segunda-feira, março 30, 2015

Finisterra


CARLOS DE OLIVEIRA
capa de Sebastião Rodrigues

Lisboa, 1978
Livraria Sá da Costa Editora
1.ª edição
19,9 cm x 12,6 cm
6 págs. + 186 págs.
subtítulo: Paisagem e povoamento
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

Acerca desta obra-prima do romance nacional escreveu incisivamente Silvina Rodrigues Lopes (vd. Carlos de Oliveira – O Testemunho Inadiável, Câmara Municipal de Sintra, 1996):
«[...] Ao mesmo tempo que põe em evidência as estruturas teleológicas da história, este romance escrito por Carlos de Oliveira desloca-se em relação a elas por um processo de escrita que implica um duplo gesto onde se reúne “planificação e acaso”, “acaso e necessidade”. Se quisermos, podemos começar por relacionar o processo como se apresenta a ruína da casa com a sua desconstrução. De facto, o homem que vagueia lá dentro vai ter oportunidade de questionar a documentação da família e verificar até a sua planta onde estão traçados os alicerces originais, que se mantêm apesar da reconstrução de partes acessórias da casa. Podemos dizer que é a ruína que torna possíveis a observação e o estudo da ruína, ou pelo menos que estes acompanham  aquela, acelerando-a ou, porventura, desviando-a: o espaço da casa é restituído à natureza selvagem, inútil do ponto de vista do capital, o que pode significar que de algum modo a lógica de organização social que o executor fiscal representa está sujeita à “catástrofe serena” no sentido de mudança lenta e imprevisível, a qual deixa em aberto a hipótese de um outro modo da paisagem e do povoamento, ou seja, a hipótese da revolução. [...]»

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