sexta-feira, janeiro 30, 2015

A Dictadura



[SAMPAIO] BRUNO

Porto, 1909
Livraria Chardron, de Lello & Irmão, editores
1.ª edição
19 cm x 12,4 cm
VIII págs. + 296 págs.
subtítulo: Subsidios Moraes Para Seu Juizo Critico
exemplar estimado, com falhas de papel nos topos superior e inferior da lombada; miolo limpo
assinatura de posse sobre o frontispício
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

Diz Joel Serrão no seu Sampaio Bruno, o Homem e o Pensamento (Editorial Inquérito, Lisboa, 1958): Em pleno conflito ideológico com Afonso Costa, que chegou a agredir Sampaio Bruno fisicamente, o que levou este último a afastar-se do Partido Republicano, será ainda «[...] na qualidade de jornalista republicano independente que ele vai travar o veemente combate, que foi o seu, contra a ditadura de João Franco. Volta-lhe o ardor combativo de outrora. Escreve quase diàriamente um artigo. Insurge-se contra a supressão dos direitos cívicos e, quando, em 1908, João Franco caiu, logo após o assassinato do rei e do príncipe herdeiro, exclama: “o regicídio é, seguramente, um acto condenável, mas o despotismo não o é menos. O tiranicídio é, na verdade, um crime; mas a tirania é também um crime”. [...]»
O vertente livro serve História na exactidão dos factos e na conotação posta nos mesmos.

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A Questão Religiosa



[SAMPAIO] BRUNO

Porto, 1907
Livraria Chardron, de Lello & Irmão, editores
1.ª edição
19,1 cm x 12,8 cm
XXXII págs. + 452 págs.
encadernação de amador antiga em meia-inglesa com cantos em pele, gravação a ouro na lombada
pouco aparado, sem capas de brochura
exemplar muito estimado; miolo limpo, restauros marginais nas folhas da pág. 51 à pág. 54 sem afectar o texto
40,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Reflexão



AGOSTINHO DA SILVA
pref. F. da Cunha Leão

Lisboa, s.d. [1956 ?]
Guimarães Editores
[2.ª edição]
18,5 cm x 12,2 cm
152 págs.
subtítulo: À Margem da Literatura Portuguesa
capa impressa a três cores directas e relevo seco
exemplar como novo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Reedição de um texto antes publicado pelo Ministério da Educação do Brasil, em que George Agostinho da Silva expõe uma «[...] verdadeira filosofia da nossa História – já que encerra visão lúcida e originalíssima do sentido histórico de Portugal, e mais do que isso, aguda interpretação da missão transcendental de um povo [...]» (do prefácio do editor Cunha Leão).

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Stendhal – Mérimée


AGOSTINHO DA SILVA

[Vila Nova de Famalicão], 1947
ed. Autor
1.ª edição
17,5 cm x 11,7 cm
184 págs.
subtítulo: Dois Ensaios de Interpretação
exemplar muito estimado; miolo limpo, por abrir
20,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Poesias


GUILLEVIC
trad. e pref. David Mourão-Ferreira

Lisboa, 1965
Editora Ulisseia Limitada
1.ª edição
bilingue
18,2 cm x 10,2 cm
XXVI págs. + 78 págs.
orientação gráfica do pintor Espiga Pinto
com sobrecapa em papel de alcatrão
é o n.º 4 da prestigiada Colecção Poesia e Ensaio
exemplar como novo
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

Eugène Guillevic, conheceu todas as guerras do século XX europeu; a de 1968, inclusive. Na segunda assumiu-se como poeta da Resistência, e nunca mais deixou de o ser. Brevemente aqui traduzido por Mourão-Ferreira, cujo texto de Apresentação não perde a oportunidade de atirar sobre o conservador T. S. Eliot.

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terça-feira, janeiro 27, 2015

Sobre as Falésias de Mármore


ERNST JÜNGER
trad. Carlos Sampaio
capa de Catherine Labey

Lisboa, 1973
Editorial Estúdios Cor, S.A.R.L.
1.ª edição
21,2 cm x 14,8 cm
152 págs.
exemplar como novo, por abrir
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Embora intelectual reputado nos meios políticos da direita alemã, Ernst Jünger (1895-1998) nunca aceitou o nazismo, e como tal sempre manteve a sua distância relativamente aos métodos quer de Hitler, quer de Goebbels. Não lhe foi, porém, necessário partir para o exílio, como aconteceu a tanta gente nessa época infame...

