera de discreto recato burguês. [...]»
Como jornalista colaborou, entre outros periódicos, na Revista Universal Lisbonense e em A Nação.

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Aqui e Além... Revista de divulgação cultural


Algés, Março / Abril de 1945 a Outubro de 1946
dir. Carlos A. Dias Ferreira
colecção completa (5 números)
22 cm x 16,7 cm
5 x 80 págs. + cadernos de publicidade em extra-texto em todas
exemplares manuseados em estado razoável
170,00 eur (IVA e portes incluídos)

Colaboração, entre outros, de Jacinto do Prado Coelho, Carlos Carneiro, Luiz-Francisco Rebello, Natércia Freire, Vitorino Nemésio, Sebastião da Gama, Manuel da Fonseca, José Régio, António Sérgio, Matilde Rosa Araújo, Pedro Homem de Mello, Victor Palla, José-Aurélio, Mário Ruivo, Nataniel Costa, Cabral do Nascimento, David Mourão-Ferreira, Maria de Lourdes Belchior, Francisco Luiz Amaro, etc. São de assinalar também alguns dos ilustradores, como Maria Keil do Amaral, Cândido Costa Pinto, Maunel Ribeiro [Pavia], Ricardo Hogan, etc.
Destaque para a participação dos surrealistas Manuel de Lima e Mário [Cesariny] de Vasconcelos (este com o importante texto «Notas Sôbre o Neo-Realismo Português»), ambos com textos nunca posteriormente coligidos.

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Continente / 1

Porto, 1972
dir. Agostinho Chaves Gonçalves e Orlando Neves
[Razão Actual]
capa de Armando Alves
número único
20,9 cm x 14,8 cm
40 págs.
exemplar com leves picos de oxidação na capa e nas primeira e última folhas
65,00 eur (IVA e portes incluídos)

Inclui colaboração poética de António Cabral, Egito Gonçalves, Eugénio de Andrade, Hélia Correia, Jorge Fallorca e José de Matos-Cruz.
No auge da guerra colonial, os poetas não – ou ainda não – mobilizados resistiam como podiam. De Egito Gonçalves:
«[...] Agora
que fazer? Poemas
com a matéria
do sofrimento?

Avançam
recebem a medalha,
regressam ao seu banco,
depois ao comboio,
às terras...

Minúscula a medalha
junto do retrato;
não ocupa muito
sobre a cómoda.

Como minguou
o espaço do filho!

As casas são pequenas!»

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Arco Iris – Caderno de Ideias Literárias



Porto, Dezembro de 1976 a Outubro de 1978
dir. Eduardo Paz Barroso e Paulo Jorge Tunhas
A Regra do Jogo, 1977 e 1978
colecção completa (5 números em 3 volumes [os três primeiros números, que tiveram edição original policopiada, encontram-se aqui reunidos em um volume único])
2 x [21 cm x 14,1 cm] + [24,6 cm x 18,6 cm]
112 págs. + 48 págs. + 116 págs.
capas de António Vasconcelos, Luís Miguel e Bernardo Pinto de Almeida
exemplares em bom estado de conservação
90,00 eur (IVA e portes incluídos)

Colaboração, entre outros, de Manuel Resende, Álvaro Lapa e António Ramos Rosa. Trata-se de uma das primeiras reacções literárias ao marxismo galopante nesses anos imediatos ao 25 de Abril, vinda do Norte – em Lisboa, nessa época, éramos tidos por mouros e vermelhos.

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Camilliana, n.º 1


Porto, 1 de Janeiro, 1916
dir. Alfredo de Faria
único número publicado
25,3 cm x 18,5 cm
2 págs. + 64 págs. + 2 págs.
inclui foto de Camilo em extra-texto (entre as páginas 2 e 3)
impressão sobre papel superior, ornado com frisos, vinhetas e capitulares artísticos
tem colado no verso da contracapa o ex-libris do camilianista Sérgio de Oliveira
exemplar com alguns picos de humidade nas duas primeiras folhas, mas no geral bastante estimado
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Entre os artigos sumarizados, um há de crucial importância, longo e minucioso, da autoria de Eduardo Sequeira – «A Infanta Capellista» – que nos conta das razões e circunstância determinantes para Camilo haver encarregado o impressor do sobredito mítico romance de «deitar tudo para as barricas do papel velho», e posteriormente o haver revisto (e feito publicar) noutra forma e com novo título (O Carrasco de Victor Hugo José Alves).

