quarta-feira, abril 15, 2015

Breve Tratado de Não-Versificação



CARLOS QUEIROZ

Lisboa, 1948
edição do Autor
1.ª edição
17,4 cm x 13,3 cm
80 págs.
composto manualmente em elzevir
exemplar estimado, pequenos golpes na capa; miolo limpo
assinatura de posse no ante-rosto
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Autor que nos legou apenas dois livros de versos e alguma colaboração dispersa por revistas como, por exemplo, a presença, foi nos anos 40, com o pintor Bernardo Marques, director da Panorama e da Litoral. A sua irmã, Ofélia Queiroz, não pode deixar de ser aqui referida dada a ponte de amizade que estabelece entre o poeta seu irmão e Fernando Pessoa. Escritor do regime então dominante, premiado pelo Secretariado de Propaganda Nacional, teve de António Ferro mais do que mero apoio ao ser-lhe por este confiada a direcção da Panorama.
David Mourão-Ferreira teve sempre em alta estima o vertente livro (vd. «Para uma “arrumação” da poesia portuguesa dos anos 40», in Os Anos 40 na Arte Portuguesa, vol. 6, Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, 1982):
«[...] E se, finalmente, me pedissem [...] um único trecho [...] que melhor sintetizasse o que o mesmo decénio teve de menos positivo, creio que também aí não hesitaria. Iria buscá-lo a este texto do Breve Tratado de Não-Versificação, onde Carlos Queiroz, apenas em oito curtos versos, lapidarmente verberou os pendores de certo populismo e de certo “caravelismo” que de facto constituíram, em pólos opostos, os piores escolhos, os rochedos de Scylla e Caribdes da poesia dos anos Quarenta:
“Preceito bom
De aconselhar
A quem é novo
E sente o dom
Que faz cantar:
– Não especular
Nem com o mar
Nem com o povo.”»

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089