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segunda-feira, janeiro 26, 2015

A Hora Secreta


JOÃO PEDRO DE ANDRADE
capa de António Cardoso


Sá da Bandeira (Angola), s.d. [1963 ?]
Publicações Imbondeiro
[1.ª edição]
16,6 cm x 12,2 cm
96 págs.
colecção fundada e dirigida pelos escritores Garibaldino de Andrade e Leonel Cosme
exemplar estimado, miolo limpo
assinatura de posse na folha de ante-rosto
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Deve-se-lhe talvez o mais notável estudo acerca de Raul Brandão (Arcádia Editora, colecção A Obra e o Homem, Lisboa, s.d.), assim como múltipla crítica literária espalhada, nos anos 40 do século XX, por periódicos como O Diabo, a Seara Nova ou o Diário de Lisboa.
O vertente voluminho inclui no final a peça em 1 acto A Inimiga dos Homens, anteriormente representada na Sociedade de Instrução Guilherme Cossoul, em 1951, texto dramático que teve melhor sorte de palco do que tantos outros seus, perseguidos que foram pela censura.

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Isabel


ANDRÉ GIDE
trad. de João Pedro de Andrade
capa de Paulo Guilherme

Lisboa, 1958
Editorial Estúdios Cor, Lda.
1.ª edição
19,6 cm x 14,5 cm
176 págs.
é o n.º 26 da Colecção Latitude, dirigida por Nataniel Costa
exemplar muito estimado; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Gide, prémio Nobel em 1947, foi o fundador, no início do século XX, da Nouvelle Revue Française, a célebre nrf, ainda hoje preservada na memória em nome de colecção nas edições Gallimard.


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O Anão


PÄR LAGERKVIST
trad. de João Pedro de Andrade
capa de António Vaz Pereira

Lisboa, 1958
Editorial Cosmos, Ltd.
2.ª edição
19,5 cm x 14,4 cm
200 págs.
colecção dirigida por Nataniel Costa
exemplar estimado, miolo limpo
carimbo de posse na folha de ante-rosto
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Romancista, contista, poeta, dramaturgo e ensaísta sueco, laureado com o Nobel. Ao lê-lo não podemos deixar de ser assaltados por imagens da filmografia de Ingmar Bergman, seu compatriota.
Nota: capa igual à da 1.ª edição, diferindo apenas na combinação das cores.

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Franco-atirador – Ideias, Combates e Sonhos



ANTÓNIO QUADROS

Lisboa, 1970
Espiral
1.ª edição
20,8 cm x 16,5 cm
244 págs.
colecção dirigida por António Braz Teixeira, de uma série de livros com textos doutrinários, complemento à edição da revista Espiral, dirigida esta pelo próprio António Quadros
exemplar estimado; miolo limpo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Uma passagem do texto O Que o Racismo Ensina:
«[...] Se a monstruosidade dos campos de concentração e do extermínio de seis milhões de judeus na Alemanha de Hitler constituiu, há vinte e cinco anos, uma desgostante chaga reveladora da negatividade a que pode descer a natureza humana, a discriminação racial na África do Sul ou o desencadear da violência racista nos Estados-Unidos são porventura, se possível, ainda mais clarificantes da distância que vai tardando a preencher-se entre os conceitos intelectuais e científicos de uma sociedade dita “desenvolvida” (a sociedade da abundância) e a pobreza moral e ética de certos estractos desta mesma sociedade. [...]»

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A Angústia do Nosso Tempo e a Crise da Universidade


ANTÓNIO QUADROS

Lisboa, 1956
Cidade Nova
1.ª edição
18,6 cm x 12,4 cm
164 págs.
exemplar estimado, capa com vagos picos de acidez; miolo irrepreensível
30,00 eur (IVA e portes incluídos)


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A Existência Literária



ANTÓNIO QUADROS

Lisboa, 1959
Sociedade de Expansão Cultural
1.ª edição
19,6 cm x 14,2 cm
224 págs.
capa impressa a duas cores e relevo seco
exemplar estimado; miolo limpo
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

Interessantíssimo conjunto de ensaios literários, cobrindo reflexão vária sobre, por exemplo, Branquinho da Fonseca, José Gomes Ferreira, Fernando Namora, Vergílio Ferreira, José Régio, Pessoa, Camões. Muitos outros escritores e filósofos são aí abordados por este autor, que nasceu num meio vocacionado para a erudição, visto ser filho de Fernanda de Castro e António Ferro. Especial destaque para os últimos sete textos, que formam o capítulo VI, onde a «condição do escritor» é tratada.

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Modernos de Ontem e de Hoje


ANTÓNIO QUADROS

Lisboa, 1947
Portugália Editora
1.ª edição
19,3 cm x 12,4 cm
304 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
ocasionais carimbos de entrada na biblioteca da Sociedade de Língua Portuguesa
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Livro de estreia do autor, é um interessante conjunto de ensaios sobre literatura, em que se fala desde Marcel Proust, ou Henry Miller, até aos brasileiros Lins do Rego e Erico Veríssimo e aos portugueses Eça, Fernando Pessoa e Cesário.

