terça-feira, fevereiro 10, 2015

Os Dois Crepúsculos


JOAQUIM MANUEL MAGALHÃES
capa de Teresa Ferrand

Lisboa – Porto, 1981
A Regra do Jogo, Edições
1.ª edição [única]
21 cm x 12,6 cm
372 págs.
subtítulo: Sobre poesia portuguesa actual e outras crónicas
exemplar estimado, capa com algum desgaste; miolo irrepreensível
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

A maior parte dos grandes livros de ensaio versando a poesia portuguesa começam por ser artigos nas páginas literárias de periódicos condescendentes com a cultura. Este, do poeta Joaquim Manuel Magalhães, não é excepção. Era a forma que as gerações cultas em diálogo tinham de debater em público questões relevantes para o pensamento histórico, e de clarificar os grandes equívocos do isolacionismo. Hoje, esses espaços para a escrita vão sendo substituídos por páginas inteiras pagas por anunciantes, sem que ninguém se sinta atingido – e subtilmente cerceado! – na sua liberdade de expressão (pelo menos, ninguém tem dado sinais de repúdio...). O vertente livro, incontornável, de Magalhães é ainda reflexo dessa possibilidade, e no geral veio arrumar a casa da criação poética portuguesa após a II Guerra Mundial, pondo na prateleira dos enlatados fora de prazo muito neo-realismo literariamente débil, muita Poesia 61 estruturalizante e, sem excepção, todos os experimentalismos do concretismo da Covilhã.

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