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Cidades Antigas, Terras Novas



LUIS DA CAMARA REYS
ilustrações de Tagarro

Lisboa, 1925 [1926]
Empreza de Publicidade «Seara Nova» / Edições “Arte”
1.ª edição
24,3 cm x 19 cm
24 págs.
acabamento não cosido, três cadernos por abrir, soltos, dentro de capa de protecção com dobras à cabeça e ao pé e badanas
exemplar estimado com muito vagos sinais de traça no exterior da capa; miolo limpo
peça de colecção
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Conferência pronunciada em Coimbra, acerca da arte urbana. É de notar, sobretudo, o engenho tipográfico do acabamento.

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Vida Politica



LVIS DA CAMARA REYS

Lisboa, 1911-1913
ed. Autor
1.ª edição
17 fascículos (completo)
23,5 cm x 16,3 cm
17 x 16 págs. [272 págs. (numeração contínua)]
exemplares muito estimados, apenas as costas da capilha do fascículo n.º 11 apresenta um rasgão no canto inferior esquerdo; miolo limpo, alguns por abrir
encontram-se na forma original como circularam à época, ou seja, cada qual constituído por um caderno de dezasseis páginas agrafado à respectiva capilha em papel tipo manteigueiro
125,00 eur (IVA e portes incluídos)

Republicano, aqui relator dos acontecimentos políticos seus contemporâneos, veio a ser um dos fundadores da Seara Nova.

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segunda-feira, outubro 27, 2014

Nos Bastidores...



DA CUNHA DIAS

Lisboa, Maio de 1941
Edições Delta
1.ª edição
14,8 cm x 11,4 cm
72 págs.
exemplar brochado mas com elegantes folhas-de-guarda impressas e corte carminado à cabeça, muito estimado; miolo limpo
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Pequeno ensaio acerca da guerra mundial em curso, em que o autor – erradamente – profetiza a vitória da Alemanha sobre a Inglaterra, porque «[...] não é a pátria alemã logradoiro de alguns privelegiados da fortuna: nem preconceitos de casta, nem prejuízos de classe predominam, actualmente, na Alemanha. E alcançam as ideias mais longe e mais fundo que as espadas. A Alemanha já venceu!... [...]»
Todavia, o fulcro e o maior interesse do texto consiste num ataque cerrado às Maçonaria.

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O Desfalque do Tesouro



DA CUNHA DIAS

Lisboa, 1925
Livrarias Aillaud & Bertrand (Paris – Lisboa) (depositária)
1.ª edição
15,7 cm x 12 cm
280 págs.
subtítulo: Factos & Comentarios á Administração Pública
carminado no corte à cabeça
exemplar estimado; miolo limpo
35,00 eur

A figura principal aqui visada é Francisco Rego Chaves – na altura sucessor de Norton de Matos no cargo de alto-comissário da República em Angola –, mais conhecido por o Batata:
«[...] Fôra o Batata, em 1919, – ministério da presidência Sá Cardoso – ministro das finanças, e desfalcara o tesouro público num milhão e trinta mil libras, com que, sob o pretexto de melhorar o câmbio, favorecera vários banqueiros.
O caso tinha sido quatro anos depois, em 1923, levantado no parlamento, discutido na imprensa.
[...] contaram-me, então, como a própria banca ministeriara o Batata em 1919, para se salvar da grave crise que atravessou, lógica conseqüência dos desmandos da jogatina parvoalha em que se havia lançado após o armistício...
[...] E como disputára [o Batata] o govêrno de Timor...
E como o Banco Nacional Ultramarino, vendo nêle o homem maleável que lhe servia, numa hábil manobra oculta, conseguira fazê-lo indigitar para o alto-comissariado de Angola...
De surprêsa em surprêsa tomou-me um mixto de cólera, de nojo, de indignação. [...]»

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Sobre um Decreto [junto com] Um Lance


DA CUNHA DIAS

Lisboa, 1917 [aliás, 1918] / Coimbra, 1919
Sociedade Typographica Editora Lamas, Motta & C.ª / França e Arménio – Livreiros-Editores [ed. Autor]
1.ª edição (ambos)
[22,8 cm x 16,5 cm] + [23 cm x 17,2 cm]
122 págs. + [76 págs. + 2 págs. em extra-texto (justificação da errata)]
subtítulo: [a] Uma campanha jornalistica; [b] «Julio de Matos» na Casa de Orates: Comentarios e Replicas de «Da Cunha Dias»
exemplares estimados; miolo limpo, por abrir [a], corte carminado à cabeça [b]
valorizados pelas dedicatórias manuscritas do Autor ao escritor Carlos Amaro
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