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Portugal, Entre Ontem e Amanhã


ANTÓNIO QUADROS

s.i. [Braga], Janeiro de 1976
Sociedade de Expansão Cultural [imp. Livraria Editora Pax, Lda.]
1.ª edição
19 cm x 12,8 cm
344 págs.
subtítulo: Da Cisão à Revolução. Dos Absolutismos à Democracia
exemplar muito estimado, sem qualquer quebra na lombada; miolo limpo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Reflexão acerca dos acontecimentos que estiveram na génese da Revolução de Abril, mas principalmente acerca da então história vivida passo a passo. O ponto de vista – ao mesmo tempo que na badana do livro se lhe tenta criar, ostensivamente, uma “reputação democrática” – é o do anticomunismo primário: «[...] Com o consulado de Vasco Gonçalves e com as perturbações populares que se lhe sucederam a vários níveis, com o vanguardismo utopístico-abstracto da esquerda radical e com o assalto marxista à cultura, à educação e à informação portuguesas, corremos na verdade o risco de uma desagregação convulsiva de unidade nacional. [...]»

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Problemática Concreta da Cultura Portuguesa


ANTÓNIO QUADROS

Lisboa, 1957
CEPS – Centro de Estudos Político-Sociais
1.ª edição
22,5 cm x 14,6 cm
76 págs.
capa impressa e com rótulo colado
exemplar estimado; miolo limpo por abrir
carimbo de posse na folha de ante-rosto
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Conferência proferida pelo filho de António Ferro, que aproveita para tecer largos elogios à «política do espírito» conduzida pelo pai...
Brochura ausente da exaustiva bibliografia tornada pública pela Fundação António Quadros.

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Fausto [partitura]




JULES BARBIER e MICHEL CARRÉ, libretto
CHARLES GOUNOD, música

Paris, s.d. [circa finais do séc. XIX]
Choudens, Éditeur
s.i.
27,2 cm x 19,7 cm
4 págs. + 246 págs.
subtítulo: Opera in cinque atti
encadernação antiga inteira em tela encerada com gravação a negro na lombada e cercaduras decorativas em relevo seco em ambas as pastas
exemplar estimado; miolo limpo
carimbo da loja de Augusto Neuparth no rodapé do frontispício
50,00 eur (IVA e portes já incluídos)

Versão operática italiana a partir da peça de teatro Fausto e Margarida, de Michel Carré, inspirada, por seu turno, na obra-prima alemã de Goethe. O vertente livro constitui apenas a notação musical para piano e voz.

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Na Linha de Fogo – Crónicas Subversivas


MANUEL RIBEIRO

Lisboa, 1920
Empreza Editora Popular (de Estevam de Carvalho)
1.ª edição
20,1 cm x 13,8 cm
120 págs.
exemplar estimado, com discretos restauros nos topos superior e inferior da lombada; miolo limpo
PEÇA DE COLECÇÃO
55,00 eur (IVA e portes incluídos)

Livro do período revolucionário de Manuel Ribeiro, intencionalmente excluído da sua posterior bibliografia, após ter estado preso e haver renegado antecedentes de vida bem mais interessantes do que a sua conversão mística e o enveredar por uma estética literária menor. Na vertente compilação de artigos, que, entre 1912 e 1913, haviam saído no jornal O Sindicalista, são particularmente interessantes, para além do elogio a Tomás da Fonseca, um referindo-se à acção social e pedagógica de A Voz do Operário e outro deles à «acção directa» propriamente dita.

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A Ressurreição


MANUEL RIBEIRO
capa de Alfredo Moraes

Lisboa, 1923
Livraria Editora Guimarães & C.ª
1.ª edição
19,3 cm x 12,6 cm
320 págs.
exemplar muito estimado; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Manuel Ribeiro (1878-1941), ferroviário, começou por ser um ateu anarco-sindicalista, depois foi membro fundador do Partido Comunista Português, acabando por converter-se ao catolicismo. Com colaboração espalhada por publicações de referência, como A Batalha ou A Bandeira Vermelha, será preso no Limoeiro na sequência de uma greve operária em 1920, o que terá influenciado decisivamente o seu retrocesso, mas também a futura abertura de portas ao exercício da profissão de conservador na Torre do Tombo. Artisticamente ficou no rodapé da história literária devido à sua reabilitação do romance tipo “gótico”, que teve o verdadeiro cultor em Alexandre Herculano.

