terça-feira, janeiro 20, 2015

Das Ordens Religiosas em Portugal




PEDRO DINIZ

Lisboa, 1853
Typographia de J. J. A. Silva
1.ª edição
16,5 cm x 11,6 cm
432 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
encontra-se em brochura por aparar e com a capa de protecção em papel azul, tal como circulou na época; rótulo original manuscrito *
discretas assinaturas de posse no bordo superior do frontispício
85,00 eur (IVA e portes incluídos)

Inocêncio Francisco da Silva / Brito Aranha, Diccionario Bibliographico Portuguez, vols. VI e XVII, Imprensa Nacional, Lisboa, 1862 e 1900:
«[...] Do plano, ou traça d’este livro dá seu auctor uma idéa assás explicita, dizendo no cap. I, a pag. 9: “Procurámos responder ás accusações que se fizeram, e se fazem ainda aos frades de Portugal, e mostrar que, senão em todas, em grande parte ha calumnia, absurdo e odio inveterado, mas sem fundamento. Depois damos uma noticia das ordens que n’estes reinos houve, da sua origem e introducção. Depois ainda apresentâmos alguns casos em que os frades mostraram a sua utilidade, já missionando, já escrevendo e ensinando: e finalmente concluimos, fazendo algumas reflexões sobre a abolição do monachismo, e procurando mostrar que, só uma restituição sisuda das ordens religiosas póde attenuar os tristes effeitos da sua extincção.”
[...] Para se provar o seu [de Pedro Diniz] merecimento e as suas aptidões, e sobretudo os seus estudos de questões economicas, conta se d’elle, e tenho como certo, que escrevia no Mercantil ácerca de um assumpto palpitante de economia politica; e respondia, com argumentação opposta á que defendêra, na Patria ou na Civilisação.
Por decreto de 7 de abril de 1870 recebêra o grau de official da ordem de S. Tiago, do merito scientifico, litterarío e artistico; mas creio que não usou.
[...] Desempenhou longos annos as funcções de administrador, guarda livros e bibliothecario da opulentissima casa dos viscondes de Valmór, e não exerceu outro emprego até o seu fallecimento occorrido em junho de 1896. [...]»

* Os exemplares que chegaram até nós assim preservados não devem nunca ser aparados ou encadernados, dada a importância do seu testemunho físico, enquanto peças para a história das artes tipográficas e editoriais; aconselham-se vivamente os estojos.

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