Polémica do tempo em que Da Cunha Dias ainda professava um republicanismo que, com o advento do “estado novo”, se colará ao radicalismo de extrema-direita das hostes de Rolão Preto. Havia o autor sido internado num manicómio, em 1916, sob o diagnóstico de paranóia e delírio, pelo médico Júlio de Matos, médico que também fôra anteriormente chamado a corroborar uma campanha de difamação jornalística contra as expressões artísticas patenteadas na revista Orpheu. Desse revés, já em liberdade, veio a público Da Cunha Dias limpar o seu nome em sucessivos artigos pelos jornais da época, dando origem a estas duas diferentes compilações: Sobre um Decreto, de cariz apenas esclarecedor, e Um Lance, mais agressivo, visando directamente o referido clínico, tido por raposo a que seria preciso cortar as orelhas, como «trofeu de montaria».

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Nação, Família, Corporação


DA CUNHA DIAS

Lisboa, 1934
Edições Delta
1.ª edição
15,5 cm x 11,1 cm
36 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
valorizado pela dedicatória manuscrita do Autor
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Breviário de propaganda nacionalista e patriótica.

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sábado, outubro 18, 2014

Verdades Amargas


CLAUDIO JOSÉ NUNES

Lisboa, 1870
Typographia de Francisco Xavier de Sousa & Filho
1.ª edição
20,5 cm x 13,1 cm
96 págs.
subtítulo: Estudo politico dedicado ás classes que pensam, que possuem e que trabalham
exemplar estimado; miolo limpo, por abrir
peça de colecção
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Violento libelo contra os protagonistas do período histórico que ficou conhecido por saldanhada. Todavia, o seu poder de caracterização dos males que sempre afectaram a nação e dos homens que por cá granjearam lugares de poder é de uma actualidade angustiante... O modesto poeta romântico panfletário das Cenas Contemporâneas e deputado pelo Partido Progressista Histórico, Cláudio José Nunes (1831-1875), no meio de uma catilinária feroz, deixa no ar um aviso de extrema evidência:
«[...] Fallido o thesouro, é natural que essa fallencia arrastasse a grandes difficuldades a maioria dos estabelecimentos de credito. Dado isto, a ramificação do desastre chegaria á mais solitaria cabana e ao mais obscuro balcão.
Tanto no espelho dourado dos salões da opulencia, como no barro vidrado da baixella do pobre, se reflectiria algum gesto de tristeza ou de angustia.
O luxo retirar-se-hia diante da parcimonia. A parcimonia diante do constrangimento. O constrangimento diante da fome.
Porque, não vos illudaes, o paiz vive em grande parte á sombra do estado.
Morto este pela fome, a fome de uma parte do paiz sairia directamente d’essa ligação apertadissima. [...]
Qual seria a depreciação de todos os valores actuaes pela raridade, e, portanto, pela carestia da moeda cunhada? [...]
Não é a venda da herança por um prato de lentilhas; é a venda do patrimonio por um espectaculo de horrores.
A bancarrota é o prejuizo material multiplicado pelo sobresalto do espirito [...]»

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Scenas Contemporaneas


CLAUDIO JOSÉ NUNES
pref. José Maria Latino Coelho

Lisboa, 1873
Editores – Rolland & Semiond
Typographia Castro Irmão
1.ª edição
24,5 cm x 16,4 cm
4 págs. + XXIV págs. + 306 págs.
subtítulo: Primeira parte – Drama | Segunda parte – Comedia
impresso sobre papel superior
exemplar estimado, capa com sinais esparsos de acidez; miolo limpo
pequeno rótulo colado no topo da capa
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Reunião da obra poética do tribuno, que Latino Coelho felicita pela sua arte realista, porque «[...] força é que, com a fraternidade progressiva das nações, amanheça para nós a poesia da idéa e da humanidade. [...]»