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A Ressurreição


MANUEL RIBEIRO
capa de Alfredo Candido

Lisboa, 1925
Livraria Editora Guimarães & C.ª
4.ª edição
19,2 cm x 12,4 cm
316 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
valorizado pela dedicatória manuscrita do Autor
20,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Esplendor Mais Alto


MANUEL RIBEIRO

Lisboa, s.d.
Livraria Editora Guimarães & C.ª
1.ª edição (1.º milhar)
18,2 cm x 12 cm
270 págs.
exemplar muito estimado; miolo limpo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)


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domingo, janeiro 25, 2015

Tratado de Metrificação Portugueza



A. [ANTÓNIO] F. [FELICIANO] DE CASTILHO

Lisboa, Outubro de 1858
Em Casa dos Editores Livraria Central
2.ª edição («correcta e augmentada»)
19,1 cm x 13,5 cm
XII págs. + 156 págs.
subtítulo: Para em pouco tempo e até sem mestre se aprenderem a fazer versos de todas as medidas e composições seguido de considerações sobre a declamação e poetica
encadernação da época com sóbria gravação a ouro na lombada
pouco aparado, sem capas de brochura
exemplar estimado; miolo irrepreensível
55,00 eur (IVA e portes incluídos)

Do Prólogo do autor:
«[...] Se o fazer versos é para poucos, o entender de versos, o poder avalial-os com exacção, e recital-os com justesa, é para um e outro sexo uma prenda de manifesta vantagem; requinta-se o gosto de uma importante especie de leitura, que desenvolve, e pule o gosto natural; não se refoge por medo ou justa vergonha de ler em voz alta e em publico, e sobre tudo com este tão facil como agradavel tirocinio se affaz o ouvido para escrever a prosa nacional com muito mais graça e affinação [...]»

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A Reacção Ultramontana em Portugal ou a Concordata de 21 de Fevereiro



A.[LEXANDRE] HERCULANO

Lisboa, 1857
Na Typ. de José Baptista Morando
1.ª edição
22,9 cm x 14,4 cm
2 págs. + XII págs. + 58 págs.
exemplar estimado, com restauros na capa nomeadamente na lombada; miolo limpo
peça de colecção
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

Temos aqui um dos grandes textos do liberalismo, em que Herculano afirma a sua oposição relativamente às “políticas” da Igreja católica, do mesmo modo que se distancia da perniciosa influência desta última na formação mental do povo português. Mas o que estava, sobretudo, aqui em jogo era a discussão do tratado nacional a vir a ser assinado com a Santa Sé, e que enquadraria deveres religiosos nacionais a gosto da reacção absolutista. Num dos seus múltiplos aspectos, esse tratado – a Concordata – destinava-se a atrofiar a ambição imperial portuguesa na Ásia. Diz Herculano, a dado passo, nas suas Palavras Preliminares:
«[...] A guerra é com a usurpação estrangeira e com o jesuitismo e ultramontanismo ad hoc de certo grupo de reaccionarios, fezes de todos os partidos, mas principalmente das facções liberaes.
O catholicismo, ainda o mais fervoroso, é estranho á contenda. Não se tracta hoje da crença que herdámos de nossos pais e que devemos transmittir intacta a nossos filhos: tracta-se do direito: tracta-se de manter os limites do sacerdocio e do imperio. [...] O que não somos obrigados a acceitar é os erros e abusos dos seus [da Igreja romana] ministros ou a deslealdade dos nossos; o que não podemos tolerar é a insaciavel ambição de dominio da curia romana, incapaz de se desenganar de que as doutrinas de Gregorio VII ácerca da supremacia politica de Roma sobre os reis e sobre os povos não triumpharão jámais. [...]»
Estava, pois, outra vez reaberto – os dois primeiros volumes de Da Origem e Estabelecimento da Inquisição em Portugal, em 1854-1855, haviam sido um primeiro episódio – o aceso e vasto debate de ideias que sedimentaria nos republicanos, mais tarde, o seu espírito anticlerical.

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Alexandre Herculano

 

DIOGO ROSA MACHADO

Lisboa, 1900
Livraria Editora Tavares Cardoso & Irmão
1.ª edição
19 cm x 12,5 cm
56 págs.
subtítulo: Conferencia pública realizada no Atheneu Commercial de Lisboa, na noite de 15 de Julho de 1900
exemplar estimado, falhas de papel na lombada; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)


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quinta-feira, janeiro 22, 2015

Camões – Revista de Letras e Culturas Lusófonas [Saramago]


Lisboa, n.º 3, Outubro / Dezembro, 1998
dir. Jorge Couto
Instituto Camões
design gráfico de Luís Moreira
[número especial inteiramente dedicado ao Prémio Nobel português]
28 cm x 24,2 cm (formato de álbum)
112 págs.
miolo profusamente ilustrado impresso a cor sobre papel superior, capa impressa sobre cartolina canelada
exemplar como novo
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Colaboração, entre outros, de José Manuel Mendes, Baptista-Bastos, Vázquez Montalbán, Enrique Vila-Matas, Dario Fo, Carlos Fuentes, Carlos Reis, etc.

