sexta-feira, maio 01, 2015

A Gruta dos Vagabundos




MARTINS JUNIOR
capa de Silva e Souza

Lisboa, 1928
Imprensa Lucas & C.ª [ed. Autor ?]
1.ª edição
18,9 cm x 12,6 cm
240 págs. + 1 folha em extra-texto
bonita encadernação (editorial ?) em tela encerada com motivo gravado a seco como fundo geral e gravação a ouro na pasta anterior e na lombada
conserva a capa de brochura
exemplar muito estimado; miolo limpo
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

«Era uma especie de grande bolsa», assim abre o livro de Martins Junior, «onde os mercadores, sem cotação e sem escrupulos, iam leiloar todos os privilegios da sua terra.
Ali, reuniam-se aqueles que formavam uma quadrilha chamada, ou geralmente conhecida pela “Santa aliança dos do Olho Vivo”. Na cidade puseram ao casarão o nome de S. Bento da porta aberta, mas o nome não estava bem colocado, porque, a porta estava aberta sómente para os que cumpunham o ramo florido do negocio. [...] Ali, no templo do negocio, na grande bolsa da terra, só podiam entrar aqueles cujas habilitações no golpe estivessem amplamente demonstradas por atos publicos ou como tal conhecidas. Á grande bolsa ia de tudo: parvos ambiciosos, estupidos arreigados á ganancia desmedida e finórios que não tinham outro objectivo senão o de governarem-se de qualquer forma sem olharem mesmo aos meios para conseguir os fins. [...]»
Isto dito por um republicano e, numa capa bem expressiva com Bernardino Machado a saudar o povo, graficamente ilustrado por outro republicano!...

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