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quinta-feira, outubro 16, 2014

O Sol dos Trópicos


HENRIQUE GALVÃO
capa de E. M. [Eduardo Malta]

Lisboa, 1936
[ed. Autor]
1.ª edição
19,7 cm x 13 cm
324 págs.
subtítulo: Romance Colonial
exemplar estimado, capa com alguns picos de acidez; miolo limpo, por abrir
45,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Kurika


HENRIQUE GALVÃO
capa de [José de] Moura

Lisboa, s.d. [1944]
Livraria Popular de Francisco Franco
1.ª edição
18,2 cm x 13,3 cm
232 págs.
subtítulo: Romance dos bichos do mato
exemplar estimado; miolo limpo
ano escrito a tinta no rodapé do frontispício, carimbo de posse no ante-rosto
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da nota editorial na badana:
«“Kurika” – é o romance estranho de um leão criado entre os homens, e que se evade, já adulto, para os matos de onde fôra desviado.
É o contrário de Tarzan – o homem criado entre os bichos.
Simplesmente, nem Kurika é um leão imaginário, nem o seu drama no sertão é pura fantasia de romancista. [...]
A história, realista como é, não pertence às épocas nebulosas “em que os animais falavam”. É desta época, de hoje, em que os animais ainda falam – e, por vezes, com mais acêrto do que os homens.»

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Lei Orgânica do Ultramar Português


Lisboa, 1963
Agência-Geral do Ultramar
s.i. [1.ª edição]
21,6 cm x 15,5 cm
64 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Cumprindo o disposto na Portaria n.º 19.921, de 27 de Junho de 1963, fazia o governo publicar esta nova versão oficial da Lei Orgânica do Ultramar Português com as alterações estabelecidas pela Lei n.º 2.119 de 24 de Junho do mesmo ano, sob a tutela do então ministro do Ultramar, António Augusto Peixoto Correia. Em Janeiro desse ano, no dia 23, iniciava o PAIGC a luta armada na Guiné... Em Junho, ao mesmo tempo que saía impressa a dita Lei, celebrava-se no Terreiro do Paço, pela primeira vez, o Dia da Raça, com fins de propaganda oficial e legitimação histórica da guerra movida contra os nacionalistas africanos.

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quarta-feira, outubro 15, 2014

Espelho Cego


SALETTE TAVARES

Lisboa, 1957
Edições Ática
1.ª edição
19,5 cm x 13,4 cm
88 págs.
exemplar estimado, capa suja; miolo irrepreensível
55,00 eur (IVA e portes incluídos)

Maria de La Salette Arraiano Tavares de Aranda (1922-1994), que nasceu em Lourenço Marques mas é de idioma estético continental, «[...] dedicou-se a partir de 1949 a estudos especializados de filosofia, estética, linguagem e teoria da arte [...]», o que veio a desembocar na publicação avulsa por revistas de «[...] estudos de filosofia, inspirados no signo do existencialismo cristão. [...] A sua actividade no âmbito da poesia espacial começou no final dos anos quarenta, tendo colaborado em Poesia Experimental e Hidra e participado de Visopoemas (1965). Jorge de Sena chamou a atenção para o facto de “as suas experiências de expressão, que utilizam ironicamente o material sentimental da poesia menos modernista, [exprimem] por vezes com uma força notável, um drama de libertação interior”. [...]» (Fonte: Dicionário Cronológico de Autores Portugueses, vol. V, Publicações Europa-América, Mem Martins, 2000)
Espelho Cego, foi o seu livro de estreia, e deixava adivinhar o que veio depois... Os seus amigos juntaram-se para atribuir-lhe o Prémio do PEN Clube português pela edição da obra reunida em 1992...

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Lex Icon



SALETTE TAVARES
[capa de José Escada]

Lisboa, 1971
Moraes Editores
1.ª edição
20 cm x 15,7 cm
84 págs.
exemplar manuseado mas aceitável; miolo limpo
valorizado pela dedicatória manuscrita da Autora
60,00 eur (IVA e portes incluídos)

Escritora de referência no experimentalismo / concretismo português.

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segunda-feira, outubro 13, 2014

Contos


GUY DE MAUPASSANT
trad. Eugenio Vieira
capa de Moisés

Lisboa, s.d.
Livraria Editora Guimarães & C.ª
3.ª edição
19,9 cm x 13,1 cm
148 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Sob a mão protectora de Gustave Flaubert, será o ficcionista Guy de Maupassant (1850-1893) reconhecido como o “inventor” da short story, que tantos cultores veio a ter, sobretudo no século XX norte-americano. Os seus contos são verdadeiros modelos de economia estilística de meios.