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As Opiniões que o DL Teve


JOSÉ SARAMAGO
capa de Lucília Louro


Lisboa, Janeiro de 1974
Seara Nova / Futura
1.ª edição
18,4 cm x 11,5 cm
224 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
assinatura de posse no frontispício
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

Reunião dos melhores artigos que ao longo de quase dois anos o escritor, na qualidade de editorialista, produziu anonimamente para as páginas do Diário de Lisboa. Aí avultam alguns que nem sequer puderam ser publicados, facto (censório) que, segundo a nota de apresentação deste livro, ainda editado antes do fim da ditadura do Estado Novo, «não precisa explicação». Trata-se, pois, do último livro de Saramago antes da queda do regime fascista.

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Deste Mundo e do Outro


JOSÉ SARAMAGO
grafismo de Mendes de Oliveira

Lisboa, 1971
Editora Arcádia, S. A. R. L.
1.ª edição
18,1 cm x 10,7 cm
224 págs.
exemplar como novo
peça de colecção
90,00 eur (IVA e portes incluídos)

Reunião de crónicas; em algumas o tom é poético e empolgado, pouco comum numa época deprimida e sitiada.

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Manual de Pintura e Caligrafia


JOSÉ SARAMAGO
capa e plano gráfico de Luís Duran

Lisboa, 1976
Moraes Editores
1.ª edição
20 cm x 14 cm
352 págs.
subtítulo: Ensaio de Romance
exemplar muito estimado; miolo limpo
180,00 eur (IVA e portes incluídos)

Das fichas de leitura do serviço de Bibliotecas Itinerantes da Fundação Calouste Gulbenkian, assinada por Joana Varela em 1984:
«Se José Saramago quisesse ser exacto e gostasse de desvendar segredos, em vez de “Manual de pintura e caligrafia”, chamaria muito simplesmente ao seu livro “Manual de vida”, porque, no fundo, é só disso que se trata: Um pintor de retratos da alta burguesia lisboeta, H., começa simultaneamente o retrato “oficial” de S., administrador de uma empresa, um retrato clandestino onde procura pôr o que no primeiro se escapa e uma espécie de diário. A como que finura que o segundo retrato instala na sua pintura, é homóloga da finura da reflexão que a escrita inaugura – e ambas tendem para a ruptura: do modo de vida, do modo de arte, do modo de pensamento. Tudo acaba por convergir numa teoria, aliás por diversas vezes expressa no livro: toda a literatura é autobiográfica, todo o retrato é auto-retrato, toda a forma de arte é forma de vida. E vice-versa. O que o livro relata, portanto, é, na primeira parte, uma conversão à estranheza da intimidade e, na segunda, à sua habitação – no entanto, porque o escritor só deve falar de tudo que sabe, a primeira parte, a do cinismo, a da distância, a da auto-impiedade é infinitamente superior à conclusão, adocicada por um encontro que tem a dupla vantagem e cegueira de ser amoroso e político. De qualquer forma, [...] pensamos que a sua aquisição é recomendável

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Que farei com este livro?



JOSÉ SARAMAGO
posfácio de Luiz Francisco Rebello
capa de José Araújo


Lisboa, 1980
Editorial Caminho, SARL
1.ª edição
18,5 cm x 12 cm
168 págs.
tiragem declarada de apenas 3.000 exemplares
exemplar estimado; miolo irrepreensível
55,00 eur (IVA e portes incluídos)

Peça de inspiração camoneana. Apresenta a curiosidade de ainda ser dedicada «À Isabel [da Nóbrega], cada vez mais»...

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Uma Mulher em Berlim



CHRISTINE GARNIER
trad. de José Saramago

capa de Sebastião Rodrigues

Lisboa, 1957
Publicações Europa-América
1.ª edição
19,6 cm x 14,1 cm
288 págs.
exemplar muito estimado; miolo limpo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

A autora, jornalista basto conhecida em Portugal pelo menos desde a publicação, em 1952, do seu livro autocomplacente Férias com Salazar [Parceria António Maria Pereira, Lisboa], surge-nos aqui (traduzida pelo comunista José Saramago, e numa editora da resistência antifascista) a assinar um romance característico da cidade que a guerra dividiu.

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Gigi


COLETTE
trad. de José Saramago

capa de Paulo-Guilherme

Lisboa, 1958
Editorial Estúdios Cor, Ld.
1.ª edição
19,4 cm x 14,5 cm
192 págs.
colecção dirigida por Nataniel Costa
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Palavras da própria Autora: «[...] Que rigor nas linhas de má conduta, que imutabilidade nos sinais do êxito e do poder, que burocracia nos prazeres! [...]»

