terça-feira, fevereiro 10, 2015

A Poesia Portuguesa Hoje


GASTÃO CRUZ
capa do pintor António Palolo

Lisboa, 1973
Plátano Editora, SARL
1.ª edição
18,3 cm x 11,5 cm
232 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Todas as gerações de criadores artísticos trazem consigo os seus mentores e teóricos, cuja produção programática ou o exercício crítico gera sempre aquilo que, por conforto e facilidade de arrumação, se designa por “movimentos”. E são autênticos grupos de assalto às ideias estabelecidas e às cumplicidades vigentes, num espectáculo de confrontos culturais, o mais das vezes de lenta fatalidade para os envolvidos. Gastão Cruz protagonizou, neste plano, a agitação e propaganda do movimento Poesia 61, um corpo artístico empenhado em levar a pouca materialidade do neo-realismo português para as planícies minimalistas de uma nova vaga à francesa. Tarefa consumada, todavia, fora do período de exaltação da Poesia 61, pelo romance Finisterra de Carlos de Oliveira, muito mais tarde, em 1978.
A vertente reunião de textos avulsos de Gastão Cruz regista todos os tremores ensaísticos dessa época. De passagem, o surrealismo nunca lhe foi particularmente querido, o abjeccionismo ainda menos; embora se visse ele obrigado a reconhecer méritos em Cesariny – não sem, com propósito evidente, tentar apoucá-lo num certo «realismo» de trazer por casa.
A revisão de tais e tantas matérias virá a ser feita mais tarde, nos anos 70, por um outro poeta e exegeta de fina observação... e o mais alto representante do pensamento poético após o 25 de Abril: Joaquim Manuel Magalhães.

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