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O Exército Sagapó


UGO PIRRO
trad. Hermes Serrão
capa de Espiga Pinto

Lisboa, s.d. [circa 1966]
Editora Ulisseia Limitada
1.ª edição
18,7 cm x 12,3 cm
180 págs.
exemplar estimado; miolo limpo, por abrir
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Ugo Pirro (1920-2008), mais conhecido pelos seus guiões cinematográficos, nomeadamente Inquérito a um Cidadão Acima de Qualquer Suspeita, narra-nos a viagem de um jovem oficial do exército de ocupação por uma Grécia devastada pela guerra, incumbido de colocar prostitutas nos prostíbulos militares para os italianos destacados na Albânia. Viagem esta que evidencia, no contacto com a fome, a miséria e a resistência ao invasor, o absurdo de destinar mulheres ao uso sexual das tropas, metáfora do absurdo confronto bélico em curso.

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O Céu Cai


LORENZA MAZZETTI
trad. de Fernando Gil

capa de João da Câmara Leme

Lisboa, s.d. [circa 1962]
Portugália Editora
[1.ª edição]
19,3 cm x 13,5 cm
220 págs.
exemplar como novo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Romance surrealizante, tendo como motivo uma infância italiana com familiares próximos assassinados pelos fascistas, a autora, após uma breve incursão como realizadora cinematográfica, converteu-se a essa fábrica de imagens que é a televisão. Redobrado é, todavia, o interesse desta tradução quase consecutiva à publicação do livro em Itália, por força do cuidadoso trabalho do falecido filósofo Fernando Gil.

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quinta-feira, outubro 09, 2014

Discurso nas Solemnissimas Exequias de Fontes



ALVES MENDES

Porto, 1887
Imprensa Civilisação
1.ª edição
27,8 cm x 18,1 cm
60 págs.
subtítulo: Mandadas celebrar pelo Centro Regenerador do Porto na Real Egreja da Lapa aos 28 de Março de 1887
impresso sobre papel superior
exemplar estimado, com restauro na lombada; miolo limpo, parcialmente por abrir, com algum foxing nas págs. 40-41
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se de António Maria de Fontes Pereira de Melo o objecto do discurso de António Alves Mendes da Silva Ribeiro (1838-1904), discurso que está muito aquém de uma outra apreciação, assinada esta por João Rialto (Guilherme de Azevedo), no Álbum das Glórias de Rafael Bordalo Pinheiro (frenesi, Lisboa, 2003), e cuja transcrição, por melhor, em parte aqui segue:
«[...] O sr. Fontes tem sido ministro e presidente do Conselho muitas vezes e continuará a sê-lo ainda por largos anos. É chefe do Partido Regenerador, e ao mesmo tempo que é chefe, é ele próprio o programa, o que lhe dá uma vantagem manifesta sobre o partido progressista, seu adversário principal. Em lugar de estar obrigado a uma lista de preceitos exarados em meia folha de papel almaço, está unicamente obrigado ao cumprimento da sua vontade, o que lhe deixa muito maior liberdade de acção.
Feitas todas as estradas que constam do plano geral do Ministério das Obras Públicas, e promovidos a generais de brigada todos os que, pelo uso inalterável do bigode e pêra durante trinta anos, se mostrem aptos para subir a tal posto, o papel político do sr. Fontes – segundo o modo crítico por que a sua personalidade deve ser encarada – estará findo na história.
Passará então ao estado crónico de relíquia [...].
Mais tarde, daqui a largos anos, o sr. Fontes entrará no reino da glória. O seu primeiro acto, ao achar-se na presença do Padre Eterno, será pedir a palavra e mandar para o trono do Altíssimo os dois seguintes projectos de lei: 1.º –  para ser autorizado a contrair um empréstimo destinado a transformar a Via Láctea numa linha férrea de via reduzida; 2.º – para levantar os fundos necessários para chamar ao serviço as reservas das milícias celestiais.»

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Discurso nas Solemnissimas Exequias de Fontes




ALVES MENDES

Porto, 1887
Imprensa Civilisação
1.ª edição
25,4 cm x 17,3 cm
60 págs.
subtítulo: Mandadas celebrar pelo Centro Regenerador do Porto na Real Egreja da Lapa aos 28 de Março de 1887
impresso sobre papel superior
encadernação antiga em pele e papel de fantasia com gravação a ouro na lombada, ostenta no verso da pasta anterior o selo da Encadernação Vallelle – José Lino Martins & Ci.ª (Rio [de Janeiro])
aparado, sem capas de brochura
exemplar estimado; miolo limpo, com alguns restauros sem afectar a legibilidade do texto
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se de António Maria de Fontes Pereira de Melo o objecto do discurso de António Alves Mendes da Silva Ribeiro (1838-1904).

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telemóvel: 919 746 089