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A Vida de Liszt


GUY DE POURTALÈS
trad. José Saramago

Lisboa, 1959
Editorial Estúdios Cor, Lda.
1.ª edição
21,8 cm x 15,3 cm
296 págs. + 9 folhas em extra-texto
ilustrado
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo, por abrir
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da nota editorial na contracapa:
«Franz Liszt é, sem dúvida, uma das mais sedutoras e ricas figuras da história da música. Pianista e compositor de igual genialidade, típico representante do romantismo musical, Liszt foi igualmente o anunciador dos caminhos que iriam florescer em Wagner. [...]
Como homem, Franz Liszt foi um verdadeiro filho do romantismo. Passeando pela Europa a sua inigualável glória de virtuose do piano, viveu como tocou. Entre a sua música e a sua técnica de interpretação, por um lado, e a sua vida, houve pelo menos um ponto de contacto: a paixão, com tudo o que nela possa haver de grandeza, de excesso, de desmedida. [...]»

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História da Dança e do Ballet


ADOLFO SALAZAR
trad. e notas de Tomaz Ribas

Lisboa, 1962
Realizações Artis
1.ª edição
25,8 cm x 20,2 cm
316 págs. + 1 folha em extra-texto (cor) + 42 folhas em extra-texto (pb) + 14 cromos (pb) colados nas cortinas de capítulo
profusamente ilustrado a negro e a cor, corpo do texto impresso a duas cores directas
impressão em rotogravura sobre papel superior
encadernação editorial inteira em pele gravada a prata na pasta anterior e na lombada, rótulo de pele gravado a prata na lombada
sobrecapa impressa em bicromia
exemplar em muito bom estado de conservação, sobrecapa com pequenos defeitos; miolo irrepreensível
65,00 eur (IVA e portes incluídos)

Adolfo Salazar (1890-1958) foi musicólogo, crítico, historiador e compositor espanhol, tendo-se notabilizado no domínio da música sinfónica e de câmara.
Tomás Ribas teve o cuidado de acrescentar à obra um capítulo relativo ao ballet em Portugal.

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Que É o Ballet


TOMÁS RIBAS

Lisboa, 1959
Editora Arcádia Limitada
1.ª edição
18,1 cm x 10,7 cm
256 págs.
corte das folhas carminado
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo limpo
valorizado pela dedicatória manuscrita do Autor
25,00 eur


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A Dança e o Ballet no Passado e no Presente


TOMAZ RIBAS

Lisboa, 1959
Editora Arcádia Limitada
1.ª edição
21 cm x 14,5 cm
316 págs. + 6 págs. em extra-texto
exemplar estimado; miolo limpo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Professor de história da dança na Escola de Bailado Clássico do Teatro Nacional de São Carlos, romancista e crítico musical, Tomaz Ribas dá-nos, neste extenso ensaio, «[...] uma introdução geral aos principais problemas estéticos e à evolução histórica da matéria que versa. [...]» (da nota de contracapa).

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terça-feira, janeiro 20, 2015

Athena – Revista de Arte


Lisboa, Outubro de 1924 a Fevereiro de 1925
dir. Fernando Pessoa e Ruy Vaz
5 números em 1 volume (colecção completa)
edição fac-similada, 1983
Contexto Editora, Lda.
26,6 cm x 19,6 cm
16 págs. + [2 págs. + 64 págs. + 2 págs.] + [2 págs. + 68 págs. + 1 cromo colado + 2 págs.] + [2 págs. + 70 págs. + 2 págs.] + [2 págs. + 68 págs. + 2 págs.] + [2 págs. + 54 págs. + 2 págs.]
profusamente ilustrados
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

Segundo a apresentadora desta reedição da Athena, Teresa Sousa de Almeida, a revista procurava ser «[...] uma alternativa possível nos anos vinte. À mundanidade da Contemporânea opunha a seriedade de uma reflexão teórica, praticamente inexistente em Portugal. Não pretendia desencadear nenhum movimento inaugurador como Orpheu, num tempo pouco propício a aventuras ou a paixões.
É preciso, no entanto, observar que atrás de Athena está, não uma geração que se tinha desfeito, mas apenas o esforço voluntarista de Pessoa que, assinando sob diferentes nomes textos e posições teóricas divergentes, procurou fazer dela o espaço de uma utopia. De facto [...] Athena é fundamentalmente uma encenação. Foi criada para que os poemas de Fernando Pessoa, de Ricardo Reis ou de Alberto Caeiro pudessem aparecer integrados num qualquer movimento, numa qualquer estética. O resto, diríamos nós, parafraseando ainda Pessoa a propósito de Orpheu, é quase paisagem. [...]»

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Das Ordens Religiosas em Portugal




PEDRO DINIZ

Lisboa, 1853
Typographia de J. J. A. Silva
1.ª edição
16,5 cm x 11,6 cm
432 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
encontra-se em brochura por aparar e com a capa de protecção em papel azul, tal como circulou na época; rótulo original manuscrito *
discretas assinaturas de posse no bordo superior do frontispício
85,00 eur (IVA e portes incluídos)

Inocêncio Francisco da Silva / Brito Aranha, Diccionario Bibliographico Portuguez, vols. VI e XVII, Imprensa Nacional, Lisboa, 1862 e 1900:
«[...] Do plano, ou traça d’este livro dá seu auctor uma idéa assás explicita, dizendo no cap. I, a pag. 9: “Procurámos responder ás accusações que se fizeram, e se fazem ainda aos frades de Portugal, e mostrar que, senão em todas, em grande parte ha calumnia, absurdo e odio inveterado, mas sem fundamento. Depois damos uma noticia das ordens que n’estes reinos houve, da sua origem e introducção. Depois ainda apresentâmos alguns casos em que os frades mostraram a sua utilidade, já missionando, já escrevendo e ensinando: e finalmente concluimos, fazendo algumas reflexões sobre a abolição do monachismo, e procurando mostrar que, só uma restituição sisuda das ordens religiosas póde attenuar os tristes effeitos da sua extincção.”
[...] Para se provar o seu [de Pedro Diniz] merecimento e as suas aptidões, e sobretudo os seus estudos de questões economicas, conta se d’elle, e tenho como certo, que escrevia no Mercantil ácerca de um assumpto palpitante de economia politica; e respondia, com argumentação opposta á que defendêra, na Patria ou na Civilisação.
Por decreto de 7 de abril de 1870 recebêra o grau de official da ordem de S. Tiago, do merito scientifico, litterarío e artistico; mas creio que não usou.
[...] Desempenhou longos annos as funcções de administrador, guarda livros e bibliothecario da opulentissima casa dos viscondes de Valmór, e não exerceu outro emprego até o seu fallecimento occorrido em junho de 1896. [...]»

* Os exemplares que chegaram até nós assim preservados não devem nunca ser aparados ou encadernados, dada a importância do seu testemunho físico, enquanto peças para a história das artes tipográficas e editoriais; aconselham-se vivamente os estojos.

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Patrão Bento


ALEIXO RIBEIRO
capa de Manuel Correia

Lisboa, 1962
Editorial Estúdios Cor, Lda.
1.ª edição
19,6 cm x 14,2 cm
272 págs.
exemplar como novo, por abrir
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da nota editorial na badana:
«Nasceu em 1899, em Lisboa. Depois dos estudos secundários, frequentou a Faculdade de Ciências daquela cidade, não tendo concluído o curso por motivo de um protesto de estudantes. Foi jornalista, assistente de cinema, agente artístico, contribuindo, nesta qualidade, para a apresentação em Lisboa da Companhia dos Bailados Russos de Serge de Diaghilev. Numa época difícil da sua vida, viu-se forçado a exercer a actividade sub-literária de folhetinista.
[...] Dos trabalhos e dos dias da gente portuguesa, é a vida do pescador, do homem do mar, que menos atenção tem merecido dos nossos escritores, ressalvadas as raras e bem conhecidas excepções.
Este romance de Aleixo Ribeiro é todo ele consagrado a um porto de pesca da costa portuguesa. [...]»

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Depois da Cicuta


ANGUS WILSON, sir
trad. de Mário-Henrique Leiria

pref. de Luís de Sousa Rebelo
capa de João da Câmara Leme

Lisboa, 1961
Portugália Editora
1.ª edição
19 cm x 13,3 cm
340 págs.
exemplar em bom estado, com sinais de arrastamento das pinças da máquina de dobragem nas margens dos dois primeiros cadernos; miolo limpo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Romance pioneiro (data de 1952) da literatura explicitamente homossexual, constitui também um atento retrato da hipocrisia inglesa:
«[...] Angus Wilson compraz-se em alfinetar as ideias reaccionárias e filo-fascistas de alguns desses seus compatriotas, ao mesmo tempo que nos dá a comédia dos pequenos funcionários na rotina burocrática e na aposentação, ou a ruína de uma família, ou ainda esse outro mundo esquecido das velhas virgens. Tão-pouco lhe escapam os meios intelectuais, onde o talento anda de mistura com a vaidade pretensiosa. [...]» (do Prefácio)

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Dona Sinhá e o Filho Padre


GILBERTO FREYRE
pref. Osmar Pimentel
capa de Infante do Carmo

Lisboa, s.d. [circa 1964]
Edição «Livros do Brasil»
1.ª edição (portuguesa)
21,7 cm x 15 cm
240 págs.
impresso sobre papel superior creme
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da nota editorial na contracapa:
«A novela – que o autor, com alguma faceirice irónica, classifica de “seminovela” – trata o tema do homossexualismo masculino com a propriedade científica e a inteligência literária que lhe têm comummente faltado. Nem psicanalismo ultrapassado, nem organicismo aflito. Antes, uma síntese harmoniosa das sugestões com que o psíquico, o somático e o cultural podem iluminar num assunto de extrema complexidade.»

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6 Conferências em Busca de um Leitor


GILBERTO FREYRE
pref. Gilberto de Mello Kujawski

Rio de Janeiro, 1965
Livraria José Olympio Editôra S.A.
1.ª edição
21,4 cm x 14,2 cm
XXVI págs. + 198 págs.
exemplar muito estimado; miolo limpo
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

Do Prefácio:
«A prova desde logo enfrentada pelas conferências aqui reunidas sob título de sabor pirandelliano é, como não poderia deixar de ser, a prova da oportunidade. Pronunciadas entre 1946 e 1955, já teriam perdido ensejo não fôssem ditadas por um estudioso há muito senhor dos ritmos dominantes de nossa articulação social. O tempo não fêz senão confirmar a pertinência progressiva das observações então arroladas em caráter só aparentemente incidental. Pertinência progressiva porque assentada na base de nossas constantes nacionais e porque respondendo, passo a passo, às emergências de nossa instauração político-social. Em inúmeros trechos o leitor levantará os olhos dessas páginas, interrogando-se, admirado, se não foram escritas hoje, se não foram pensadas para o atual instante de perplexidade e transição reconstrutivas. [...]»

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Aventura e Rotina


GILBERTO FREYRE
capa de Bernardo Marques

Lisboa, s.d. [circa 1953]
Edição «Livros do Brasil»
2.ª edição
21,7 cm x 15 cm
456 págs.
subtítulo: Sugestões de uma viagem à procura das constantes portuguesas de carácter e acção
exemplar estimado; miolo limpo, por abrir
25,00 eur (IVA e portes incluídos)


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O Mundo Que o Português Criou & Uma Cultura Ameaçada: a Luso-Brasileira


GILBERTO FREYRE
pref. António Sérgio
capa de Cândido Costa Pinto

Lisboa, s.d.
Livros do Brasil, Limitada
2.ª edição portuguesa
21,8 cm x 15,3 cm
224 págs.
subtítulo: Aspectos das Relações Sociais e de Cultura do Brasil com Portugal e as Colónias Portuguesas
exemplar estimado; miolo limpo
restauro na folha de rosto
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Admirável e arguto ensaio, em que Gilberto Freyre bem caracteriza a índole dos portugueses e a sua capacidade como povo colonizador, devido «[...] à sua própria formação psicológica e social, bastante distanciada dos traços comuns às outras sociedades da Europa, bem anti-europeia nas suas raízes mais espontâneas e mais profundas [...]. Creio mesmo que até hoje não se definiu com suficiente clareza esse desajustamento profundo do carácter português em relação ao ambiente europeu que o envolve. [...] Na verdade, não há nada mais anti-europeu do que a psicologia do Português e do que a sua própria vida social, em tudo o que ainda não sofreu a influência definitiva das outras culturas europeias... Os seus méritos de colonizador consistiram precisamente nos seus defeitos como nação europeia, considerada do ponto de vista europeu. [...]» E segue referindo a «falta de rigidez» e a doçura trágica de um povo virado para o Atlântico, para o ignoto, por força da existência de um tampão, que a Espanha para nós sempre foi. Gilberto Freyre, se fosse vivo ainda hoje, concluiria que apenas o desenvolvimento selvagem dos meios de comunicação para as massas – a rádio, a televisão e os jornais – veio modificar, sobretudo nos últimos quarenta anos, essas louváveis características da povoação portuguesa, não no sentido de a tornar mais europeia, mas no sentido de a amolecer e tornar indiferente ao seu próprio destino como nação.

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domingo, janeiro 18, 2015

Casa-Grande & Senzala


GILBERTO FREYRE
capa de Bernardo Marques

Lisboa, s.d.
Edição «Livros do Brasil»
2.ª edição [em Portugal]
21,8 cm x 15,1 cm
528 págs.
subtítulo: Formação da Família Brasileira Sob o Regime de Economia Patriarcal
exemplar estimado; miolo limpo, parcialmente por abrir
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Segundo o próprio Gilberto Freyre (1900-1987), trata-se de um «Ensaio sociológico ao mesmo tempo que antropológico-social e ecológico-social; histórico-cultural; científico sem deixar de ser humanístico. Às vezes até apoiado no folclore. Por conseguinte, nada ortodoxo em sua metodologia complexa. [...]»

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